Heartbeat - I wanna be yours

27 Wait for me to come home


Notas iniciais
Olaaa meninaaas! Esse é o penúltimo capítulo, então eu queria agradecer MUITO pela paciencia de vcs comigo e com a nossa personagem kkk Obrigada por me acompanharem nessa história, eu amei escrevê-la e espero que você também tenham gostado. Eu sei que estou atrasada com as reviews mas a minha avó não esta bem de saúde de novo, então eu estou meio sem tempo, mas eu JURO que vou responder todas vocês! Eu espero que gostem! Nome do capítulo: Me espere voltar para casa Beijos e boa leitura!

Um mês e dez dias depois.

Já haviam se passado dois meses desde o acidente com Isabella. Sua recuperação vinha sendo ótima e satisfatória, e em poucos meses ela já poderia andar em muletas. Todos iam visita-la com frequência, e aos poucos a rotina ia voltando ao normal. A pessoa que passava mais tempo com Bella era seu pai, para a felicidade dela. E a proximidade dos dois tinha aumentado muito, o que a ajudava ainda mais em sua recuperação. Edward vinha visita-la todos os dias, mas seu trabalho no hospital já tinha voltado, então ele não tinha mais todo o tempo do mundo pra ela, o que era bom por um lado, pois ela podia repensar milésimas vezes sobre a conversa que teve com Esme, e sobre a decisão que ela tomaria, por fim.

Esme em nenhum momento tinha a encorajado a deixa-lo, pelo contrário, ela sempre foi a maior incentivadora deles dois. E sobre o fato de não convidá-la para as boas vindas dele, Bella tinha entendido que não seria uma boa hora, eles se encontrando no meio da festa entre várias coisas não ditas. Mas no fim, acabou pior do que ela poderia imaginar. Tinha passado pela sua cabeça o que teria acontecido caso ela não tivesse ido atrás dele, nada teria acontecido e eles estariam bem, mas ao mesmo tempo ela acredita que tudo acontece como deve ser, então se ela deve passar por isso, que passe. Infelizmente existem coisas na vida que não podemos controlar, e Bella tinha plena ciência disso.

O dia se arrastou como todos os outros. Como as enfermeiras sempre foram amigas de Bella, ela conseguia trocar a gelatina sem sabor por um pedaço de bolo de chocolate, mas claro que tudo era feito escondido.

Depois de algumas horas, após o almoço, Edward chegou do plantão, cumprimentando Charlie. Rose e Alice revezavam com Charlie e Edward no hospital. Eles dormiam com Bella em suas folgas, deixando que Charlie pudesse dormir em uma boa cama.

— Papai, por que não vai tomar o seu café? Eu sei que esta sonhando com ele mas não quer sair do meu lado. – Ela disse carinhosa. Charlie a encarou. Eles dois já tinham conversado e ele sabia que a filha queria falar com Edward.

— Tudo bem querida, me ligue se eu demorar demais, ok? É que eles tem uma ótima torta de limão... – Ele disse sorrindo e Bella e Edward riram. Eles se despediram e Charlie deu um olhar longo em Isabella, passando coragem pra ela, e isso era algo que ela realmente ia precisar.

Edward fechou a porta atrás de Charlie e foi até Bella, beijou a testa dela e se sentou ao seu lado na cama. Bella sorriu, encarando o macbook em sua frente, franzindo a testa. Edward encarou a tela, fechando seu semblante e olhando para ela em seguida.

— Eu sei sobre a proposta há algum tempo. – Ela disse baixo e ele continuou encarando, se inclinando na direção dela. Isabella suspirou e encarou o computador. – A Alemanha tem bons programas de residência, você sabe. – Ela disse forçando um sorriso, fechando o computador e empurrando a mesinha que continha o mesmo para longe. Ela se ajeitou na cama, o encarando. – Eu quero que você vá, Edward. – Ela disse tentando soar o mais calma possível, mas seus lábios tremeram.

— O que esta dizendo? – Ele perguntou atordoado, passando a mão pelos cabelos e se inclinando sobre a cama, como se quisesse ouvir melhor.

