HeartBreaker

21 #21 Estamos bem?


Quinn suspirou fundo. Toda aquela situação era complicada. Pegou o celular e se pôs a escrever.

MENSAGEM PARA BLAINE— Onde você está?”

A loira tentou organizar aquela bagunça na sala da casa enquanto esperava a resposta da mensagem que enviara, porém percebeu que mexer na bagunça de Kurt Hummel não ajudaria o castanho, pelo contrário, ele tinha seu próprio esquema de arrumação. Desistiu e resolveu organizar o resto da casa. Não era muito tarde da noite quando ouviu seu aparelho apitar com uma notificação.

MENSAGEM DE BLAINE — Puck aqui. Blaine não está muito bem.”

“MENSAGEM DE QUINN— Kurt também não está em seus melhores momentos, devo parabenizar você sobre a maravilhosa aposta que nos levou a tudo isso?”

“MENSAGEM DE BLAINE— O plano de vocês também não ajudou muito! ;)”

Quinn revirou os olhos ao ler a mensagem do garoto de moicano.

“MENSAGEM DE QUINN— De qualquer forma... Fazemos parte disso agora, certo? Como Blaine está?”

“MENSAGEM DE BLAINE— No geral ou agora?”

Meninos eram tão difíceis em ir direto ao ponto.

“MENSAGEM DE QUINN— Tem diferença?”

“MENSAGEM DE BLAINE— Bom, agora ele está em uma desintoxicação alcoólica. Coloquei ele pra beber um achocolatado com leite. Tive que trazer ele pra casa, acabou com o clima da festa. Como Kurt está?”

“MENSAGEM DE QUINN— No geral ou agora?”

“MENSAGEM DE BLAINE— Há.”

“MENSAGEM DE QUINN – Kurt foi dormir.”

“MENSAGEM DE BLAINE— Eu queria que Blaine estivesse dormindo, assim eu podia deixar ele sozinho e voltar pra festa. Não pedi pra fazer parte de nada disso.”

“MENSAGEM DE QUINN— O que vamos fazer em relação à isso?”

“MENSAGEM DE BLAINE— Como assim?”

“MENSAGEM DE QUINN— Precisamos resolver essa situação entre eles. Os dois estão péssimos e sofrendo, você não vê?”

“MENSAGEM DE BLAINE— Achei que você seria a última pessoa a querer que os dois ficassem juntos.”

“MENSAGEM DE QUINN— Não era o meu plano de vida ter Kurt e Blaine como casal, porém não depende de mim. Eles se gostam, não?”

“MENSAGEM DE BLAINE— Acho que sim.”

“MENSAGEM DE QUINN— Blaine gosta de Kurt, não gosta?”

“MENSAGEM DE BLAINE— Acho que sim. A gente não conversa sobre isso.”

“MENSAGEM DE QUINN— Vocês não são melhores amigos?”

“MENSAGEM DE BLAINE— O que você acha que caras melhores amigos conversam sobre? Sentimentos e o quanto estão apaixonados, sobre planos de casamento e sonhos que querem realizar? hahahah — Não estamos em um filme de comédia americana.”

“MENSAGEM DE QUINN— Eu só acho que eles deveriam se acertar. Já passei por isso antes com Kurt quando ele e Sebastian terminaram. Ele costuma ser bem dramático quando tem desilusões assim.”

“MENSAGEM DE BLAINE— Tá, e o que você quer que eu faça?”

“MENSAGEM DE QUINN— Você está com bastante má vontade em me ajudar, hein. Passa o celular pra Blaine, por favor.”

“MENSAGEM DE BLAINE— Eu confisquei. Ele queria ligar pra Kurt.”

“MENSAGEM DE QUINN— Passa o celular pra ele!”

“MENSAGEM DE BLAINE— Marrenta, gosto isso.”

“MENSAGEM DE QUINN— Puck, eu vou te encontrar e te matar!”

Toda essa situação já deixava a loira irritada o suficiente: ter que servir de reconciliadora e cupido para um casal que não concordava ser uma boa ideia; e agora Puckerman dificultando o processo não era uma estratégia muito boa.

