Heartbeat - I wanna be yours
15 Darling you don't have to run, you don't have to go
Notas iniciais
Uma semana tinha se passado desde que Edward e Bella dançaram no pub.
Depois da música, eles apenas encararam um ao outro e Edward se afastou dela, indo embora. Ele odiava magoá-la, mas não era justo ele ter que ficar quebrado por dentro pra ela se manter inteira.
Esme tinha entendido que ele estava realmente mal, então ela havia colocado Isabella o mais ocupada possível, a enchendo de cirurgias e deixando-a encarregada sobre a parte burocrática do congresso pela parte do Hospital Central, o que a deixava com o tempo muito escasso. Edward estava acompanhando Jasper em vários procedimentos, o que o estava fazendo se apaixonar ainda mais por neuro. As vezes ele ficava com Alice ou Rosalie, mas o seu maior tempo era com Jasper, e ele havia se surpreendido de como o cara podia ser um bom amigo. Inevitavelmente eles conversaram sobre Isabella, assim como ela conversara sobre a situação deles com Alice, o que tornava tudo mórbido demais.
Ele honestamente não sabia mais como lidar com a situação. Vinha evitando-a a semana toda, sendo completamente evasivo e distraído. Bella tão pouco tinha tempo para realmente parar e conversar com ele, mas ela sabia que ele estava tentando se distanciar e isso doía nela mais do que gostaria. Eles tinham trocado no máximo dois beijos rápidos na semana, e isso apenas por que ela não aguentou ficar tempo demais longe dele, sem tê-lo ali sempre a paquerando. Na verdade, essa semana as iniciativas foram todas dela, o que realmente não a abalava, ela sabia que precisava mostrar pra ele que também se importava e que isso não era unilateral, mesmo ele se mantendo irredutível. Ela gosta dele, apenas não tem coragem de verbalizar e se manter em uma relação concreta. E o que há de tão ruim nisso?
Bella acordou mais cedo que o normal. Hoje haveria uma reunião no Hospital Central onde todos os participantes do congresso teriam de ir.
Ela chegou ao hospital por volta das 6h30 e bateu seu ponto, indo até a sala de reuniões e arrumando tudo por ali. Ela iria gerenciar a reunião sobre o congresso. Não seria nada demais realmente, mas Esme havia pedido que ela montasse uma mesa com café da manhã e afins, pois os chefes dos outros hospitais estariam ali, e o HC não poderia perder o porte de melhor hospital em Seattle.
Ela terminou de organizar tudo por volta das 7h30. Alice entrou na sala de reuniões mais animada que o normal.
— É maravilhoso isso, você sabe. Uma semana sem Mark dando ordens e me colocando com Jacob em tudo. – Ela disse sorridente e Bella riu.
— Você soube que Jane vai ficar no comando, não é? – Bella perguntou divertida e Alice arregalou os olhos. Jane estava na casa dos 50 e é tia de Mark. A família dele que fundou o hospital, e quando ficou pesado demais para a idade de Jane, ela passou a presidência para o sobrinho, ficando de vice. Mas todos ali sabiam como ela podia ser rígida.
— Você só pode estar tirando uma com a minha cara, Bella! Eu achei que o Butch que ficaria cuidando do hospital, merda! – Ela disse um pouco alto e Bella riu de novo.
— O Butch? Ele é uma completa garota, Alice. Mark nunca deixaria nada nas mãos dele, ele é frouxo demais e péssimo pra dar ordens. – Ela disse divertida e Alice fechou a cara.
— Justamente por isso ele seria maravilhoso! Seria algo como férias. – Ela disse bufando e Bella riu de novo. – E você, animada? Eu ouvi dizer que vai ser uma semana inteira com Edward em NY. – Ela disse animada de novo e Bella revirou os olhos.
— Não estamos em nosso melhor momento, Alice. E não é como se fosse uma lua de mel, estamos indo a trabalho e a estudo. – Ela disse séria e Alice riu.
— Você só pode estar brincando! Todos sabemos que esses congressos são um pé no saco na maioria dos dias e eles acontecem em sua maioria pela manhã, sem contar que no final de semana vocês estarão livres! – Ela disse debochada e Isabella bufou. – E você, querida, é a única culpada por estarem em seu pior momento. Aquele cara faria tudo por você se você o quisesse. – Alice disse séria, encarando-a. – Você foi ver o seu pai? Ele tem chamado por você a semana toda. – Ela disse baixo, como se tocar no assunto fosse proibido. Bella respirou fundo antes de responder. Mas ela nem pode chegar á essa parte, pois logo em seguida pessoas começaram a entrar pelas portas.