— Você precisa ir. É uma grande oportunidade, não pode desistir disso por minha causa, não é justo. E são apenas dois anos, você pode voltar par Seattle depois e nós... – Ela disse séria, fazendo ele se levantar da cadeira, completamente desacreditado no que escutava.

— Nós o que? Você tem tomado alguns remédios a mais? Não acredito que esta me mandando embora. – Ele disse magoado, andando de um lado para o outro em volta da cama, parando do lado dela e se apoiando na grade de proteção, a encarando. – Por que esta fazendo isso agora? Justo agora que vai ser liberada do hospital, que nós vamos poder ficar bem? – Permaneceu com o tom triste, fazendo o coração dela se entristecer.

— Por favor, se sente. – Ela pediu com a voz trêmula, mas firme. Ele obedeceu, mesmo com a vontade enorme de gritar na cara dela que ela estava errada. – Me escute, ok? – Ela respirou fundo, se virando para ele na cama, o encarando. – Isso é o tipo de oportunidade que não deixamos passar pelas nossas vidas. A medicina podia não ser o seu sonho, mas você se esforçou tanto pra isso, e olhe onde você chegou! – Ela disse emocionada. – Eu estou tão feliz em ver o médico que você se tornou, Edward. Foram longos meses mas a cada dia você me surpreendia com um esforço, um raciocínio. A preocupação que você tem com o bem estar dos pacientes, o carinho com os familiares, isso tudo te faz um ótimo médico e você tem tanto potencial. Não é justo desperdiçar isso por minha causa, sabe? Ainda mais eu, que fui sua professora aqui no hospital. O meu maior orgulho vai ser ver você crescer na medicina, mesmo que longe de mim. – Ela sorriu triste, limpando as lágrimas do rosto e segurando a mão dele nas suas. – Você é uma pessoa maravilhosa, com um coração lindo, dedicado, atencioso, honesto, e todas essas foram coisas que me fizeram apaixonar por você. – Ela sorriu triste. – Seria muito egoísmo da minha parte te prender aqui, você entende? Eu te amo e quero você feliz, quero o seu sucesso. E nós aprendemos a seguir nossos caminhos sozinhos, não? Foi difícil, mas nós nos reerguemos sozinhos, nós conseguimos ser bons sozinhos. – Ela suspirou, chorando. Ele a encarava triste, também com as próprias lágrimas. – Não entenda isso como um pé na bunda. – Ela riu rapidamente. – Eu te amo muito, você sabe. Com todos os meus átomos. – Ela sorriu triste e ele chorou mais. – Mas eu sei que você quer isso. Eu sei que ainda não deu sua resposta para eles, e eu sei que o prazo acaba hoje. – Suspirou de novo. – Você precisa aceitar, Edward. Não pode deixar sua vida pra trás por minha causa...

— Mas eu te amo. – Ele cortou ela, chorando. – Eu não posso te deixar agora, Bella. Por favor. Foi a morte pra mim te ter naquela maca, e as vezes eu fecho os meus olhos e me vejo naquela sala, segurando o seu coração nas minhas mãos, te mantendo viva. Eu não poderia ir, mesmo se eu quisesse muito. – Ele disse chorando, a fazendo chorar mais também.

— Você deve. – Ela fungou. – É o seu futuro, sabe? Você precisa pensar nele.

— O meu futuro é com você. Eu não ligo para uma merda de um diploma, Bella. Nada disso importa. – Ele se aproximou dela, lhe beijando. – Nada importa, por favor.

