HeartBreaker
15 #15 Um pneu vazio, um coração cheio
Notas iniciais
Do outro lado da cidade, em um apartamento pequeno e bagunçado, uma asiática olhava fixamente para a tela de seu celular, questionando-se o próximo passo seria efetivo ou não para seu master plano.
— Que se dane. – Suspirou Tina enquanto pressionava a tecla de ligação do próprio celular. Alguns bipes depois a chamada era completada. – Oi, falo com Chandler? Meu nome é Tina e você precisa saber sobre uma coisa que está acontecendo.
.:.
O loiro ainda tentava organizar aquelas informações em seu cérebro. Como havia se envolvido em tudo isso? Não lembrava direito. Só se lembrava que agora fazia parte de um plano maquiavélico contra o próprio irmão.
“Havia marcado de se encontrar com a asiática durante o intervalo entre algumas aulas. Chandler caminhou até o ponto de encontro no campus da faculdade com passos incertos. Não sabia exatamente se gostaria de receber as informações que viriam de Tina.
— Chandler? – Ouviu seu nome quase como um sussurro. Olhou em volta e viu um vulto atrás de uma árvore mais escondida entre os corredores do bloco A e B da faculdade. – Aqui!
Caminhou até a asiática que provavelmente seria Tina.
— Por que você está escondida?
— Ninguém pode nos ver. – Agarrou o menino pelo braço e o levou até um ponto ainda mais escondido. Aquilo tudo era realmente necessário? Tina agia como se estivesse em um filme de ação. – Que bom que você veio. Precisamos de você.
— Não sei se foi uma boa ideia vir até aqui...
— Você quer acabar com essa palhaçada ou não? – Respondeu sem muita paciência.
— Certo. – Cruzou os braços na altura do peito, como se aquilo fosse o defender de alguma ameaça possível. – Deixe-me entender então. Vocês estão tentando desmascarar Blaine, evitar que ele tenha novas vítimas na faculdade. E Kurt faz parte desse plano. É isso?
— É muito mais que isso. Blaine ilude pessoas de formas desumanas, faz promessas e promessas apenas para usar o corpo de alguém como número em uma lista. Ele nunca fica por perto para ajuntar os cacos que deixou sua presa. Ele é um moleque, não sabe as consequências de sua atitude. Precisamos pará-lo.
— Ok... – Tinha a incerteza em seu tom de voz. – E vocês precisam de mim pra quê? Vocês tem Kurt e ele parece estar indo muito bem nesse tal plano de vocês.
Chandler admirava o amigo Hummel, porém ainda não conseguia acreditar que o mesmo teria aceitado fazer parte daquele plano. Por alguns instantes se sentiu receoso sobre talvez estar na vida do castanho apenas por ser o irmão de Blaine, e não por ser um amigo.
— Estamos sem tempo. Eu preciso entrar no quarto de Blaine. Preciso acessar o computador que ele usa, tentar conseguir algumas provas contra ele. Kurt foi péssimo em tentar conseguir alguma informação. E você mora com ele, Chandler. Você precisa nos ajudar.
“Foi por isso que ele estava no quarto de Blaine?” pensou.
Tina continuou:
— Você consegue imaginar quando Blaine destruir Kurt? Como seu amigo vai ficar? Desolado, quebrado, em cacos. E Blaine não estará ali por ele. Kurt também é apenas um número pra Blaine.
— O que você quer de mim, Tina? – Chandler disse sem paciência. Era claro o nível de esforço da asiática em fazer da situação um drama. Acontece que aquele plano era ridículo e a mulher nunca teria saído do fundamental, aparentemente.
— Eu quero que você me traga o computador do seu irmão.
— Sem chances. Ele sentiria falta.
— Então você pegue esse pen-drive. – Apontou o objeto para o loiro para que o mesmo pegasse. – Vá você até o computador de Blaine, salve todas as fotos, páginas, e-mails. Tudo que conseguir. E traga pra mim.
— Eu não vou ser seu escravo, Tina. – A feição da mulher mudou completamente. – Porém eu posso ajudar, desde que você não me envolva nisso.
— Como você me ajudaria?”
