HeartBreaker

16 #16 Balanço (de barcos e corações)


Notas iniciais
Finalmente o pneu vai fazer algo nessa história!

Os homens haviam chegado ao restaurante perto das 7 da noite, considerando que haviam saído de Nova Iorque assim que o sol se punha no horizonte. O destino Kurt nunca poderia ter adivinhado: estavam em Bridgeport.

Durante o passeio acabaram passando de carro por lugares como a Universidade de Bridgeport e também pelo parque Seaside, onde os olhos do castanho percorreram cada centímetro daquele lugar. Blaine era uma caixinha de surpresas. É claro que poderiam ter ficado em Nova Iorque... Porém os garotos poderiam explorar a cidade quando quisessem. Mas quando teriam a oportunidade de passear pela cidade vizinha, que continha tantas belezas quanto à cidade que nunca dorme?

Após a (não tão longa) viagem Blaine estacionara em uma espécie de porto, uma marina com alguns barcos ancorados ao longo de um enorme pier.

— Chegamos. – Blaine sorriu, retirando seu cinto de segurança. Antes de qualquer ato do Hummel, o moreno havia saído do carro e ido até Kurt para abrir sua porta, novamente em um ato de gentileza.

— Aqui? – Kurt percorreu seus olhos ao redor, procurando uma espécie de restaurante ou bar por perto, porém não encontrou.

— Sim, vem.

Blaine alcançou a mão do estudante de moda e começou seu destino até o final do píer de barcos daquela marina. O frio na barriga de ser conduzido e não saber pra onde começava a aparecer em Kurt. Por mais incrível que fosse, aquele frio na barriga não era temido. Ele confiava em Blaine, por algum motivo.

Ao final do píer, Blaine soltou a mão de Kurt, parando na frente de um dos barcos. Ok, chamar a embarcação de barco seria modéstia. Era uma embarcação de luxo, um pequeno iate branco com detalhes pretos.

— Blaine? – Perguntou como quem soubesse a resposta.

— Bem-vindo à Pam. – Disse subindo no barco, estendendo sua mão para que Kurt o acompanhasse. – O barco da família Anderson.

É claro que eles tinham um barco.

Por alguns segundos Kurt chegou a se questionar se estava vestido apropriadamente para um passeio de iate, pensamentos que logo foram embora. Era Kurt Hummel, é claro que estava vestido apropriadamente.

Aceitou a mão gentil do Anderson e subiu na embarcação. Dentro do barco tudo condizia com o exterior. Era de um luxo e riqueza extremos.

— Kurt, quero que conheça o capitão Manfield. Manfield, Kurt.

— Muito prazer, Sr. Kurt. – O velho capitão, de uniforme extremamente branco, estendeu a mão para cumprimentar o castanho, que assentiu com um sorriso e apertou sua mão. – Espero que aproveite a viagem. O jantar logo será servido.

Kurt estava tão atônito que esquecia como respirar por alguns instantes. Ele nunca havia estado em um iate, nunca havia tido um encontro nesse estilo, e nunca esperaria ter o seu primeiro com Blaine.

— Vem, Kurt. – Blaine continuava puxando o castanho pela embarcação.

Suas mãos ainda estavam juntas?

Chegaram até a proa do barco, onde uma mesa (nada improvisada) os esperava. Nela, duas taças e um balde com algo que o castanho poderia jurar que era um espumante que havia visto em filmes.

— Se me permite... – Blaine sorriu, puxando a cadeira para o castanho. Kurt se sentou, ainda sem palavras a serem pronunciadas. Definitivamente não estava preparado para isso. Blaine também tomou seu lugar à frente do colega.

O barco se destinava pra longe da marina.

— Você preparou tudo isso em um dia? – Perguntou finalmente.

Blaine havia o convidado para um terceiro encontro no dia anterior.

— Ah, isso? – Blaine sorria bobo. – Eu apenas acionei meus contatos. Achei que você gostaria. – Sua feição e seu sorriso se desfizeram por alguns instantes, se transformando em uma reação preocupada. – Você não tem enjôos em barco, tem? Eu nem perguntei...