— Isso é errado! Você precisa ligar, entende? Como você sabe que nós vamos dar certo? E se em alguns meses nós formos um desastre juntos? E se você se arrepender de não ter ido? E pior, se um dia nós brigarmos e você jogar essa culpa nas minhas costas? Me entenda, não estou dizendo que você é esse tipo de pessoa, mas nós falamos muitas coisas que não queremos em brigas, e isso magoa as pessoas. Eu não quero ser a mulher que te privou de um lindo futuro, sabe? Eu quero ser a pessoa que te encoraja a ser melhor, a crescer. E o melhor para você é ir pra lá, Edward. O seu futuro vai ser brilhante, e eu só insisto por que você tem potencial. – Ela disse convicta e ele negou com a cabeça. Isabella se inclinou para a mesa ao lado de sua cama, pegando sua pasta verde. Ela a segurou com carinho, estendendo na direção de Edward. Ele encarou confuso mas a pegou. – Eu escrevi tudo sobre você ai, desde o seu primeiro dia no hospital. Todo o seu progresso, desde o dia que você começou como meu estagiário até a semana do congresso. Dentro dessa pasta tem uma passagem para a Alemanha, junto com uma carta minha. Eu liguei para lá, dizendo que você aceitaria o emprego, mas eles querem uma confirmação sua. – Ele encarou a pasta nas mãos, chorando. Isabella também chorava, mas ela estava segurando ao máximo todas as lágrimas que ela podia.

— Você não esta fazendo isso, Swan. – Ele disse sério, limpando o rosto e se aproximando dela, segurando a pasta com força. – Não pode me mandar embora, amor. Não depois de tudo o que a gente passou, Bella. – Ele disse com a voz chorosa, fungando. Ela desabou no choro, o puxando para um abraço. Eles choraram um contra o outro.

— Eu estou, Cullen. E tudo isso é por que eu amo você, por favor, não entenda de outra forma. E você sabe, eu sempre vou esperar por você, sempre. – Ela segurou o rosto dele entre as mãos.

— Por favor... – Ele lamuriou.

— Não veja como uma despedida, sim? Veja como um até logo. – Ela sorriu triste.

— Eu não vou, Bella. Eu não posso. – Ele disse relutante.

— Você pode! – Ela rebateu.

— Não! – Ele disse mais alto.

— Não me faça terminar com você. – Ela disse séria e ele ficou tenso. – Se pra você ir, eu preciso dizer que não quero mais nada com você, então eu digo. Eu não... – Ela começou a falar com a voz trêmula, então ele a beijou, a calando.

Foi urgente e doloroso. Mas no fundo, ele sabia que deveria ir, que seria ótimo para o futuro dele. A medicina tinha virado sua paixão, mesmo que de forma forçada, e hoje ele não poderia se ver um dia se quer não atuando como médico. O sonho de qualquer pessoa era poder estudar fora, e agora ele tinha isso. Não que ele se importasse em jogar essa oportunidade fora, não seria um problema. Mas ele, assim como Bella, sabiam que um convite desses não viria duas vezes.

— Vamos comigo... – Ele sussurrou para ela, fazendo ela sorrir tristemente.

— Eu não posso, amor. – Ela disse doce e ele fechou os olhos com força, encostando a testa na dela.

— Vem comigo, Bella. Por favor, eu juro que eu cuido de você, e você com certeza pode conseguir algum bom emprego...

— Desse jeito? Eu vou demorar para voltar a andar, Edward. Minha mão ainda dói muito, eu nem sei se vou conseguir segurar um bisturi de novo. – Ela disse chorosa. Os médicos diziam que ela ficaria bem, mas Bella conhecia o próprio corpo, e ela sabia que talvez não poderia voltar a atuar como médica tão cedo.

— Mas todos estão muito otimistas sobre isso... – Ele disse esperançoso e ela sorriu triste.

— Se você diz. – Ela disse com desdém, desacreditada de que fosse se recuperar cem por cento. – Mas olhe, seja o mais maravilhoso possível lá, ok? Por mim, campeão. Me deixe orgulhosa. – Ela sorriu para ele, que voltou a chorar.

— Você sabe que vai ser impossível sem você, não sabe? – Ele disse triste, a encarando enquanto acariciava sua bochecha.

— Aqui também não será maravilhoso. Mas nos temos o Skype, não? E quando eu melhorar, talvez eu possa ir te visitar. – Ela sorriu triste e ele retribuiu.

— Isso seria bom, querida. – Acariciou o rosto dela.

