Heart rater

7 The Killing Moon


Notas iniciais
Presentinho antecipado, desculpem eventuais erros e boa viagem.

“Em pouco tempo, ela ficou tão apaixonada pela filha da bruxa que não poderia pensar em mais nada. Vivia à luz de seus olhos e fazia, de bom grado, tudo o que ela pedia.”

— Conto — The donkey cabbages

Diário de E. Swan

Observava as estrelas por um tempo considerável e nada de Ruby dar as caras, já ia mandar uma mensagem quando ela apareceu vestindo uma calça de couro preta botas também pretas, um espartilho preto e por cima o manto com capuz preto, a maquiagem realçando seus olhos, é Srta. Lucas parece que acertou na escolha de sua fantasia pensei.

— Loira. –Parou me analisando. –Hum você ficou bem nesse terno, cadê a cartola? –Perguntou arqueando a sobrancelha.

— Nem vem, não vou usar aquilo nem morta, a ideia de fantasia é Jack o estripador não Abraham Lincoln. –Ruby tentou não rir da minha indignação com a cartola, tentou.

—Tudo bem. –Levantou as mãos em sinal de rendição. –Vamos. –Indicou a direção da festa e meu coração acelerou Regina com certeza estaria divina. Quando virei para seguir ouvi Ruby protestar.

— Ei, não esta se esquecendo de nada. –Falou indicando que devia tomar seu braço. –Afinal você é minha suposta acompanhante. –Pacientemente voltei enquanto ela segurava o riso, ofereci meu braço.

—Vamos my lady. –Disse em tom debochado.

— Certamente. –Enganchou se braço no meu enquanto ria em tom de zombaria.

Caminhamos em silencio por entre o jardim, o vento trazendo consigo o cheiro suave das flores e uma musica que paira suave e à medida que nos aproximávamos do salão ia aumentando. A maluca da Ruby estava certa o lugar se encontrava cheio de casais transitando com fantasias dos mais variados tipos. A entrada decorada com elegantes lanternas de papel.

O bom gosto gritava, tecidos brancos caiam como ondas do teto, a luz dourada deixando alguns espaços em sombras cúmplices. Garçons transitavam com champanhe servindo os convidados.

Ruby fez menção de pegar uma bebida, mas a impedi.

— Dr. Watson temos que ficar sóbrias. –Falei seria.

— Uma tacinha não faria mal algum. –Fez um biquinho. –Tudo bem Emma lei seca, mas depois que obtivermos o sucesso em nossa operação. –Olhou seria em minha direção. –Você vai brindar comigo.

— Claro my lady. –Falei quando vi Regina, ela estava deslumbrante vestida de Evil Queen, o vestido negro com detalhes bordados em prata, o decote mais do que generoso deu curto nas minhas faculdades mentais, o aplique no cabelo deixando o longo, estava a algum tempo olhando em sua direção com a boca aberta ate Ruby seguir meu olhar.

— Uau. –Disse também impressionada. –Vem vamos parar de encarar.

Apenas concordei e deixe Ruby me conduzir para perto do bar.

— Loira é o seguinte daqui alguns minutos a pista vai encher, é nossa deixa. –Pensou um pouco. –Lembra de tudo que a gente combinou.

— É claro que eu lembro.

Eu queria poder controlar meus olhos, infelizmente não consegui impedi-los de procurarem Regina pelo lugar, lá estava ela acompanhada agora de zelena que também era um golpe na autoestima das mulheres ali presentes com seu vestido preto com plumas negras e detalhes em verde esmeralda realçando seus cabelos de fogo. Senti uma pontada amarga ao perceber um homem ao lado de Regina, ela o recebeu com beijinhos no rosto e um sorriso largo, enquanto conversavam o tal ficava toda hora tocando nela, eu queria ir ate lá e enforcar o idiota com sua própria gravata, Ruby percebeu que estava tagarelando sozinha e seguiu meu olhar.

— Credo Emma desamarra essa cara parece que comeu um limão. –Falou rindo da minha ridícula situação, eu queria negar, mas o ciúme me corroía por dentro, ciúmes do que Emma, ela sequer notou sua presença aqui, a vontade que eu tinha era jogar aquela dália no chão e sair dali.

— Quem aquele idiota. –Falei entre dentes.

— É o Graham, o xerife da cidade então nem pense em bater nele, e outra foco Emma estamos aqui para um único objetivo. –Falou me encarando.