— N-não, não. – Kurt limpou sua garganta, tentando se acostumar. – Está tudo ótimo. É claro que eu gostei. Você... Você me deixa sem palavras.

Antes que o Anderson pudesse falar algo a atenção dos jovens foi desviada para um tripulante, que os serviu com o espumante e confirmou o cardápio da janta: nada mais do que Tagliatelle com lagosta e trufa acompanhado por, como entrada o espumante rosé que eram servidos, porém na hora da jantam, um Pinot Noir.

Aquilo estava começando a ficar ridículo. Como uma enorme conexão, Blaine falou assim que foram deixados sozinhos:

— Eu não estou tentando te impressionar, ou nada do tipo.

Kurt sorriu sem mostrar os dentes. Como era possível os garotos terem esse tipo de conexão, onde apenas com um olhar Blaine já sabia exatamente o que Kurt estava pensando? O Anderson continuou:

— Da última vez tivemos que dividir um cachorro-quente em um estádio com Puck e BigJ. Achei que estava te devendo uma refeição decente.

— Isso é muito mais que decente, Blaine. – Gargalhou baixo.

— Foi demais? – Disse preocupado.

— Isso tudo... Você... Você é demais. – Respondeu como um impulso, percebendo o que tinha falado após ver um breve rubor nas bochechas de Blaine. – Eu nunca havia tido uma experiência assim antes, Blaine.

— Bom... – Pigarreou, tentando desviar do elogio. – Então vamos aproveitar o passeio e a janta. – O moreno tomou um gole de seu espumante. – Não tem barcos onde você morava em Ohio?

— Lima. – Completou.

— Lima, okay.

— Lima é uma cidade um pouco... Sem graça. – Sorriu. – Quando queríamos fazer algo diferente, íamos ao shopping e torcíamos que tivesse algum lançamento novo no cinema e não as eternas opções entre Harry Potter e Velozes e Furiosos.

— Cada vez mais entendo o motivo de você querer ter saído de lá.

— Pois então... – Kurt revirou os olhos divertidamente, tomando um gole daquele espumante que poderia jurar que as bolhas eram feitas em um laboratório, de tão incrível que era a sensação do líquido em sua boca. – E você, sempre de Nova Iorque?

— Filadélfia. Eram eu, minha mãe e meu pai. Mas por conta dos negócios acabamos nos mudando para Nova Iorque quando eu ainda era criança. Não tenho muitas lembranças de lá. – Blaine não tirava os olhos de Kurt. – Então basicamente, nova iorquino.

— E onde Chandler entra nessa história?

— Bom... Corrigindo: Éramos eu, minha mãe, meu pai e as mulheres do Sr. Anderson. – Blaine revirou os olhos. – Ficamos sabendo sobre a existência de Chandler ano passado, quando uma das amantes do meu pai acabou falecendo e descobrimos que ela tinha um filho, meu meio-irmão. – Se lembrava muito bem da confusão em casa quando sua mãe ficou sabendo sobre esse caso conjugal do marido. – Meus pais acabaram se separando, e como Chandler é menor de idade, foi morar com meu pai e eu. Minha mãe acabou voltando pra Filadélfia.

Kurt ouvia a história com atenção. Não imaginava nada em relação ao o que acontecera. E saber que Blaine confiava no Hummel daquela forma... Era um tanto curioso em como havia conquistado essa confiança do Anderson.

— E você ficou com seu pai. – Confirmou.

— Não me entenda errado, eu amo minha mãe e não concordo nem um pouco com o que meu pai fez. Mas eu estou quase no final da faculdade e ficaria muito inviável voltar pra Filadélfia, então decidi ficar.

Kurt assentiu, achando um pouco de graça no que acabara de ouvir: Blaine Anderson assumindo que não era conivente com o pai tendo várias famílias, porém perpetuava uma lista para contar vantagem sobre as pessoas que levava pra cama. Era um tanto engraçado, pra não dizer trágico.

