Heart rater

15 You are my salvation


Notas iniciais
Mais um capitulo fresquinho desculpem os erros e aproveitem viagem. Musicas inspirativas: Avenged Sevenfold - Nightmare Green Day - Boulevard Of Broken Dreams Camille Saint-Saëns - Danse Macabre. Op.40 Blue Öyster Cult - (Don´t Fear) The Reaper Kansas - Dust In The Wind

"Sweet shot of kerosene

When I threw it back, it poisoned me

Well I gave you all I got to give

I know that ain't no way to live

So I told that devil to take you back

I told that devil to take you back"

— Hayden Panettiere — Tell That Devil

Diário de E. Swan

Cada célula queimava em angustia, medo e raiva era assim que me sentia a cada segundo que demorava a passar pulsando como o fluxo de sangue sob um hematoma doloroso, passei horas a fio sentada na poltrona encarando o fogo na lareira, não consegui fechar os olhos nem por um segundo por mais que precisasse descansar não conseguiria nada no meu estado atual, Regina era a única coisa na minha mente.

Abandonei a poltrona indo ate a janela e me debruçando sobre o parapeito mirando as estrelas numa prece silenciosa a Altair e Vega para que tudo desse certo, com um suspiro pesado prendi os cabelos num rabo de cavalo e peguei minha antiga jaqueta de couro vermelha precisava de toda boa sorte possível, mecanicamente calcei as botas peguei o celular e sai do quarto trancando a porta.

O corredor sombrio deixara de me perturbar há algum tempo, caminhei lentamente prestando atenção em cada detalhe que era visível na penumbra, o som do meus passos como uma musica perturbadora ecoava nas paredes enquanto descia a escadas, Ruby e Zelena já devem estar no estacionamento prontas, com esse pensamento apertei o passo passando pela sala das refeições, foi inevitável quando passei pelo jardim, as lembranças da noite do baile povoaram minha mente e apesar de toda a confusão finalmente tinha criado coragem para beijar Regina, minha pele se arrepia só de lembrar.

O estacionamento iluminado pelos postes de luz, minha respiração se condensando quando respirava, o vento frio chicoteava as arvores e meu rosto. Vi o ford gran torino vermelho de Ruby piscar os faróis, segui em sua direção abri a porta e me sentei pesadamente no assento de couro preto, Ruby estava concentrada e Zelena um tanto inquieta no banco de trás.

— Então prontas. –Falou a ruiva esfregando as mãos.

— Sempre. –Ruby e eu respondemos ao mesmo tempo.

Nada mais foi dito Ruby deu a partia e seguimos em direção a estrada principal, para chegar a velha mina deveríamos cruzar a cidade e tomar uma estrada de terra, o rádio do caro resmungando qualquer coisa que não prestei a atenção, cada uma de nos sabia o seu papel e o que precisava ser feito, Ruby mantinha uma expressão concentrada na estrada as mãos apertando o volante, percebendo que eu a observava deu sorriso de canto sem mostrar os dentes.

Em outra ocasião seria um passeio noturno clássico e nostálgico, um carro antigo o frio e um céu estrelado, mas não era o caso Regina estava em perigo e eu precisava salva-la. A cidade adormecida e inconsciente do carro que cortava suas ruas rapidamente encostei a cabeça no banco tentando acalmar meus nervos.

Seguimos mais alguns quilômetros e Ruby tomou uma estrada de terra parando de pois de rodar uns setecentos metros.

— Tá legal é aqui que a gente se separa. –Falou desligando o carro. – A mina fica mais a frente um quilometro mais ou menos seguindo a estrada, eu vou esconder o carro e vocês. – Apontou entre Zelena e eu. –Vão dar a partida no plano.

— Certo seguimos juntas ate a mina. –Falei encarando Zelena. –Eu entro primeiro e depois de uns dez minutos você entra e quando Graham estiver distraído com nós a Ruby se aproxima e escolhe um ponto para mirar. –Falei retorcendo as mãos. –Não podemos deixar que ninguém se machuque.

— Há não ser o imbecil. – Pontuou Zelena.

— Ok, já sei qual ponto usar, ele deve estar no elevador da mina e nesse ponto tem uma elevação, quando ele estiver distraído eu consigo me esgueirar pelas sombras e chegar nessa elevação.

— Perfeito, vamos. –Falou Zelena indicando a direção da mina.

— Boa sorte loira. – Ruby me deu um abraço rápido e segui Zelena.

Caminhei ao lado da ruiva em silencio forçando os olhos para enxergar através do breu, a floresta estava igualmente silenciosa apenas o vento balançando os pinheiros. Pude ver a entrada da mina a minha frente e uma placa alertando o risco de desabamentos, parei abruptamente e Zelena me olhou sem entender.

— Aqui é o suficiente, eu vou entrar agora espere dez minutos e entre. – Sussurrei.

