HeartBreaker
3 #03 Nova Iorque, baladas e sexo
Notas iniciais
O castanho saía pela porta principal do aeroporto com um sorriso nos lábios que chegava a doer sua mandíbula. Como ele nunca tinha visitado um lugar tão perto de casa? Aliás, estava na hora de redefinir o que significava "casa" para Kurt Hummel, afinal, agora ali era sua casa, a grande e inquieta Nova Iorque.
Enquanto o taxi se movimentava rapidamente e a cidade passava pela janela do veículo num piscar de olhos, Kurt resolveu não ligar para sua prima. Era sua primeira noite em Nova Iorque, sua primeira oportunidade. O castanho era diferente de Quinn, totalmente. Ele não estava interessado em aproveitar o Central Park, ou o Museu de História Natural. Kurt queria aventuras, queria conhecer o que Lima escondia dele.
Chegou ao hotel e sequer abriu a janela para apreciar a vista da cidade, nem ficaria muito tempo naquele quarto. Era apenas um lugar para descansar suas malas enquanto Kurt curtia a noite da cidade que não parava. Colocou sua melhor roupa (difícil escolha já que todas as roupas que o castanho tinha eram excepcionalmente boas) e saiu, pegando outro táxi.
– Onde o senhor quer ir? - Perguntou um velho homem.
– Bom... Você sabe me dizer quais os lugares mais frequentados pelos jovens? — "Atuais" pensou Kurt.
– Bom, se você quer uns lugares atuais tem o OAK e também o The Boom Boom Room. Eu costumo levar algumas celebridades pra lá às vezes, mas apenas levar já que elas saem do lugar carregadas pela ambulância. — Gargalhou o homem. - É conhecida também como uma das maiores boates gays do estado... Me desculpe, você...
– Tudo bem. Acho que vou ficar com o segundo lugar, obrigado.
Kurt falou assim que o velho homem saía da entrada do hotel. Era seu sonho ver algumas celebridades ficando bêbadas até cair, ainda mais em sua primeira noite na cidade que nunca dorme. É claro que toda essa aventura o castanho gostaria de fazer acompanhado de sua prima, mas a velha e caipira Quinn Fabray nunca aceitaria sair em um programa como esse.
Alguns minutos de buzinas e prédios depois o carro estacionava diante de uma multidão de pessoas e luzernas. Kurt abriu seu maior sorriso, ainda maior que o de antes e pagou o velho homem com notas inteiras, não se interessando pelo troco.
A entrada era tumultuada e provavelmente o castanho precisaria de seu nome da lista para entrar, mas não seria difícil. Juntou dinheiro a sua vida toda pra isso e agora iria aproveitar o que Lima não proporcionava para um atraente gay no século XXI. Sim, Kurt Hummel era totalmente gay, nem remotamente bi curioso. Em Lima teve seu primeiro beijo, seu primeiro namoro e consecutivamente, sua primeira transa. Mas se limitava nisso. Kurt não precisava daquilo. Ele precisava de um homem, imediatamente.
– Nome completo, por favor. — Era o que o homem-armário da entrada da boate falava para todos os "penetras" que tumultuavam a frente da porta.
Kurt respirou fundo e caminhou até o homem que tinha o dobro de seu tamanho.
– Nome completo, por favor.- Kurt sorriu, colocou a mão no bolso puxando cinco notas de 100$ e colocando em cima da lista que o segurança tinha em mãos. O mesmo sorriu e guardou as notas no bolso. Assim que Kurt iria passar pela porta, o mesmo repetiu o ato.
– Nome completo.
– Mas eu... - O segurança tinha um sorriso malandro nos lábios, mostrando que não deixaria Kurt entrar e nem devolveria o dinheiro para o castanho, que apenas deu de ombros e caminhava pra longe da multidão, quando ouviu.
– Ele está comigo.
Então o segurança puxou seu braço e o empurrou para dentro da boate de um jeito não delicado, porque no momento em que a porta se abriu todo os nerds que estavam de fora se amontoaram para entrar.
– Meu Deus. - Kurt balançou a cabeça, tentando se recompor e curtir a festa. Dentro da boate tocava uma das músicas da banda The Wooles, qual Kurt adorava. Rolou os olhos pela boate procurando o cara que havia o puxado pra dentro, mas também não o encontrou. Caminhou até o bar e por ali ficou alguns minutos.
Depois de quatro doses de tequila e dois copos cheios de uísque, Kurt já não estava mais inibido para dançar, então foi até a pista de dança que tocava o lançamento da banda Fun.