— Eu só quero te pedir mais uma coisa. – Ela se ajeitou na cama, limpando o rosto. – Seria bom se você não me visse mais antes de ir. Em uma semana sai o seu voo e em poucos dias eu saio do hospital, eu só... Eu não vou conseguir me despedir, você entende? – Ela mordeu o lábio inferior, voltando a chorar, soluçando compulsivamente. Ele a abraçou.

— É só você dizer que me quer aqui, Bella. Eu largo tudo, tudo. – Ele beijou a cabeça dela, também chorando. E apesar de esmaga-la por dentro, ela sabia que isso era algo demais para se pedir. Era a carreira dele em jogo, uma experiência única, e isso era algo que ela não poderia tirar dele nunca.

— Nunca se esqueça que eu amo você, tudo bem? Eu devo a minha vida a você, Edward. Muito obrigada por ter sido corajoso por mim. Você foi a melhor coisa que me aconteceu nessa vida, e eu nunca poderei ser grata o suficiente. Eu sei que isso é pedir demais, mas, você me espera? – Ela pediu chorando, o encarando. – Espera por mim, Edward. – Ela chorou mais e ele se aproximou, beijando a testa dela.

— Sempre. Eu te amo. – Ele disse triste e eles choraram juntos por um tempo, até que foi o suficiente naquele momento.

Uma semana depois.

O dia tinha chego, finalmente. Ou não.

Edward bufou ao levantar da cama, encarando a mala no chão do seu quarto, se perguntando se isso era realmente o que ele queria fazer. Era óbvio que isso é a maior oportunidade de sua vida, mas ele tem certeza que o amor que sente por Bella ainda conseguia ser maior.

Há uma semana que eles não se viam, e hoje ele iria até o aeroporto. Seu apertou quando ele terminou de se trocar, pegando a foto dele e de Isabella sobre sua mesa e guardando em seu bolso. Ele sabia que tudo seria extremamente doloroso, mas ao mesmo tempo ele se sentia esperançoso com a oportunidade.

Ele desceu as escadas com suas malas, as colocando na sala. Esme iria levá-lo até o aeroporto junto com Emmett. Rose tinha descoberto a gravidez, o que o tinha deixado como um completo babão. Eles tinham decidido esperar o bebê nascer para se casarem, mas Emmett já a tinha pedido em noivado. Ver o amigo feliz daquela forma era muito reconfortante pra ele, mas a saudade também seria maior do que ele poderia medir. E dois anos não se passavam tão rápido assim.

— Vamos, querido? – Esme disse doce, encarando Edward.

— Sim. – Ele sorriu, pegando as malas e as colocando no carro. Voltou para a casa, indo até a cozinha e encontrando Carlisle sentado ali. Ele se aproximou e tocou o ombro do pai, recebendo um sorriso triste.

— Não acredito que você vai, garoto. – Ele riu em meio ao choro. – Eu estou tão orgulhoso, filho. Eu amo muito você. – Ele se levantou da cadeira, abraçando Edward apertado, então os dois homens estavam chorando.

— Também te amo, pai. Obrigada por ter me dado uma chance de recomeçar, por ter acreditado que eu tinha jeito. – Ele disse rindo e Carlisle o acompanhou.

— Eu sempre soube que você seria brilhante. Intuição de pai. – Ele disse orgulhoso e eles riram. – Eu te desejo toda a sorte que existe, filho. O mundo é seu, vá conquista-lo. – Ele disse encorajador e Edward sorriu triste.

— Você sabe que grande parte do meu mundo vai ficar aqui. – Ele disse triste e Carlisle colocou uma das mãos sobre o rosto dele, sorrindo.

— Nós nunca perdemos um grande amor. O que é nosso sempre encontra uma forma de achar o caminho de volta, se segure a isso. – Ele disse firme e Edward assentiu. Eles sorriram um para o outro e se abraçaram novamente.

Depois de minutos de choro, Edward conseguiu sair de casa com Esme, então eles foram até a casa de Emmett e Rose busca-lo. Bella já tinha saído do hospital á 4 dias e Emmett vinha passando o estado dela como um prontuário diário, o que deixava Edward calmo, sabendo que ela estava bem.

