Heartbeat - I wanna be yours
8 Constantly on the cusp of trying to kiss you
Notas iniciais
Isabella acordou 6 horas depois. Ela acreditava que duas horas era um tempo bom para se arrumar.
Hannibal estava sobre sua cabeça. Ela afastou o bicho de cima de si, fazendo-lhe um carinho rápido antes de estender a mão até sua mesinha lateral, onde pegou seu celular. Ela o desbloqueou e abriu sua conversa com Edward, digitando uma mensagem com um sorriso no rosto.
“Para o que estamos nos vestindo hoje, especificamente?” – Ela enviou intrigada.
A curiosidade á estava matando e ela gostaria muito de saber onde eles iam. O fato de estar no escuro á deixava em pânico, o não ter controle sobre isso era assustador.
“Vista para impressionar, Swan” – Ele respondeu espirituoso.
“Mas honestamente, te levarei em um lugar mais sofisticado, se é isso que quer saber ;)” – Ele enviou em seguida. Sua roupa de hoje seria um terno, então ele precisava de sua garota combinando com ele.
“terno e gravata?” – Ela enviou curiosa, mordendo o lábio inferior enquanto segurava o sorriso por estar conversando com ele.
“vai ter que esperar mais duas horas para me checar ;)” – Ele enviou, fazendo-a rir.
“bastardo” – Ela enviou, rindo.
“linda” – Ele rebateu. Isabella encarou a tela do celular e sorriu novamente, bloqueando o mesmo. Se ela ficasse ali não teria o tempo devido para se arrumar.
Ela se levantou num pulo e ligou seu ipod no amplificador, como sempre. Pink do Aerosmith começou a tocar e ela sorriu animadamente, cantarolando enquanto ia até seu closet, analisando suas opções.
Ela realmente precisava se vestir para impressionar, e a ansiedade estava quase lhe causando uma gastrite nervosa. Ela vasculhou tudo por alguns minutos até que achou seu vestidovermelho. Ele tinha um decote em V que deixava seus seios bonitos e era longo, com uma fenda que ia até o meio da coxa. Ela decidiu por esse e pegou um par de saltos nude de bico fino.
Isabella tomou seu banho e colocou sua calcinha, optando por ficar sem sutiã por conta do decote do vestido. Ela colocou um top e voltou para o banheiro, arrumando seu cabelo preto em cachos longos e grossos, que iam até sua cintura. Ela esfumaçou seus olhos com preto e branco e colocou os cílios postiços, passando um batom vermelho e se dando por satisfeita com a maquiagem. Ela encarou seu celular e o relógio já marcava 19h40. Ela correu até o closet e colocou seu vestido, ajeitando seus seios da forma mais apresentável que ela conseguiu, colocando seus saltos e arrumando seus cachos. Ela se deu uma visão completa e se deu satisfeita.
— Eu estou fodidamente gostosa. – Ela disse orgulhosa, se encarando no espelho. Hannibal miou e ela se virou para ele, fazendo uma careta. – O que? Eu preciso cuidar da minha auto-estima, muito obrigada. – Ela bufou e o gato curvou o rabo, abrindo a boca e bocejando. Ela revirou os olhos. – Você devia cuidar dessa sua aparência também, Hanni. – Ela comentou séria e ele miou, descendo de sua cama e saindo de seu quarto. – Você precisa aprender a aceitar as opiniões alheias! – Ela gritou na direção dele, revirando os olhos consigo mesma em seguida. Ela nunca se acostumava com sua própria capacidade de realmente conversar com um gato.
Ela riu e pegou seu celular e cartão de crédito, colocando tudo em uma bolsa nude junto com seu batom. Ela encarou o relógio em sua parede e marcava 20h03.
Merda.
Ela desceu as escadas rapidamente e olhou pela janela, vendo o carro de Edward estacionado do lado de fora. Ela correu em seus saltos e repôs a comida de Hannibal assim como sua água, apagando as luzes necessárias e saindo de casa. Ela trancou a porta rapidamente e guardou a chave em sua bolsa. Quando ela se virou Edward já estava em pé atrás dela, a encarando com aquele maldito e lindo sorriso. Ela sorriu de volta como uma boba, completamente babando nele.
