HeartBreaker
17 #17 Fica, por favor
Aquele Kurt Hummel em sua frente estava trazendo ideias indecentes na mente do Anderson. Sempre sentira desejo naquele jovem, porém dessa vez era algo... diferente. Blaine esperou Kurt guardar o pneu furado no compartimento do porta-malas e assim que o Hummel estava livre, o agarrou imediatamente.
Seus lábios sugavam os de Kurt de uma maneira nova, que ia além do desejo. Era algo mais urgente, cheio de paixão.
Kurt, que não era bobo, se entregou aos braços do Anderson. Sentiu suas costas baterem contra a lata fria do veículo de Blaine, sentindo seu corpo ser apertado e puxado contra o corpo do moreno.
Blaine alternava entre beijar os lábios do castanho e despejar beijos em toda e extensão do pescoço de Hummel. Kurt podia jurar que havia se esquecido de como respirar naquele momento, uma vez que arfava e puxava Blaine contra si ainda mais.
Os gemidos que Kurt fazia quando Blaine sugava seu pescoço, indo dos ombros até o lóbulo de sua orelha, eram os sons favoritos do Anderson, de longe. Se dependesse de Blaine, o único som a ser propagado através do universo quebrando a barreira do som seriam os gemidos do amigo.
Não demorou muito para que as mãos de Blaine entrassem por debaixo da blusa de Kurt, explorando todo o perímetro das costas do castanho. Kurt arfava enquanto capturava os lábios de Blaine pra si. Não sabia ao certo o que havia apertado aquele gatilho no moreno porém não reclamaria. Estava nas mãos de Blaine, e adorou.
— Geez, Kurt. – Separou-se do beijo procurando algum tipo de ar, porém ainda com os corpos colados onde um sinal rigidez em sua calça começava a aparecer. – Você é tão perfeito. – Suspirou.
— O pneu está arrumado... – Kurt também tinha o tom de voz descompassado com a sessão de amassos que tiveram, sem se importar em estarem no meio de uma rodovia. — ...Vamos levar isso pra outro lugar? – Perguntou.
Não precisou pedir duas vezes. Os garotos entraram naquela SUV e continuaram seu caminho até Nova Iorque, que estava a alguns minutos de distância. É claro que a direção era alternada entre Blaine prestando atenção na rodovia e encostando o carro eventualmente para capturar os lábios do Hummel. A viagem demorou um pouco mais que o planejado, sem reclamações dos passageiros.
Blaine entrou no condomínio com o carro em alta velocidade, com urgência de chegar logo em casa e poder levar Kurt para o quarto o mais rápido possível.
“O que eu estou fazendo?” se perguntava Kurt em breves intervalos. Não havia saído de casa com a intenção de ir pra cama com Blaine, pelo contrário. Havia prometido para si mesmo que não faria mais isso e se manteria apenas em beijos, SE necessário.
Porém embora esses pensamentos ainda assombravam Kurt, ele já estava decidido. E as mãos de Blaine apertando e percorrendo cada centímetro de sua coxa enquanto dirigia não ajudavam muito naquela situação.
O carro foi estacionado e os garotos quase pularam pra fora do veículo, se envolvendo novamente em outro beijo quente. Era tarde e toda as luzes estavam apagadas, provavelmente todos da casa estariam dormindo. Kurt e Blaine subiram as escadas atrapalhadamente, não querendo desvencilhar dos beijos e da urgência de terem um ao outro.
E pela segunda vez, Kurt entrava naquele quarto. Dessa vez pendurado nos lábios do estudante de música. Ao entrar no cômodo, como automático, a lareira se acendeu automaticamente e o aparelho de música começou a tocar alguma música envolvente qual Kurt não queria prestar atenção agora.
Blaine apenas lançou suas chaves e celular em algum lugar, tendo suas mãos disponíveis agora para explorar cada parte do corpo de Kurt. Não demorou muito até as roupas começarem a ir para o chão.
Tudo começou com as mãos do Anderson desabotoando a camisa de Kurt, revelando seu peito claro, porém delicioso aos olhos de Blaine. Poderia observar Kurt por horas, de tanto que era atraído por ele, embora agora tivesse outros planos além de apenas olhá-lo.
