HeartBreaker

5 #05 Me entrego à você


Kurt se virou para um lado, se virou para outro e sentiu como se todas as pessoas daquele shopping tivessem formado uma barreira para que ele não conseguisse sair daquele lugar. Suas ideias não estavam no lugar e ele precisava rapidamente sair e arejar sua mente.

Ainda não acreditava que tinha feito sexo (e que sexo) com o namorado da prima. Não saberia como contar isso para Quinnie, e muito menos, se contaria isso pra ela. Deixou sua bandeja em uma das mesas e apenas foi embora.

Mensagem de Kurt: “Desculpa, Quinn. Aconteceu um imprevisto e precisei ir embora... Nos vemos em casa.” Quinn leu a mensagem e suspirou.

– O que aconteceu? – Blaine perguntou apertando o nariz da namorada assim que viu seu rosto desmanchar o sorriso após uma mensagem.

– Nada, apenas um amigo que prometeu me encontrar e desmarcou. — Guardou o celular e deu de ombros. — Parece que estou com a tarde livre.

– Isso parece interessante. Quer ver um filme, ou algo?

– Jogos Vorazes estreou. – Falou animada.

Adolescente caipira.” Pensou Blaine, que sorria para a namorada. Sentiu o celular vibrar algumas vezes no bolso e aproveitou a ida de Quinn ao banheiro para checar as mensagens. Alguns garotos marcando encontros, outros agradecendo a maravilhosa noite que passaram juntos, mas o que fez Blaine suspirar foi a expectativa de receber uma mensagem de Kevin, mas nada aconteceu. Havia também uma mensagem de Puck com uma foto de Kaley dormindo sobre seu peito, com os dizeres “PUCKSAURO 4 x BLAINE 3”.

– O que você esta olhando ai? – Perguntou Quinn se sentando à mesa.

– Nada de mais, apenas algumas piadas ridículas que Puck me manda. – Revirou os olhos. – Podemos assistir um filme agora, ou podemos fazer qualquer outra coisa. — Pensou malicioso.

– Passei no cinema e os ingressos haviam se esgotado, então... – Quinn suspirou. – Acho que podemos dar um passeio, alugar algum filme e assistir na sua casa.

Blaine sorriu. Levou Quinn até seu carro e pararam na primeira locadora que avistaram. Enquanto Quinn fazia o cadastro para locação, Blaine ligou para um hotel que sempre se hospedava e pediu uma suíte com champagne, serviço de quarto 24hrs e tudo que tinha direito, tudo bancado pelo seu pai.

– Aluguei Just Go With It, Slamon Sandwich e Ten Inch Hero... Tem mais algum em mente? – Quinn entrou no carro e Blaine negou com a cabeça, e logo estavam indo até o estacionamento do hotel.

– Um hotel? – Perguntou desconfiada.

– Meus pais ainda estão no processo de separação e ambos estão comprando novas casas. Como sou alérgico á poeira, ou qualquer outro tipo de pó, não posso ficar na construção por muito tempo. – Mentiu.

– E seu irmão, fica onde?

– Que irmão?

– O Thobias.

– Ah, claro. – Como poderia esquecer do irmão falso que inventou em seu primeiro encontro? Seria horrível agora se Quinn quisesse o conhecer. – Ele... Ele fica na casa do namorado.

Quinn assentiu e entrou no hotel com Blaine.

– Boa tarde, senhor Anderson. – Disse a recepcionista.

– Anderson? Não era Theodore? — Quinn abraçou seus braços, sem saber ao certo o que estava acontecendo. Algo a dizia que tudo estava muito estranho e confuso, mas a loira não conseguia desconfiar de nada.

Blaine lançou um olhar mortal para a recepcionista, que tinha ordens exclusivas de nunca chamar o moreno pelo sobrenome. Certamente seria demitida após uma conversa com o dono do hotel, amigo da família Anderson.

– Anderson é o nome de solteiro da minha mãe, e Theodore é o do meu pai. Ela deve saber disso porque minha mãe se hospedava muito aqui quando solteira, provavelmente. — Suou frio, mas Quinn acabou acreditando na história. “Bobinha”.