Sua calça preta caia perfeitamente bem, assim como uma camisa branca que ele tinha sob seu paletó também preto. Seu cabelo estava perfeitamente desarrumado e os olhos verdes estavam tão brilhantes que ela não podia parar de olhá-los. Toda a inspeção durou por alguns segundos, então ela já sorria novamente.
— Sem gravata? – Ela perguntou divertida e ele riu rapidamente, lhe estendendo a mão.
— Levou a sério o fato de vestir para impressionar, hm? – Ele perguntou divertido enquanto ela depositava a mão sobre a sua. Ele beijou a mesma e a encarou, sorrindo de canto. – Esta deslumbrante. – Ele disse calmo, a encarando nos olhos. Ela sorriu rapidamente e tirou a mão de cima da dele, claramente desconcertada.
Ele andou á sua frente e abriu a porta pra ela. Isabella assentiu com um sorriso e entrou no carro. Ele entrou ao lado dela, que se virou para ele com um sorriso infantil nos lábios.
— Ainda não pode me dizer onde vamos? – Ela perguntou curiosa, tentando manter sua voz com desdém, falhando miseravelmente. Ele riu rapidamente e a olhou por um momento.
— Precisa trabalhar essa sua ansiedade, Bella. Já considerou o uso de algum ansiolítico? Algo como um Lexotan... – Ele disse despreocupado, segurando o riso. Ela bufou e o encarou.
— Vamos por esse caminho? Ok. O que acha de tomar algo para disfunção erétil? Já sabemos que você não se deu bem com o viagra, poderia tentar o Levitra? – Ela rebateu. Edward já gargalhava antes mesmo dela terminar sua frase.
— Esse seu lado vingativo é tão adorável, Swan. – Ele disse espirituoso, rindo. Ela riu com ele e o silêncio calmo se fez no carro.
Em poucos minutos depois eles estavam á frente de um restaurante que Isabella ainda não conhecia.
A frente era tímida. Era composta por vidros, mas estes estavam todos com aspecto fumê e havia apenas uma placa singela que dizia “La Notte”. Ele parou o carro na frente do mesmo e o valet veio até eles. Edward conduziu Isabella pelo braço até a entrada do restaurante e um homem simpático verificou a reserva deles.
Ele abriu uma cortina vermelha e o que tinha atrás dela era algo deslumbrante. Isabella ofegou por um momento, enquanto observava o restaurante por dentro.
Todas as luzes estavam apagadas e tudo era absolutamente iluminado por luz de velas. As paredes eram pretas e tinham desenhos de rosas vermelhas e arabescos agradáveis para os olhos. No bar havia a iluminação de velas mas algo como luzes de natal também estavam ali, mas eram luzes brancas, o que dava um ar jovial e delicioso. Uma música de tango tocava ao fundo do restaurante e Isabella sorriu. Edward a encarou e sorriu pra ela.
— Você gostou? – Ele perguntou meio desajeitado. Esse era um lugar que ele realmente achava lindo, mas nunca teve ninguém que ele quisesse levar lá de qualquer maneira. A não ser por ela.
— É maravilhoso, eu amei. – Ela disse doce e ele sorriu. Um homem alto de terno os encarou.
— Posso acompanha-los á sua mesa? – Ele perguntou cordial e Isabella sorriu, assentindo. Edward colocou a mão sobre suas costas, a conduzindo em direção ao garçom.
Ele havia reservado uma mesa mais separada para eles, afim de uma maior privacidade. Entraram em um lugar também escuro, iluminado apenas pelas luzes das velas. Haviam uma grande mesa branca que já esta posta para eles. O chão tinha esse caminho de rosas dentro de vidros com água, o que as deixava flutuando. Haviam algumas pétalas pelo chão da sala também, o que deixava tudo irritantemente romântico.