É claro que sua intenção era a melhor de todas. Chandler apenas queria que Blaine parasse com isso, com essa aposta ridícula com o melhor amigo, com a máscara que vestia em frente de outras pessoas. Conhecia o Blaine de verdade, e ele era incrível. Era puro, delicado, cuidadoso. Mas a versão do meio-irmão a partir do momento que chegava no campus da faculdade era repugnante.
Acreditava (ou gostava de acreditar) que aquele alter ego do Anderson vinha da influência com amigos como Puckerman, ou talvez da maneira que via o pai tratar a mãe em casa. O Sr. Anderson não era um dos melhores exemplos de como ser em um relacionamento.
— O almoço estava ótimo, Rosa. – Blaine sorriu ao terminar de mastigar as famosas Papusas, receita típica da Guatemala.
Chandler estava apenas esperando Blaine sair de casa por algum motivo, assim que o moreno saísse por uma porta, Tina entraria por outra. Não faria o serviço sujo de copiar os arquivos do computador do irmão, porém ajudaria a asiática a entrar em sua casa e pegar por si só.
— Bom, eu vou me retirando. – Blaine pôs seu guardanapo, que antes repousava em seu colo, em cima da mesa. – Tenho um compromisso.
— Você vai sair? – Chandler perguntou como quem não se importasse muito, porém ele se importava muito. Era sua deixa.
— Vou.
O Anderson respondeu simples enquanto caminhava em direção à garagem. Chandler se levantou imediatamente e seguiu o irmão.
— Onde você vai? Vai demorar muito?
Blaine havia ido até seu carro buscar algumas sacolas de roupa que haviam ficado por ali. Aparentemente havia tomado um banho de loja antes do almoço, feito compras em estabelecimentos quais os preços passavam dos três dígitos. Era algo importante para o moreno, aparentemente.
— Qual é a do interrogatório? – Soltou uma gargalhada curiosa.
— Pensei em te convidar para assistirmos um filme.
Chandler apena soltou a primeira coisa que viera em sua mente, o que foi péssimo, afinal os irmãos não tinham uma relação daquela forma. Não costumavam sair juntos, não faziam isso nunca. Blaine levantou uma sobrancelha em dúvida, porém não se importou muito.
— Hoje não dá, Chandy. Outro dia, ok? – Deu uns tapinhas no ombro do irmão, saindo da garagem e sumindo escada acima.
— Droga. – Sussurrou o loiro.
— Ele vai demorar? – Tina apareceu sorrateiramente na garagem da casa dos Anderson, assustando Chandler como quem visse um fantasma.
— Eu pedi pra você ficar lá fora! – Disse tentando regularizar os batimentos cardíacos que se descompassaram pelo susto da garota. – Ele não disse se demoraria. Temos uma grande chance de sermos pegos se ele só der uma saída rápida.
Tina coçou sua cabeça como forma de pensamento, iluminando seu rosto em um sorriso sacana após alguns segundos.
— Já sei. Me dá uma faca.
— Oi???? – Perguntou assustado.
— Uma faca, vai.
— V-você vai matar Blaine?
— Quê matar Blaine o quê, moleque. – Revirou os olhos. – Eu vou fazer um furo no pneu do carro dele, pequeno, que faça o pneu esvaziar aos poucos. Não vai ser visível agora, ele só vai perceber daqui algum tempo. Isso nos dará alguma margem de vantagem. Uma faca, vai.
Chandler respirou fundo pensando se aquilo era realmente necessário. Poderia ser até perigoso dirigir com um pneu desse jeito, porém só queria que aquilo acabasse logo. Alcançou um canivete que ficava na caixa de ferramentas da garagem e entregou até a “amiga”, que pôs-se a fazer seu trabalho.
[...]
“MENSAGEM DE BLAINE— Pronto?”
“MENSAGEM DE KURT— Terminando. Onde vamos?”
“MENSAGEM DE BLAINE— Surpresa! ;)”
O castanho estava em frente ao espelho terminando de alinhar algumas mechas de seu topete que se recusavam a ficar em seu lugar. Respirou fundo tentando se lembrar do motivo de ter aceitado sair com o Anderson novamente, em tão pouco tempo.