Blaine e Quinn chegaram no quarto e sequer deram atenção à sacola com filmes que agora estava no chão. O estudante de música apenas atacou a boca rosada da loira em um beijo profundo, qual Quinn não proibiu. Andaram aos beijos até a cama, onde Blaine deitou a loira com um pouco de delicadeza. Não podia perder essa disputa.

Se ao menos lembrasse de tirar uma foto de Kevin poderia estar empatado com o amigo, mas não, foi diferente. Blaine na noite anterior apenas queria aproveitar o momento no máximo e sequer esqueceu que estava fazendo aquilo por um titulo besta de maior pegador de todos.

Passou os beijos ao pescoço da loira, que tinha um olhar preocupado no rosto, não sabendo ao certo se queria aquilo.

– E-eu... — Tentou a loira em vão fazendo Blaine apenas gemer, sem tirar os lábios da pele da loira. – E-eu te amo.

Blaine paralisou. Encarou Quinn como se a loira fosse o animal mais exótico e mais estranho do mundo. Fechou os olhos, suspirou e entrou no papel de bom moço, apenas pensando no premio, na fama e popularidade.

– Eu também. – Respondeu e então voltou a dar atenção ao pescoço de Quinn. A loira não sabia o que falar, e nem como reagir. Se sentia mal por ter recebido tão pouca atenção pela declaração, mas estava satisfeita por Blaine o amar de volta. Então sentiu a mão de Blaine alcançar seu seio esquerdo. Deixaria? Ou estaria muito cedo?

[...]

Kurt não havia ido para casa ainda. Havia passado malditas duas horas e tudo que conseguia fazer é continuar sentado naquele banco encarando as pessoas. Ainda não acreditava que em uma cidade tão grande, aconteceria uma coisa com chances tão pequenas.

Um lado de seu cérebro queria contar para Quinn o que aconteceu, prometer que isso nunca mais aconteceria e abraçar a prima, não se importando com o que tivesse acontecido, mas o outro lado... Ah, o outro lado queria desesperadamente sacar o celular e ligar para Blaine, torcer que o numero fosse real e ter outra noite de amor. Ele havia sido fisgado. Kurt estava fisgado pelo anzol de sexualidade de Blaine.

Mensagem de Quinn: “Onde você está?"

Nem se sentiu digno de responder a prima. O que havia feito havia sido horrível, mesmo não sabendo das consequências, e esconder isso da prima por aquelas horas apenas o tornava mais culpado ainda. Passou a mão pelos cabelos não se importando que eles iriam ficar oleosos, apenas... Precisava de mais um tempo.

Seu celular não parava de tocar, mas sequer olhava o identificador de chamadas. Não queria conversar com Quinn, não queria conversar com ninguém. Perdeu a conta de quantas vezes tentou chorar naquele dia, mas nada saiu. E talvez fosse isso que o deixasse com mais remorso. Havia gostado da noite de amor com Blaine, e mesmo ele sendo o mesmo Blaine da
prima, ele ainda tinha esperanças em rolar nos lençóis novamente com aquele cara que havia roubado seu ar.

Enquanto isso, Quinn estava sentada na cama enquanto Blaine suspirava fundo para não mandar a caipira de volta para sua cidade natal em um tom não muito amigável.

– Ok, isso é estranho... – Blaine falou encarando o teto.

– Me desculpe! E-eu... Eu ainda não estou preparada ainda. – Quinn falou colocando um travesseiro sobre o rosto. Sabia que Blaine era o cara certo, sabia que queria dar sua virgindade para ele, mas era muito cedo, muito rápido.

– Eu entendo. – Se virou encarando os olhos azuis da loira e tentando não mostrar o quão irritado estava com aquilo. – Entendo porque você se
sente exatamente como eu... – Mentia descaradamente. – Você é uma menina linda e merece todo o romance que um cara possa te dar, ou merece ainda mais! Você sempre deve ter sonhado com essa data especial, com quem seria e como seria e eu estava aqui deixando meu desejo passar por cima disso, e isso não foi legal. — Cuspia as palavras.

Quinn estava impressionada com a delicadeza de Blaine. Pegou a mão do namorado e a apertou, pedindo-o para continuar, e assim o Anderson fez.