Some nights, I wish that my lips could build a castle
Some nights, I wish they'd just fall of
Kurt não dançava sozinho, muito pelo contrário. O castanho era como carne nova na boate e em segundos na pista de dança ele já era rodeado por homens e algumas drags; mas de longe, apenas um o chamou a atenção. Ele era loiro, mais alto que os demais e tinha ar de estrangeiro.
Kurt se aproximou dele durante as danças e logo estavam nas mesas reservadas conversando. Seu nome era Adam, tinha 23 anos e estava em Nova Iorque para estudar, mas em algumas semanas voltaria para a Inglaterra. Não tiveram muito tempo para conversar porque logo a língua de Kurt invadia a boca de Adam e os dois aproveitavam o momento, que não durou muito, e minutos depois Kurt dera a desculpa de ir pegar mais uma bebida e depois voltaria. Ele nunca voltou, e Adam sabia que isso não aconteceria.
Foi no bar que Kurt avistou sua próxima "aventura da noite". Um moreno um pouco baixo, com cabelos encaracolados e uma bunda perfeita. O castanho sorrindo se aproximou lentamente, chamando logo a atenção dos caras que ali estavam. É claro que sim. Kurt tinha 20 anos, estava em sua plena virilidade. Seus olhos azuis e seu ar de anjo o tornavam uma presa fácil para garanhões (e Kurt nunca reclamou disso).
– O cara no final do bar pagou isso pra você. - Disse o barman entregando para Kurt uma bebida colorida com um pequeno guarda-chuva na ponta.
Jogando seu olhar para onde o barman indicava, havia o tal moreno da bunda linda sorrindo para Kurt. – Mandando drinks? Em que século você está? - Kurt perguntou, se sentando ao lado do jovem moreno de sobrancelhas triangulares.
– Eu sou um cavalheiro! — Respondeu o outro em um sorriso.
A voz rouca do moreno fez os pelos do corpo de o castanho se arrepiar. O jeito que sua boca carnuda se mexia enquanto o mesmo falava fez Kurt demorar alguns segundos para voltar a si.
– Claro. - Kurt tomou um gole da bebida. - Meu nome é K... - Por um momento Kurt se lembrou de que não estava ali procurando um namorado, e se o cara havia lhe mandado uma bebida, provavelmente seria um daqueles caras grudentos. - Kevin. Só Kevin.
– Prazer Só Kevin, meu nome é Blaine Adams. - Deram as mãos em um aperto e em seguida gargalharam. – Você não é muito jovem pra estar bebendo?
– Não é isso o que a minha identidade diz. - Kurt mostrou uma identidade falsa aonde dizia que o castanho tinha 54 anos.
– Uma boa idade. — Gargalhou. — Porém tem muita diferença para um menino de dezenove, filho do dono, que pode beber com a idade que quiser. - Blaine soltou um sorriso que fez as pernas de Kurt bambolearem.
– Significa que se sairmos juntos isso me considera um pedófilo? - Kurt sorriu.
– Isso depende da sua idade verdadeira, porque com um rosto lindo desse eu me recuso a acreditar que você realmente tenha cinquenta anos.
Kurt involuntariamente corou. Há quanto tempo o castanho não corava? Há quanto tempo o castanho não sentia nem que fosse um pequeno rubor nas bochechas? Talvez tenha sido errado dar o nome falso para Blaine. Engoliu seco e continuou a conversa.
– Isso vai nos levar a algum lugar ou você só está me enganando e não sairemos daqui? - Perguntou, fazendo Blaine dessa vez corar.
"Mas que diabos?" pensou Blaine. O moreno tinha achado totalmente normal suas mãos tremerem e seu corpo suar frio assim que Kevin veio falar com ele, mas corar? E o que era isso dentro de seu estômago se revirando? Borboletas? Por favor, não seja ridículo.
– Só estava esperando sua deixa. - Blaine sorriu e pegou na mão, também suada, de Kurt caminhando até a saída da boate. - E pensar que se não fosse por mim, você ainda estaria aqui com esse bando de perdedores... Claro, havia sido Blaine.
Minutos depois o manobrista trazia o carro de Blaine. E "que carro", pensou Kurt. Enquanto o homem estacionava o carro, se podia ver Lindsay Lohan sentada na sarjeta tendo sua roupa tirada por alguns arruaceiros, estava tão drogada e fora de si que nem se dava conta da situação.
Kurt entrou no Audi preto assim que Blaine abriu a porta para si, circulando o carro em seguida e entrando do lado do motorista. Antes de arrancar com o carro, Blaine colocou a mão sob a coxa de Kurt e o olhou com luxúria sob a calça preta. Kurt apenas sorriu, e o carro saiu em disparada.