Quinn foi um pouco relutante em relação à isso quando ouviu que o primo sairia novamente com o objeto do plano, porém entendeu que o castanho havia precisado aceitar pela situação de ter sido pego no quarto do moreno. Kurt havia contado tudo que houvera acontecido naquele dia, menos a parte do beijo, e a loira entendera. O problema era Tina, então resolveram omitir sobre esse novo encontro.
— Ele vem te buscar aqui? – Perguntou a loira encostada no batente da porta.
— Não, combinei com ele de me encontrar na rua de baixo. – Finalmente havia dado um jeito naquele penteado rebelde. Se virou para a prima. – Estou bem?
— Está perfeito. – A loira caminhou até o primo. – Eu só abriria alguns botões... – Posicionou suas mãos até algumas casas, deixando parte do peito do castanho à mostra, nada que o deixasse muito vulgar, porém ousado o suficiente para que Blaine pudesse se perder por ali.
— Obrigado, Quinn. Sei como isso deve doer pra você...
— De qualquer jeito... – Quinn deu de ombros. – Se cuide, e qualquer coisa que precisar, estou a uma mensagem de distância.
Não demorou muito até que o castanho saísse do apartamento e descesse alguns blocos até o ponto de encontro.
Havia decidido por usar uma camisa social preta e um colete da mesma cor. Calças claras, apertadas o suficiente para destacar seu bumbum e suas coxas. Coturnos pretos, obviamente, e alguns acessórios para complementar o look, como alguns broches e pulseiras.
Esperou pouco, menos do que 5 minutos, até ver o carro de Blaine aparecer no horizonte onde o sol se punha. Antes que Kurt pudesse abrir a porta e entrar no veículo, Blaine descera e fizera o gesto como um cavalheiro. Kurt apenas suspirou sem se importar, sabendo que aquela era apenas uma de muitas estratégias que o moreno usara com intenções de leva-lo pra cama no fim do dia.
— Você está incrível. – Disse ao entrar no veículo enquanto Kurt sorria sem graça e se punha a colocar o cinto de segurança, antes que Blaine tentasse arrancar um beijo ou algo do tipo do castanho. Não que não fosse gostar... Mas era melhor prevenir.
— O itinerário da noite ainda é um mistério? – disse o Hummel.
Blaine sorriu.
— Aproveite o passeio.
E o carro tomava partida, entrando na rodovia geral depois de alguns segundos. Blaine estava com intenções de... sair da cidade?
— Nova Iorque inteira para explorar e você vai me tirar daqui?
— Kurt, Kurt... O intuito é sempre te surpreender. Te fazer zig quando você acha que farei zag. – Sorria enquanto continuava com os olhares na estrada. – Inclusive, falando em surpresas... Você ontem no meu quarto. Foi uma surpresa e tanto.
— Eu queria te ver e não te encontrei na universidade. Aproveitei que estava terminando um projeto com Chandler e já estaria na sua casa. Foi simplesmente ouvir a música alta e o ronco do seu carro que soube que você tinha chegado. – Disse como o ensaiado com Quinn.
— Certo. – Blaine tinha um sorriso bobo. – Você foi o primeiro, sabia?
— O primeiro?
— A primeira pessoa que conheceu meu quarto. – Disse como se fosse óbvio. A resposta até era, porém Kurt não acreditava muito nas palavras que ouvia. Blaine pôde perceber essa falta de fé do castanho, e continuou. – Não pense que sou um puritano ou nada do tipo. – Gargalhou baixo. – Até porque isso iria contra a maneira que nos conhecemos...
Aquela noite. Apenas relembrar dela fazia Kurt ter arrepios.
Blaine continuou:
— Porém eu tenho uma regra: nunca em casa.
— Você me levou pra sua casa naquela noite. – Kurt tomava cuidado com as palavras que escolhia. Estar com Blaine era um eterno pisar em ovos atrás de deixar o plano o mais convincente possível.
— Corrigindo: eu levei Kevin em casa. – Blaine viu o Hummel ficar sem graça e gargalhou um pouco. – Mas é... Tem algo em você que me faz quebrar minhas próprias regras.
