Heartbeat - I wanna be yours
7 Crawling back to you
Notas iniciais
** Capítulo dedicado a Ana_96 pela linda recomendação! Eu realmente amei e significa muito ♥ vc e seus comentários me animam a escrever, obrigada! **
Décimo dia sem uma ereção (missão quase impossível parte 1)
O almoço com Esme e Carlisle foi mais tranquilo do que eles pensaram. Entretanto, obviamente não faltaram piadinhas sobre os dois no elevador, e Carlisle estava particularmente empenhado em deixar Isabella envergonhada.
Esme os deixou no hospital e eles entraram juntos, se dirigindo ao vestiário para colocar a roupa hospitalar. Todos os encaravam e cochichavam sobre o ocorrido de mais cedo. As mulheres sentindo inveja e os homens com pensamentos impróprios, o que fazia a vergonha de Bella só aumentar, enquanto Edward ria das caras que ela fazia.
Eles se trocaram e voltaram para o consultório dela. Bella pegou as pastas de seus pacientes e voltou a analisá-las, enquanto Edward estudava sentado na maca. Eles ficaram assim por minutos e o silêncio nunca foi tão confortante. Eles saíram de sua transe quando uma das enfermeiras de Isabella entrou em seu consultório, lhe passando um rápido relatório sobre seus pacientes.
Ela e Edward pegaram as coisas e foram visitá-los. Ela como sempre o testou com todos os pacientes, várias vezes dando-lhe abertura para fazer diagnósticos e indicar medicações. E ele como sempre não a decepcionou, deixando-a com um grande sorriso no rosto á cada sala que eles visitavam. O fato de Bella confiar nele para tais coisas o motivava mais do que o normal. Ele se sentia importante e com mais vontade de estudar para não decepcioná-la.
Depois de 3 horas visitando pacientes no andar particular e na emergência. Eles voltaram para o consultório dela e elaboraram os relatórios diários, terminando por volta das 18h. O dia estava tão corrido que Edward nem tinha tempo para soltar belas gracinhas pra ela.
Eles então se dirigiram para a emergência, onde se alojaram em uma sala um pouco menor. E não demorou muito para o hospital encher e eles ficarem como loucos. Bella confiava nele o bastante para atender pacientes sozinhos, o que dava mais tempo á eles para se dedicarem á mais pessoas.
Uma enfermeira estava acompanhando Edward em tudo, realizando a triagem e fazendo curativos quando necessário, mas não passou despercebido por Isabella como ela estava prestativa naquilo, e como ainda por cima estava muita empenhada nele.
Já era de se esperar de qualquer mulher dali, afinal, quem não gostaria de fisgar o filho da praticamente dona dali? E a beleza dele ajudava demais.
Para a felicidade dela, ele parecia lhe cortar a cada investida que ela dava, o que deixou Bella mais confiante sobre ele. O que tinha começado como um jogo de sedução, ela sentia que tinha virado um jogo de conquista, e ele realmente estava se esforçando.
Bella estava sentada na pequena sala de emergência quando alguém deu dois toques na porta, já aberta. Ela levantou os olhos dos papéis e logo sorriu, olhando para Edward ali.
— Vim lhe trazer café e chocolate. Imagino que deve estar exausta. — Ele comentou carinhoso, entrando na sala de depositando ambos sobre a mesa. Ela sorriu e lhe mandou um beijo, bebericando seu café. Ela olhou o relógio e arregalou os olhos.
— Wow, já são realmente 23 horas ou estamos em um universo paralelo? — Ela comentou horrorizada. Era sempre assim, o tempo na emergência passava mais rápido do que qualquer um poderia calcular. Era só vivendo para saber. — E muito obrigada por isso. — Ela sorriu, levantando o café e o chocolate em suas mãos. Ele sorriu de volta e ela se perguntou como aqueles dentes perfeitos ainda não tinham aparecido em um comercial de pasta dental.