— Eu preciso me preparar, Alice. Nós conversamos depois. – Ela disse fria, andando em direção á porta e recepcionando a todos. Em cerca de 40 minutos todos estavam ali. Os presidentes dos outros hospitais de Seattle estavam nas cadeiras afrente, junto com Mark e Esme, que a encarava orgulhosa. Ela olhou pela sala e procurou o rosto de Edward, o encontrando perto de um médico que deveria ser de outra unidade. Ela respirou fundo e se posicionou atrás do microfone.
— Bom dia á todos, sou a Dra. Isabella Swan. Primeiramente eu gostaria de agradecer á presença dos presidentes dos hospitais e dos demais médicos. Como alguns já sabem, o Congresso Nacional de Medicina ocorre todos os anos, e nele nós participamos de palestras e trabalhos em grupo, o que nos ajuda a melhorar o desempenho hospitalar e claro, aumenta o nosso conhecimento sobre as pesquisas atuais e problemas de saúde pública. Esse ano em especial cada hospital poderá levar um de seus internos em experiência, o que incentiva os mesmos a se esforçarem no próprio desempenho pela vaga. O Congresso tem durabilidade de 5 dias, e nos outros dois dias de estadia nós participaremos de uma noite de gala e de um concerto organizado pela orquestra de NY. Nesses 5 dias teremos os eventos na parte da manhã, e durante o dia no hotel que todos ficaremos hospedados, terá uma ala livre para conversação entre os profissionais e uma exposição fixa dos trabalhos acadêmicos. Eu fui informada apenas ontem que caso alguém deseje mostrar algum de seus trabalhos publicados ou em estudo, deve se inscrever pelo site recorrer por um horário entre as palestras. Eu vou entregar a cada um de vocês o manual que me foi enviado pelo Congresso Nacional, onde contém também o email de inscrição. – Ela sorriu simpática e respirou fundo, olhando ao redor. Seu coração acelerou quando ele olhou para Edward e ele estava conversando com aquela médica do bar, a tal de Elena. Ela respirou fundo novamente e sorriu para a plateia. – Como o Hospital Central foi escolhido como anfitrião desse ano, nós preparamos um café de manhã de boas vindas para todos vocês. Lembrando que o voo geral parte hoje ás 22h e é imprescindível que todos estejam lá pelo menos uma hora antes do horário. Obrigada novamente a todos e aproveitem o café. – Ela sorriu uma última vez e desceu do pequeno palanque, encontrando Rose no canto da sala. Ela encarou Elena e Edward conversando e suas mãos fecharam em punho.
— O que aquela ali faz aqui? – Ela perguntou com raiva e Rose segurou o riso.
— Ela é médica, não é? Certamente vai ao congresso também. – Rose deu de ombros e Bella bufou.
— Eu vou até lá fazer a falsa e ver qual é a dessa garota. – Bella disse brava e saiu andando em direção aos dois, fazendo Rosalie rir. Ela se aproximou e eles riam animadamente. – Elena! Como vai?! – Bella fingiu animação, a abraçando. Elena picou algumas vezes e depois sorriu, ainda atônita.
— Isabella, como vai? Eu fiquei extremamente feliz quando soube que você também iria, o Edward tem falado muito da sua competência. – Ela comentou simpática e Bella quis socar a cara dela. Como assim ele “tem falado”? Eles estavam se falando?
Merda.
— Oh sim, vai ser maravilhoso! Eu estou completamente ansiosa. – Ela fingiu um sorriso e Edward segurou o riso, percebendo que ela estava sendo uma completa dissimulada. – Cullen, posso ter uma palavra com você um momento? É sobre trabalho. – Ela disse fingindo seriedade e ele assentiu. Se virou para Elena e sorriu pra ela, beijando sua bochecha e se afastando com Bella, que bufava.
Que porra de intimidade é essa, afinal?
— Virou melhor amigo dela? Ou quem sabe algo mais? – Ela perguntou nervosa e ele riu, passando a mão pela barba por fazer. Eles realmente não podiam trabalhar de barba, mas como ele esteve de folga e no congresso não era necessário estar limpo, ele acabou deixando-a, o que deixava Edward com muito mais cara de homem, fazendo-a querer fode-lo.