Isabella sentiu o ar faltar em seus pulmões. E apesar de achar tudo realmente maravilhoso, ela sentia que aquilo era romântico demais para eles.
— O que acha? Eu optei por algo mais especial para nós. – Ele disse sorridente e ela retribuiu, sem saber o que dizer honestamente.
— É lindo. – Ela se limitou. Bella não achava que eles estavam indo rápido demais, ela apenas não queria ir por esse caminho. Tê-lo ali, tão doce e romântico era mais do que ela podia esperar, mas sinceramente ela não sabia se estava preparada para algo dessa magnitude, se estava preparada para se abrir novamente, a não ser para o sexo. Ela sentiu o pulso acelerado quando ele a segurou pela cintura, a levando até a mesa. Eles se sentaram e ele sorriu para ela enquanto o garçom se aproximava.
— Boa noite. Meu nome é Patrick e eu os servirei esta noite. – O homem disse simpático, entregando os Menu’s á eles.
— Eu gostaria de um vinho Malbec da Casa Bianchi. – Edward pediu cordial e Isabella sorriu. Eles pediram os pratos e o garçom se foi.
— “O melhor vinho tinto do mundo é Argentino.” – Ela comentou, sorrindo e bebericando um gole de sua água. Ele sorriu abobado, a encarando.
— Também sabe sobre vinhos? – Ele indagou com uma sobrancelha elevada, sorrindo de canto. Ela deu de ombros.
— É algo a se fazer quando se visita a França. – Ela sorriu novamente.
— Estou ficando intimidado. – Ele disse divertido e ela riu levemente.
— Você tem muito o que impressionar, Cullen. Realmente não é grande coisa. – Ela disse normalmente e ele riu consigo mesmo.
— Você se impressiona comigo? – Ele perguntou esperançoso, como uma criança que desejava saber se o papai noel havia lhe deixado um presente. Ela sorriu e se inclinou sobre a mesa.
— Hoje eu fiquei impressionada, de verdade. Eu não achei que você pudesse... – Ela começou mas ele a cortou.
— Ser romântico? – Ele bufou. – Você realmente pensa pouco de mim assim, Swan? – Ele indagou um tanto magoado. Ela sorriu de canto e arrumou o cabelo atrás da orelha.
— Eu ia dizer que não achei que você pudesse fazer eu gostar mais de você, Cullen. – Ela disse finalmente e o rosto dele se suavizou. – Estou realmente desarmada aqui, e isso é completamente assustador pra mim. – Ela disse um tanto nervosa, sendo realmente honesta. O jeito que a luz das velas iluminava o rosto dele era algo tão agradável que ela não se via fazendo outra coisa pelo resto da vida a não ser olhá-lo.
O garçom chegou sorrateiramente e os interrompeu delicadamente, servindo o vinho para ambos e o colocando em um balde com gelo ao lado da mesa. Ele assentiu para eles e se retirou. Isabella deu um gole em seu vinho, ainda nervosa. Ele pareceu pensativo por um momento mas depois já tinha aquele sorriso travesso nos lábios.
— Me diga, Bella. Você dança? – Ele indagou animado e ela riu.
— O que é isso, Cullen? – Ela perguntou com as sobrancelhas levantadas e ele levantou de sua cadeira, indo até o lado dela na mesa.
— Isto sou eu tentando dançar tango com você. – Ele disse simplesmente e ela riu, se levantando.
— Eu realmente não gostaria de te intimidar mais, você sabe... Toda essa coisa de eu ser sua chefe supervisora e poder mandar em você no trabalho... – Ele a cortou, a puxando pela cintura e colando o corpo no dela de supetão. Ela ofegou por um momento e depois sorriu, o segurando nos ombros.
Uma melodia suave começou a tocar e Isabella a reconheceu no mesmo momento.
Assassin’s Tango se fez mais alta e ela riu com humor, sendo acompanhada por Edward.