— E qual regras iremos quebrar hoje?
— Já estamos quebrando. – Encarou o castanho por alguns segundos. – Terceiro encontro. Nunca fiz isso antes.
— Você tem a regra de parar no segundo encontro?
— Não, não. Geralmente não existe a necessidade de um terceiro. Eu costumo conseguir o que quero antes disso.
Kurt se sentiu perdido. Blaine estava... confessando? Confessando sair com pessoas apenas por sexo e depois descarta-las? Isso definitivamente pegou o Hummel de surpresa. Não era pra isso acontecer... Ele deveria simplesmente... Manter as aparências? Colocar Kurt em sua lista? Tentou voltar ao personagem que criara, aquele que tomava conta de suas ações nas etapas do plano, porém Kurt não conseguiu. Estava sendo apenas ele. Sem personagens.
— Por que você está me dizendo isso? – Tentou não soar preocupado.
O Anderson não se permitiu responder, apenas continuou a dirigir enquanto encarava a rodovia. A coisa é que não sabia ao certo o porque falava aquelas coisas para Kurt. É claro que tinha segundas intenções com o castanho, até terceiras se isso fosse possível. Experimentara o sexo com Kurt e gostaria de fazer isso de novo... Porém havia algo ali.
— Então você canta. – Blaine quebrou o silêncio do carro. – Fiquei muito surpreso a ouvir um tom daquele em um estudante de moda.
— Eu fiz parte do coral da escola, o clube glee.
— Você também? Foi lá que eu decidi entrar na faculdade de música.
— Bom, eu entrei quando o clube foi fundado, sabe. Eu amo cantar e tudo relacionado à música, e particularmente gosto da minha voz quando canto, acredito que meu alcance tenha melhorado muito com os anos... Mas não teria como escolher qualquer outro curso que não fosse moda.
— Você deveria ser uma estrela na escola, com sua voz.
Kurt gargalhou e Blaine não entendeu.
— A escola foi o inferno pra mim, Blaine. Ohio não é uma Nova Iorque. Participar do clube do coral, se vestir do jeito que me visto, ser abertamente gay... Isso incomodava muita gente por lá. Eu era conhecido, muito, mas não no sentido bom. Por isso que na primeira oportunidade saí daquele lugar, sem ao menos olhar pra trás. – Desabafou.
— Oh. – Blaine perdurou o silêncio por alguns instantes. – Uma pena pra eles. Estão perdendo a chance de conhecer uma pessoa incrível. E sorte pra mim. – Sorriu encarando o companheiro de viagem.
Kurt sorriu involuntariamente. Não queria sorrir. Queria manter o personagem. Aliás, por que estava contando para Blaine sobre sua vida e o tempo difícil que passou em Lima? Aquele cara não deveria ser apenas a pessoa qual quebraria o coração? Ele não deveria saber tanto sobre ele.
— Deixou tudo pra trás então?
— Basicamente. – Kurt encarou a janela, vendo a paisagem passar enquanto se lembrava de tudo que havia ficado em seu passado. – Pai, madrasta, irmão, namorado...
— Namorado? – Perguntou com um tom curioso, sem ciúmes.
— Sebastian. – Kurt deu de ombros. – Seguimos caminhos diferentes. Ele foi para Londres, cursar direito. Foi muito bom e divertido enquanto durou, foi a única pessoa que realmente me conectei, cantei duetos românticos com ele, me declarei... Mas era claro que não iria pra frente.
— Entendi. Então vamos nivelar o jogo, vamos quebrar as suas regras agora. – Blaine levou sua mão até o painel do carro onde havia uma enorme central multimídia. – Canta um dueto comigo.
Kurt sorriu, aceitando a oportunidade de cantar.
— Já que esse tal Sebastian está na Inglaterra, isso faz de você um American Boy, certo? – Blaine piscou para o castanho com um sorriso encantador no rosto. Rapidamente conseguiu colocar a música e os garotos se encaravam brevemente, até a melodia invadir o ambiente. Blaine começara:
Just another one champion sound
Yeah, Estelle, we 'bout to get down
Get down
Who the hottest in the world right now?