Blaine continuou:

— Foi um pouco difícil no começo, mas Chandler é uma pessoa incrível e eu fico feliz de ter ganhado um irmão.

— Ele é especial mesmo. – Kurt sorriu ao lembrar-se do amigo.

— Sabe... – Blaine brincava com seus dedos ao redor do cristal de seu copo. – No começo eu achei que vocês ficariam juntos. – Assumiu.

— Oi? Eu e Chandler?? – O estudante de moda perguntou um tanto incrédulo, como se aquela fosse uma opção impossível. – Não, não. – Balançava a cabeça sorrindo. – Ele não faz meu tipo.

— E qual seu tipo? – Se inclinou mais à mesa, interessado.

“Cafajestes” pensou Kurt.

— Morenos, baixos. – Kurt também se aproximou, entrando no jogo do amigo. – Aqueles que sabem cantar e segurar uma nota no seu maior desempenho. – Olhou no fundo dos olhos do Anderson. – Que tem um beijo arrepiante e que sabem exatamente o que fazer na cama.

O tiro havia saído pela culatra. Blaine achava que tinha o controle da situação, porém ver Kurt responder daquela forma, o encarando daquela maneira... Sentiu suas bochechas esquentarem e se viu sem graça, sendo obrigado a desviar o olhar. Estar sem o controle era diferente.

Não demorou muito para que a refeição chegasse em lindos pratos de porcelana. Kurt até tiraria uma foto para postar, de tão linda que era a lagosta servida, porém se lembrou que todo aquele encontro estava sendo em segredo. Tina não poderia nunca sonhar com aquilo.

Os garotos tiveram uma noite incrível. A refeição foi maravilhosamente saboreada e Kurt poderia jurar que nunca comera algo tão delicioso quanto aquele prato. A companhia também não deixou a desejar, pois em nenhum momento ficaram sem assunto. Conversaram sobre tudo quiseram.

O Hummel contou sobre a perda de sua mãe, sobre como foi ter que continuar sua vida apenas com seu pai com quem tinha pouco contato até finalmente se assumir gay. Contou também sobre o que passou quando Burt sofreu o ataque cardíaco, sobre Karofsky na escola, sobre conhecer Sebastian no clube do coral. Comentou também sobre o casamento do pai com Carole e de como ficou feliz em fazer parte de uma nova família, ganhando também um meio-irmão. Também contou sobre as competições do New Directions, sobre ter vindo à Nova Iorque e cantado no palco da Broadway, sobre sua incerteza entre NYADA e NYU. Contou tudo, menos sobre Quinn, pois saberia que aquilo nunca poderia ser de conhecimento de Blaine.

O garoto nova-iorquino também não ficou pra trás, contando muita coisa pessoal para o castanho. Comentou sobre sua infância em Nova Iorque, sobre todos os privilégios que teve pelo aporte financeiro da família, sobre os países que viajou e como era sua rotina. Contou como conheceu Noah Puckerman e Jason, sobre tudo. Menos sobre a aposta, porém não era necessário, Kurt sabia muito bem sobre ela.

Nunca imaginou que poderia se divertir tanto com Blaine.

Perto das 11 da noite o barco ancorava novamente no píer de Bridgeport. Os garotos se despediram do capitão e se dirigiram até o carro novamente, com o intuito de voltar à Nova Iorque.

— Você está bem pra dirigir? – Kurt perguntou enquanto caminhava com Blaine no estacionamento. Estava um pouco frio e essa era a desculpa que Kurt utilizaria caso alguém perguntasse o motivo do castanho estar de braços dados com o estudante de música.

— Estou, foram só algumas taças. – Blaine abriu a porta do passageiro para Kurt.

— Você não precisa fazer isso sempre. – Kurt encarou o amigo após se desvencilhar, sem ainda entrar no carro.

— Eu faço porque quero. – Blaine deu um passo em direção ao castanho. – Porque você merece.