— Não me agradeça ainda, todo favor deve ter sua devida recompensa. — Ele comentou divertido, sentando-se na cadeira á frente dela. Ela riu rapidamente e o encarou, abrindo seu chocolate e o comendo.
— Tantos homens por ai e eu fui arrumar um interesseiro. — Ela revirou os olhos e ele riu. — O que isso irá me custar? — Ela perguntou desafiadora, levantando uma sobrancelha. Ele lambeu o lábio inferior e se debruçou sobre a mesa.
— Um jantar comigo. — Ele disse sério, sorrindo de lado em seguida. Ela suspirou mas logo se recompôs.
— Vai me custar apenas um encontro? Eu achei que você seria mais ambicioso do que isso, querido. — Ela disse debochada e ele riu confiante.
— Tudo começa com um jantar, amor. E eu não quis ser rude á ponto de barganhar uma transa por um café, nós somos maiores que isso. — Ele disse divertido e ela gargalhou.
— Oh sim, como se eu fosse aceitar isso. Eu seria capaz de cuspir o café em cima de você. — Ela disse séria e ele riu.
— Eu gosto de agressividade. — Ele comentou sério, mas com aquele sorriso torto sempre ali. — Algemas. Tapas. Mordidas. Quem sabe um chicote? — Ele comentou a encarando e seu estômago revirou. Ela se segurou para não soltar um suspiro alto enquanto pensava sobre ele á algemando e mordendo toda a extensão do seu corpo.
Foda-me.
— Essa sua confiança precisa ser estudada, Cullen. Sinceramente. — Ela comentou divertida, já se recompondo dos comentários dele.
— É um dos meus charmes. — Ele disse sedutor, abrindo o jaleco e pegando um rosa dali, entregando pra ela e beijando sua palma. Ela a segurou, sorrindo.
— Vai ter que fazer melhor que isso, Romeu. — Ela disse, fazendo-o rir novamente.
— Eu tenho certeza que consigo ser irresistível. — Ele disse presunçoso, fazendo-a gargalhar. — Amanha é o nosso dia de folga, te pego as oito. — Disse simplesmente, saindo da sala e não dando á ela a opção de responder. Ela riu, balançando a cabeça em negativo e encarando a rosa vermelha, sorrindo consigo mesma. A colocou em um copo plástico com água, saindo da sala e voltando para a área de emergência.
Eles ficaram ali por mais 3 horas, até que finalmente tudo se acalmou. Houve um acidente de trânsito pela madrugada, o que conturbou o hospital mais do que o esperado para um domingo.
Bella voltou para sua sala, completamente exausta e deixou o bip ligado, para o caso de qualquer paciente se desestabilizar. Ela estava sentada na maca, encostada na parede, quando Edward entrou na sala, também exausto. Ele retirou o jaleco e ficou apenas com sua roupa azul. Olhou para a mesa dela e viu um copo de plástico com a flor que ele tinha lhe dado ali, o que o fez sorrir. Puxou a poltrona do canto da sala e se sentou na frente de Isabella, retirando os sapatos e dobrando as pernas, a encarando. Ela bocejou, exausta, sorrindo pra ele.
— Eu estava tão acostumada com domingos calmos, eu estou realmente quebrada. — Ela disse cansada e ele concordou com a cabeça.
— Isso é realmente novo pra mim, mas a experiência é maravilhosa. — Ele disse um tanto animado. Bella sorriu e pegou uma bola laranja, apertando-a em sua mão. — Então Doutora, como eu me sai? — Ele perguntou sorridente e ela se ajeitou na maca, mexendo com a bola em sua mão.
— Você me surpreendeu realmente, Cullen. Eu esperava que você fosse se assustar, se atrapalhar ou algo do tipo, mas estou honestamente orgulhosa de você. — Ela disse sincera. Acima de tudo ela queria que ele fosse brilhante, até melhor do que ela fora em sua época. Era uma forma que ela tinha achado de agradecer á Esme e Carlisle por tudo, e nada melhor do que deixar Edward pronto para o ambiente hospitalar e o ajudar a se formar. Ele sorriu.