– Me entreguei no momento errado e me arrependo por isso. Não vou deixar que cometa o mesmo erro. Começando por hoje, vamos colocar um filme e deixar fluir com o tempo. Não quero te pressionar. Vamos chegar lá, e quero que você se sinta confortável, assim eu irei me sentir também. — Colocou o sorriso mais falso que tinha no rosto e foi abraçado por Quinn Fabray.

– Você é maravilhoso, já lhe falaram isso?

Quinn deitou no peito de Blaine e ficou vendo televisão. O moreno nunca havia gasto um quarto de hotel para ficar de conchinha com uma garota. Revirou os olhos e tentou esquecer que estava perdendo para Puck.

“Maldita virgem puritana” Suspirava sua mente.

.:.

– Eu não acredito que você ainda não conseguiu entrar nas calças da loirinha... — Puck dava risada ao mesmo tempo em que mastigava um pedaço qualquer de pizza e apertava o botão do controle do vídeo-game. Blaine apenas suspirou e se jogou contra a cama. A pontuação não estava desfavorecendo Blaine, mas o impasse com Quinn o deixava pra trás pela primeira vez, enquanto Puck já havia praticamente dormido com a faculdade toda.

– Eu não sei mais o que faço. Já estamos na metade do mês e Quinn não me leva nem à segunda base! — Levou as mãos à cabeça, suspirando. — O que ela quer? Se guardar pra depois do casamento? — Resmungava. — Pelo menos estamos empatados, não é uma derrota tão ruim.

– Tecnicamente, você está com três pontos, já que esse Kevin te deu um número falso, nome falso e uma noite de amor falsa. — Puck matava os inimigos no videogame.

– A noite de amor foi verdadeira. — Sussurrou para si.

[...]

– Kurt Elizabeth Hummel! — Quinn saiu fervorosa da cozinha ao ouvir o barulho da porta de seu apartamento se abrir. Kurt havia sumido no dia anterior sem deixar notícias, aviso, nada. O castanho assim que entrou no apartamento encontrou uma loira de braços cruzados batendo o pé com força contra o chão. – Você me deve explicações. — Disse irritada.

– Até a última vez que chequei, você não era meu pai! — Kurt passou pela loira e caminhou até o quarto de hóspedes — que seria seu se provavelmente não tivesse que arrumar as malas e sair dali naquele exato
momento.

– Eu estou falando com você. — Quinn gritou enquanto seguia o mais velho. Ao ver Kurt pegar sua mala recém desfeita e colocar em cima da cama o sangue da loira subiu até a cabeça, invadindo o quarto e jogou a mala com força no chão. Kurt nunca havia a visto tão nervosa. O medo tomou conta do castanho, que estava convencido em esconder tudo da prima.

– Eu não quero falar com você. — Tentou não gaguejar.

– Some do nada, não dá notícias... Eu não sabia se você estava vivo! É Nova Iorque, Kurt. Não é Lima! — Gritou. — E agora, do nada, aparece e começa a arrumar as malas? Que merda você fez? Qual foi a burrada que você fez dessa vez pra agir desse jeito?

"– O cara no final do bar mandou isso pra você. — Disse o barman entregando para Kurt uma bebida colorida com um pequeno guarda-chuva na ponta.

– O que foi? Eu sou um cavalheiro!

A voz rouca do moreno fez os pelos do corpo de Kurt se arrepiar. O jeito que sua boca carnuda se mexia enquanto o mesmo falava fez Kurt demorar alguns segundos para voltar a si."


– Não fiz nada de errado, Quinn. — Kurt engoliu seco, afirmando aquela frase mais para si do que para a prima.

– Pelo poder dos céus, Kurt! Eu te conheço. Somos melhores amigos desde criança, e se você começar a mentir pra mim agora eu juro que te jogo da sacada. — Quinn havia se acalmado e passado a raiva para preocupação. — Será que dá pra confiar em mim e me contar o que aconteceu com você desde quando chegou em Nova Iorque?

"Kurt virou rapidamente e capturou os lábios do moreno nos seus. As mãos se mexiam desordenadamente em uma tentativa frustrada de deixar o parceiro sem roupa. Kurt e Blaine arfavam durante o beijo, e gemidos sem escrúpulos eram soltos ali. Eles não conseguiam se conter. Ambos nunca se envolveram em uma relação tão carnal assim.