— Sr. E Sra. Smith? – Ela perguntou divertida e ele deu de ombros.
— Eu achei que caberia bem, você sabe, com você querendo me matar o tempo todo... – Ele comentou divertido e ela riu. A música começou realmente e ela colocou a mão sobre a dele, enquanto sua outra palma estava depositada em sua cintura. Eles uniram as bochechas e Edward começou a conduzi-la. Isabella achava o tango a dança mais sensual que existia, o que a levou a tomar aulas quando voltou da França. O fato dele saber dançar a deixou surpresa por um momento, mas á essa altura ela já não sabia mais o que esperar dele.
Eles se moviam como perfeitos ímãs. Pareciam ser parceiros de dança á anos, e Edward era realmente um bom condutor. Em algum momento ele a apertou mais contra si e ela riu.
— Então, não quer verificar se tenho alguma arma sobre minha roupa? – Ela perguntou divertida, fazendo uma analogia ao filme. Na cena da dança, Angelina Jolie e Brad Pitt começam a desarmar um ao outro enquanto dançam. Ela sempre achou aquilo extremamente quente e porra, ela tinha seu próprio Brad Pitt agora. Ele riu no ouvido dela e desceu a mão pela lateral do seu corpo, passando lentamente por sua perna exposta e a pegando firmemente, a colocando na altura da sua cintura em um movimento brusco. Ela suspirou e ele lhe liberou a perna para que ela pudesse voltar aos passos de dança. Ele riu novamente em seu ouvido.
— Não achei nada por aqui. Esta escondendo um bisturi em algum lugar? – Ele perguntou divertido e ela riu roucamente, o que foi direto para o pau dele, que por uma sorte, estava se comportando como um cavalheiro.
Eles continuaram os passos até que Isabella se agachou em uma de suas pernas, deixando sua outra estendida, enquanto fazia um passo de dança. Ela subiu novamente á altura do rosto dele e sorriu travessa, colando o corpo dos dois. Ela levantou as sobrancelhas assim que os corpos se chocaram.
— Isso é a sua 38 ou você está feliz em me ver? – Ela perguntou sugestiva, se referindo á ereção dele. Ele riu e respirou fundo no pescoço dela, a causando arrepios.
— Estou sempre feliz em te ver, achei que já soubesse. – Ele disse simplesmente enquanto eles continuavam a dançar. O ritmo ficou mais agressivo e quente, assim como os passos dos dois. Ele sentia as pernas dela em todos os lugares e suas mãos passeavam por todo corpo dela.
Quando a música chegou próxima do fim, eles se encararam e ambos tinham aquele sorriso safado nos lábios. A dança terminou e eles fizeram seu passo final. A testa de Bella estava encostada na curva no nariz dele com sua bochecha, o que deixava a boca de ambos próximas de uma forma muito torturante. Ela sorriu e voltou á sua posição normal. Os braços dele ainda não deixaram sua volta, então ele afastou os cabelos de seu pescoço e beijou o mesmo. Ela suspirou e mordeu o lábio inferior, contendo um gemido.
— Obrigado pela dança. – Ele sussurrou em seu pescoço. Ela riu suavemente e o tocou nos ombros.
— Obrigado por não pisar no meu pé. – Ela disse divertida, lhe dando uma piscadela antes de se soltar dele e sentar na mesa novamente. Ele riu negando com a cabeça e se sentou na mesa também.
Ela pegou seu copo de vinho e deu um gole no mesmo, o olhando sobre o copo. Ele fez o mesmo, então eles não tiraram os olhos um do outro. O garçom chegou, interrompendo o pequeno momento ali, trazendo-lhes os pratos. Ele lhes serviu um pouco mais de vinho e se retirou.
— Então, aulas de tango? – Ela perguntou curiosa, começando a comer. Ele sorriu e se ajeitou na cadeira, comendo também.
— Esme valoriza muito a arte, principalmente a dança. – Ele deu de ombros. – Você? – Ele perguntou curioso. Ela riu rapidamente.