Ela sabia que se visse ele novamente, mudaria de ideia, por isso seria melhor manter a distancia. Mas quando a campainha da casa de Emmett tocou, o coração dela não conseguiu não falhar. Emmett viu Bella ofegar, rindo rapidamente antes de atender a porta. Esme apareceu com um sorriso, este se aumentando assim que ela viu Isabella.

— Mudou de ideia? – Ela perguntou para a Bella, sorrindo.

Foda-se.

— Sim. – Ela disse meio incerta, fazendo até Emmett a encarar de olhos arregalados.

— Edward vai adorar isso, querida. – Ela disse doce, indo até Bella e pegando na sua mão. Ela levantou do sofá com dificuldade, se apoiando nas muletas para poupar o pé enfaixado. Eles se despediram de Rose e foram em direção ao carro.

Quando Edward viu Bella vindo em sua direção, seu coração quase saiu de seu peito. Ela sorriu, mesmo triste, quando o viu. Ele sorriu de volta, saindo do carro e indo ao encontro dela. Emmett e Esme foram para o carro, afim de dar privacidade.

— Oi. – Ela disse baixo, sorrindo.

— Oi. – Ele respondeu e eles riram.

— Eu queria te acompanhar até o aeroporto, se isso não for um problema. – Ela pediu sem jeito e ele sorriu mais.

— Claro que não é, Bella. Eu senti sua falta. – Ele disse triste e ela sentiu seu peito apertar.

— Eu também. – Eles sorriram um para o outro, então logo depois uma buzina veio.

— Ei, o Edward vai se atrasar! – Emmett gritou do carro. Então Edward ajudou Bella com as muletas, a ajudando também a subir no carro. Eles se ajeitaram e em pouco menos de uma hora tinham chego até o aeroporto.

Faltava ainda meia hora para o voo, então Edward fez o check-in e liberou as malas. Eles se direcionaram para o saguão, esperando a chamada para o voo dele. Estavam conversando sobre diversas coisas da Alemanha quando o voo de Edward soou no saguão, indicando a primeira chamada. O coração de Bella se acelerou e ela se levantou da cadeira, ficando apreensiva. Emmett foi até ele, o abraçando apertado.

— Seu bastardo, não acredito que esta me deixando. – Ele disse rindo, mas emocionado. Edward estava da mesma forma.

— Seu grande idiota, não morra de saudades de mim. – Eles riram de novo, se abraçando apertado.

— Eu te amo, Emmett. E isso pode soar fodidamente maricas, mas é a verdade. Você é meu melhor amigo, sempre. – Ele disse emocionado, dando tapinhas nos ombros de Emmett, o fazendo chorar.

— Seu bastardo de merda, eu também te amo pra porra! – Ele disse chorando, fazendo Edward rir. Eles se abraçaram de novo.

— Cuide bem de Rose e do meu sobrinho ou sobrinha, ouviu? Se não eu pego um voo até aqui apenas para cortar suas bolas. – Edward ameaçou brincalhão e eles riram.

Esme começou a chorar, sendo amparada por Edward que a abraçou.

— Mãe... – Ele chamou chorando, o que fez ela rir rapidamente em desespero, ainda chorando.

— Oh meu Deus, agora que caiu a minha ficha que você esta me deixando. – Ela disse chorando e ele riu.

— Não estou te deixando, mãe. Não é a Sibéria. E eu volto, eu juro. – Ele prometeu á ela, a abraçando de novo.

— Eu te amo tanto, querido. Por favor saiba disso sempre. Eu posso não ser sua mãe de verdade, mas eu te amo como se tivesse saído de dentro de mim. – Ela disse emocionada e ele chorou novamente.

— Eu posso não ter saído de você, mas você é minha mãe. Sempre foi. Eu apenas demorei demais para perceber isso, desculpe. Mãe. – Ele disse sorrindo em meio ao choro, o que a deixou emocionada de novo. Eles se abraçaram apertado e depois de alguns segundos, se soltaram. Esme foi se consolar nos braços de Emmett, se afastando um pouco de Bella e Edward, lhes dando espaço. Ele limpou o rosto, sorrindo e indo até ela.

