HeartBreaker

2 #2 Introduzindo novos passos


– Mas que menina grudenta!

Reclamava Blaine para si mesmo durante uma palestra sobre a importância da música na vida de um adolescente (nada que o moreno já não soubesse, afinal havia escolhido o curso por ter sido tocado pela música). Enquanto o professor proferia palavras em um tom tedioso, o estudante trocava mensagens com Quinn, com Marissa, Sophie, Charles e Nicholas. Era, de longe, o maior pegador daquele colégio.

Rolou seus olhos quando viu que havia recebido mais uma mensagem da loira, qual nos últimos dias não saía mais de seu pé e ao mesmo tempo não sedia. Entediado com a conversa da loira sobre seus animais de estimação da infância deu a desculpa que prestaria atenção na palestra e que a bateria estava acabando, assim tendo tempo livre agora para seus textos quentes com Marissa.

Blaine era indomável.

[...]

– Kaley, ele é perfeito. Consegue acreditar que ele acabou de falar que iria dar um jeito de dormir durante a palestra porque ficou até tarde ontem ajudando os sem-teto na igreja? -­ Dizia Quinn toda apaixonada, trazendo seu celular em direção ao peito.

– Sortuda. -­ Resmungou. ­- Puck não me liga desde ontem.

– Isso que dá você se entregar ao primeiro cara que aparece...

– Como se eu não tivesse visto você e o Sr. Ajuda­Mendigos aos beijos no refeitório. -­ Quinn corou furiosamente. -­ Mas é que eu sentia algo de especial em Puck, sabe? Enfim, temos mais para nos preocuparmos. Você entregou o artigo para o Sr. Harts? Você sabe que esse professor está no seu pé, Quinn.

– Eu vou entregar, Kaley. Fica tranquila. -­ Quinn voltou a ler sua apostila por alguns segundos, porém não se conteve em continuar a pensar em Blaine. -­ Nossos filhos serão loiros e baixinhos... -­ Sorria sozinha.

Kaley apenas revirou seus olhos, prevendo a encrenca na qual a amiga estava se metendo.

.:.

A tarde havia chegado e com ela a esperança de Quinn de finalmente receber um pedido de namoro decente. Havia marcado com Blaine de sair, tomar um sorvete e talvez pegar um cinema depois. É claro que, nos planos de Blaine, aconteceriam coisas muito diferentes. O carro do moreno parava diante ao prédio de Quinn ao mesmo tempo em que a loira saía felicíssima e entrava no carro em uma rapidez inacreditável.

– Boa tarde... — E antes que Blaine pudesse falar alguma coisa, ambos se entregavam em um beijo molhado. O homem automaticamente levou suas mãos aos cabelos de Quinn a fim de tornar o beijo mais feroz, porém a loira logo tomou distância do garoto em sua frente. Blaine apenas sorriu e continuou a dirigir o carro a caminho de um pier. Não demorou muito até chegarem ao local marcado no gps do SUV que o baixo dirigia.

– É meio abandonado aqui, não? -­ Quinn perguntou assim que saiu do carro.

– A vista é linda, pelo menos.

Sorria Blaine, como se esse fosse o único motivo por qual trazer a inocente menina naquele lugar. Ambos se sentaram na beira do pier, com os pés balançando na água morna do rio. Trocaram um olhar leve e logo as bocas estavam juntas novamente. Quinn pensava se aquele momento poderia ficar mais perfeito. Pier, lago, Blaine...

Já o moreno apenas pensava nas notas que não estava conseguindo acertar em seu violão, ou qualquer outra coisa não relacionada à loira.

Quinn mantinha o beijo calmo, enquanto Blaine tentava algo mais "erótico". Suas mãos deslizaram para a bunda da estudante de jornalismo duas vezes até finalmente ela parar de tirá-las de lá com medo de Blaine se irritar e desistir. A verdade era que Quinn nunca havia tido tanta intimidade com alguém que havia acabado de conhecer, mas estava pronta para dar esse passo. Não poderia continuar ingênua pra sempre.