— Isso realmente me deixa feliz, Bella. — Ele disse honesto e ela sorriu. — Eu estou suando aqui para te impressionar. — Ele disse sem rodeios e ela corou, sorrindo pra ele enquanto colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha, claramente envergonhada.
— Não precisa me impressionar, Cullen. Você sendo você já é o bastante. — Ela disse sem rodeios também, fazendo o sorriso presunçoso voltar aos lábios dele. Ela revirou os olhos. — Mas escute, você tem estudado o que te mandei, não é? — Ela mudou de assunto, claramente incomodada em ser honesta sobre seus sentimentos pra ele, o que o fez segurar um sorriso por saber exatamente o que ela fazia.
— Claro que sim. Eu me empenho em tudo que faço. — Ele deu de ombros e ela sorriu desafiadora.
— Então vamos lá, me responda rápido. — Ela se ajeitou na maca, se inclinando na direção dele enquanto mexia na bola laranja. — Paciente de 63 anos masculino, entra no hospital com glicemia marcando 800 mg/dl. Ph 7,1 e pC02 20 mmhg. Os valores de referência são ph entre 7.35 — 7.45; HCO3 de 21 á 28 mmol/L e pCO2 de 35 á 45 mmhg. Me descreva o quadro do paciente. — Ela perguntou com a sobrancelha levantada, jogando a bola laranja pra ele, que a pegou no ar e sorriu, se ajeitando na poltrona. Edward sentiu sua cabeça queimar enquanto ele pensava em mil possibilidades. — Vamos Edward, seu paciente vai morrer. O que ele tem? — Ela o encorajou, se curvando mais em sua direção. Ele começou a racionar quieto. — Fale comigo. — Ela pediu e ele começou a estalar os dedos, tentando se manter calmo.
— Primeiramente, a glicemia dele esta alta demais, então sua insulina esta baixa, o que leva a formação de corpos cetônicos, o que explica o Ph abaixo do normal. — Ele começou e ela assentiu, sorrindo. — Como o Ph ácido é depressor do sistema nervoso o paciente deve estar em estado de coma, na UTI e certamente hiperventilando na esperança de eliminar CO2. Ele provavelmente esta com citoacidose diabética/ acidose metabólica. — Ele disse meio incerto e ela sorriu, batendo palmas. Ele jogou-lhe a bola de volta.
— Certo. Isso foi perfeito. — Ela disse sorridente, o que o fez sorrir mais ainda. — Agora o que você deve fazer para estabilizá-lo? — Ela perguntou animada pelo progresso dele, jogando-lhe a bola de volta. Ele respirou fundo.
— Bem, acho que eu devo administrar bicarbonato intravenoso pra neutralizar o ph ácido. — Ele começou e ela o cortou.
— Por que o bicarbonato? — Ela perguntou desafiadora e ele franziu o cenho.
— Ele é indicado para quando o Ph esta menor ou igual á 7.1, em uma acidose leve se eu administrar o bicarbonato ele pode entrar em alcalose. — Ele disse como se fosse óbvio ela sorriu, o encorajando a continuar.
— Certo, bem, o ph dele esta baixo pela respiração ofegante e a insulina baixa é pelo fígado estar produzindo os corpos cetônicos. Ele estava hiperventilando para diminuir a pressão de CO2, em uma tentativa de mecanismo de compensação do corpo. A pressão dele vai melhorar depois da administração do bicarbonato, restabelecendo o equilíbrio do tampão e neutralizando o ph do corpo. E estabilizando o ph, o corpo para de produzir os corpos cetônicos, o que me possibilita administrar a insulina, para diminuir a glicemia. Mas antes da insulina eu administraria potássio, por conta da acidose acelerar a saíra dele da célula e desestabilizar a bomba. — Ele disse por fim, respirando fundo. Ele jogou a bola pra ela, que a pegou, maravilhada.