– Blaine é o cara certo pra mim, Kurt! Ele é tão diferente dos garotos de Lima, ele sim eu sei que posso ter um futuro bom. E não, dessa vez não estou sendo boba igual todas as meninas do colégio falavam sobre mim. Estou com os dois pés no chão nessa relação, e estou até com medo de estar amando Blaine no terceiro, quarto dia de namoro. Ele é a pessoal certa!"

– Talvez seja hora de eu voltar pra Lima. Nunca me acostumaria com Nova Iorque de qualquer jeito. — Kurt disse cuspidamente e voltou a fazer as malas, sem se importar com o olhar confuso de Quinn.

– Então é isso? Quase vinte anos de amizade, irmandade e você vai começar a mentir pra mim? — Quinn parecia muito mais abalada do que irritada.

– Quinnie... — Kurt parou de fazer as malas e suspirou, tentando adivinhar como faria isso. Virou-se para a prima, pegando suas mãos. — Me prometa uma coisa? — Ela assentiu. — Termine com Blaine.

– Por quê? — Foi a única coisa que a loira perguntou.

– Por-porque ele... Eu... Nós... — Kurt gaguejava tentando arranjar uma desculpa, mas o que adiantaria se Quinn o conhecia como ninguém e saberia o exato momento em que ele mentiria?

– Então? — Perguntou esperando uma resposta.

– Porque eu tenho ciúmes de você e não quero te ver se entregando ao cara errado. — Falou a frase em disparada, orgulhoso, como se aquela fosse a melhor coisa que pudesse bolar em alguns segundos.

– Você sumiu durante dois dias, não atendeu o celular, me evitou totalmente e está indo embora da cidade dos seus sonhos porque tem ciúme do meu namorado? — Quinn debochou da mentira mal contada.

– Parecia mais verídico na minha cabeça. — Suspirou.

– Kurt!

– O quê, foi?

– Porque você quer que eu termine com Blaine? — Falou mais calma. — Ele foi a melhor coisa que me aconteceu desde quando pisei em Nova Iorque. Quando estou com ele parece que aqueles filmes fazem todo o sentido e tudo que eu mais quero é comprar logo uma casa com uma cerca branca revestida com verniz e criar nossa própria história, então me diga, porquê que eu não posso continuar namorando esse doce de pessoa?

– Meu deus, Fabray, como você consegue ser tão cega e burra ao mesmo tempo?! — Kurt gritou, explodindo, mas tentando não revelar o cara que Blaine realmente era. — Não existem finais felizes. Não existe amor a primeira vista, e não existem príncipes encantados. Você não tem mais dez anos! Por favor, cresce!

Quando a última palavra saiu da boca de Kurt, o castanho se arrependeu perdidamente de tudo que havia falado. Quinn era delicada e vivia em seu mundinho de fadas e durante toda sua vida todos falavam o quão ingênua e burra Quinn era. Em qualquer lugar que a loira fosse recebia os mesmos conselhos. "Cresça, pequena Quinnie." E o único lugar onde se sentia segura era com Kurt, mas se até mesmo ele achasse essas coisas da Fabray, onde iria se escorar quando o barco estivesse prestes a afundar?

– Quinn, eu não... — O coração do rapaz se quebrou em milhões de pedacinhos quando viu os olhos da loira cheios de lágrimas. — E-eu não quis... Me perdoa... — Segurou a mão da garota.

– Que se foda! — Gritou saindo das mãos de Kurt.

O que o castanho escutou em seguida foi o estrondo da porta. O silencio se reinstalou na casa e Kurt se sentia o pior cara do mundo.

[...]

Mensagem de Quinn: "Você pode vir me encontrar agora? Estou precisando de você, B. Por favor.

– Tenho que ir. — Blaine entregou o controle do videogame para Puck.

– Mensagem emaculada. Uma virgem chama Blaine Anderson para rezar.

Puck gargalhava e Blaine apenas revirou os olhos já com a chave do carro nas mãos, logo indo até onde Quinn estava. Chovia um pouco, então a loira estava toda encharcada. Era um parque perto da faculdade. O garoto usou como um pretexto a levar para um lugar quentinho e acabou levando-a para o quarto de hotel onde havia a levado antes.