Beijava a área do pescoço e clavícula do maior, que tinha as mãos tentando retirar a camisa do Anderson. Cintos foram desafivelados e calças retiradas em um passo de mágica. Os dois garotos se encontravam apenas com suas boxers, apertando seus corpos juntos.
Foram entre os beijos até a cama, onde Kurt praticamente atirou Blaine no colchão.
Ambos os jovens tinham olhares de luxúria e desejo, seus beijos ardentes combinavam com o fogo da lareira. Kurt se juntou nos lençóis com o Anderson, que não parecia ter preocupação alguma em deixar algum tipo de chupão ou roxidão na pele clara do castanho. Queria apenas Kurt. Há muito tempo desejava ter o castanho novamente.
Em um ato rápido, virou o castanho na cama o deixando de bruços. Em suas costas fazia um caminho de beijos de sua nuca até o final, onde uma cueca preta impedia uma visão maravilhosa. Kurt gemia baixinho com cada toque vindo do Anderson.
— Posso? – Perguntou com a voz rouca enquanto deslizava seus dedos na barra da boxer vestida por Kurt. Ouviu o castanho apenas responder um breve “sim” com o rosto afundado no colchão.
Kurt tentava formar uma linha de pensamento, mas era difícil. Sua ereção ardia de tão duro que o castanho estava e Blaine parecia cada vez mais piorar aquilo. Poderia explodir de tesão em qualquer momento.
A boxer foi deslizada, revelando um Kurt Hummel nu e maravilhoso aos olhos do estudante de música. Saber que cada pedacinho de Kurt seria seu naquela noite apenas o deixava mais excitado, se aquilo fosse possível.
O Anderson também retirou sua cueca rapidamente, se deitando sob o corpo do colega. As peles ardiam pelo calor e excitação daquele quarto. Blaine colocou seus lábios perto da orelha de Kurt, distribuindo beijos e chupões por ali. Sua ereção apertada contra as costas de Kurt.
— Blaine, por favor. – Murmurou impaciente.
Precisava dele.
Aquele foi o pedido que o moreno precisava. Trilhou beijos do pescoço de Kurt até suas costas, seguiu a linha de sua coluna, terminando com alguns beijos nas nádegas do jovem. Podia ver o arrepio na pele do castanho, passando suas atenção à bunda do Hummel.
— Hmmmm. – Gemeu Kurt ao sentir os dedos de Blaine em direção à sua entrada. Ele era mestre em desconcerta-lo.
Se lembrava da noite que tivera com Blaine, em seu primeiro dia em Nova Iorque, porém aquilo era mais. Não havia maneira melhor de terminar uma noite como aquela do que com Blaine em si.
Blaine encaixou seu membro na entrada de Kurt, que respirou fundo. Decidiu não esperar mais, não ficar nas mãos do Anderson. Em um ato surpreso, Kurt deu o impulso pra trás terminando com a distância entre os corpos.
— Puta que pariu, Kurt. – Blaine tinha os olhos fechados.
Aquele jovem embaixo de si era alguma coisa especial. Quantas vezes Blaine já havia dito que ele era uma caixinha de surpresas? Parecia redundante e repetitivo falar isso, porém era tudo que passava na mente de Blaine naquele momento. Principalmente quando sentiu o castanho começar a rebolar em si.
Sem enrolação alguma, começou a estocar fundo no castanho que trazia um gemido delicioso a cada vez que Blaine entrara. As mãos do moreno seguravam o quadril de Kurt, puxando cada vez mais pra perto, se aquilo ainda fosse possível.
Foder Kurt era tudo.
Blaine se inclinou até o amigo, colando seu peito com as costas do castanho. Levou sua mão até as mãos de Kurt, na altura de sua cabeça, que antes apertavam o lençol com força e agora apertavam as mãos os dedos entrelaçados de Blaine.
Estocava com vontade, distribuindo beijos nos ombros e costas do maior. Sabia que não duraria muito se continuasse naquele ritmo, porém não se importava. Seu desejo de ter Kurt, fazer amor com Kurt, era maior do que tudo.
Voltou à posição anterior, puxando o quadril do homem de pele clara até si. Queria proporcionar pelo menos metade do prazer que estava tendo, e porra, era muito. Deslizou suas mãos até o membro de Kurt, que até então só tinha contato com o lençol de seda do moreno.