“MENSAGEM DE BLAINE— Blaine aqui.”



[...]

Era sábado, Kurt só não soube dizer o horário. Havia acordado e sequer se importado em checar as horas. Embora quisesse continuar em sua cama eternamente sabia que precisaria levantar para continuar seu trabalho com a costura. Maldito projeto de moda.

Se arrastou até o banheiro onde uma ducha lenta o esperava. Ficou mais tempo que o normal, como se a água quente fosse capaz de lavar tudo que sua mente pesava. Realizou sua limpeza de pele e seu arrumar de penteado como sempre, embora estivesse triste tinha alguma esperança que estar esplêndido fosse o animar. Colocou um par de calças laranjas e uma camisa preta com detalhes da mesma cor.

Chegou na sala e encontrou tudo como havia deixado no dia anterior. As peças de roupa sob a mesa, a máquina de costura com um tecido preso, os croquis espalhados pelo chão. Um imenso caos. A única coisa que não houvera encontrado era a prima, que parecia não estar em casa.

Alcançou seu ipod e colocou uma música de sua playlist favorita para tocar, ainda como forma de tentar espairecer e se ocupar. Alcançou o tecido cru e as franjas que deveriam ser costuradas por ali. Seria um longo sábado.

[...]

Blaine abriu seus olhos com um esforço como se suas pálpebras houvessem sido coladas com super cola. Sentia sua cabeça latejar em uma insuportável enxaqueca e sabia que aquilo vinha da tamanha bebedeira que participara no dia anterior.

— Mghhmm. – Gemeu enquanto se ajeitava naquela cama que sabia não ser sua. Encarou os arredores e se viu jogado em um quarto que obviamente não era o seu.

— Finalmente. — Blaine tomou um susto, piorando o latejar de sua cabeça. Encarou o outro canto do quarto onde encontrou um rosto conhecido. – Achei que tinha morrido. Fiquei em dúvida entre coma alcoólico ou coração partido.

— Oi, Puck. – Apertou seus olhos. – Que horas são?

— Sei lá, acordei agora também. – O amigo gargalhou. – Você se lembra de algo sobre ontem ou está na fase da amnésia de bêbado?

— Eu lembro, eu lembro. – Blaine se sentou na cama, observando tudo ao seu redor. Ainda estava com as roupas do dia anterior, seu cabelo uma bagunça e o cheiro de bebida impregnado em si. – Mas preferia não lembrar.

— Você teria que beber muito pra esquecer toda essa confusão. – Puck jogou algo em direção ao amigo que apenas tentou segurar o objeto, sem perceber rapidamente o que era. – Seu celular.

Blaine desbloqueou o aparelho e observou o registro de mensagens trocadas na noite anterior. Se lembrava vagamente delas.

— Você está vivo e bem, é crescido e não precisa mais de mim, certo? – Puck caminhou até a saída do quarto, porém parando na porta antes de sair do cômodo. – E Blaine... Se precisar conversar sobre toda a situação com Kurt...

— É só te ligar, já sei. – O moreno sorriu.

— Eu ia falar pra você ligar pra Quinn, porque não aguento mais esse chororô de vocês. – Desviou do travesseiro que foi jogado em sua direção, compartilhando uma gargalhada alta.

— Quinn, huh? A última pessoa que eu imaginei que me ajudaria.

— Pense melhor, a última pessoa é Tina. – Dessa vez não conseguiu desviar e foi acertado no rosto por um objeto macio. – Caralho, Blaine. Pára de jogar meus travesseiros, cara.

O Anderson apenas gargalhou e voltou sua atenção ao aparelho celular, relendo as mensagens que havia recebido e enviado. Conversara com Quinn por alguns minutos, e por incrível que pareça, a loira parecia querer que ambos os garotos resolvessem a situação e até sugeriu que Blaine aparecesse no apartamento novamente para solucionar essa confusão que estava rolando entre o Hummel e o Anderson.

Foi uma ótima ideia ter decidido não ir. Estava bêbado demais para solucionar qualquer coisa. Não que agora estivesse em boas condições, porém o álcool já havia saído de seu organismo e talvez estivesse com a mente melhor para tomar decisões coerentes.