— Tudo bem, nos vemos em dez minutos. – Falou piscando.

Minhas botas chapinhavam na lama a medida que me aproximava da entra deixando Zelena para trás.

Havia muito entulho na entrada da mina, carrinhos de mão enferrujados e algumas picaretas amontoadas num canto, me agachei entre as sombras e fui me aproximando do túnel que irradiava uma luz amarela, forcei meus ouvidos tentando captar algum som e nada. Me aproximei de uma pilha de caixotes e agachada ali atrás espiei o espaço.

A minha frete o túnel se abria numa câmara relativamente grande o porco desgraçado estava sentado num banco velho encarando o relógio em seu pulso. Meu coração se encolheu quando vi Regina amarrada a uma cadeira, sua expressão cansada ainda ostentando um ar de superioridade, Respirei fundo três vezes e sai de trás dos caixotes.

— Então vamos resolver isso xerife. – Falei em tom de deboche.

Regina olhou em minha direção a mordaça a impedia de falar, mas seus olhos diziam vai embora, balancei a cabeça negativamente dando um sorriso de canto encolhendo os ombros. Graham se levantou e vi que segurava um revolver na mão, apontou a arma em minha direção com um sorriso largo, seus olhos vermelhos ele estava completamente desestabilizado.

— Ora ora Swan achei que não vinha mais. –Falou caminhando em minha direção. – Espero que não tente nenhuma gracinha odiaria ter que machucar sua queridinha ainda mais.

Nesse momento meu sangue ferveu, deus como eu queria arrancar os dentes daquele imbecil, juntei todas as minhas forças e me controlei.

— Para o seu bem é bom que cumpra o combinado e deixe Regina sair. – Minha voz saiu baixa e fria. – Sou eu que você quer.

— Você não esta em posição de argumentar nada. – Balançou a arma. – Eu sou um homem de palavra, sente naquela cadeira. – Apontou para uma cadeira vazia ao lado de Regina.

— A liberte primeiro. –Rosnei.

— Para ela ir ate a policia. – Soltou um riso histérico. – Não, não.

— Idiota estamos longe da cidade o suficiente, vamos resolver isso de uma vez a policia nunca chegaria aqui a tempo. –Falei, Regina olha desesperada em minha direção.

— E a diversão de ver a dor no rosto da sua namoradinha quando eu matar você. – Balançou a cabeça. – Eu quero que ela veja.

— Você é maluco. – Falei a raiva distorcendo minha voz.

— SENTA! – Gritou apontando a cadeira.

Caminhei de costas lentamente ate sentir a cadeira atrás de mim, com cuidado me sentei.

— Ótimo vejo que você é sensata. –Falou se aproximando com um par de algemas na mão esquerda.

Aconteceu tudo muito rápido quando Graham estava a dois passos de mim Zelena entrou e golpeou com um cabo de picareta a cabeça dele que cambaleou para trás xingando.

— Sua vaca. – Vociferou.

Percebi que ele largou a arma, me pus de pé num salto e chutei o revolver para longe.

— Tire Regina daqui essa caverna e como um espaço anti magia. – Olhou rapidamente para o xerife que começava a se orientar. – Rápido eu cuido dele. – Dito isso a ruiva se lançou contra o homem arrebentando seu nariz com um gancho de direita.

Fui ate Regina e retirei a mordaça de sua boca acariciando seu rosto.

— Emma não deveria ter vindo. – Falou com a voz fraca.

— Shiu, vamos sair daqui. – Falei soltando as cordas que prendiam seus pulsos e em seguida as que estavam prendendo os tornozelos.

Podia ouvir o som dos golpes sendo desferidos, olhei rapidamente por sobre o ombro vendo Zelena com um corte no supercílio esquerdo rolando no chão com o xerife que tinha o nariz arrebentado e sangrando livremente.

— Vamos Ruby esta nos esperando. – Falei tirando a jaqueta e colocando sobre os ombros dela, Regina concordou com a cabeça e seguimos a passos rápidos em direção à saída.

Quase alcançando a liberdade ouvi o som de um disparo e senti minha coxa arder, droga procurei Ruby com os olhos vendo-a caída inconsciente perto da entrada.

— Meu deus Emma. –Regina olhava preocupada para minha perna.

— Tudo bem foi de raspão. – A dor queimava minha perna e mancando empurrei uma Regina relutante para longe de mim. – Por favor vá para a floresta se esconda e não saia de lá sobre hipótese alguma. – Puxei-a para meus braços com dificuldade e automaticamente seus braços passaram ao redor do meu pescoço, com cuidado selei nossos lábios num selinho rápido. –Sua magia esta fraca, confie em mim. – Falei deixando minha alma mergulhar naqueles olhos castanhos.

— Por favor volte para mim. – Sua voz saiu vacilante, contra a vontade separei nossos corpos.