– Obrigada. — Foi a única palavra que disse durante aqueles minutos. Entrou no quarto de hotel confortável na jaqueta de couro do Anderson.

– Agora me conte o que aconteceu e porque quando te encontrei você estava chorando. — Blaine conduziu Quinn até a cama, se sentando com a namorada no canto.

– Meu primo e eu discutimos. Ele é meu melhor amigo desde crianças e desde então nunca brigamos. Machuca, sabe? Eu as vezes acho que não vou encontrar ninguém em quem possa confiar igual eu confio nele... — Ainda
choramingava.

– Você pode confiar em mim. — Blaine levou sua mão até a mão de Quinn. A loira sorriu e lentamente aproximou seus lábios do de Blaine. Se sentiu segura com o moreno, tão segura que sabia que só poderia existir ele em sua vida. Estava decidida. Daria todo o seu amor à Blaine, mesmo que se sentisse desconfortável pra isso.

As mãos de Blaine deslizaram pelos braços de Quinn, e durante o beijo Blaine arregalou os olhos surpreso: havia chegado à segunda base. Isso havia acontecido mesmo? Quinn Fabray, a virgem puritana, havia deixado Blaine tocar seus seios? A loira abriu seus olhos sorrindo e caminhou até a orelha do namorado, sussurrando algo que fez os pêlos de Blaine arrepiarem.

– Hoje eu sou toda sua.

Enquanto isso, no outro lado da cidade, Kurt andava em círculos, faria um buraco no chão se fosse física e humanamente possível. Ligou centena de vezes pro celular da Fabray, mandou mensagens e nenhuma amiga sabia onde Quinn estava, porém Kurt sabia.

Quinn só poderia estar em um lugar de Nova Iorque. Na casa de Blaine. Nos braços de Blaine. Chorando sobre seu mal entendido com o primo, vulnerável, pronta a se entregar a qualquer momento.

– Não!

Kurt não podia deixar a jóia que era Quinn perder a inocência de uma menina. Conhecia muito bem a prima e conhecia caras como Blaine. Ele nunca mais a ligaria depois que conseguisse arrancar uma noite ao lado do avião que era a loira.

Deveria ter algum jeito de arrancar Quinn pra longe daquele cafajeste antes que ele a machucasse, antes que ele fizesse algum estrago na doce Fabray.

Na verdade, havia apenas um jeito, e era o que Kurt estava evitando deste então. Quinn nunca iria namorar um cara que se vendia nas noites de Nova Iorque. Que cada noite namorava um, dava nome falso por uma noite de prazer (alguém exatamente igual à Kurt).

Pensou em todas as consequências. Em Quinn nunca mais querer o ver, em Quinn o odiar para o resto de sua vida... Mas era necessário. Sacou o celular e discou o número da prima. "Oi, aqui é a Quinnie Winnie. Após o sinal, deixe seu nome e seu recado." Kurt desligou o celular com raiva e seus dedos passaram pelo teclado, enviando uma mensagem sincera e desesperada para a prima.

Mensagem de Kurt: "Quinn, pelo amor do Deus que você acredita, saia imediatamente desse maldito quarto. Eu menti pra você, tá legal? Eu não estava com ciúmes de Blaine, eu estava com ódio. O cara com quem eu fiquei na noite anterior era ele, Blaine. O seu Blaine foi meu cara misterioso de Nova Iorque. Se eu o conhecesse, se eu soubesse que era o seu namorado eu jamais teria chegado perto desse canalha, mas eu não tinha nenhuma dica,
nada. Ele me ofereceu uma bebida e no dia seguinte acordei nos seus braços. Você precisa ler essa mensagem antes que faça alguma burrada com esse rapaz. Eu te amo, eu jamais te magoaria e sei que esse não foi o melhor jeito de te contar, mas... Quinn, por favor. Me desculpe, eu jamais faria se soubesse... Eu quero o seu bem. Por favor! Eu te amo! Saia daí. Por favor! Por favor!"

Kurt jurou mentalmente que acabaria com a raça de Blaine por acabar com o encanto que era a vida de Quinn. Agora só restava ao castanho esperar para Quinn ler a mensagem, e torcer que quando o fizesse, não fosse tarde demais.

Notas finais
Leia a merda da mensagem, Quinn!!!!!