Heartbeat - I wanna be yours
9 When the clock line up
Notas iniciais
Décimo quarto dia sem uma ereção – último dia.
Isabella chegou mais cedo que o normal no hospital. Hoje ela tinha uma cirurgia importante e todo cuidado era pouco.
Os últimos 2 dias tinham passado como um borrão. Depois do encontro dela e de Edward, ambos ficaram mais próximos, mas as brincadeiras sexuais estavam sempre ali. Ele conseguiu roubar um beijo ou dois mas nada além disso. Os últimos dois dias foram mais conturbados do que eles esperavam, houve um acidente de avião e o hospital ficou sobrecarregado com tantos pacientes, o que não deu a oportunidade de Isabella descansar com decência. Mas hoje ela não poderia descansar tampouco.
A área pediátrica sempre foi a preferida de Bella, mas mesmo sendo contratada pelo hospital em tempo recorde, Esme achou melhor ela ficar com a clínica geral por pelo menos mais dois anos, para que ela visse todas as áreas médicas e ai sim pudesse escolher com certeza a área que iria seguir. Mas a dúvida nunca foi presente, e desde o começo ela soube que a pediatria a chamava.
Isabella estava em sua mesa, lendo o prontuário de sua paciente novamente, quando Edward entrou no consultório sorridente. Ela se virou pra ele e sorriu de volta, fechando a pasta. Ele se aproximou e beijou a têmpora dela.
— Bom dia. – Ele anunciou animado.
— Bom dia, Cullen. – Ela respondeu animada. – Preparado? – Ela disse sorridente e ele a encarou com uma sobrancelha erguida, em dúvida. Ela sorriu de novo. – Se lembra dos livros que eu mandei você estudar? Bem, hoje você vai colocá-los em prática. – Ele arregalou os olhos e Isabella sorriu, estendendo o prontuário na direção dele. – Estude-o. A tarde vamos ver a Anny e a cirurgia esta marcada para as 22h. – Ele pegou a pasta e engoliu em seco. Apesar de estar super feliz, a responsabilidade de estar em uma cirurgia era muito grande. – Eu vou tomar a frente da cirurgia com o seu pai, e você vai ser o nosso auxiliar. – Ela disse sorridente e ele arregalou mais os olhos.
— O meu pai? – Ele perguntou receoso.
— Sim. Você sabe tanto quanto eu como o seu pai é o melhor cardiologista de Seattle. E ele ter deixado o hospital foi uma grande perda, mas Anny é uma paciente antiga e ele foi seu médico quando ela veio pra cá pela primeira vez. Esta tudo ai no prontuário. – Ela disse sorridente e ele passou a mão pelos cabelos, ela se levantou e foi até ele. – Você precisa ficar tranquilo, você sabe que é capaz de fazê-lo. – Ela sorriu, o encorajando.
— Mas o meu pai vai estar lá, sabe? Eu não posso decepcioná-lo. – Ele disse com pesar e ela afagou os ombros dele.
— Eu sei que é uma grande responsabilidade, e você só esta aqui á duas semanas, mas eu sei que você esta preparado. E fique tranquilo, eu não vou te exigir muito mais do que algumas suturas. – Ela disse sorrindo e ele respirou fundo. – Não esta animado? É sua primeira cirurgia, todos vão ficar com inveja. – Ela disse sorrindo e ele riu, a abraçando pela cintura.
— Você é uma mestre incrível, obrigado. – Ele disse sorrindo. Além de tudo, ele a admirava tanto quanto a Esme, e em 14 dias ele tinha tomado uma responsabilidade e um aprendizado tão grande, e seu rendimento na faculdade já tinha melhorado consideravelmente.
— Eu sou demais. – Ela disse exibida e ele riu, a beijando por impulso. Foi algo rápido mas ao mesmo tempo muito significativo. Eles se afastaram quando o bipe de Isabella soou. Ela encarou o mesmo e depois olhou pra ele, sorrindo levemente. – O dever chama. – Ela deu de ombros e pegou seu estetoscópio, saindo da sala e deixando Edward ali.
Ele estudou o prontuário da menina e o releu por umas 4 vezes. Então saiu do consultório e foi até uma das salas onde os médicos descansavam, mexendo em um computador que havia ali. Ele pesquisou sobre a doença dela mais afundo e sobre o procedimento que ele iriam realizar, fazendo algumas anotações. Quando ele deu por si, já era o horário de ir ver a paciente com Isabella. Seu bipe soou e ele fechou o computador, pegando o prontuário e indo até o quarto da menina.