— Achei que queria falar sobre trabalho. – Ele disse divertido. – Mas se não é nada importante, eu gostaria de espaço. – Ele a encarou e Bella bufou de novo.
— Isso é algo pra me torturar? – Ela perguntou indignada e ele riu.
— Porque acha que é tudo sobre você? Porque eu não posso apenas estar tendo uma conversa ridiculamente agradável com ela? – Ele levantou uma sobrancelha e ela bufou de novo.
— Estamos em um relacionamento aberto, então? – Ela perguntou séria e ele riu de novo.
— Primeiro, você escolheu não estar em um relacionamento, então não vejo como podemos rotular algo que não existe. E segundo, o seu único interesse é sexo pra relaxar, e isso felizmente não me impede de conhecer outras pessoas. – Ele deu de ombros e ela suspirou, tentando recuperar o controle. Doía vê-lo sendo frio daquela forma, mas ela sabia que merecia tudo isso por se mostrar uma vadia insensível.
— Eu me pergunto se sua namoradinha iria gostar de saber que você a beija mas no final do dia você transa comigo. – Ela disse simplesmente, sua voz completamente carregada e sexy, o que fez ele tremer por um momento.
— Você não sabe se eu apenas a beijo, querida. – Ele tentou soar firme em sua mentira, o que fez Bella rir por ele ter vacilado.
— Esta na sua cara, Edward. Nós dois sabemos que isso é ridículo e é tudo apenas sobre eu e você. – Ela disse profundamente, se aproximando dele e tocando seu braço. Ele fechou os olhos e respirou fundo de novo.
Por favor, não seja o cachorrinho dela nem um completo idiota.
— Poderia ser tudo sobre eu e você, Bella. Mas você optou por outro caminho, então eu estou apenas aberto a opções. Honestamente? Nada aconteceu entre eu e Elena, mas ela é uma mulher legal e inteligente, e diferente de você, ela procura algo sério. Então me diga, há algo que realmente me impede de tentar gostar dela? – Ele perguntou sério e ela respirou com dificuldade.
Ela queria desesperadamente dizer há ele os mil motivos que o impediam de ir atrás daquela pediatra aproveitadora, mas nada saiu da boca dela. Bella permaneceu em silêncio, e ela não soube se foi pelo choque da honestidade dele ou por ela apenas querer dizer tudo que estava preso em sua garganta, mas que sua covardia prendia ali. Ele suspirou pesadamente.
— Foi o que eu pensei. – Ele disse desapontado quando não recebeu nenhuma resposta dela. Então se afastou de novo, se recompondo e colocando seu novo sorriso falso no rosto, ele o tinha usado muito pela semana. Se aproximou de Elena e eles voltaram a conversar animadamente.
21h40 – Sea-Tac Airport
Em 20 minutos o voo iria sair de Seatlle. Esme, Carlisle e Edward passaram na casa de Bella para pegá-la, pois afinal, ela não teria como deixar o carro no aeroporto. Rose estava indo com Emmett no carro dela, assim Emmett poderia trazer o carro de Carlisle de volta para casa depois de se despedir.
Eles já estavam no aeroporto quando o voo deles chamou pela primeira vez. Edward já estava conversando animadamente com Elena quando Bella voltou do banheiro. Ela olhou seu acento em sua passagem e imaginou se ela se sentaria ao lado de Edward. O voo estava reservado apenas para eles, e os hospitais estavam divididos em alas no avião. Havia apenas cadeiras de primeira classe no avião, o que levaria todos confortavelmente.
Bella pegou um snicker em sua bolsa e o comeu nervosamente. Sentiu a serotonina se espalhar pelo seu corpo e a deixar um pouco mais feliz, culpa única e exclusiva do chocolate, por que no momento seguinte a raiva estava ali de novo, e ela se chamava Elena Gilbert e estava com o homem dela.
Na primeira chamada eles já entraram no avião.
Edward caminhou com Elena pelos assentos, achando o dos dois. Como o avião estava sendo dividido por hospital, ela acabou se sentando longe dele. Ele se sentou ao lado da janela, observando a pista onde os aviões iam e chegam, sem realmente pensar em nada. Bella andou pelo avião e quase engasgou quando viu que o seu assento era do lado dele. Ela respirou fundo e colocou a mala de mão no bagageiro. Ele virou-se pra ela e começou a rir, desacreditado.