— Claro. –Disse suspirando. –Desculpe por isso.

— Tudo bem, quer saber vamos dar o troco. –Falou animada enquanto jogava seus braços ao redor do meu pescoço se aproximando para me falar ao pé do ouvido. –Então loira que tal, vamos fingir por um momento que somos um feliz casal estilo Bonnie e Clyde. –Disse rindo animada, essa maluca gosta de uma confusão hein.

— Ruby, é muito idiota ficar tentando chamar atenção, isso é bobagem. –Ruby pensou por um tempo.

— Então aquela carranca do diabo de saias quando você estava comigo no café hoje pela manhã era bobagem, o loira ela estava se roendo de ciúmes e agora que dar o troco. –Pensou por um tempo. –Covarde Swan que vergonha, vai fingir que somos um casal para ver a senhora controle perdendo o rumo não é tão ruim assim, eu ate sou bem gostosa para isso tá. –Falou rindo, droga aquela maluca tem razão pode ser divertido dar o troco.

— Tudo bem. –Concordei ou Ruby me importunaria ate que eu aceitasse.

Poucos casais estavam se embalando ao som de uma musica lenta quando Ruby fez sinal para que fôssemos dançar. Tomei seu braço nos conduzindo ate a pista. Ruby passou os braços em meu pescoço novamente e minhas mão foram para sua cintura enquanto nos embalávamos calmamente. Ela desviou seu olhar para um ponto e riu divertida e se aproximou para me falar ao pé do ouvido.

— Quando girar de uma olhada na carranca da Miss Mills. –Falou então deitou a cabeça sobre meu peito fechando os olhos, mas eu podia sentir que ela estava segurando uma gargalhada.

Suavemente ao som da musica girei ficando de frente para Regina e Zelena, o que estranhei foi o fato de ambas estarem nos encarando deliberadamente com uma expressão fechada. Parte de mim dizia como era idiota esse comportamento e outra se divertia em ver o fogo queimando no olhar de Regina. Adivinha qual parte que venceu, aproximei meu roto do pescoço da Ruby sussurrando.

—Tem razão maluca isso pode ser divertido. –Ri

— Eu sempre tenho razão loira. –Falou convencida, quando senti sua mão apertar minha bunda.

—Ruby! –A repreendi enquanto sorria travessa, de fato estava dando resultado Regina mantinha um olhar que dava ate medo, enquanto observava com minha visão periférica Zelena falar algo em seu ouvido e depois ir ate um pequeno palco.

— Bem vindos é com muita honra que dou abertura oficial do 13ª Baile da Pensão Mills. –Zelena sorriu todos param dando atenção a ela. –Convido agora os casais para a primeira valsa. –Fez um sinal e a musica preencheu lugar e a pista antes escassa agora estava cheia.

Ruby ainda estava abraçada a mim quando Regina veio em nossa direção com uma expressão fechada no rosto, Fiz menção de me afastar dela, mas a mesma me apertou ainda mais entre seus braços.

Mills passou por nos quase esbarrando em Ruby, seu perfume característico ficou no ar. Regina foi ate o bar e pude ver que pediu uma dose de whisky que virou rapidamente mantendo seu olhar sobre mim. Seu olhar analítico a forma como parecia me devorar com os olhos, então veio novamente em minha direção com uma expressão predatória, mas foi interceptada por Graham, pude ver o desagrado em suas feições e isso me deixou um pouco feliz.

— É agora Emma, atue digna de um Oscar viu –Ruby falou sussurrando então ficou mole nos meus braços.

— Minha querida. – Falei erguendo seu corpo e a carregando em direção ao bar coloquei-a sentada e pude ver Mills com uma expressão nada boa se aproximar de nos, droga pensei.

— Algum problema com seu par Miss Swan. –A voz rouca e desdenhosa.

— N..Não. –Gaguejei.

— Venha Miss Lucas pedirei para Zelena te levar a enfermaria. –Disse e parecia feliz com o “mal estar” de Ruby.

— Não é necessário, tenho certeza que ela só precisa pegar um pouco de ar fresco. –Falei evitando olha-la porque meus olhos traidores iam escorregar para seu decote e com certeza isso jogaria meu cérebro pela janela.

— Sim, pode me acompanhar minha querida. –Ruby disse em tom excessivamente meloso fazendo Regina travar o maxilar, o perigo liquido em seus olhos castanhos.