— Eu criei um monstro. — Ela disse animada e ele gargalhou. — Sério, Edward, eu estou fodidamente impressionada. — Ela disse sorridente e ele não deixou de perceber que ela o tinha chamado pelo nome. Ele sorriu e se inclinou na direção dela.
— Agora sua vez. — Ele disse presunçoso e ela sorriu desafiadora, o encarando. Ele levantou da poltrona e pegou um dos seus livros, abrindo na página marcada e sorrindo.
— Paciente chega ao hospital com dores lombares e reclamando da diminuição dos níveis de urina. No exame clínico foi detectado hipertensão e sobrepeso. Foi realizado punção digital e o médico observou glicemia 290 mg/dl. Solicitou exames laboratoriais para verificar indícios de diabetes e obteve-se os resultados: no sangue – glicemia 220 mg/dl, ureia 60 mg/dl, creatinina 1,8 mg/dl, hemoglobina a1c 10% e frutosamina 6 mmol/l. Na urina teve glicosúria +++, proteinúria ++ e leucócitos 2-3 p/c. Sabe os valores de referência ou quer que eu leia pra você? — Ele perguntou desafiador e ela revirou os olhos, negando com a cabeça. Ele sorriu e continuou. — A medicação antidiabética oral foi introduzida aliada a inibidores da ECA e relaxante da musculatura dos vasos e à dieta hipoglicídica e hiponatrêmica, além de exercícios físicos moderados. O retorno após 30 dias de tratamento revelou o seguinte quadro laboratorial e clínico, que permaneceu o mesmo durante os próximos dois meses: hipertensão sem queda significativa, no sangue: glicemia 210 mg/dl, ureia 38 mg/dl, creatinina 1,0 mg/dl e na urina, glicosúria +++, proteinúria negativa e leucócitos 2-3 p/c. O médico modificou a medicação e solicitou novos exames laboratoriais. Comentando o caso com um amigo seu, analista clínico do laboratório que realizou essas novas dosagens (que mostraram valores semelhantes às anteriores), comentou que pretendia encaminhar a paciente a um endocrinologista para fazer uma avaliação de possível desordem hormonal que não a diabetes mellitus, mas antes solicitaria dosagens hormonais para melhor esclarecer o quadro clínico e ajudar a interpretação do endocrinologista. Os resultados dessas dosagens revelaram os seguintes resultado: TSH 0,5 ml/ml, T3 300 pc/dl, T4 2,0 ng/dl, ACTH 0,02 pg/ml e Cortisol 40 mg/dl. Também não precisa dos valores de referência, amor? — Ele perguntou debochado e ela lhe lançou o dedo do meio. Ele riu rapidamente e respirou fundo. — Ok, ok, vamos lá. Se fosse amiga desse médico, como você daria o quadro clínico? — Ele perguntou desafiador e ela sorriu presunçosa.
— Você esta me ofendendo assim, Cullen. — Ela disse divertida e ele riu.
— Me dê aqueles orgasmos de palavras difíceis do jeito que só você sabe, Swan. — Ele disse brincalhão e ela riu, apertando a bola em sua mão.
— Primeiramente, a glicose, ureia e creatinina indicariam um diabetes. Ainda mais com a proteinúria e glicosúria presentes no caso. Depois do tratamento, como o resultado foi insatisfatório, o médico foi bem perceptivo pedindo a dosagem hormonal. O problema maior ai é o cortisol. Ele é um hiperglicemiante e vai aumentar a ação do simpático, aumentando a pressão arterial e indicando por que não houve melhora na hipertensão. Ele provavelmente esta com um problema na suprarenal, porque o ACTH dele esta baixo e o cortisol esta alto. Ele pode estar com uma hiperplasia adrenal congênita ou adenocarcinoma de suprarenal, já que é o ACTH que estimula a suprarenal a liberal cortisol, e bem, o problema seria explicado justamente por isso. Com o ACTH baixo ele não teria como estimular a suprarenal, e o problema nela seria o responsável pela liberação exacerbada do cortisol. — Ela deu de ombros e ele ficou de boca aberta, sorrindo em seguida. Ela sorriu e ele fechou o livro. Ela jogou a bola pra ele.