Um gelado tomou conta de Kurt, que não soube dizer se fora um vento que passara por ali ou apenas as borboletas em seu estômago se revirando por Blaine. Resolveu respirar fundo e não se afastar, chegando mais perto do moreno e colando seus corpos.

— E o que mais eu mereço? – Disse calmo.

— O que desejar. – Blaine sorriu cafajeste.

— Entendido. – E não havia mais distância entre os rapazes. Os lábios do castanho haviam se juntado aos de Blaine, porém assim que o moreno iria corresponder, Kurt encerrou o beijo por ali mesmo.

Kurt entrou no veículo, deixando um Anderson de boca aberta do lado de fora do carro. Deixar o moreno com vontade era um dos novos hobbies favoritos do Hummel. Blaine gargalhou baixo, fechou a porta do passageiro e caminhou em direção ao seu lado do veículo.

A rádio tocava baixo sem atrapalhar a conversa dos colegas. O carro já estava na rodovia principal em direção à cidade maravilhosa de Nova Iorque. Já passava um pouco da meia-noite, então a via estava tão deserta que mal viam outros carros por ali.

— ...Então Rachel achou que seria uma ótima ideia ir até a enfermeira e pedir fracos de Vitamina D para todo mundo e... – Kurt contava animado sobre a situação que acontecera no clube do coral anos atrás, porém percebeu no meio da história que Blaine estava divagando. – Blaine?

— Oi. Me desculpe, não estava prestando atenção... – Encarou o castanho. – É que tem algo estranho.

— Onde?

— No carro. – Abaixou o volume da central multimídia até o zero. – Você também consegue ouvir, ou é coisa da minha cabeça?

Kurt parou alguns segundos tentando ouvir alguma coisa.

— Parece que é no pneu. – Disse o Hummel.

— Vou encostar.

[...]

EM NOVA IORQUE

— Você conseguiu tudo que queria? – Perguntou Chandler, de braços cruzados na altura do peito, ao ver Tina sair do quadro de Blaine após longas horas lá dentro.

— Sim. – Respondeu enquanto balançava o pendrive em frente aos olhos do loiro. – Você foi muito útil. E você nem precisava se preocupar, viu? Blaine ainda não chegou em casa.

O garoto revirou os olhos e caminhou com Tina até a saída da casa.

.:.

Blaine encostou o carro no acostamento da rodovia. Tudo era muito escuro e um poste fraco iluminava a rua. A falta de movimento por ali também deixava o ambiente bem hostil. Os garotos saíram do veículo para conferir o carro.

— Aqui, Blaine. – Kurt apontou para o pneu direito traseiro do SUV. – Está totalmente murcho. Provavelmente furou por conta de alguma coisa que passamos na estrada.

— Ah, que ótimo. – Ironizou o moreno que tinha as mãos na cintura. – Porque estamos num lugar onde passam vários guinchos de socorro mesmo. – O moreno chutou o pneu, tentando descontar sua indignação. – Me desculpe, Kurt. Não é assim que eu queria que você se lembrasse dessa noite.

— Não tem problema, Blaine. – Kurt caminhou até o colega, passando seus braços ao redor do pescoço Anderson. – Você não conseguiria estragar essa noite nem se quisesse. – Disse.

Blaine tentou sorrir, embora sua raiva pelo pneu fosse ainda maior. Não havia sentido atropelar nada que pudesse furar a borracha daquela maneira, e seu carro havia passado por uma revisão recentemente onde o diagnóstico dos pneus eram bons. Aquilo era muito estranho.

— Eu vou dar um jeito, ok? – Blaine aproveitou a pouca distância entre os corpos e puxou Kurt pela cintura até si, colando os corpos novamente.

Porém dessa vez Blaine não deixaria o castanho escapar. Capturou os lábios do maior nos seus em um beijo molhado, sentindo a língua de Kurt e a sua dançarem juntas. Beijar Kurt tirou toda sua insatisfação com aquela situação. Na verdade, sequer conseguia se lembrar do que havia acontecido com o carro. Tinha o Hummel em sua boca e era só aquilo que conseguia pensar.