Segurou seu celular com uma certa incerteza e digitou rapidamente:

“MENSAGEM PARA KURT— Podemos conversar?”

Encarou o aparelho ainda em dúvida. Suspirou fundo e deletou a mensagem que havia digitado, não enviaria. Não agora. Precisava organizar seus pensamentos e definitivamente precisava de um copo de café preto bem quente.


[...]

— Eu não quero mais fazer parte disso, Tina. – Quinn resmungou enquanto dava um gole de seu milkshake em uma reunião improvisada com a asiática em uma lanchonete qualquer perto do campus. – Chega, isso foi longe demais. Kurt se envolveu demais e tudo isso é nossa culpa.

— Quem tem que me dizer isso é Kurt. – A garota tinha os braços cruzados em negação. – Você não tem nada a ver com o plano.

— E eu estou te falando que não vamos mais participar.

— A gazela se apaixonou pelo caçador, grandes coisas. – Deu de ombros. – Eu não me importo, Kurt é crescidinho e sabia que isso era uma possibilidade. Na realidade, a gente informou ele várias vezes. Ele que foi burro de cair no papinho de Blaine, Quinn.

— Nós também caímos no papinho dele. – Revirou os olhos.

— É, mas estamos fazendo tudo isso por um bem maior. Estamos na reta final, só mais alguns dias e tudo isso acaba.

— E eu já disse que não faremos mais parte disso. – Quinn se levantou destinada a ir embora, ignorando metade do líquido que ainda havia em seu copo. – Você não vai mais usar o Kurt em seu plano, ele já se envolveu demais. A ideia era machucar Blaine, não Kurt. Chega!

A loira soltou algumas notas em cima da mesa como forma de pagar pela sua refeição e saiu com passos firmes lanchonete a fora, deixando uma Tina ainda mais raivosa do que antes.

A sensação da asiática não estar no controle apenas piorava mais ainda seus pensamentos. Então Kurt havia se machucado nessa brincadeira toda, se apaixonado por Blaine, e agora teria que pagar pela incompetência do estudante de moda? Tina não sairia prejudicada.

Decidiu continuar seu plano. Não precisava mais da ajuda do castanho de qualquer forma, já havia conseguido acesso às provas e ao computador do Anderson, tinha o irmão do galinha ao seu lado e tudo organizado para uma ótima e incrível forma de exposição do babaca que era Anderson. Tudo planejado para o evento de moda que aconteceria no próximo final de semana. Só precisaria mudar algumas coisas.

“MENSAGEM PARA YAN Tudo certo com o vídeo de Blaine? Eu preciso de mais um favorzinho. Teria como você incluir outras fotos na nossa apresentação?”



[...]

Algumas batidas na porta que Kurt imaginou ser a entrega da comida que havia pedido por aplicativo. Buscava sua carteira que havia visto minutos atrás no meio da bagunça de panos pela sala de estar do apartamento. As batidas na madeira continuavam incessantes, o que fez Kurt rapidamente cogitar retirar algumas estrelas da avaliação do restaurante. Qual era a da pressa? Não havia passado um minuto sequer.

— Um minuto. – Gritou finalmente encontrando o objeto por ali. Correu até a entrada do apartamento e alcançou a maçaneta. – Oh, Blaine. – Falou surpreso assim que abrira a porta e vira o outro garoto no corredor.

— Oi. – Respondeu o moreno sem graça.

Kurt não esperava ver o colega tão cedo. Na realidade, não sabia ao certo se ainda veria Blaine pelo jeito transtornado que ele saíra do apartamento no dia anterior. Ainda tinha duvidas do motivo do Anderson estar ali visto que não haviam conversado sobre o acontecido ainda. Deveriam? Os pensamentos de Kurt o deixavam incertos do próximo passo.

— Eu posso entrar? – Blaine quebrou o silêncio.

— Meu deus, que modos são esses meus... Claro. Entre. – O Hummel deu espaço para que o amigo entrasse no cômodo. – Peço desculpa pela bagunça, eu estou atolado com as tarefas do trabalho, preciso deixar tudo pronto o mais rápido possível e não estou nem perto.