Blaine sorria vitória. Lentamente levou sua mão até a barra da blusa de Quinn. Sua intenção era tirar imediatamente a blusa e a calça da loira e fazer sexo com ela ali mesmo, a lista de Puck aumentava a cada dia e Blaine continuava empacado nos números baixos. Havia decidido não demorar muito com Quinn, mas precisava ser cuidadoso porque conhecia o jeito infantil e caipira da moça.

– Posso? — Sussurrou tentando não assustá-la.

Quinn, extasiada com o beijo hipnotizante do moreno, apenas assentiu com a cabeça. Vitorioso novamente, Blaine começou lentamente a sentir a pele de Quinn com as pontas dos dedos. A loira acabou fechando os olhos e se entregando à insegurança. O garoto poderia naquele momento simplesmente tocar o seio de Quinn se quisesse, mas por experiencias anteriores achou melhor ir com calma para não afastá-la, afinal, não era um animal desesperado por sexo.

– Aqui não... — Gemeu Quinn tendo um pingo de decência. — Melhor deixarmos para um lugar mais romântico, sabe? — Se enrolou com as palavras com medo de irritar o parceiro.

– Romântico? Ok. — Respondeu não deixando transparecer a irritação.

Pegando Quinn pela mão, Blaine a conduziu até o carro onde ficaram mais alguns minutos se amassando. A caipira insistia em parar os beijos a cada vinte segundos para contar sobre sua vida, ou tentar conhecer sobre a vida de Blaine, mas o moreno não dava muita bola. Apenas queria saber de amassos e de conseguir entrar naquela calça jeans.

Depois de muita paciência da parte do garoto, Quinn se afastou e suspirou fundo, assumindo que talvez não fosse a hora certa de fazerem aquilo já que haviam se conhecido há pouco tempo. Blaine, irritado, mentiu concordar e inventou uma desculpa esfarrapada sobre ter que chegar mais cedo em casa (algo que obviamente Quinn acreditaria).

Deixou-­a na frente da porta do prédio e sem sequer se despedir arrancou com o carro, deixando uma Fabray apaixonada pra trás.

Durante o caminho até o bar de seu pai, sacou o telefone e ligou para Puck. O garoto badboy havia falado algo sobre pichar muros, mas no fim cedeu e foi se encontrar o amigo no bar. Alguns minutos depois Puck entrava pela porte da boate com uma das sobrancelhas arqueadas. Algumas drags o olharam e outros caras também, fazendo Puck fechar o rosto e continuar andando até onde viu Blaine sentado.

– Você sabe que eu não me sinto a vontade no meio desse seu "povo". — Disse dando um tapa fraco no ombro do amigo e se sentando ao seu lado.

– Meu "povo"? — Perguntou um tanto irônico. — Saiba que você só não está com um olho roxo agora por ser meu amigo. Qualquer outra pessoa que fizesse um comentário desses estaria no chão nesse momento. — Sorriu sem graça e entregou uma cerveja para o garoto ao seu lado.

Depois de alguns segundos de silêncio, Blaine não podia acreditar na frase que havia acabado de ouvir sair da boca de seu amigo.

– Como é beijar garotos, Blaine?

O garoto com gel nos cabelos tentou não se engasgar com a bebida e olhou espantadamente para Puck, que naquele momento tinha o olhar mais neutro que alguém no mundo inteiro poderia ter, fazendo Blaine gargalhar alto com a ingenuidade da pergunta.

– Você quer a verdade, Puck? -­ Blaine se aproximou do rosto do amigo. — Beijar garotos é bem melhor do que beijar garotas. Muito melhor!

Seus rostos estavam quase colados e o garoto badboy poderia jurar que poderia sentir a respiração de Blaine em seu rosto. Puck fechou seus olhos sem perceber e acabou sentindo um tapa acertar o lado esquerdo de sua face.

– Eu não vou te beijar, vagabundo!