—Claro. –Estendi minha mão para Ruby que prontamente aceitou se apoiando em mim.

Regina não falou uma palavra, deu as costas e seguiu ate Graham o arrastando para a pista, céus como eu queria ir atrás dela e chutar a bunda daquele idiota, mas lembrei do nosso plano, foco Emma pensei.

Zelena estava conversando com alguns homens que pareciam fazer de tudo para agradá-la, seguimos para fora do salão de festa indo rapidamente para o jardim.

Atrás dos arbustos esperamos um minuto para verificar se não havia alguém nos seguindo, esgueirando pelas sombras do jardim seguimos em silencio ate avistar a tal janela, com cuidado Ruby se aproximou enquanto eu a segui verificando nossa retaguarda.

— É agora Emma, pronta. –Falou sussurrando.

Balancei a cabeça confirmando, Ruby forçou a tranca provocando um som abafado.

— Voilà. –Falou abrindo a janela. –Vai primeiro, nem fala nada eu abri você entra primeiro. –Apontou a janela aberta. –Rápido Emma!

Apoiei as mãos no parapeito da janela e passei minhas pernas para outro lado com cuidado soltando um baque surdo quando meus pés tocaram o chão do lado de dentro, me abaixei por instinto, o lugar estava gelado, meu coração pulava com a adrenalina e um medo começou a tomar lugar em minha consciência.

Ruby entrou encostando a janela caso alguém se aproximasse não veria ela aberta.

— Vamos. –Disse baixo.

Nos esgueirando pelas sombras, aquela parte da pensão era deveras assustadora, os quadros nas paredes relatavam caçadas sangrentas de animais sendo despedaçados. Quando chegamos a uma sala que mesmo engolida por sombras transpirava elegância em sua decoração vitoriana, Ruby estava na base da escada enquanto eu observava um quadro sinistro de uma freira lendo historias para um grupo de crianças loucas.

—Ei, prioridades. –Ruby chamou baixinho.

— Calma. –Falei indo ate ela.

Subimos as escadas com todo o cuidado, o medo mais presente agora parecia que tinha alguém atrás de nos como um peso sufocante. Chegamos num corredor com varias portas.

— O que você acha Swan, dividir e conquistar?

— Não, devemos ficar juntas. O que acha daquela porta dupla de madeira escura. –Falei apontando, minha intuição dizia que não seria uma boa ideia nos separarmos.

— Comecemos por lá. –Falou tomando a frente.

O corredor parecia ter olhos nas paredes como que Regina conseguia ficar nessa parte da pensão eu não sei. Ruby forçou a porta e nada.

— Trancada, droga será que vale a pena abrir. –Perguntou olhando as outras portas no corredor, mas eu tinha uma sensação de que era aquele o quarto de Cora.

— Me da um dos seus grampos de cabelo. – Ela franziu o cenho me passando um grampo.

— Liga a lanterna do celular. –Ruby prontamente fez mantendo o feche de luz no ferrolho da porta.

— Agora veja minha mágica. –Falei e com um pouco de esforço consegui destrancar a porta. –Pronto. –Eu abri você entra. –Falei imitando-a.

— Puta merda com um grampo de cabelo, você vai me ensinar isso. –Falou adentrando o cômodo e rapidamente a segui.

Precisei ligar a lanterna do meu celular também, o quarto era grande uma cama com dossel a minha direita e cortinas pesadas cobrindo as janelas e a minha esquerda uma mesa com vários livros esparramados em cima, quando ia seguir em direção a mesa Ruby segurou meu braço apontando para o chão, havia uma mancha escura no tapete persa, somente uma coisa deixa uma mancha assim, já vi isso em vários lugares que me hospedei antes, era mancha de sangue com certeza, rapidamente tirei uma foto.

Seguimos ate a mesa, os livros todos em latim e alguns em francês, tiramos algumas fotos, quase tive um infarto quando virei-me e dei de cara comum quadro grade pendurado na parede atrás da mesa, era Cora imponente com olhar severo que parecia acompanhar nossos movimentos com reprovação, um calafrio subiu minha espinha mesmo com um medo cada vez maior respirei fundo buscando me acalmar e tirei uma foto do quadro.

—Olha isso. –Ruby falou animada apontando para uma gaveta trancada. –Tenta abrir deve ser importante.