Ele chegou até o quarto quase ao mesmo momento que Isabella. Haviam mais alguns internos ali, curiosos sobre o caso. Eles entraram no quarto e os pais de Anny os olhavam apreensivos. A menina estava sobre a cama, respirando com a ajuda de oxigênio e tendo o medicamento na veia. Isabella sorriu para a menina, olhando para os pais em seguida.
— Eu sou a Dra. Isabella Swan e vou acompanhar o Dr. Carlisle na cirurgia. – Os pais assentiram e ela prosseguiu, sorrindo. – Este é o Dr. Edward Cullen, ele também vai nos acompanhar. – Eles assentiram para Edward, que sorriu. Carlisle apareceu no momento seguinte, entrando na sala com seu melhor sorriso confiante. Ele cumprimentou os pais e depois a menina, que se iluminou com a presença dele.
— Como estão? – Ele perguntou íntimo, abraçando os pais da menina.
— Estamos bem Carlisle, mas ela começou a ter muita falta de ar nos últimos dias. – A mãe disse triste. Ele assentiu e se virou para Edward, que segurava o prontuário em sua mão como se sua vida dependesse disso.
— Edward? Pode nos explicar o quadro da paciente, por favor? — Carlisle pediu coloquial, sorrindo minimamente para o filho. Ele assentiu e engoliu em seco.
— Anny Adams, 9 anos, tem DSV (defeito no septo ventricular). O eletrocardiograma mostra hipertrofia ventricular. O DSV piorou e acabou causando a hipertensão pulmonar. Esta estável no momento com a medicação e respirando com o auxilio de oxigênio. – Ele terminou por fim, sorrindo nervoso. Carlisle assentiu e sorriu pra ele, se virando para os pais.
— Vamos realizar um fechamento percutâneo para consertar o defeito no septo ventricular. – Carlisle começou a conversar com os pais sobre a cirurgia. Isabella olhou para a menina, que os encarava com a testa franzida. Ela se aproximou dela e sorriu.
— Não esta entendendo nada, não é? – A menina olhou pra ela, negando com a cabeça com uma careta no rosto. Isabella sorriu. – Ele disse que vamos consertar a parte do seu coração que bombeia o sangue para os seus pulmões. – Ela disse sorrindo e a menina assentiu.
— Tudo indica que vai ser uma cirurgia simples, então inicialmente não tem por que haver preocupações. – Ele disse sorridente e os pais o agradeceram. Edward encarou Isabella conversando com a garotinha e sorriu.
— Eu adorei suas meias. – Ela comentou sorrindo e a menina se iluminou.
— São meias para o futebol. Eu vou poder jogar depois da operação? – Ela perguntou esperançosa e Isabella forçou um sorriso. Pelo quadro clínico dela, talvez ela não pudesse fazer muitos esforços físicos depois e até tivesse que ficar de cama.
— Vamos ter que ver com o Dr. Carlisle sobre isso, sim? Agora descanse. – Ela sorriu e a menina assentiu. Eles se despediram da família e saíram da sala. Carlilse abraçou Edward pelos ombros.
— Você realmente estudou sobre o caso, hm? Eu disse a Isabella para lhe contar apenas hoje sobre a cirurgia. – Ele disse desconfiado e Isabella sorriu.
— Eu lhe contei hoje de manhã, Carlisle. Mas o Edward é muito aplicado, ele passou a manhã toda e o primeiro período da tarde estudando sobre o caso, eu nem o vi no almoço. – Ela disse orgulhosa e Edward sorriu pra ela em agradecimento.
— Eu fico feliz que esteja se empenhando, filho. Estou orgulhoso. – Ele disse feliz, dando tapinhas nas costas dele, que sorriu para o pai.
— Obrigado. – Ele disse apenas.
— Eu vou aproveitar que estou por aqui e dar um ‘oi’ para o Michael, preciso ver se ele esta fazendo um bom trabalho. – Ele disse espirituoso e eles sorriram, olhando-o seguir corredor abaixo. Bella olhou pra Edward, que respirou aliviado.