Just touched down in London Town
O Hummel já ouvira a voz de Blaine antes entre os corredores da universidade, nas sessões de aquecimento pela manhã e algumas práticas onde era possível ouvir a voz dos alunos de sua própria sala. Porém apenas agora, apenas com Blaine e a melodia do rádio, foi que o mais novo conseguiu perceber o quão bom ele era naquilo.
Bet they give me a pound
Tell them put the money in my hand right now
Tell the promoter we need more seats
We just sold out all the floor seats
Blaine acenou para Kurt continuar, o que o castanho fez:
Take me on a trip, I'd like to go some day
Take me to New York, I'd love to see LA
I really want to come kick it with you
You'll be my American boy
“UAU” era o pensamento de Blaine nesse momento. Não era a primeira vez que ouvia a voz do colega, – lembrou vagamente do seu pequeno dueto de ROAR nos primeiros dias de aula no campos – mas ao ouvir Kurt cantar agora pôde perceber que o castanho sabia exatamente como utilizar seu sobre tom e se encaixar à musica.
Kurt Hummel era cheio de surpresas.
He said, "Hey sister
It's really really nice to meet you"
I just met this five foot seven guy who's just my type
Like the way he's speaking, his confidence is peaking...
Kurt apontava para Blaine, como se ele fosse o rapaz da canção.
Don't like his baggy jeans but I'ma like what's underneath them
And no, I ain't been to MIA
I heard that Cali never rains and New York's heart awaits
Blaine se juntou à cantoria. As vozes dos dois garotos encaixava tão bem juntas que era como um ultrage que não cantassem mais duetos mais vezes.
First let's see the West End
I'll show you to my brethren
I'm liking this American boy
American boy
O Anderson tinha um sorriso nos lábios enquanto pronunciava a letra da música. Kurt aproveitava o momento também. Há quanto tempo não cantava? Desde que saíra de Lima. É claro que, eventualmente, no banho ou durante sua rotina de limpeza de pele o castanho soltava alguns versos de alguma música que tinha em sua cabeça nesse momento... Mas era diferente. Cantar com Blaine era como estar em uma apresentação, como suas performances nas nacionais do clube do coral.
Take me on a trip, I'd like to go some day
Take me to New York, I'd love to see LA
I really want to come kick it with you
You'll be my American boy
A voz do Hummel não soava tão bem com Sebastian em seus duetos, isso o castanho poderia confirmar. Blaine tinha os olhos na rodovia com poucos carros, porém de vez em quando tirava sua atenção da pista para encarar aquele enigma ao seu lado. Como poderia Kurt ter tantas qualidades?
Tell 'em wa'gwaan blood
Would you be my love, my love?
Would you be mine?
Os olhares se cruzaram e os garotos poderiam claramente dizer que, nesse trecho da música, se dedicaram com vontade.
Would you be my love, my love?
Would you be mine?
Could you be my love, my love?
Would you be my American boy?
American boy
Era uma performance improvisada, porém muito melhor do que muitas apresentações que ambos os garotos já haviam participado. Blaine agradeceu por mais essa surpresa em Kurt.
O moreno tinha um amor por música, não poderia se ver longe desse universo musical. E encontrar essa paixão em Kurt também fez o moreno questionar se seria capaz de se cansar do castanho de roupas incríveis e uma voz angelical ao seu lado. Talvez demorasse um pouco mais para Blaine se desfazer do Hummel, pois estava querendo conhecer muito mais do amigo.
Take me on a trip, I'd like to go some day (I'd like to go some day)
Take me to New York, I'd love to see LA (see LA)
I really want to come kick it with you
You'll be my American boy
American boy
Se encararam por breves segundos enquanto cantarolavam.
You'll be my American boy
American boy
Ao final da apresentação ambos meninos tinham um sorriso enorme no rosto, aproveitando o momento como se a música juntos houvesse trazido uma sensação de extase.
— Esse com certeza não foi nosso último dueto, te digo isso. – Blaine comentou, dando um sorriso de canto e voltando sua atenção para a estrada.
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