— Sempre. – Minha voz saiu firme.

Regina balançou a cabeça e se afastou relutante, foi ate Ruby e a arrastou para a linha das arvores.

Mancando retornei para a caverna, estava tudo silencioso com cautela me aproximei vendo o corpo do xerife estirado no chão, um buraco no peito, o som de gorgolejo feito quando o homem buscava por ar era nauseante, seus olhos quase sem vida miraram os meus e com muita dificuldade fez um sinal para que eu me aproximasse, meio relutante me aproximei.

— Foi ela, a bruxa ela me obrigou a isso. – Tossiu sangue. – Foi ela quem me bateu e enfeitiçou você. – Pronunciou cada palavra com dificuldade. – Foi tudo uma armação, cuidado. – Mais alguns espasmos e sua cabeça tombou sem vida.

Me afastei do cadáver do xerife atônita tentando encaixar as informações fiquei tão perdida que nem atentei para onde estava Zelena e nem sequer percebi sua aproximação silenciosa apenas senti o cano frio do revolver contra meu couro cabeludo.

— Devagar Swan. – Sua voz debochada saiu arrastada. – Mãos atrás da cabeça.

— Foi você o tempo todo. –Falei quando ela me algemou.

— Sim queridinha, agora vamos temos muito o que fazer antes da lua cheia chegar ao céu amanhã a noite. – Falou me empurrando em direção a saída da mina e mentalmente pedi para Regina se manter escondida.

Quando saímos daquele lugar lúgubre o céu começava a clarear. Regina saltou da linha das arvores com uma expressão raivosa e claro que ela não ia ficar escondida.

— Solte-a Zelena. – Sua voz saiu baixa e totalmente arrepiante.

— Não mesmo maninha, a loira aqui vai ser muito útil. – Olhou debochada para a irmã. – Você pode não ligar para o poder mais eu sim, mamãe queria isso para nós e trabalhou incansavelmente.

— Regina foge. –Falei seria.

— Eu nunca faria isso. – Falou me encarando pesarosa.

— Caladas. – Zelena vociferou apertando o cano do revolver contra a minha nuca.

— Não precisa realizar sacrifício nenhum Zelena. – Regina falou hesitante.

— Não é pelo sacrifício. – Gargalhou. – Nunca foi minha intenção ou de mamãe limpar nossa magia, maninha esqueceu do ritual por mais poder. – Analisou Regina que tinha uma expressão indecifrável no rosto. – Existe uma exceção o coração da loirinha aqui é o certo para trazer mamãe de volta. – Suspirou. – Um coração puro poderá restaurar nossa mãe e de quebra serei a conjuradora mais poderosa e finalmente vou poder destruir o conselho que nos expulsou.

— Mas o ritual não funciona assim. –Regina falou desesperada.

— A magia pode ser reinventada, quando mamãe fracassou em ressuscitar Kristin eu comecei a procurar meios alternativos. – Pensou por um tempo, fiquei calada encarando Regina. – Quando fracassei com mamãe trazendo em seu lugar um espírito retorcido comecei a procurar uma brecha e encontrei se a pessoa sacrificada não possuir um coração puro sua alma pode ser restaurada com o coração de outra pessoa, alguém que já esteve do outro lado.

— Zelena pense bem você ainda pode deixar tudo isso para trás. – Regina falou sem encarar a irmã prendendo meus olhos nos seus.

— E se eu não for tão pura assim. – Resmunguei.

— Mas você é tive mais certeza disso quando mamãe mordeu você e não aconteceu nada, e outra sua mãe já estava morta quando a pequena Swan nasceu. – Falou debochada. – Você conheceu a morte antes da vida isso é algo extremamente raro e que deveria ter corrompido você, mas seu coração é tão puro que o mal não teve efeito algum. – Pensou por um tempo. – Você é perfeita para o que eu preciso.

— Eu vou com você Zelena, prometo não resistir, mas deixe Regina ir embora. – Falei firme o que me espantou.

— Não Emma. – Regina me encarou o desespero flutuando em seus olhos.

Zelena riu como se assistisse há um programa de comédia ótimo, então aconteceu ouvi um tiro e o aperto da Ruiva em meus braços diminui. Procurei quem foi o autor do disparo com os olhos, Regina estava tão confusa quanto eu, Ruby saiu de trás das arvores segurando o rifle.

Antes que eu pudesse correr Zelena levantou segurando o ombro, esticou sua mão direita e dela saiu um raio verde escuro que lançou Ruby e Regina para longe deixando-as desacordadas no chão.

— Não se preocupe elas não se machucaram muito. – Deu um riso escarnecido.

Com a coronha do revolver golpeou forte minha cabeça e antes de apagar completamente senti algo estranho e incomodo então vi uma fumaça verde nos envolver.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Auf Wiedersehen.