— Do que esta rindo? Não é como se eu tivesse subornado alguém pra me sentar aqui, Cullen. – Ela disse debochada e ele riu, negando com a cabeça.
— Eu não te acusei de nada, Bella. Mas você sabe, quem se defende muito tem coisas a esconder... – Ele comentou divertido e ela riu, se sentando ao lado dele e o encarando.
— Oh sim, eu estava completamente desesperada pra sentar do seu lado, Cullen. – Ela disse em um sussurro, levando uma das mãos até a coxa dele e a apertando. Ele engasgou e ela riu, tirando a mão dali. – Parece que voltamos á primeira semana de provocações. – Ela comentou divertida e ele riu.
— Eu apenas estou mais resistente á você agora. – Ele tentou parecer sério e ela riu.
— Jura? Engasgando com a minha mão na sua coxa? Que homem resistente você é, querido. – Ela debochou de novo e ele riu.
— É isso que quer, Bella? Velhos tempos? – Ele indagou com uma sobrancelha erguida e ela sorriu.
Não, eu quero ser sua namorada!
— Seria bom, você sabe, foram bons tempos realmente. – Ela disse simplesmente, voltando a ser a completa covarde de sempre, o que fez ele rir.
— Vamos ver o que eu posso fazer por você, gata. – Ele disse piscando pra ela, o que a fez rir.
O voo foi chamado uma última vez e os avisos do avião começaram a soar no ouvido deles. Ambos seguiram as instruções e colocaram os cintos. O voo demoraria 4h30, com estimativa de duração de 5h. Isabella analisou as possibilidades e seria um ótimo momento para sexo no avião. Ela riu consigo mesma e Edward se inclinou na direção dela.
— O que é tão engraçado, querida? – Ela se arrepiou com a voz dele tão próxima de seu pescoço. Mas que merda esse homem fazia com ela?
— Eu estava apenas imaginando sobre sexo no avião. – Ele engasgou e ela riu de novo, o encarando. – Oh, não sejamos puritanos sobre isso, nós já fizemos sexo no meu consultório! – Ela disse descontraída e ele riu.
— Pensando sobre isso, você ficou me devendo uma visita na sala de materiais. – Ele comentou sério e ela gargalhou, recebendo alguns olhares.
— Oh sim, eu terei algo pra isso quando voltarmos. – Ela piscou pra ele, que sorriu. Mas logo depois ele ficava sério de novo.
— Isso é uma grande merda, você sabe. Se eu não gostasse de você como eu gosto, eu não me importaria com droga nenhuma, mas isso ainda consegue ser doloroso. – Ele riu sem humor e a cara dela muxou. – Me desculpe sempre te encher com isso, eu já entendi o seu recado, mas ainda é algo surreal pra mim nos ter falando dessa maneira. – Ele riu de novo, desacreditado. – É difícil te tratar como quando nos conhecemos quando eu gostaria de te tratar como minha namorada. – Ele suspirou e ela o encarou séria. – Desculpe, Bella. Não vou mais falar sobre isso, eu concordei em ter o pouco que você me oferece, não é? Infelizmente eu me tornei um dependente e isso é melhor do que o nada. – Ele suspirou de novo e ela o encarou nos olhos. Tudo o que ela queria era ser forte e abraça-lo, dizendo que o amava também e que tudo ficaria bem. Mas ela não podia ainda, havia tanta coisa no caminho deles, e todas elas eram sobre Bella.
Ela não teve tempo de falar nada, pois a aeromoça passou por eles, lhe entregando o kit do avião e servindo-os champagne. Um vídeo começou na tela afrente deles e a rota do avião foi explicada, assim como as saídas de emergência e como se comportar em uma turbulência e em casos mais sérios. Bella bufou, tentando prestar atenção no vídeo, mas falhou miseravelmente.
Depois dos avisos a luz do avião apagou, já que já eram 22h30 e algumas pessoas gostariam de dormir. As aeromoças distribuíram cobertores e Isabella sorriu ao receber o seu, já tendo uma ideia pra isso. O avião decolou e depois de uma leve tremedeira era como se ele se mantivesse parado.
Edward ligou o fone de ouvido e colocou em uma orelha, deixando a outra livre caso Isabella falasse algo com ele. Pesquisou um filme qualquer do avião e colocou play. Como as poltronas eram grandes, Isabella colocou as pernas sobre a mesma, dobrando os joelhos e trazendo-as para si, se cobrindo. Ela o encarou e colocou as mãos sobre a divisória entre eles.