— Eu apenas tenho curiosidade sobre um pouco de tudo. – Ela deu de ombros também. – Você ficaria surpreso se eu te dissesse que tomo aulas de pole dance? – Ela disse sorrindo e ele engasgou com a comida, a imaginando subindo e descendo naquele maldito cano gigante. Ela gargalhou com a reação dele.
— Você não pode me lançar uma informação destas enquanto estou mastigando, Isabella. – Ele a chamou pelo nome completo, quase como se brigasse com ela por isso. Mas o divertimento e a curiosidade em sua voz á fez rir novamente, enquanto ela bebia seu vinho. – O que mais eu ainda não sei sobre você? – Ele perguntou curioso, mais maravilhado ainda sobre ela.
— Eu sou realmente um leque de possibilidades, você sabe, eu gosto de manter as coisas interessantes. Então acho que seria bom você descobrir tudo aos poucos... – Ela disse sorrindo e ele riu.
— Oh por favor, me diga que eu vou poder vê-la descendo e subindo em um maldito cano de pole dance? – Ele perguntou esperançoso e ela riu alto, mordendo o lábio inferior.
— Eu realmente tenho algo sobre isso na minha casa. – Ela disse ainda rindo e ele fez uma careta de dor.
— Esta me dizendo que tem um fodido cano de pole dance em sua casa? – Ele perguntou com um tom de sofrimento e ela riu mais ainda.
— Eu tenho um fodido cano em minha casa, Cullen. – Ela sussurrou na direção dele, voltando a comer em seguida.
— Puta merda. – Ele amaldiçoou para si mesmo, imaginando aquele maldito corpo em um fodido cano de metal. Ela riu das caras que ele fazia e eles continuaram a comer e á conversar sobre coisas aleatórias.
No final das contas, não tinha sido um encontro tão pesado no quesito romance. E para Isabella isso era tão confortável como respirar, e cabia perfeitamente ali. Sem esperanças, sem cobranças, nada. Seria simples e perfeito. Eles podiam ser ótimos amigos coloridos, realmente. Pelo menos Isabella achava que poderia ser capaz de apenas gostar dele no sexo, apesar de uma pequena parte dela já estar completamente caída por ele.
Eles terminaram o jantar e ele pediu uma sobremesa para dois. Ela sorriu quando ele se levantou e colocou a cadeira estofada ao seu lado na mesa. Eles continuaram conversando facilmente sobre várias coisas até que a sobremesa veio. Á essa altura a perna dela já estava sobre a dele e eles se acariciavam enquanto conversavam. Ela sorriu quando viu aquele enorme prato de doce em sua frente.
— O que é isso? – Ela perguntou curiosa, passando a língua pelos lábios. Doce era realmente algo que ela tinha uma queda.
— Alfajor de doce de leite com um petit gateau em cima, coberto por cobertura de chocolate com canela e sorvete de creme. – Ele disse animado e ela abriu a boca em um “o” perfeito, pegando a colher em sua mesa.
— Puta merda. – Ela gemeu enquanto olhava pra comida. Ele riu e pegou sua colher, pegando um pouco do doce e levando á direção dela. Ela sorriu envergonhada e abriu a boca para que ele a servisse. Ela lambeu a colher enquanto olhava pra ele, quase ficando molhada em suas roupas por isso. Gemeu enquanto sentia o gosto da comida, saboreando o gosto daquilo. E bem, até um homem tem seus limites.