Ao sentir as mãos de Blaine em seu membro Kurt soltou um gemido longo. O choque, a surpresa, o extase em ser tocado por Blaine daquele jeito... Nem em seus melhores sonhos aquela noite terminaria tão boa como estava.
Blaine decidiu não postergar mais seu prazer, torcendo para que houvessem mais oportunidades de transar com Kurt futuramente. Voltou sua atenção ao quadril e às reboladas do castanho, estocando fundo com tamanho tesão que estava. Podia ver as costas de Kurt vermelhas, com alguns roxos dos beijos e chupões que havia por ali. Viu Kurt de olhos semicerrados, com os gemidos abafados pelo choque do colchão com seu rosto.
Era o ápice.
Sentiu-se então despejar dentro de Kurt, com suas pernas fraquejando e perdendo toda a sustentação. Logo, deitava em cima do castanho, que respirava descompassadamente.
— Porra, Kurt. Você é perfeito. – Sussurrou no lóbulo da orelha do castanho, que também tentava se recuperar da sessão de sexo.
Antes que Kurt pudesse formular qualquer resposta, o Hummel teve o corpo virado novamente, deitando na cama com as costas no colchão. Até tentaria algum movimento, porém viu Blaine o olhando com luxúria e desenho, ainda. Como se pudesse fazê-lo gozar apenas com um olhar.
— Agora vamos cuidar de você. – Disse com um sorriso safado.
Blaine capturou os lábios de Kurt em um beijo molhado, lento. Sugando a língua do castanho pra si como se sua vida dependesse daquilo. O beijo estava incrivelmente delicioso, porém não reclamou quando eles cessaram para irém até seu pescoço, descendo até seu peito, seus mamilos e cada vez mais abaixo em seu corpo.
Kurt, de olhos fechados, podia sentir a linha de beijos e onde ela chegaria. Sentia os lábios do amado na altura de seu estômago, na altura do umbigo, e descendo cada vez mais. Não demorou muito até sentir o seu membro ser engolido por lábios maravilhosos e quentes.
Sem demora, Kurt sentia Blaine sugar seu membro com vontade. Aquela boca o encantava durante os beijos, porém quando Blaine o chupava... Era algo além de mágico. Era de outro mundo.
O Anderson sugava toda a extensão do membro de Kurt, enquanto suas mãos deslizavam por suas coxas e brincavam com suas bolas, trazendo outras sensações ao castanho.
— Puta merda, Blaine. – Foi o que Kurt conseguiu falar, como um anúncio que estava perto de gozar.
Isso não assustou o moreno, que, pelo contrário, continuou e melhorou as sugadas e lambidas que dava da cabeça até a base do colega. As mãos de Kurt agora acompanhavam o vai-e-vem enquanto segurava os fios do cabelo de Blaine. Alguns segundos depois sua boca era preenchida com o líquido de Kurt, que tinha os olhos apertados e parecia longe.
Aquela havia sido A transa. Era o mesmo cara com quem havia se envolvido no sofá um tempo atrás, após a boate. Porém agora... Era muito melhor. Era como se Blaine tivesse aprendido coisas diferentes em tão pouco tempo.
Ainda de olhos fechados, sentiu Blaine se deitar ao seu lado.
Os garotos precisaram de alguns minutos para voltar ao normal. Kurt voltou com sua respiração normal e se virou na cama, encarando Blaine por alguns instantes. Estava suado, fios de cabelo molhados e encaracolados descendo seu rosto. Aquela pele oliva que tanto gostava, e os olhos. Os olhos de Blaine eram os melhores. Se perdia ali. Recebeu o olhar de volta e pensou por alguns segundos no que Blaine estava pensando naquele momento.
O Anderson passou seus braços por debaixo de Kurt e o trouxe pra perto, se encaixando no corpo nu do estudante de moda.
— E esse foi o seu terceiro encontro. Espero que tenha valido a pena quebrar suas regras. – Brincou Hummel enquanto se aconchegava deitado no peito de Blaine.
— Mal posso esperar pelo próximo. – Disse ainda em um tom de voz alterado pelo estado que estava e pelo ritmo que seu coração batia.