— Porra, não faça isso comigo. — Ele disse sofrendo e ela gargalhou.
— Achei que você já tinha superado isso, Cullen. Nós falamos de igual para igual agora. — Ela comentou orgulhosa e ele deu de ombros.
— Você falando assim sempre vai me deixar excitado, amor. Mesmo eu me tornando um fodido cirurgião mais famoso que minha própria madrasta, eu sempre vou ficar como um idiota quando você usar esses termos médicos. — Ele disse abobado e ela gargalhou.
— Isso é estranho, você não acha? — Ela perguntou pensativa, sorrindo. — A gente se conheceu de um jeito tão inusitado, — Ela soltou uma risadinha, lembrando do dia. Ele riu também. — E depois tudo aconteceu tão rápido e hoje estamos aqui, frente a frente resolvendo casos clínicos e jogando uma bolinha laranja um para o outro. — Ela comentou sorrindo e ele retribuiu.
— E quem diria que eu seria tão irresistível e nós daríamos ótimos beijos e deliciosas provocações? — Ele perguntou safado e ela riu, se recostando na parede de novo. Ele se levantou da poltrona e andou até a maca, parando no meio das pernas dela. Bella ficou tensa e soltou a bola laranja, se ajeitando na maca e arrumando sua coluna, aproximando o rosto do dele. Ele sorriu, arrumando o cabelo dela atrás da orelha.
— Você sabe que, á 10 dias eu só pensava em ir á festas e ficar com o máximo de garotas que eu pudesse, mas você realmente mudou isso, Bella. — Ele disse sério e ela engoliu em seco, sorrindo pra ele.
— Isso é sério? — Ela perguntou desconfiada. Um cara podia mesmo mudar assim tão rápido por alguém que ele mal conhecia?
— Eu nunca falei tão sério. — Ele olhou no fundo dos olhos dela e se aproximou, a segurando pelos braços. — Eu estou desarmado aqui, de verdade. — Ele disse o mais sincero que pode e ela respirou fundo. — Eu não sei explicar o que é isso, mas é tão... Você tem essa coisa sobre mim que eu não sei dizer, mas é realmente sério. Isso entre nós é muito sério pra mim. — Ele passou a língua nos lábios, claramente nervoso e se aproximou dela, colocando uma das mãos em seu rosto. — Você realmente dificulta pra mim, — Ele riu rapidamente. — Mas nada que eu não possa lidar por uma mulher que vale a pena. Sem demagogias, eu estou completamente encantado por você. — Ele sorriu e ela retribuiu o sorriso, corando. — Eu só preciso de uma chance, Isabella. Eu estou realmente me empenhando. — Ele disse sério e ela sorriu mais abertamente.
— Eu sei que esta, Edward. Mas você tem que entender o meu lado, não é que eu gosto de ser má com você, — Ela começou e ele franziu o cenho, como quem diz "admita que você gosta de ser má". Ela riu rapidamente e revirou os olhos. — Talvez eu goste um pouquinho? — Ela indagou em tom de dúvida, sorrindo travessa e ele riu. — Mas sinceramente, eu não sei se estou pronta pra ficar com alguém de novo, a minha última experiência não foi tão boa. — Ela deu de ombros e ele assentiu.