Caminharam até o centro do local juntos. A tensão no ambiente era clara.

— Você quer que eu te deixe terminar, que volte depois? – Perguntou.

— Deus, não! – Respondeu rapidamente. – Eu preciso de um intervalo mesmo. Juro que se tiver que costurar mais uma franja ou cortar mais tiras de couro eu vou enlouquecer. – Gargalhou baixo.

— Certo. – O estudante de música se encostou em um balcão livre da bagunça.

— Certo. – Disse como um sussurro, não sabendo se Blaine pôde o ouvir.

— Kurt, eu... – Antes que Blaine pudesse falar algo o castanho caminhou até uma distância segura perto do Anderson e o interrompeu.

— Me deixa falar dessa vez, ok? – Recebeu uma confirmação de aceno e continuou a falar. – Blaine, eu tive muito o que pensar e acredito que você também. Nada disso foi o que planejamos. Tenho certeza que você não queria se envolver ou criar sentimentos com alguém agora, muito menos ter que lidar com as consequências das coisas que fez no passado. Eu também não tinha planos de chegar em Nova Iorque e me envolver nessa confusão... Eu só queria sair de Lima, aproveitar essa cidade e focar no meu curso. Não era pra nada disso acontecer, mas acabamos nos conhecendo. E eu não me arrependo de te conhecer, de ter minha primeira aventura nova-iorquina com você. E eu sei que eu fui errado em aceitar ser uma peça manipulada nesse jogo de Tina, mas não me arrependo de nada que eu tenha feito pra me aproximar de você. Todas as vezes que nos encontramos, tudo que conversamos. Meu único arrependimento foi ter tentado me enganar que eu só estava me aproximando de você por causa do plano, quando eu sabia que algo em mim fazia isso por outro motivo. Eu gosto de ficar perto de você, gosto do jeito que você me faz sentir. – Dizia como se tirasse um peso de suas costas. – Eu odiei quando você insinuou que eu só me aproximei de você por Tina, mas você não estava errado. Eu me aproximei de você por ela, pelo plano, mas eu quero que você entenda que a escolha de continuar próximo de você foi por mim. E se você permitir e me der essa chance, eu quero continuar te conhecendo. Se você conseguir acreditar em mim, conseguir acreditar que você não faz mais parte de um plano pra mim há muito tempo. – Se aproximou um pouco mais de Blaine, que apenas o encarava com um olhar indecifrável. O que aquele jovem estaria pensando naquele momento?

— Você estragou todo o meu discurso. – Blaine esboçou o começo de um sorriso em seus lábios. – Eu vim ensaiando o caminho inteiro o que iria falar.

— Ah.

— Kurt, eu quero acreditar em você. Quero acreditar que o que tivemos juntos foi por nós, que o cara incrível que eu conheci não foi criado em um plano mirabolante justamente pra ser incrível pra mim, mas porque ele simplesmente é. – Suspirou. – Mas eu acho que isso eu só vou saber com o tempo, certo? Não existe maneira de eu saber isso agora.

— Eu acho que sim...

Blaine desencostou do balcão, dando alguns passos até chegar no Hummel. Pediu a mão direita do colega que a entregou sem pestanejar.

— Eu gostaria de arriscar. – Disse sincero.

Como automático o estudante de moda se jogou nos braços do amigo em um abraço apertado. Os garotos se permitiram ficar naquele abraço por tempo suficiente, como se seus corpos juntos pedissem desculpas pelo tempo que ficaram separados. Se afastaram após algum tempo.

— Blaine, você tem certeza? – Kurt se certificou.

— Você é adorável. – Sorriu em um sorriso encantador que poderia fazer Kurt derreter ali mesmo. – Sim, eu tenho certeza. Eu quero isso.

— Mas e sobre o plano, sobre Tina e... – Foi interrompido.

— Shhhh. Deu disso. Você não planeja continuar com isso, certo?