— Você precisa ficar menos tenso, Cullen. – Ela disse, apertando os ombros dele. Edward a segurou pela cintura e a empurrou para uma das salas de repouso dos internos, entrando com ela ali e trancando a porta atrás deles. – O que.. – Ela começou a perguntar, mas ele a cortou, beijando-a. Ele virou os dois e prensou Isabella contra a parede, apertando a cintura dela enquanto a beijava. Eles se separaram depois de alguns minutos, já ofegantes. Ele sorriu de canto e passou a língua nos lábios.
— Você sabe, ás 3h30 da manhã acaba o meu atestado. – Ele beijou o pescoço dela, que gargalhou.
— Hmm. – Ela disse apenas e ele riu.
— Pelo amor de Deus, Bella? Eu estou á duas semanas sofrendo, você podia ser mais piedosa. – Ele disse com cara de sofrimento e ela riu, apoiando as mãos nos ombros dele, mordendo o lábio inferior.
— Coisas boas vem para os garotos que esperam. – Ela disse segurando o riso e ele gemeu.
— Você não pode estar falando sério. – Ele disse triste e ela riu de novo, pegando seu bipe que começou a tocar. Ela ficou tensa e logo em seguida o bipe de Edward tocou também. Eles se entreolharam e saíram correndo dali, indo até o quarto de Anny.
Já tinham alguns enfermeiros ali, colocando a maca reta enquanto a menina gritava de dor. Os pais estavam apreensivos, abraçados e chorando, encarando a filha. Isabella e Edward chegaram lá correndo e uma das enfermeiras passou a situação.
— Esta com tamponamento cardíaco, a pressão dela caiu muito e esta com batimentos fortes. – Uma das enfermeiras disse, Isabella se aproximou da menina e Edward se colocou ao lado dela.
— Cullen, administre betadina no acesso e anestesia local. – Ela ordenou e ele o fez rapidamente. As enfermeiras já seguraram a menina enquanto ele aplicava a anestesia em seu peito, uma delas preparou a luva cirúrgica para Isabella.
— Preciso de uma seringa 18. – Ela pediu e uma das enfermeiras a segurou próxima a Isabella. – Cullen eu preciso que deixe o ultrassom sobre o derrame. – Ela ordenou e ele se posicionou ao lado da menina, colocando o aparelho sobre o peito dela.
— O que esta havendo Dra? – A mãe perguntou chorando, acompanhada pelo pai.
— Margot por favor, os tire daqui. – Isabella ordenou para uma das enfermeiras. Eles relutaram um pouco mas logo estavam fora da sala. Ela encarou a menina. – Anny, você vai sentir uma leve picada e depois muita pressão, depois tudo vai passar, ok? – Ela explicou a menina, que se debatia na maca. Edward posicionou o ultrassom e ela inseriu a seringa no peito dela, aliviando a dor que ela sentia. – Esta tudo bem querida, tudo bem. – Ela disse á ela, que parou de se debater e tanto Isabella como Edward respiraram aliviados. Eles retiraram tudo e a estabilizaram. Isabella verificou mais alguns sinais vitais e realizou rápidos exames dentro do quarto. Depois de deixa-la calma, eles saíram para falar com os pais.
— Ela já esta estável. Nós vamos ter que antecipar a cirurgia para que não haja mais problemas. – Isabella disse a eles, que assentiram nervosos e a abraçaram, assim como a Edward. Carlisle chegou até ele segundos depois.
— O que houve? – Ele perguntou preocupado.
— Ela teve um tamponamento cardíaco mas já resolvemos. – Ela disse segura e ele assentiu. – Ela esta com uma hipertensão pulmonar alta e tem insuficiência cardíaca. – Ela concluiu, entregando o prontuário a ele. Carlisle assentiu sério e se dirigiu ao Edward.
— Tem razão, Isabella. Edward, reserve uma SO(sala operatória) para a cirurgia, precisamos operá-la o mais cedo possível. – Ele disse e Edward assentiu, se dirigindo até o andar de cima.
— Muito bem, Bella. – Ele a elogiou e ela sorriu orgulhosa.
— Edward me ajudou bastante. – Ela disse e ele assentiu, sorrindo.
— Eu sei que sim, você esta fazendo um ótimo trabalho com ele. – Ele disse animado e ela sorriu. Eles se separaram e Isabella foi olhar alguns pacientes antes da cirurgia.