— Eu sei sobre isso. Mas eu sou um cara legal, confie em mim. — Ele piscou e ela riu. Ele colocou uma das mãos na curva do joelho dela e se aproximou, juntando as testas dos dois. — E você pode respirar fundo, não estou te pedindo em casamento, eu só quero ficar com você. — Ele sorriu e ela fechou os olhos, mordendo o lábio inferior e depois o encarando.
— Eu não quero gostar de ninguém, você sabe... — Ela começou apreensiva e ele sorriu.
— Não posso te prometer isso, eu sou bem irresistível como eu já te disse. — Ele deu de ombros e ela lhe deu um tapa no braço. — Mas falando sério, não precisamos apressar nada, de verdade. Eu não vou ser piegas e falar que estou apaixonado, por que seria bem falso vindo de mim, mas uma coisa é certa: eu sempre fui desses caras que dorme com alguém e acorda o mais cedo possível pra sair correndo sem ser visto. Sem telefonemas no dia seguinte. Sem um segundo encontro, nada. Mas com você, eu tenho essa vontade de acordar do seu lado e fazer um sexo matinal depois te ligar o dia inteiro pra encher o seu saco sobre como eu sou bom na cama e como estou ansioso pra dormir com você novamente. Eu tenho vontade de te levar nos melhores encontros da sua vida. — Ela riu e ele a encarou, acariciando uma de suas bochechas. — Você é malditamente linda e inteligente, sabia? — Ele perguntou doce e ela sorriu.
— Já me falaram algo assim. — Ela franziu o nariz convencida e ele riu. — Mas eu posso te garantir uma coisa, eu sou uma rainha do sexo e todos os caras que eu fiquei acabaram se apaixonando por mim. — Ela deu de ombros e ele gargalhou, se aproximando mais.
— Convencida. — Ela riu e ele mordeu o próprio lábio inferior, aproximando a boca dos dois e beijando-a.
Ele colou os corpos deles, colocando a perna dela encaixada em sua cintura enquanto se aproximava. As mãos dela correram para seus cabelos e os apertaram, puxando-os. Ele apertou um dos lados da cintura dela e lambeu seu lábio inferior, mordiscando em seguida e voltando a beijá-la. Ela chupou a língua dele e aprofundou mais o beijo, o trazendo para mais perto pelos cabelos, enquanto uma de suas mãos arranhada levemente seus braços. Ele apertou o quadril dela sob a blusa e encostou o sexo dos dois, mandando choques pelo corpo de ambos. O bip de Isabella apitou com o som do power rangers em sua mesa. Eles se separaram e Edward gargalhou. Ela arrumou a roupa e se afastou dele, pegando-o e o observando. Era uma mensagem da emergência avisando que um dos pacientes tinha entrado em PCR (parada cardiorespiratória).
— Hora de morfar? — Edward perguntou divertido, colocando o jaleco. Isabella arrumou a própria roupa e começou a fazer um rabo de cavalo enquanto ele abria a porta.
— O dever chama. — Ela disse alarmada, correndo até o elevador. Eles pararam na frente do mesmo e entraram, apertando o botão do andar da emergência.
— Go Go Power Rangers.— Ele disse brincalhão e eles pararam no andar, correndo para o paciente em PCR. Bella começou a fazer os procedimentos de estabilização e Edward foi convocado para um outro paciente, que estava com problemas cognitivos. Então o plantão tinha ficado corrido novamente.
Era inegável o fato do grande passo que eles tinham dado, não só como um casal mas como amigos. Ele olhou para Bella em meio ao desespero e ela o olhou de volta. Eles sorriram um pro outro no meio da correria e aquilo foi mais reconfortante do que ambos esperavam. Eles voltaram para seus pacientes e o resto da noite se estendeu como deveria ser.
Eles voltaram para a sala de Bella 8h da manhã. Um dos pacientes sofreu hemorragia interna e Isabella teve que entrar em cirurgia, enquanto Edward cuidava da emergência. Eles chegaram exaustos na sala dela e Isabella se arrastou até a maca, se sentando na mesma. Edward sentou ao lado dela, olhando o relógio.