Não muito distante da boate, entraram em um condomínio de luxo, provavelmente um igual aos pensamentos de Kurt, afinal, Blaine era um filhinho de papai. O carro se estacionou em frente da última casa do condomínio. Era uma mansão e Blaine aparentemente morava sozinho nela.
Blaine se sentia estranho, porque Kevin era a primeira pessoa que o garoto trazia até sua verdadeira casa. Sempre levava as garotas e garotos para hotéis, praias ou até mesmo, os fundos do bar.
Abriu a porta para Kevin, que sorriu saindo do carro. O movimento inicial foi de Blaine, que com as mãos decididas no quadril do castanho já experimentava sua boca com vontade. Kevin beijava melhor que muitos garotos (e garotas) que Blaine já havia experimentado. Era provavelmente o melhor, já que no momento Blaine não conseguia se lembrar de ninguém com os lábios tão maios e suculento igual o do garoto em sua frente.
Kurt separou o beijo para pegar ar e viu que Blaine estava no mesmo estado; desnorteado. Blaine foi à frente abrindo a casa, que sem interruptor, acendeu as luzes assim que os rapazes entraram. Era tudo muito lindo, muito bem decorado e também muito caro. Kurt se sentiu até mal por se lembrar do casebre que vivia com seus pais em Lima.
– Não vou conseguir subir as escadas. - Disse Blaine no cangote de Kurt, que ainda estava de costas para o moreno. Logo o pescoço de Kurt havia sido atacado e o castanho sentia algo duro pressionando suas costas.
Era disso que Kurt sentia falta, de sexo. Não o sexo que fazia com Sebastian em Lima, e sim sexo que aparecia na televisão. Daqueles cheios de tesão e vontade. Exatamente esse que Blaine exalava pelos olhos naquele momento, e Kurt se viu vítima daquela luxúria enorme.
Virou rapidamente e capturou os lábios do moreno nos seus. As mãos se mexiam desordenadamente em uma tentativa frustrada de deixar o parceiro sem roupa. Kurt e Blaine arfavam durante o beijo, e gemidos sem escrúpulos eram soltos ali. Eles simplesmente não conseguiam se conter. Ambos nunca se envolveram em uma relação tão carnal assim.
Blaine praticamente arrancou a blusa de Kevin pra fora da calça e a desabotoou em uma só tentativa. O peito branco do jovem estava prestes a ficar roxo dos chupões que Blaine prometia distribuir por ali. O cinto da calça de Blaine também estava sendo tirado (quase arrancado). Os dois rapazes estavam pegando fogo.
Para facilitar e a fim de apressar as coisas, Blaine tirava sua própria blusa e Kurt tirava sua própria calça. Kurt terminou antes, então ajudou Blaine com a o resto de suas roupas, as deixando espalhadas pelo chão da sala. Tentaram andar para algum lugar longe da entrada da casa, mas acabaram caindo no sofá que tinha por ali. Era confortável, cabiam duas pessoas, era ali mesmo.
Kevin sentiu suas costas serem pressionadas pelo couro do estofado e em seguida Blaine o prensava, continuando os beijos no pescoço do castanho ferozmente. Que sentimento de submissão era aquele? Kurt jamais imaginaria que passaria por aquilo na mesma noite que chegara à cidade.
Nesse momento o pescoço do castanho já estava de outra cor, assim como seu membro latejando dentro de sua cueca boxer preta. Blaine não estava em situação diferente. Com a mão de Kevin alisando sua bunda, poderia jurar que explodiria de tesão a qualquer momento.
– Hey Kev. Eu não banco o passivo aqui. - Disse Blaine virando bruscamente Kurt de bruços. O rosto de Kurt arrastou contra o sofá, mas não era isso que o castanho queria, afinal? Blaine tirou sua própria boxer azul marinho e aproveitou para olhar a cena de Kevin gemendo de prazer no sofá. Sorria igual criança.
Era a noite mais quente que já teve em anos — se não, a mais. Kurt viu Blaine tirar da gaveta da mesa de centro algumas camisinhas e lubrificante, o que fez o castanho acreditar que Blaine guardava coisas assim em cada canto da casa. Logo Kurt tinha sua cueca arrancada pelo moreno, o devorando com os olhos.
Blaine viajou com a imagem do pênis de Kevin ereto contra o couro. Estava do mesmo jeito, tão duro que poderia explodir a qualquer momento, que poderia gozar sem um toque, apenas com a imagem de Kevin mordendo seu lábio pedindo para o sexo começar logo. Voltou a beijar Kevin com todas suas forças, deixando o castanho embaixo de si descompassado. Kurt não lembrava sequer seu nome. Era Kevin, não era?