Ele soltou a colher sobre a mesa e enquanto ela desfrutava sobre a comida de olhos fechados, ele agarrou seus cabelos e a beijou, se sentindo calmo finalmente. Ele queria fazer isso a noite toda, e tela ali, gemendo com aquele doce na boca foi mais do que ele poderia superar. O gosto de chocolate entrou na boca dele quando ele passou a língua pelos lábios dela, os abrindo. Ele começou um beijo torturante e lento, explorando cada canto da boca dela que era possível. Ele chupou sua língua e Isabella mordeu o lábio inferior dele, enquanto brincava com os cabelos de sua nuca. A outra mão dele que já estava em sua coxa nua, apertou a mesma e o corpo dela se arqueou contra ele, afim de mais contato. Ele uniu os dois como podia naquelas cadeiras e beijou-a com mais avidez, chupando e mordendo o lábio inferior dela antes de se separarem. Ela respirou fundo, tentando normalizar seus batimentos cardíacos enquanto ele a encarava com uma cara abobalhada. Ela sorriu tímida e o encarou, rindo rapidamente.
— Você tem batom ai. – Ela disse docemente, pegando o guardanapo e limpando os lábios dele, que ficaram sujos de vermelho. Em um certo momento ele a segurou pelo pulso e retirou sua mão dali, a beijando novamente. Ele não podia ter o suficiente dela, nunca era o suficiente.
Eles se separaram pela segunda vez e Isabella já tinha um dos braços ao redor do pescoço dele enquanto eles terminavam de comer. Honestamente eles pareciam um completo casal apaixonado, e o que Isabella mais temia era se apaixonar por ele.
Eles terminaram de comer e ele pagou a conta, sendo xingado de alguns nomes por Isabella enquanto eles deixavam o restaurante. Eles entraram no carro e ela bufou.
— Eu não gosto disso, Cullen. Me deixe pagar a metade? – Ela perguntou brava e ele negou com a cabeça.
— Pare de ser absurda, Bella. Eu a convidei, é um encontro, eu paguei. Não se sinta tão neurótica sobre isso. – Ele revirou os olhos e ela bufou de novo.
— Eu não gosto disso, me sinto como se eu devesse algo á você. – Ela disse incomodada e ele riu.
— Pare de besteiras. Um cara não pode querer bancar uma bela noite com um garota que ele gosta? – Ele perguntou suave, sem se dar conta realmente que tinha falado que gostava dela. Isabella arregalou os olhos mas depois respirou fundo. – Já disse para não ficar estranha sobre isso, Bella. Eu realmente quis te trazer aqui e não deixaria você pagar nada. – Ele disse por fim e ela bufou novamente.
— Então na próxima vez sou eu quem irá pagar, sim? – Ela disse por fim. Ele riu e a encarou.
— Aproveitou tanto o nosso encontro que já esta pensando no próximo? – Ele disse com uma sobrancelha elevada e ela bufou de novo.
— Você é realmente um bastardo, eu juro. – Ela disse brava e ele riu, parando em frente á casa dela. A atmosfera mudou e eles soltaram o cinto. Edward se virou no banco e a encarou, então ela fez o mesmo. Eles se olharam por um momento e então ele riu.
— Bella. – Ele disse sorrindo e ela riu rapidamente.
— Edward. – Ela disse, fazendo-o sorrir. Era irritante o fato dela quase nunca o chama-lo pelo nome, e quando ela o fazia era como 4 de julho.
— Vai me mostrar o seu cano de pole dance agora? – Ele perguntou divertido e ela bufou.
— Vai se foder, Cullen. – Ela disse brava e ele riu, pegando a mão dela que estava sobre seu colo. Ela encarou as mãos deles unidas e sorriu minimamente.
— Foi ótimo, hoje. Eu realmente gostei de sair com você. – Ela disse tímida e ele sorriu. Ela o encarou e sorriu também. – Não seja um idiota sobre isso, sim? Eu estou sendo honesta aqui. – Ela disse ainda tímida, com um leve rubor nas bochechas. Ele sorriu e entrelaçou os dedos deles.
— Eu adorei sobre hoje também. – Ele sorriu e encarou as mãos deles de novo, voltando para o rosto dela. – Eu não posso prometer que não tomarei isso como uma vantagem. – Ele deu de ombros e ela revirou os olhos.
— Idiota. – Ela comentou, segurando um sorriso. Ele riu.