— Ainda temos mais 4 horas de plantão. Quer brincar de forca? — Ele disse brincalhão e ela riu cansada.
— Que tal a gente brincar de tirar um cochilo? — Ela disse bocejando e ele sorriu.
— Eu tenho um belo ombro livre aqui. — Ele disse sorrindo, apontando para o próprio ombro e o tocando como se fosse um travesseiro fofo. Isabella sorriu e deitou a cabeça ali, fazendo-o deitar a própria cabeça sobre a dela.
— Boa noite, Dr. Cullen. — Ela disse sorridente e ele riu rapidamente.
— Boa noite Dra. Swan. — Ele respondeu. Isabella suspirou e no segundo seguinte ela estava realmente cochilando. Ele pegou o bip da mão dela e colocou sobre o seu colo, já que seu sono era leve e ele sabia que se tocasse ele escutaria muito bem. Então ele fechou os olhos e se possibilitou cochilar também. E foi o cochilo mais feliz que ele já teve.
Por volta das 10h da manhã Esme retornou ao hospital, batendo o ponto e visitando os próprios pacientes. Depois de sua devida ronda, por volta das 11h ela passou na emergência e verificou os relatórios de Bella e Edward, sorrindo com o desempenho dos dois. Ela foi até a sala dela e abriu a porta sem rodeios, encontrando os dois dormindo um ao lado do outro. Ela sorriu com a cena e encarou mais os dois, vendo que as mãos deles estavam unidas e entrelaçadas, e eles pareciam tão lindos ali, que Esme realmente sentiu certeza de que aquilo poderia dar certo e que Edward estava mais maduro do que ela esperava.
Como se ele sentisse a presença dela ali, abriu os olhos e a encarou, bocejando. Ela sorriu e colocou o dedo indicador sobre a boca, indicando que Bella ainda dormia. Ele nem se moveu dali para não acordá-la e sorriu para a madrasta. Ela se aproximou deles e sorriu.
— Como foi a noite? — Ela sussurrou e ele sorriu sonolento.
— Emocionante é a palavra. — Ele respondeu ainda baixo para não acordar Isabella. O relógio marcava 11h30 e Esme sorriu para ele.
— Estão liberados para irem embora. Na terça feira quero os dois inteiros de volta para mim. — Ela disse sorridente e Edward agradeceu lhe mandando um beijo. Ela sorriu e saiu da sala, fechando a porta delicadamente.
Edward encarou Isabella e sorriu, vendo como ela parecia um anjo dormindo ali. Ele cariciou a bochecha dela, que resmungou algo antes de abrir os olhos. Ela esfregou os mesmo por baixo dos óculos de grau e os retirou, colocando em seu colo e levantando a cabeça do ombro dele. Suas costas doíam então ela estalou o pescoço, gemendo baixinho enquanto bocejava. Edward a achou tão adorável que devia estar parecendo um bobo ridículo olhando pra ela.
Ela se virou pra ele e sorriu.
— Bom dia. — Ela disse com a voz ainda rouca, o que ele achou malditamente sexy.
— Bom dia. — Ele respondeu sorrindo.
— Que horas são? — Ela perguntou sonada, arrumando o cabelo e voltando a colocar o óculos, descendo da maca e estalando as costas.
— 11h30. Esme veio até aqui e nos liberou. — Ele disse animado e um sorriso enorme se colocou nos lábios dela.
— Deus realmente existe e ele se chama Esme Cullen. — Ela disse divertida e ele sorriu, descendo da maca também. — Eu acho que vou pegar um táxi. Sou capaz de dormir dirigindo. — Ela bocejou de novo e ele sorriu.