— Não, claro que não! Quinn até foi encontrar Tina, falar que estamos fora disso tudo e que não ajudaremos mais. Eu prometo, eu não faço mais parte disso. – Dizia um pouco desesperado. – Mas eu não sei se ela vai aceitar isso muito bem, ela pode tentar fazer algo e...

— Se você não está mais envolvido nisso, pra mim o assunto está encerrado. Não vamos nos preocupar com isso. Eu não me importo se ela tentar me difamar, me destruir ou sei lá o que aquela maluca tem em mente. Desde que não afete o que temos. – Passou seus braços pela cintura do amigo, o trazendo até si.

— Então estamos bem?

— Estamos bem. – Deu um breve selinho no colega.

— Eu prometo que vou me certificar de te provar que foi tudo real.

— Ei, Kurt. Não quero que ache que estamos desnivelados aqui ou nada do tipo, que você tem que me provar algo. Eu também errei e quero que tenha certeza que você nunca foi só um nome na minha lista. Você sempre foi muito mais do que isso!

Os garotos trocaram um outro abraço. Estavam bem e isso que importava.



[...]

Quinn estava tão focada em seu celular que quase perdeu a estação de casa. Conseguiu sair do vagão um pouco antes das portas se fecharem, carregando algumas sacolas em seus braços. Havia separado sua tarde para fazer algumas compras e tentar espairecer, o que não havia a ajudado muito pois não era como o primo.

Banho de loja geralmente ajudava Kurt, não Quinn.

O elevador do prédio demorou um pouco mais que o esperado, mas logo a Fabray se dirigia até seu apartamento. Passou a chave pela fechadura e abriu a porta esperando encontrar a mesma bagunça que via pela manhã, porém sua visão era totalmente diferente. O apartamento estava arrumado, não haviam panos ou tecidos espalhados pela sala, e o sofá onde antes era ocupado por muitas folhas, fios e caixas, agora tinha dois jovens segurando um balde de pipoca.

— Quanto tempo eu fiquei fora? – Perguntou Quinn deixando suas sacolas no balcão da cozinha e apontando para os jovens ali. – Pelo o que eu consigo me lembrar vocês estavam brigados.

— Está tudo bem agora. – Kurt sorriu.

— Eu resolvi ouvir a voz da razão. – Blaine interviu. — Um passarinho conversou comigo e me fez perceber que estamos exagerando. O problema era bem menor, se parássemos pra pensar um pouco.

— E esse passarinho seria eu? – Quinn colocou as mãos na cintura, se lembrando da conversa que havia tido com o moreno a fim de tentar resolver a situação pra Kurt.

— Noah ajudou um pouco também. – Blaine assentiu.

— Puck? Sério? – A loira revirou seus olhos em ter que compartilhar o mérito de solução, dando de costas para chavear a porta. – Essa eu gostaria de ver: os conselhos que aquele cara poderia ter.

— Ele é um pouco incompreendido. – Sorriu.

— Quinn, quer se juntar? Estamos assistindo Moulin Rouge.

— Olha... – A loira colocou as mãos na cintura, encarando os jovens enquanto tentava manter uma feição sem expressões. – Não é porque eu ajudei “isso” acontecer... – Apontou para o casal. — ...que eu tenha aceitado tudo que aconteceu. Eu ainda preciso de um tempo pra me acostumar, e isso não vai acontecer se eu me juntar ao casal pra assistir um filme romântico. Principalmente Moulin Rouge. – Pegou suas sacolas no balcão. – Vou fazer algo em meu quarto. Mas aproveitem, bom filme.

A loira saiu do local. Estava sendo sincera: gostava de ver Kurt bem e gostaria de ver o castanho com Blaine. Havia sido como uma conciliadora dos jovens, afinal de contas. Mas ainda não estava pronta para conviver com aquilo tão de perto. Preferia evitar, por agora. Esse tempo seria bom pra todos, para a loira assimilar e para os garotos que ainda precisavam entender se aquilo vingaria. Pelo o que sabiam ate então: tinha muito mais gente torcendo contra do que a favor, e Quinn sabia muito bem que Tina não aceitaria esse fim de plano imposto por ela.

Descobririam isso nas cenas dos próximos capítulos.