— Se você chorar também, as coisas vão ficar complicadas pra mim. – Ele disse rindo, ainda limpando o rosto úmido. Bella também tinha ficado emocionada, então secava o rosto.

— Eu vou tentar. – Ela prometeu, se aproximando dele desajeitadamente usando as muletas. Ele riu.

— Cuidado para não ferir ninguém com isso ai. – Ele disse divertido e ela riu.

— Só o seu traseiro. – Ela disse debochada e ele riu de novo, terminando o espaço entre eles e a abraçando forte, fazendo suas muletas caírem ao lado deles, fazendo um barulho alto no saguão do aeroporto. Eles riram e ela o abraçou pela nuca, a atmosfera mudando rapidamente.

— Eu vou sentir sua falta, campeão. Eu espero que seja maravilhoso pra você. – Ela disse emocionada de novo, se afastando um pouco dele para encarar seus olhos, segurando seu rosto em suas mãos. – Você tocou o meu coração. Não só no sentido figurado, mas literalmente. – Ela riu rapidamente, acariciando o rosto dele. – Você salvou a minha vida de muitos jeitos diferentes, e eu nunca poderei ser grata o bastante por isso. Eu tive que passar pela solidão pra perceber o que é o amor. E eu queria que soubesse que eu sou eternamente grata por você ter me mostrado isso. E hoje eu sei que você é o meu primeiro amor, e o meu último. Por que, eu acho que é impossível amar alguém assim de novo. – Ela chorou mais, tocando a testa na dele. – Cada átomo meu vai estar aqui, esperando cada átomo seu retornar pra mim. E se o destino foi bom, nós vamos ter o nosso tempo. Juntos. Eu amo você, Cullen. Sempre. – Ela sorriu, o abraçando de novo.

— Eu também te amo, muito. E obrigado por tudo. Pelos seus ensinamentos e pelos nossos momentos juntos. Se alcancei isso hoje, boa parte foi por sua causa, por que você acreditou em mim e nunca mediu esforços pra me ver um bom médico. Eu também mudei por sua causa, Bella. E foi uma mudança muito boa. Nós tivemos nossos momentos ruins, mas, os bons conseguem superar tudo isso. E independente de onde a vida nos leve, eu sempre vou ter você dentro do meu coração, como a mulher da minha vida, minha professora, companheira e dançarina particular. – Ele sussurrou a última parte, fazendo ela rir em meio ao choro. Ele a encarou de novo, segurando seu rosto entre as mãos, beijando a testa dela lentamente. – Eu nunca vou me esquecer de você. E eu prometo que vou tentar voltar logo. – Ele chorou, mexendo no próprio bolso e tirando um potinho de plástico dali, abrindo-o e tirando um anel de brinquedo. Ele pegou a mão esquerda dela com suas mãos trêmulas, a encarando. E o choro já tinha aumentado. – Namora comigo? – Ele pediu sorrindo e ela sorriu de volta.

— Não. – Ela respondeu chorando e ele riu. Colocou o anel no dedo dela e a abraçou de novo, beijando o topo da sua cabeça. Eles choraram juntos por mais um tempo, até que o voo dele foi chamado novamente.

— Me espera. – Ele pediu no ouvido dela, a encarando em seguida.

— Sempre. – Ela sorriu, então eles se beijaram como nunca antes. Um beijo dolorido, de despedidas e de promessas, mas ao mesmo tempo de agradecimento por terem tido um grande amor juntos.

Ele se afastou dela, mesmo com o coração destruído. Se despediu mais uma vez dos três, dando um ‘tchau’ coletivo, limpando o rosto imensamente úmido. Ele correu para o portão de entrada e seguiu um longo corredor até o avião, não conseguindo olhar para trás.

Isabella se sentou no banco do saguão, apoiando o rosto nas mãos, chorando compulsivamente. Esme encarou Emmett, pedindo que ele as deixasse por um momento. Ele foi até o bar comprar uma água, então Esme se sentou ao lado de Isabella, acariciando suas costas trêmulas.

— Bella? – Ela chamou baixo.