[...]

Tina chegou em casa e jogou sua bolsa no sofá sem se preocupar muito por onde ela cairia. Correu até seu notebook e plugou o pendrive de informações de Blaine. Havia conseguido copiar e trazer consigo todas as pastas daquele HD com fotos, vídeos, arquivos, documentos... Também havia copiado todos os e-mails e mensagens de sua conta.

Porém seu truque de mestre havia sido ter instalado um programa espião no computador do Anderson. Acessou o site que sabia de cór e lá estava, a área de trabalho de Blaine em tempo real. Qualquer coisa que o estudante de música fizesse online, ela saberia, no mesmo instante.

— Você é genial, Tina. – Dizia para si mesmo, quase fazendo uma risada maquiavélica enquanto fuçava pelas pastas em sua frente. A asiática se achava a frente do seu tempo. Era realmente como se vivesse em um filme.

[...]

— Droga! – Blaine tinha o celular levantado acima de sua cabeça, tentando buscar algum tipo de sinal naquela rodovia que mais parecia um cenário de filme de terror. – Não tem sinal, não vou conseguir acionar o seguro.

— Seguro? – Kurt estava sentado no banco de carona, com as pernas pra fora do carro. – Blaine, é só trocar o pneu. Você tem o step, não tem?

— Eu não sei trocar pneu, Kurt. – Blaine tinha passos duros.

— Pois não seja por isso.

O Hummel se levantou e começou a tirar seu colete, arregaçando as mangas de sua camisa social e ajeitando suas calças claras. Blaine arqueou uma das sobrancelhas curioso.

— O que você vai fazer? – Perguntou receoso.

— Trocar o pneu, ué.

— Você sabe trocar pneu?

— Você está olhando para o funcionário do mês de todos os meses da loja Hummel Tires & Lubes. – Fez uma pose para o Anderson, que ainda tinha um grande ponto de interrogação estampado em seu rosto. – A oficina do meu pai. A borracharia. – Falou como se fosse óbvio.

— Você vai trocar o pneu? – Ainda se perguntava incrédulo.

— É fácil. Vem. – Caminhou até a parte traseira do carro, fazendo sinal para Blaine abrir o porta-malas. – Só precisamos tirar o tapete, pegar o pneu, o macaco e a chave de roda. Me ajuda aqui.

Blaine até tentou ajudar, porém sentiu que atrapalharia muito mais caso se intrometesse. Então ficou na função de segurar a lanterna enquanto via o Hummel fazer todo o trabalho.

Era mais uma surpresa que Kurt tinha para Blaine. O castanho fazia o procedimento de desparafusar a roda como se aquilo fosse costura. Não era possível que aquele garoto que conheceu em uma noite em um bar continuasse a encantar o Anderson mais ainda. Ele era... indecifrável. Uma hora delicado, outra hora selvagem. E agora estava na beira de uma rodovia trocando o pneu de uma fucking caminhonete, sem se importar em se sujar um pouco enquanto o fazia.

Admirou Kurt por longos minutos.

— Prontinho. – Kurt se levantou, batendo as mãos tentando se livrar de algum tipo de graxa ou sujeira.

Blaine apenas o encarava. Kurt tinha as mangas da camisa preta levantadas na altura dos cotovelos. Pequenas gotas de suor se formavam na altura de sua testa, e alguns fios rebeldes do seu topete decidiram sair do lugar por conta do calor e do esforço do castanho. Se aquilo fosse possível, Kurt estava ainda mais sexy do que antes.

E foi ali que Blaine percebeu o que mais temia: teria se encantado e se envolvido mais do que o planejado com Kurt. Seu fascínio pelo amigo havia ultrapassado a barreira do desejo. Ele gostava de Kurt. Talvez até mais do que pretendia ou já gostara de qualquer um de seus casos antes.

Mas como poderia não sentir aquilo? Era Kurt.

E de fato, Kurt era cheio de surpresas.

Notas finais
E o coração, como tá?