— O que? Essa é você finalmente admitindo que sente algo e eu não sou capaz de ignorar isso. – Ele disse simplesmente e ela o encarou, tentando analisa-lo.
— O que você pretende com isso, Edward? Isso, — ela apontou para os dois – é uma espécie de jogo pra você? – Ela perguntou desarmada, até um pouco frágil aos olhos dele. Ela não entendia realmente o que eles eram e o que poderiam se tornar, mas a dúvida era realmente torturante.
— Honestamente? No começo foi como um jogo, e eu apenas queria ter você na minha cama, mas não demorou pouco mais de 3 dias para eu te ver de outra forma. – Ele sorriu consigo mesmo, a encarando em seguida. – Eu não sei se já te disse isso mas eu estou completamente encantado por você. E o seu sorriso é algo que ainda não sei lidar muito bem. – Ele riu nervoso e ela sorriu de canto. – Sinceramente, Bella? Eu não sei o que isso significa, eu não faço a mínima ideia do que estou fazendo, mas eu apenas gosto demais da sua companhia. – Ele suspirou. – Eu gosto de te ter á minha volta, de te importunar e de beijar você. – Ele disse docemente e ela sorriu. – Nós não sabemos realmente o que é isso, e eu entendo o seu medo, eu entendo mesmo. Mas eu não seria capaz de ser desonesto com você. Não posso lhe prometer que não vou quebra-la, mas eu prometo ser apenas honesto sobre tudo. – Ele disse calmo e ela sentiu a verdade em tudo ali.
— Você esta dificultando pra mim, Cullen. Eu realmente não quero gostar de você. – Ela disse triste e ele sorriu, se aproximando dela.
— Você não precisa se privar disso por conta de um relacionamento ruim, você sabe. – Ele comentou suavemente e ela sorriu de canto.
— Não é apenas sobre isso. Eu sou uma bagunça, você entende? Eu tenho tanta bagagem, e tem tantas coisas desorganizadas que eu não saberia por onde começar. – Ela suspirou e sorriu sem humor. – Eu sou danificada, Edward. E isso é apenas muito sobre o que eu gostaria de compartilhar. – Novamente eles estavam ali, compartilhando um daqueles momentos emotivos que significavam como o inferno.
— Eu não quero te pressionar, eu entendo o seu espaço. Mas você sabe, quando estiver pronta, eu vou estar por aqui pra te ajudar a carregar toda essa sua bagagem, pra te ajudar a organizar as coisas. – Ele disse sorrindo e os olhos dela ficaram marejados. Ela sorriu e se aproximou dele, o puxando pelo nuca e o beijando. Foi doce e simples, completamente diferente de tudo o que eles já tinham feito. Tinha sentimento ali, tinha algo.
Eles se separaram e ele a encarou, acariciando sua bochecha com o polegar. Ela sorriu e piscou algumas vezes, se afastando.
— Você pode entrar? Eu quero que conheça o meu garoto. – Ela disse animada e saiu do carro, indo até sua porta. Ele ficou atônito por um momento e então foi atrás dela.
— Espere... Você tem um filho? – Ele perguntou alarmado. – Oh porra, você guarda algum homem como escravo sexual por aqui? – Ele perguntou nervoso e ela riu alto, abrindo a porta e ascendendo as luzes. Ele fechou a porta atrás de si e ela retirou os sapatos, colocando sua bolsa sobre a mesa.
— Eu vou busca-lo. – Ela disse animada e subiu as escadas correndo. Ele engoliu em seco e retirou o paletó. Quando se virou, Isabella vinha em sua direção com uma bola felpuda preta com manchas brancas em seu colo. Ela chegou até ele com um brilho nos olhos e estendeu o bicho em sua direção. Ele riu e ela sorriu para o gato.
— Este é o Hannibal, o homem da minha vida. – Ela disse como uma criança e o gato miou. Edward riu e acariciou o mesmo.
— Hm, então você é meu concorrente? – Ele perguntou tentando soar bravo enquanto acariciava o gato. O mesmo miou e Isabella riu.