— Se importa se eu a levantar? Fica mais espaçoso. – Ela pediu sorrindo e ele assentiu. Ela levantou o braço que os dividia e as poltronas ficaram como um grande sofá. Ela dobrou as pernas mais relaxadamente e se inclinou na direção dele, tocando seu ombro no dele. Ele a encarou de soslaio e sorriu.
— O que quer, Bella? – Ele perguntou divertido e ela riu, encostando a cabeça no ombro dele.
— Posso ficar aqui? – Ela perguntou manhosa e ele assentiu, passando um dos braços por seus ombros. Ela arrumou a coberta, do modo que cobria os dois, encarando o filme sem realmente prestar atenção. Ela sorriu diabolicamente pra si mesma e apoiou uma das mãos na coxa dele. O avião já estava praticamente silencioso e grande parte dos médicos parecia dormir. Ele engasgou quando a mão dela subiu para sua virilha, atraindo alguns olhares para eles.
— O que esta fazendo? – Ele perguntou nervoso e ela riu.
— Fique quieto! – Ela sussurrou de volta e ele engoliu em seco, tentando se concentrar no filme. As mãos habilidosas dela abriram o botão da calça dele e desceram o zíper. Ela colocou uma das mãos para fora da coberta, afim de não denunciar o que acontecia ali em baixo. Sua outra mão entrou na cueca dele e tocou seu membro, fazendo ele arfar.
— Puta que pariu. – Ele amaldiçoou baixo, fazendo ela rir. Bella inclinou a cabeça na direção dele, mordendo sua orelha e lambendo seu pescoço, enquanto mantinha sua mão dolorosamente lenta estimulando o membro dele.
— O filme esta interessante? – Ela sussurrou e ele respirou fundo, fechando as mãos em punho.
— Eu não estou prestando atenção realmente. – Ele disse nervoso e ela sorriu, lambendo o pescoço dele novamente e respirando fundo na pele sensível, fazendo ele arrepiar e ficar duro em sua mão. Ela aumentou um pouco o ritmo fazendo ele sentir calor. O fato de que a qualquer momento alguém poderia perceber o que eles faziam era tão excitante quando amedrontador. A mão livre sobre o ombro dela se enroscou em seus cabelos, puxando o rosto dela na direção do seu, a encarando nos olhos. Ele a olhava tão intensamente que ela até parou os movimentos, o encarando de volta. Ele sorriu consigo mesmo, ainda desacreditado por não conseguir resistir á ela, finalmente tomando a boca dela na sua.
O beijo começou dolorosamente lento, e era como se eles nunca tivessem se beijado antes. Ele chupou a língua dela e mordeu seu lábio inferior. A mão livre de Bella se posicionou na curva do pescoço dele, o puxando para mais perto. Sua outra mão voltou a se movimentar no membro dele. A mão livre de Edward se posicionou sobre a sua, ditando os movimentos em seu membro. Ele gemeu sobre a boca dela, apertando seus cabelos e os puxando. Ela se arqueou na direção dele e chupou seu lábio inferior, mordendo em seguida.
— Bella, eu vou... – Ele disse nervoso, sentindo seu ventre se apertar enquanto ela movia sua mão mais rapidamente. Antes que ele pudesse realmente gozar, ela parou, parando de beijá-lo e dando uma mordida em sua mandíbula. Ele a encarou frustrado.
— Desculpe, campeão. Isso poderia ficar sujo. – Ela disse divertida e ele bufou, arrumando as calças. Bella se aproximou dele e o abraçou pela cintura, lambendo seu pescoço e subindo até sua orelha, mordendo o lóbulo. – Nós ainda temos um banheiro ali. – Ela sussurrou e ele sorriu safado. – E me deu vontade de ir no banheiro de repente. – Ela disse teatral, descendo as pernas da cadeira e se espreguiçando rapidamente, levantando e andando até o banheiro. Ela notou que todos dormiam a não ser por umas 3 pessoas. Andou até o banheiro e sorriu para uma das aeromoças antes de entrar, não se trancando ali realmente. Ele olhou sob o ombro e viu a cabine que ela tinha entrado, respirando fundo. Se levantou e abriu o bagageiro, indo até sua mala de mão e pegando um preservativo discretamente.