— Eu levo você. Vamos apenas nos trocar. — Ele estendeu a mão e ela a pegou. Eles foram em direção á mesa de Isabella e ela pegou sua bolsa e guardou as pastas no armário, pegando a rosa dentro do copo de água. Ele sorriu e a abraçou pelos ombros. Eles saíram do consultório e foram até o vestiário.
Isabella apenas mandou o jaleco para a lavanderia do hospital onde seria esterilizado, e Edward jogou as roupas azuis no mesmo lugar, junto com sua touca e pró-pé. Eles terminaram de se arrumar e ela guardou um livro dentro do armário, o trancando.
Edward já a esperava na porta do vestiário, com aquele maldito sorriso ali.
Ele estendeu a mão e ela a pegou, andando com ele até a saída. Os olhos do hospital estavam sobre eles e sobre a intimidade que havia ali, mas Isabella estava com muito sono pra perceber qualquer coisa e se sentir envergonhada. Eles bateram o ponto e saíram do hospital, indo até o estacionamento.
Ele abriu a porta pra ela e eles entraram, colocando o cinto. Ele ligou o som e estava tocando Sugar do Maroon 5. Edward riu com a ironia daquilo, a música era realmente sobre ele tentando chegar até Isabella e ela dificultando pra ele. Ela viu que ele ria e riu também, entendendo o motivo.
— Sugar, yes please. Won't you come and put it down on me? — Ele cantou olhando pra ela, que riu.
— Ok Adam Levine, já chega. — Ela disse divertida,o chamando pelo nome do cantor da banda com uma voz debochada e ele sorriu.
— Qual é, minha voz é linda. — Ele comentou convencido e ela revirou os olhos.
— Para um encontro de gralhas, talvez seja. — Ela comentou e ele gargalhou. Mas o cara sinceramente cantava bem.
Ele dirigiu mais uns minutos até chegar na casa dela. Bella respirou fundo e sorriu, encarando a porta de casa.
— Graças a Deus. — Ela comentou animada e ele revirou os olhos.
— Graças ao Edward, você quis dizer. — Ele disse ofendido e ela sorriu, se virando pra ele.
— Certo, obrigada. — Ela disse doce e ele sorriu, acariciando-lhe as bochechas. Ela sentiu aquilo íntimo demais e suas bochechas coraram, então ela respirou fundo. — Eu preciso ir, estou com muito sono. — Ela disse manhosa e ele sorriu.
— Certo, bons sonhos. — Ele disse e ela sorriu. — Não se esqueça que eu te pego as oito. — Ele piscou e ela sorriu divertida.
— Onde vamos? — Ela perguntou curiosa e ele sorriu.
— Surpresa. — Ele disse misterioso e ela revirou os olhos.
— Isso não vai prestar. — Ela comentou e ele gargalhou.
— Vai ser perfeito, eu prometo. — Ele disse sério e algo dentro dela se revirou. Ela sorriu e abriu a porta do carro.
— Bom descanso pra você, Cullen. Obrigada por essa noite, foi bom ter um companheiro naquela correria. — Ela disse sorrindo e ele retribuiu.
— Disponha. — Ele fez um sinal de respeito como o da marinha, colocando a palma sobre a testa e levando na direção dela, como se ela fosse seu general. Ela sorriu. — Bom descanso para você também, minha querida. — Ele disse calmo e ela sorriu mais abertamente.
Bella saiu do carro e fechou a porta, olhando para ele pela janela e lhe mandando um beijo estalado. Ele o pegou no ar teatralmente e guardou dentro da blusa. Ela riu rapidamente e foi para a porta de casa, lembrando-se da chave e a pegando sobre o tapete. Ele a encarou, sorrindo e maravilhado por ela, a esperando entrar.
Ela abriu a porta e olhou para trás uma última vez, fazendo um sinal de "tchau" e entrando, trancando a mesma.
Ele sorriu dentro do carro e deu partida, voltando para casa.
Em oito horas eles se veriam novamente, e um estava tão ansioso quanto o outro.
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