— Ele não gosta de homens. – Ela comentou franzindo o cenho, coisa que ele achou fofo demais. Ela soltou o bicho no chão e Hannibal correu para o andar de cima. Isabella bufou. – Ele deve estar esparramado na minha cama agora. – Ela revirou os olhos e Edward riu.
— Me diga, — Ele respirou fundo e a segurou pela cintura, trazendo-a para si. – Isso foi alguma espécie de desculpa pra me chamar pra entrar? Você sabe, é só pedir... – Ele disse travesso e ela lhe deu um tapa no ombro, revirando os olhos.
— Vá para porra, Cullen. – Ela disse brava, tentando se soltar dele, que riu e a apertou mais contra si.
— E sobre aquele cano? – Ele sussurrou no ouvido dela, rindo em seguida. Isabella gargalhou e lhe deu um tapa no braço novamente.
— Você realmente não vale nada. – Ela bufou e ele riu no ouvido dela, mordendo seu lóbulo. Ela riu rapidamente e passou o nariz por sua bochecha.
— Eu sei que não. – Ele riu e a beijou de novo. E Deus, esse foi o melhor progresso que eles tiveram até agora. Três fodidos beijos em uma única noite.
Eles se separaram e ambos já tinham aquele sorriso ali.
— Eu estou cansada, amanhã nós acordamos cedo... – Ela começou manhosa.
— Não vai me pedir pra dormir aqui? – Ele perguntou debochado e ela revirou os olhos.
— Pare de ser tão abusado, homem. – Ela disse se fingindo de brava e ele riu, a segurando pela nuca e a beijando de novo. Ela riu entre o beijo deles e se separou dele delicadamente.
— Acho que já é o bastante, campeão. – Ela comentou sorridente e ele suspirou.
— Eu não consigo ter o bastante, desculpe. – Então ele a beijou novamente. Isabella riu entre o beijo deles e tateou a mesa, procurando pelo paletó dele. Ele a abraçou pela cintura, se firmando ali enquanto ela andava pra trás em direção á porta. Ele continuou a beijá-la em meio de risos até que ela estava contra a porta. O paletó foi estendido na direção dele e ele o pegou á contragosto, ainda com uma das mãos na cintura dela.
— É hora de você ir. – Ela disse meio mole, um pouco hipnotizada por ele, que assentiu e a ignorou completamente, prensando-a contra a porta e a beijando de novo. Eles ficaram ali por mais alguns momentos até que se separaram.
— Agora eu vou, definitivamente. – Ele disse ainda encarando os lábios dela.
— Ok. – Ela disse simplesmente. Então ele a agarrou de novo e a beijou com força, apertando sua cintura enquanto chupava sua língua. Ela já tinha perdido a conta de quantos beijos eles tinham dado naquela noite.
— Edward, por favor? – Ela perguntou divertida e ele riu, negando com a cabeça. Ela abriu a porta e ele saiu, se virando para ela de novo.
— Boa noite, Bella. – Ele disse como um cavalheiro.
— Boa noite, Edward. — Ela sorriu e ele a puxou pela cintura, lhe dando um último beijo. Ele se separou rapidamente, rindo e correndo em direção ao carro. Ela riu consigo mesma, ainda desacreditada pela imensa audácia que ele tinha.
Ela ficou o observando ir embora e pode capturar seu sorriso sobre o vidro do carro. Ele acenou e dirigiu garagem a fora, enquanto ela observava o carro dele sumir pela rua.
Hoje tinha sido um dia feliz pra ela, um dos melhores. Ela e Edward tinham feito progresso hoje e o quesito emocional tinha ido um pouco longe demais, mas nada que ela não pudesse lidar depois. Ela se trocou e escovou os dentes, retirando sua maquiagem e indo se deitar.
Sua cabeça girou por mais alguns minutos até que ela conseguiu dormir. E nos seus sonhos ela só conseguia contar os dias para tê-lo completamente. Apenas mais três dias e ela estaria perdida.
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