Santa merda, eles realmente iam fazer aquilo, porra.
Ele cambaleou até o banheiro, ainda com uma ereção gritante em suas calças. Parou em frente á porta e deu dois toques. Rapidamente Isabella abriu a porta e o puxou pra dentro, trancando a porta atrás deles. Aquela porra era realmente pequena e isso seria quente.
Obrigado, meu Deus.
Ele a empurrou contra a parede e atacou a boca dela avidamente. Uma semana sem sentir o corpo dela no seu chegava a ser doloroso, mas o gelo tinha valido a pena afinal. Ela se mantinha ao redor dele sempre que podia e sempre tentava chamar sua atenção, o que não passou despercebido por ele nessa semana.
As mãos de Bella rapidamente foram para as calças dele, desabotoando-as. Infelizmente eles precisavam ser rápidos, antes que alguém pudesse perceber. Ela já estava molhada quando ele abaixou a blusa dela o suficiente para chupar seus seios. Ela enroscou os dedos no cabelo dele e os puxou levemente. Felizmente, ela tinha escolhido uma saia hoje, o que tornou tudo fácil.
Ele subiu a saia até sua cintura enquanto a chupava. Bella gemeu baixo, mordendo o lábio inferior afim de não fazer um escândalo. Ele rapidamente pegou o preservativo em seu bolso e abaixou as calças, e tudo sem deixar de chupá-la devidamente. Subiu com a língua pelo colo dela, passando pelo pescoço e mandíbula, voltando a beijá-la. Ele arrumou a camisinha em seu membro e a segurou pelas coxas, a levantando na altura de seus quadris, Bella arfou e ele rapidamente enfiou nela. Fundo e duro.
Ambos gemeram com o contato e as pernas dela se enroscaram na cintura dele. Com uma mão ele apertava sua bunda, a deixando firme no alto, e com a outra ele estimulava o clitóris dela. Bella começou a gemer mais alto então ele a beijou, abafando suas lamúrias. Ela fincou as unhas nos ombros dele, o trazendo mais para perto. Os movimentos dele ficaram mais urgentes e mais rápidos, fazendo a cabeça dela bater levemente na parede do banheiro.
Foda-se, todos devem saber que eu estou fodendo a mulher mais linda desse fodido avião.
Ele aumentou os movimentos, indo mais fundo que podia. O corpo dela batia contra a parede, e com certeza estava fazendo algum barulho em quem estava sentado perto do banheiro, mas nenhum deles estava se preocupando com isso realmente. Ele aumentou os movimentos no clitóris dela, fazendo Bella gemer seu nome e morder seu ombro. Ela fechou os olhos com força quando seu orgasmo veio, a completando e deixando-a completamente em êxtase. Sentia seu corpo todo tremer e sua mente estava em um estado de completo torpor. Ele voltou a beijá-la e estocou mais fundo, deixando os movimentos mais lentos. Não demorou muito e seu orgasmo veio, fazendo-o gozar. Os dois estavam ofegantes quando ele encostou a testa na dela. Bella o encarou e eles começaram a rir.
— Fomos barulhentos? – Ela perguntou mordendo o lábio inferior, um leve rubor em suas bochechas. Suas lábios estavam vermelhos pelos beijos dele e de tanto ela mordê-los, o que o fez beijá-la de novo.
— Talvez. – Ele riu, saindo de dentro dela e colocando-a de pé. Ele retirou o preservativo e deu um nó, jogando-o no lixo. Subiu a cueca e calças e se arrumou. – Sem calcinha, uh? – Ele comentou pervertido e ela lhe deu o dedo.
— Fica marcando na minha saia, idiota. – Ela revirou os olhos e ele riu. Bella arrumou as roupas enquanto se olhava no espelho.
— Oh sim, eu imagino. Foi tudo uma coincidência, não é? Assim como o seu lugar ao meu lado no avião, nada premeditado. – Ele disse debochado e ela riu, o segurando pelas bochechas.
— Você nunca irá saber. – Ela sussurrou na cara dele, lhe dando um selinho e abrindo a porta do banheiro, saindo como se nada tivesse acontecido.
Os olhares das pessoas acordadas vieram pra ela, que fingiu que nada acontecia e andou até sua poltrona, se sentando. Ela fez um sinal para a aeromoça e lhe pediu uma água. Realmente o calor havia aumentado ali. Ela regulou o ar condicionado de sua poltrona aumentando a potência. Logo depois Edward estava ali, passando na frente dela e tomando o seu lugar no avião.