— Eu fiz a coisa certa? – Ela soluçou, levantando a cabeça e encarando Esme. – Foi certo deixar ele ir embora assim? Depois de tudo? – Ela suspirou, limpando o rosto. – Eu sei que é a oportunidade da vida dele, mas eu o amo. – Ela fungou. – Eu o amo tanto. E ver ele andando pra longe dói muito. – Ela respirou fundo, limpando o rosto novamente. – Foi certo deixar ele seguir sozinho? Seria muito egoísmo pedir pra ele ficar? Eu não sei se foi a coisa certa. – Ela disse desesperada, colocando seu cabelo atrás da orelha e limpando o nariz. – Eu o amo demais pra deixar ele ir, Esme. No começo eu me convenci que era o certo, que eu deveria encorajar ele á ir. Mas eu estou cansada de distancias, sabe? O tempo que nós ficamos separados foi o inferno pra mim. E eu sei que eu disse que ficaria tudo bem, mas não vai ficar. Eu não vou ficar. – Ela disse chorando mais. Esme sorriu, abrindo a bolsa e tirando um envelope. Uma voz no saguão anunciou a última chamada para o voo da Alemanha.

— Tome. – Ela entregou o envelope para Isabella. – É uma passagem no voo dele. E você esta demitida. – Ela disse sorrindo, fazendo Bella arregalar os olhos.

— O que? – Ela perguntou confusa.

— No dia que você comprou a passagem do Edward, eu entrei no seu celular enquanto dormia e comprei uma nova no acento do lado. – Ela disse sorrindo e Bella arregalou mais os olhos. – Na verdade, Rose me ajudou com isso, mas não importa. O que importa é que você entendeu, Bella. – Ela pegou nas mãos de Bella, sorrindo pra ela. – Chega de fugir disso, chega de fugir do que você sente. Vocês precisam viver isso agora, querida. Sem essa merda de “até alguns anos”! Qual é, você nem sabe se ele vai voltar um dia. É isso que quer? Viver com o fantasma de um amor não vivido? – Ela suspirou, encarando Isabella nos olhos. – Vocês se amam, e depois de tudo, nada mais justo do que um final feliz, não acha? Eu não posso te prometer que será para vida toda, mas você precisa arriscar. Por isso eu tomei a liberdade de comprar essa passagem e de te demitir, por que eu sabia que só assim você iria embora. Rose fez duas malas suas e eu as despachei assim que chegamos no aeroporto. Não se preocupe com Charlie, ele esta ciente de tudo e eu cuido dele. Só por favor, a vida te deu uma nova chance de viver quando você voltou á vida naquela mesa de cirurgia, não disperdice isso. – Ela disse emocionada, fazendo Bella chorar de novo.

— Obrigada. – Ela abraçou Esme apertado, rindo da situação mais louca do mundo. Ela se levantou rapidamente quando a última chamada do voo soou novamente. Emmett correu até elas, parando um dos carrinhos de golfe que andavam por ali, colocando Bella no mesmo e desejando sorte. Ela segurou as muletas com força enquanto pedia para o funcionário andar mais rápido.

Última chamada para o voo 356 com destino á Hamburgo, Alemanha. Última chamada a passageira Isabella Swan. Repito, última chamada.

— Moço, por favor, mais rápido. – Ela pediu nervosa para o motorista do carrinho. Depois de alguns segundos ele parou.

— Só posso te levar até aqui, moça. – Ele disse simplesmente e ela bufou, descendo do carrinho com dificuldade e se arrumando em suas muletas.

A porta para o voo estava começando a ser fechada pelos funcionários, então ela gritou, se apressando em suas muletas o mais rápido que podia.

— Ei, espere! – Ela gritou alto, mas a porta continuava a se fechar.

Um segundo poderia fazer toda a diferença, e ela nunca tinha sentido tanto medo de uma porta em sua vida.

Notas finais
Música do capítulo: Photograph - Ed Sheeran Desculpem pelos erros de escritaaaaaa e por favor COMENTEM MUITOOOOOOOOOOOOO o último capítulo vem em breve ♥