Como havia sido de última hora, todas as SO estavam ocupadas, tendo vaga apenas as 21h. Apesar de ser apenas uma hora antes do horário previsto, já era algo.
As enfermeiras realizaram o preparo da menina enquanto Edward, Carlisle e Bella estavam na antessala, fazendo a higienização. Eles sorriram um pro outro e entraram na SO. Todos se posicionaram e Carlisle sorriu, seus olhos franzindo por cima da máscara.
— Boa noite á todos. É um lindo dia para salvar vidas. – Ele disse animado e Isabella riu rapidamente. Ele e ela assistiam á Grey’s Anatomy e ambos pegaram a mania do bordão do Dr. Shepperd.
A cirurgia começou e depois de 2 horas tudo ia bem, até Carlisle suspirar. Isabella encarou o local que ele olhava e respirou pesadamente.
— Complexo de Eisenmenger. – Ela disse com pesar e Carlisle suspirou.
— Tem como consertar o DSV mas ela vai precisar de um transplante de coração e pulmão, esse é o pior coração que eu já vi. – Carlisle disse triste, respirando fundo.
— Um ECMO não ajudaria? – Edward disse duvidoso e Isabella sorriu pelo empenho dele, que realmente tinha pesquisado.
— Um ECMO talvez ajude mas de qualquer forma ela precisa de um transplante, tem muito tecido pra reparar. – Isabella o respondeu e ele assentiu.
A cirurgia seguiu por mais 2 horas até que todo o possível tinha sido feito. Edward fez algumas suturas e eles saíram da SO, indo para a antessala para retirar a roupa cirúrgica. Já era pouco mais de 1h da manhã quando eles saíram do SO. A cabeça de Edward trabalhava a mil, pois conhecendo o quadro, ele sabia que a menina não teria uma vida normal.
Ele se separou de Carlisle e Bella logo na saída da cirurgia, indo para uma das salas pesquisar algumas coisas. As enfermeiras avisaram os pais que tudo tinha corrido bem na cirurgia e que os médicos já falariam com eles. A menina foi levada para um quarto semi UTI e ficou lá com os pais. Depois de uma hora e meia a anestesia terminou seu efeito e ela acordou. Uma das enfermeiras bipou Carlisle e ele e Isabella foram até lá mesmo sem Edward.
Eles entraram no quarto e foram falar com os pais.
— Como foi Carlisle, esta tudo bem? – A mãe perguntou nervosa, abraçando o pai.
— Nós conseguimos consertar o DSV mas tinha muito tecido pra ser reparado e ela vai precisar de um transplante. – Ele disse com pesar e os pais dela começaram a chorar. – Nós já iniciamos a medicação mas ela precisa tomar a mesma continuamente até receber o transplante. – Ele disse ainda triste. A mãe da menina respirou fundo enquanto o pai continuava em lágrimas.
— Eu já a coloquei na fila de transplante. – Isabella disse á mãe.
— O que isso quer dizer? – Ela perguntou com a voz trêmula e Carlisle apertou o nariz com pesar, suspirando.
— Ela precisa tomar uma medicação de 3 em 3 minutos e se ela perder alguma dose isso pode ser fatal. – Isabella disse triste, suspirando.
— Minha filha vai morar em um hospital? Em uma cama de hospital? – Ela perguntou chorosa. – Quanto tempo um transplante pode demorar? – Ela indagou preocupada.
— A fila de espera esta em 2 anos. – Ele disse e os pais voltaram a chorar, ele afagou o ombro da mãe. – Eu sinto muito. – Ele concluiu. Antes que eles pudessem sair da sala, Edward entrou afoito na mesma, segurando uma mochila roxa na mão.
— Esperem! Eu tenho algo. – Ele disse ofegante, respirando fundo. – É uma mochila com uma bomba portátil que libera a medicação a cada 3 minutos. Ela precisa usar a mochila 24h por dia, mas vai poder ter uma vida normal. – Ele disse sorrindo, ainda buscando pelo ar por conta da corrida. O pai da menina foi até ele, o abraçando.
— Minha filha não vai precisar ficar em um hospital? – Ele disse animado, enquanto a mãe chorava e abraçava a filha.
— Eu vou encaminhar vocês para um programa onde vão explicar como tudo isso funciona e como vai ser a administração dos remédios. – Ele disse animado e os pais o abraçaram, chorando.