— Vai me deixar voltar a ver o filme ou eu irei morrer sem saber o final dele? — Ele perguntou divertido e ela riu.
— Qual o filme mesmo? – Ela o encarou, enrolando o braço no seu. Ela dobrou os joelhos ao lado do corpo e se cobriu. A mão dele parou em sua coxa e se manteve acariciando ali.
— Um dia. – Ele disse, encarando a tela. Ela bufou.
— Esse filme é horrível, Edward. A mulher morre no final. – Ela disse brava, bufando de novo. Ele a encarou indignado.
— Você não fez isso. – Ele disse se fingindo de bravo e ela arregalou os olhos. – Foi quase como se você me contasse que o Darth Vader é o pai do Luke antes de eu assistir ao episódio 6. – Ele disse ainda bravo, fazendo um bico. Ela riu e lhe deu um selinho.
— Você vai sobreviver, campeão. E veja pelo lado bom, agora não precisa ver esse filme e pode dar sua atenção pra mim. – Ela disse sorridente e ele revirou os olhos.
— Como se eu pudesse olhar para qualquer coisa a não ser você, Bella. – Ela tremeu com a declaração dele mas logo sorriu.
— Você olhou para Elena. – Ela disse já séria, fazendo uma careta. Honestamente ela não gostava da mulher. E sim, ela estava com um fodido ciúmes. Ele riu.
— Elena esta certa realmente. – Ele riu desacreditado, falando para si mesmo e constatando que Bella tinha ciúmes dele, como Elena havia lhe dito. – Ela é minha amiga, Bella. – Ele disse sorrindo e ela bufou.
— Amiga? Isso é sério? Não viu a forma que ela te olha? Ela é toda “Oh Edward” á todo momento. – Ela disse rabugenta e ele riu, ainda acariciando a perna dela, passando um braço pelos seus ombros e a trazendo para perto.
— Você esta exagerando, linda. Ela é minha amiga, de verdade. Ela não me olha de jeito algum, Bella. – Ele riu de novo e ela bufou.
— Aham, sei. Ela monopolizou você na reunião hoje de manhã. E foi só eu apenas ir ao banheiro que ela correu para o seu lado. Eu conheço o tipo dela, Edward. – Ela disse ainda brava e ele riu de novo.
— Você sabe que eu sou apaixonado por você, não é como se ela fosse realmente conseguir algo. E ela sabe sobre isso, Bella. Ela sabe que o meu coração é apenas seu. – Ele disse sério e ela tremeu, incapaz de dizer qualquer coisa. – Hm, eu estou com um pouco de sono. – Ele comentou, tentando sair do assunto delicado sobre “amor”. Ela assentiu.
— Vamos tirar um cochilo, sim? Eu apenas gosto de dormir abraçada á você agora. – Ela disse sem pensar muito, fechando os olhos com força logo em seguida. Ele sorriu e não disse nada, apenas se ajeitou na cadeira e a trouxe mais próxima do seu peito, se ajeitando com ela até a posição ficar confortável. Eles respiraram fundo quase em uníssono e ele beijou o topo da cabeça dela, então eles estavam relaxados e em poucos minutos os dois caíram no sono.
Horas depois o avião ascendeu as luzes, avisando os passageiros que em menos de 30 minutos eles iriam chegar. Edward beijou o topo da cabeça de Bella e ela sorriu pra ele, beijando sua mandíbula, ela se afastou e se espreguiçou. As aeromoças vieram pelos corredores entregando um lanche para os passageiros. Ambos pediram um suco e arrumaram a mesinha em sua frente, comendo o sanduíche. Comida de avião não era agradável, mas o estômago de Bella estava tão vazio que ela se sentiu comendo no McDonald’s. O cabelo de Edward estava completamente desgrenhado, o que a fez rir. Ela acariciou o rosto dele e tentou colocar seus cabelos no lugar, falhando miseravelmente. Ele sorriu pra ela.
— Você parece um leãozinho assim. – Ela riu e ele revirou os olhos.
— Leãozinho, Bella? Não podia ser apenas leão? Isso afeta minha masculinidade. – Ele bufou e ela riu.