Logo, Blaine ria com todo o ar de seus pulmões novamente enquanto Puck tentava esconder o rubor de suas bochechas com uma feição irritada. Não demorou muito até o clima estranho passar e os amigos continuarem a partilharem aquela cerveja que bebiam.

Depois de algumas horas e alguns copos, Blaine já se agarrava com um garoto no canto da boate. A vida de Blaine era assim agitada. Mulheres ou homens, todos queriam um pedaço do garoto­ do gel. Era como um imã que Blaine tinha.

[...]

Quinn havia acabado de sair do banho e sua roupa da faculdade já estava arrumada para o outro dia em cima de uma cadeira no canto do cômodo. A loira terminava de pentear seus cabelos quando seu skype apitava o som de uma chamada de vídeo. Terminou de arrumar seu quarto e se sentou na frente do seu mac, aceitando a chamada de Lima.

– Quinnie. ­- Disse a pessoa do outro lado da tela.

– Kurt, que saudades! Não havíamos nos desgrudado desde o jardim de infância, mas não pensei que seria tão difícil passar um tempo separados... A saudade está me matando! — ­ Quinn desabafou.

– Difícil? Pelas mensagens que você me mandou, creio que seu príncipe encantado esteja preenchendo minha falta... — ­ Kurt balançou a cabeça em discordância. ­- Baby, você sabe muito bem que príncipes encantados não existem.

– Sim, sim... Bla, bla e blá! Agora vamos falar sobre quando você vem em Nova Iorque me fazer uma visita. -­ Quinn fez sua melhor cara de cãozinho abandonado. -­ Por favor?

Kurt gargalhou um pouco e limpou a garganta.

– Essa ligação é exatamente pra tratar disso, Quinnie. Estava eu conversando com o Sr. Burt, também conhecido por mim como pai, e talvez essa visita se estenda um pouco, tem problema? -­ Kurt falou com um sorriso enorme no rosto.

– Espera, isso quer dizer que...? -­ Quinn tinha esperança nos olhos.

– Eu estava mesmo de saco cheio dessa faculdade comunitária de Lima. Quem sabe a NYU me aceite melhor... — Kurt sorriu com o brilho dos olhos da prima. — Mas não se anime pois nem tudo são flores. Você precisará tirar toda sua tralha cor-de-rosa do quarto de hóspedes.

Era tudo o que precisava. Quinn já estava pulando em seu quarto sem se importar com os vizinhos. O garoto do outro lado da tela também tinha um grande sorriso em seus lábios já que desde pequenos o plano dos dois primos era ir morar juntos em uma cidade grande.

– Isso vai ser demais. -­ O sorriso no rosto de Quinn era impagável.

– E você achou que eu iria te deixar sozinha no momento mais importante de sua vida, Fabray? Eu quero é conhecer esse tal príncipe qual você tanto fala.

– Isso vai ser demais!

Kurt deixou o sorriso. – Bom, mas agora é melhor irmos dormir porque amanhã temos faculdade e é melhor não perdermos nada. -­ Falou rigoroso esperando uma resposta. ­- Ok?

– Ok, pai.

Gargalharam, se despediram e dormiram logo em seguida. E simples assim, a vida de Quinn começava a tomar o rumo que a loira queria. Vivendo em uma cidade nova, com um namorado novo e seu primo­-irmão indo morar com ela.

Tudo parecia tão bem... até agora.

Notas finais
Eu sei que é irritante ler Blaine hétero, mas prometo que vai acabar, hehe! Pra quem já leu essa fanfic (porque é uma repostagem) eu andei mudando umas coisas no capítulo, adequando mais ao meu modo de escrever atualmente... Espero não estar tirando a essência da fanfic, mas me deixem saber! Até amanhã, galere. Não esqueçam de comentar, é muito importante eu saber se vale a pena ou não eu continuar com essa fanfic, ok? Não pensem que é porque eu já tenha postado ela que eu não precise de comentários. Eu preciso, meio que necessito, mas enfim, hahaa. Fues. Obrigada por lerem! ♥