— Tem uma mochila mais enfeitada? – A menina perguntou ainda meio grogue, sorrindo. Todos riram rapidamente e Bella foi até ela.
— Nós podemos enfeitá-la enquanto você não tem alta, o que acha? – Bella perguntou doce e a menina sorriu, assentindo.
Eles conversaram com os pais mais alguns minutos e então saíram do quarto.
— Eu estou muito orgulhoso, Edward. – Carlisle disse animado, parando os três e abraçando Edward. – Eu estou muito, muito orgulhoso mesmo, filho. – Ele disse emocionado, o abraçando. Isabella sorriu com lágrimas nos olhos, as limpando rapidamente. – Você vai ser um médico brilhante, eu sei disso, você nos mostrou isso hoje. – Ele disse sorridente, abraçando Edward apertado. Ele sorriu, emocionado com as palavra do pai. – Onde você viu sobre isso? – Ele perguntou curioso.
— Quando eu estava pesquisando eu acabei a ver sobre esse dispositivo e me chamou a atenção, mas eu não tinha certeza do funcionamento e quando acabou a cirurgia eu sabia que isso podia ser útil, então eu sai para fazer algumas pesquisas. – Ele disse simplesmente.
— Isso é maravilhoso. Eu já tinha isto algo sobre mas nunca parei pra pesquisar realmente, parabéns Cullen. – Ela disse á ele, sorrindo.
— Já esta tarde. – Carlisle olhou o relógio. – Esme vai me matar. – Ele comentou com uma careta e os três riram. – Você vai la pra casa, filho? – Edward olhou pra Isabella sugestivamente, que apenas deu de ombros. Ele riu e lambeu o lábio inferior, ainda olhando pra ela.
— Eu vou dormir fora hoje, pai. – Ele disse encarando Isabella, que segurou o riso. Se virou para o pai. – Amanhã é a minha folga, então eu tenho planos pra hoje. – Ele sorriu para Carlisle, que olhou para ele e depois para Isabella, gargalhando em seguida.
— Isso é ótimo, vocês sabem. Sexo depois da cirurgia. Eu e Esme fazíamos isso o tempo todo. – Ele levantou as sobrancelhas pra eles e riu, saindo em seguida. Isabella ficou vermelha e Edward riu, a encarando. Ela olhou o relógio e suspirou.
— Já são duas e cinquenta da manhã e eu estou faminta. – Ela comentou emburrada. Eles se dirigiram ao elevador para voltar até o consultório.
— Podemos comprar uma pizza? – Ele indagou inocentemente e Isabella segurou o riso.
— Eu tenho cerveja em casa. – Ela e o encarou sorridente e ele sorriu de canto.
Eles foram até o consultório e arrumaram tudo por lá, indo até o vestiário e se trocando. Pegaram as próprias coisas e em 10 minutos estavam fora do hospital.
No caminho, Edward parou em uma pizzaria e comprou uma pizza de pepperoni. Depois de vinte e cinco minutos ele já estava na porta da casa dela. Ele entrou sem cerimônia e ela estava na cozinha, usando um short curto preto e uma camisa do star wars. Ele riu travesso e colocou a pizza sobre o balcão, se aproximando dela, que tinha uma cerveja na mão. Ele pegou a bebida da mão dela e se aproximou, tomando um gole e colocando a garrafa no balcão. Ele encarou o relógio na parede da cozinha e sorriu.
— Quanto tempo falta? – Ela perguntou num sussurro e ele aproximou mais os dois, a segurando pela cintura.
— Um minuto e meio. – Ele sussurrou de volta, aproximando a boca do pescoço dela e lambendo ali. Isabella se segurou nos ombros dele firmemente. – Um minuto. – Ele sussurrou novamente, mordendo o lóbulo da orelha dela e colocando uma mão sobre sua blusa. – 30 segundos. – Ele beijou a mandíbula dela e depois as maçãs de seu rosto. – 20. – beijou seu nariz depois o canto de sua boca. – 10. – Ele mordeu o lábio inferior dela e aproximou o rosto dos dois, seus narizes se tocando. Ele contou até 10 mentalmente e depois sorriu, a encarando. – Acabou. – Ele concluiu sorridente enquanto as mãos de Isabella já iam para os botões da blusa dele.
— Acabou. – Ela repetiu, sorrindo em seguida.
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