— Okay. – Ela suspirou. – Parece o rei da floresta, Cullen. – Ela disse séria e ele riu, negando com a cabeça. Eles terminaram de comer e as aeromoças recolheram o lixo. O piloto os deu mais alguns avisos e em poucos minutos o avião pousava. Bella procurou a mão dele buscando por segurança. O pouso sempre foi a pior parte pra ela, o avião tremia por alguns segundos e isso a deixava nervosa. Ela entrelaçou os dedos dos dois e Edward sorriu, acariciando o pulso dela com o polegar. Ela pareceu se acalmar com o seu toque e respirou fundo. Ele acariciou o braço dela com a mão livre, virando o rosto dela para si. O avião começou a tremer então ele a beijou delicadamente. A mão dela, até então esmagando a mão dele, relaxou quando seus lábios se tocaram. Ele sorriu e a segurou pela nuca, aprofundando o beijo dos dois. Ela se sentia segura finalmente, e por mais que fosse irritantemente relutante, ela sabia que pertencia ao lado dele e que eles dois juntos era a coisa certa. O avião parou de tremer e ele se separou dela, beijando seu nariz e sorrindo em seguida.
— Obrigada. – Ela sorriu tímida e ele piscou, enlaçando os dedos dos dois de novo. O avião pousou e freou, finalmente parando. O piloto agradeceu e deu mais alguns avisos e então todos começaram a se levantar, pegando suas malas no bagageiro e se direcionando para fora do avião. Edward entregou a mala de Bella para ela e pegou a sua própria. Ele achou que agora ela gostaria de distância, então se direcionou para porta sem realmente espera-la. Ela o alcançou rapidamente e enlaçou a mão na sua.
— Ei, não me deixe aqui no meio de toda essa multidão. – Ela pediu com um bico e ele sorriu, apertando a mão dela na sua. A saída do avião era realmente uma selva e ele já se sentia claustrofóbico.
Eles finalmente saíram e agora podiam andar um ao lado do outro. Ela arrastava sua mala de rodinhas enquanto ele tinha uma mochila grande em suas costas. Eles foram até o guichê e fizeram o check-in no aeroporto, passando pelo detector de metais e indo até a esteira esperar por suas malas. Carlisle e Esme estavam lá, e quando viram os dois de mãos dadas sorriram abertamente.
— Foram bem de voo? – Esme perguntou sorridente e eles sorriram pra ela.
— Foi tudo bem, mãe. – Edward disse simplesmente. Esme ainda não tinha se acostumado em ser chamada de mãe, e toda vez que ele o fazia ela queria chorar.
— O pessoal da organização vai levar nossas malas para o hotel, então já podemos ir buscar os carros. – Carlisle disse sorridente. Eles andaram pelo aeroporto e foram até a central e aluguel de carros. Ele e Edward assinaram alguns papéis e pegaram as chaves dos dois carros. Foram até a garagem e se direcionaram até os mesmos.
— Eu mandei a localização do hotel no seu celular, filho. Vocês vão ficar bem? – Carlisle perguntou preocupado e eles sorriram, assentindo em resposta. Bella segurou na mão dele de novo e eles foram até o carro. Ele dirigiu até o hotel enquanto conversava com Isabella animadamente, ambos sempre se tocando.
Eles chegaram ao hotel e o hall de entrada estava repleto de médicos e médicas. Edward sorriu, completamente deslumbrado com um evento daquela magnitude. O hotel havia sido fechado apenas para isso, de forma que todos os quartos estavam reservados para pessoas do congresso.
Eles andaram pelo hall até ficarem próximos do guichê. Antes que pudessem chegar até os funcionários, Bella cravou os pés, não conseguindo dar mais nenhum passo. Ela ficou branca e se tornou uma estátua, soltando a mão dela da de Edward. Ele a encarou com um momento desacreditado, depois encarou o lugar que ela estava olhando, então um homem vinha na direção deles. O homem tinha o porte grande, cabelos negros e olhos cor de mel, o sorriso dele era irritante e ele era musculoso. Ela manteve sua boca aberta enquanto ele se aproximava, ainda pálida. Edward ia chamar pelo nome dela, mas o homem os alcançou antes.
— Bella, quanto tempo! – Ele disse animado, tocando o braço dela, que se mantinha imóvel. Ele encarou Edward e sorriu. – Como vai? Sou Matthew Lewis, prazer! – Ele estendeu a mão para Edward, que também congelou.
Puta que pariu, é o ex noivo da Bella.
Será que pegaria muito mal ele cortar as bolas de Matthew agora?
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