Os gemidos e as respirações só aumentavam. Enquanto Blaine colocava a camisinha com uma das mãos, com a outra masturbava Kevin que fechava os olhos de tanto prazer. Alcançou o pote de lubrificante e teve certeza de colocar quase metade do recipiente em seu membro (o choque do gelado com o quente fez Blaine ficar ainda mais excitado). A outra metade despejou em Kurt, rodeando sua entrada com alguns dedos.
Kevin não se encontrava mais de bruços, nunca gostou dessa posição porque não podia ver o prazer que dava para o parceiro. Blaine se colocou no meio das pernas do mais velho e sorriu sincero, colocando a cabeça do seu membro na entrada molhada de Kurt que apenas soltou um "sim" abafado pela respiração ofegante. Kurt não era de se entregar assim, que diabos estava acontecendo? Ele era o tipo de homem que ficaria por cima, que bancaria o ativo e que deixaria o parceiro louco... Exatamente do jeito que Blaine estava fazendo.
Esse garoto realmente conseguia tirar o compasso de Kurt.
Sem nenhum aviso ou permissão, Blaine entrou com seu membro todo em Kurt, preenchendo seu interior. O castanho sequer sentiu dor no momento porque estava distraído demais com as mãos do amante em seu membro o masturbando com vontade. Ambos não sabiam como ainda não haviam gozado nos primeiros segundos do ato, já que seus membros latejavam de tanta vontade um do outro.
Blaine passou uma das mãos para o quadril de Kurt, aonde puxava com força o seu corpo para si. O movimento de estocada começou forte e seu ritmo deveria continuar o mesmo, mas não, Blaine queria aproveitar. Se deitou sobre Kevin e o beijou, dessa vez não com toda a força de antes, apenas um beijo bom, molhado, quente, lento. O sexo mudou totalmente de direção e agora não estavam mais agindo como dois animais, e sim como dois caras curtindo a relação.
Blaine nunca havia bancado o "bonzinho" no sexo, porque estava fazendo isso agora? E o curioso é que o moreno não queria que aquilo acabasse tão cedo. As mãos que masturbavam Kevin agora eram do próprio castanho, já que as de Blaine estavam ocupadas puxando e tirando o quadril de perto. Kurt sabia que não aguentaria por muito mais tempo, mas aguentaria o máximo possível. A imagem de Blaine mordendo os lábios de tesão, tentando não pronunciar o nome falso de Kurt o deixava cada vez mais excitado.
– Pelo o amor de... Caralho! – Sussurrava Blaine. Era o melhor sexo, sem dúvidas, que Blaine poderia ter. Era como se Blaine e Kevin tivessem sido feitos para terem relações sexuais. Kevin era do interior, e talvez Blaine viajasse pra lá para conhecer mais caipiras com esse fogo todo.
– Eu não... não... Mmhhhh! – Kurt soltou.
O líquido se perdeu no abdômen de Blaine e no sofá. Apenas fechou os olhos e aproveitou o orgasmo, tendo em mente a imagem de Blaine sorrindo pra si. A imagem de Kurt com os olhos fortemente cerrados e tendo seu orgasmo apenas ajudou Blaine a gozar mais rápido. Alguns segundos depois que Kevin, Blaine despejava todo seu líquido na camisinha, que por um momento foi desejada pelos dois jovens nunca ter estado ali.
A casa agora tinha cheiro de sexo. O cabelo de Kurt estava ensopado de suor, assim como os de Blaine. Ambos respiravam forte e os poucos vidros da sala de estar estavam embaçados com o calor do ambiente.
– Tenho que te dizer... - Respirou forte. - Nunca tive uma transa assim.
Blaine se deitou ao lado de Kevin, tirando a camisinha, dando um nó e a jogando em algum lugar.
– Pois é, eu costumo abalar o mundo de quem sabe aproveitar. - Kurt gargalhou baixo. Kurt não sabia de onde tinha tirado essa "habilidade", já que não havia sido um cara de muitas noites como hoje.
– Eu provavelmente pedirei seu número para repetirmos a dose.
– E eu provavelmente te darei o meu. - Kurt respondeu, capturando os lábios de Blaine para um beijo calmo. Blaine não gostava de ficar depois do sexo. Isso era coisa de casais e a última coisa que Blaine queria era se tornar um, mas Kevin tinha um imã em seu corpo que o fazia querer ficar, e ficaria. Kurt a mesma coisa, ele sabia que não poderia ficar, não poderia estender sua visita, mas ficaria o máximo que pudesse. E antes do sol aparecer, ambos os garotos seguiriam seu caminho, um diferente do outro. Ou bem, isso era o que pensava os dois.
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