Os garotos ficaram ali algum tempo, aproveitando o corpo quente um do outro. Blaine não era de ficar de chamego após o sexo, mas aquele em seus braços era Kurt. Kurt que agora brincava com seus dedos levemente pelo peitoral de Blaine. Kurt que respirava calmamente. Kurt cujo podia sentir o cheiro de ervas que provavelmente vinham dos cremes de seu cabelo. Era simplesmente Kurt. E não perderia a oportunidade de ficar ali agarrado com ele.
— Eu me vestir, ir pra casa. – Disse Kurt como um desabafo que não queria ser dito. Sair dos braços de Blaine não era uma opção que o castanho queria cogitar.
— Não, dorme aqui. – Blaine disse apertando o corpo do castanho até si, distribuindo beijos sobre o (agora desfeito) cabelo do Hummel. - Por favor... – Completou Blaine, como um suplico.
Se estivesse em melhores condições, Kurt negaria aquele convite. Se sua mente estivesse em plenas funções de funcionamento pensaria em como aquilo era perigoso, que dormir com Blaine não era a melhor ideia e em como isso acarretaria em problemas para o castanho.
Pensaria em tudo aquilo, se não estivesse envolto nos braços de Blaine. O mesmo Blaine que o cuidou tão bem durante o sexo, se preocupando a todo momento com seu prazer, pedindo permissão. O Blaine que agora fazia carinho em suas costas e beijava seus cabelos... Aquele Blaine.
E o Blaine que agora praticamente suplicava para que dormisse ali.
— Durmo. – Respondeu o castanho, se aconchegando ainda mais.
O tempo passava de uma forma diferente naquele quarto. Não sabiam dizer se estavam há horas abraçados se acariciando, ou se haviam se passado apenas segundos. Porem não é como se importassem. O mundo poderia acabar, estavam no lugar onde deveriam estar.
— Você quer um copo d’água? – Perguntou Blaine, ainda afogado e sentindo cada aroma possível dos cabelos do Hummel.
— Sim, por favor. – Kurt disse arrastando, como se houvesse corrido uma maratona.
Ouviu Kurt reclamar ao sair do abraço e da cama, onde respondeu com uma gargalhada baixa. Se pudesse também não sairia dali. Cogitou em amanhã mesmo comprar um frigobar e deixar ao lado da cama, porém era necessário. Precisava tomar aquela água, devido às condições que ficaram após aquele noite maravilhosa.
O Anderson se enrolou em seu roupão preto, descendo as escadas até a cozinha. Tomou alguns longos goles de água, não conseguindo esconder um sorriso em seus lábios ao seu lembrar de tudo que havia acontecido em seu quarto.
Em seu quarto.
Com um rapaz.
Que dormiria ali.
Blaine balançou sua cabeça tentando afastar a consequência desses atos. Isso não era nada, depois se preocuparia com o que isso levaria. Agora só conseguia se lembrar de Kurt, nu, o esperando em seu quarto.
Encheu um copo d’água gelada para o castanho e voltou ao cômodo.
Ao fechar a porta atrás de si pôde ver Kurt em sua cama, olhos fechados e respiração lenta. O castanho havia caído no sono. Encarou o castanho por alguns segundos com um sorriso bobo no rosto. Era Kurt, como não admirá-lo desse jeito, tão vulnerável e maravilhosamente lindo? Aquela imagem deveria estar em um quadro. Blaine queria poder olhar para aquela cena várias vezes, admirá-la quando quiser.
Deixou o copo d’água sob uma mesa que tinha ali perto e viu seu celular no chão. Sem pensar muito, pegou o aparelho na mão e caminhou até o pé da cama, onde abriu o aplicativo de câmera de seu celular e tirou uma fotografia de Kurt deitado em seu quarto, costas viradas pra cima e um lençol cobrindo seu corpo da cintura pra baixo.
Encarou seu aparelho por alguns instantes.
Era sua nova foto favorita.
[...]
Do outro lado do bairro, em um apartamento com luzes baixas, o computador apitava. Um site aberto, com os dizeres:
SINCRONIZAÇÃO AUTOMÁTICA DE IPHONE DE BLAINE ANDERSON: Novo upload na nuvem. Clique para ver a foto recente.
A garota asiática, dona daquele computador, estava em sua cama dormindo, porém nem seus melhores sonhos poderiam trazer a felicidade que teria pela manhã, quando acordasse e visse aquela notificação na área de trabalho espelhada de Blaine Anderson.
Tudo caminhava... bem?
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