Sem dizer uma palavra fui ate a gaveta e peguei o grampo que guardei no bolso do paletó, sem muito esforço consegui abrir. Por todos os deuses, era o diário de Cora, e alguns documentos e fotos em preto e branco da matriarca acompanhada de uma mulher elegante, loura com olhos igualmente severos, um cartão postal de Praga tinha algo escrito no verso “O festival da colheita vai ser magnifico, esteja pronta nossos planos saíram muito melhor do que imaginávamos, espero ansiosamente sua chegada” no lugar da assinatura tinha apenas uma letra “K”. Droga mais mistérios, quem seria “K”? poderia ser a mulher loira das fotos, abandonei meus devaneios quando Ruby chamou minha atenção.

— Ei loira, eu vou descer, quero dar uma olhada no porão. –Droga Ruby, pensei.

— Acho melhor ficarmos juntas, não estou com um bom pressentimento. –Ela revirou os olhos.

— Olha o acesso ao porão fica na cozinha eu só vou dar uma olhada, em cinco minutos a gente se encontra na base da escada.

— Tudo bem, cinco minutos Ruby! –Ela maneou a cabeça concordando e saiu.

Tirei fotos dos documentos e também das fotografias que encontrei na gaveta ignorando o calafrio e a sensação ruim que tomou meu ser quando a maluca resolveu que era uma boa ideia nos separarmos. Queria ter tempo de ler o diário com atenção, no entanto apenas tirei o máximo de fotos que conseguia, deixaria para organizar devidamente as novas informações amanhã, apressei-me em guardar tudo dentro da gaveta quando ouvi um barulho vindo do andar de baixo, meu coração deu tranco, merda Ruby eu avisei, terminei de arrumar rapidamente e sai fechando a porta.

Meu corpo estava super tenso, queria desesperadamente correr, respirei fundo três vezes, ouvi um grunhido de dor e abandonei qualquer cautela cheguei a escada em poucos passos e desci quase pulando os degraus. Ruby estava na base com uma careta de dor.

— Aconteceu alguma coisa. –Perguntei preocupada.

— Não sei eu estava nas escada quando alguma coisa cortou meu tornozelo.

— O que alguma coisa? Como assim?

— Emma fica calma, precisamos sair daqui e eu devo ter esbarrado em alguma coisa afiada talvez um prego, vamos logo.

— Ok, vem deixa que eu te ajudo. –Passando um braço sobre meu pescoço segui ate a janela praticamente rebocando Ruby.

Na janela sai primeiro ajudando Ruby em seguida ainda amparando ela seguimos mais apressadas para o jardim, a musica alta viaja pelo ar ate nossos ouvidos, tinha algo errado a sentei num banco perto do canteiro de dálias, estava muito pálida e queimando em febre.

— Ruby, melhor irmos para a enfermaria agora, você esta com febre olha. –Falei colocando a mão em sua testa. –Deixa eu ver seu tornozelo.

Não esperei por uma confirmação, me abaixei ficando de joelhos e com cuidado examinei, céus era uma mordida tão forte que rasgou o couro da bota.

— Ruby, você viu o que fez isso?

— Não estava muito escuro, pare de frescura Emma eu só preciso de um curativo. –Olhou em minha direção por um tempo. –Cadê a flor que estava na sua lapela?

Meu corpo gelou quando não encontrei, droga devia ter caído quando eu desci as escadas correndo, que merda.

— Acho que ficou lá dentro. –Ruby balançou a cabeça negativamente.

— Bom era só uma flor. –Falou pensando.

— Não Ruby foi Regina que me deu aquela flor.

— Puta merda Emma!

— Tudo bem eu vou lá rápido e você me espera aqui.

— Acho que agora não da mais. –Falou olhando por cima do meu ombro.

Acompanhei seu movimento para ver Regina vindo em nossa direção com a expressão fechada, meu coração deu um salto será que ela descobriu, abriu a boca para falar eu já podia sentir as palavras grosseiras e iradas que ela ia despejar em nós, porem quando viu estado de Ruby seus olhos se arregalaram e a expressão fechada se transformou em preocupação, mas também havia reconhecimento como se estivesse numa espécie de Déjà vu.

— Miss Lucas você precisa ir ate a enfermaria o mais rápido possível! –Falou de um modo que ninguém ousaria contestar.

De repente Zelena apareceu carregando a mesma expressão da irmã. E ignorando minha presença e a de Regina se aproximou de Ruby, eu nem sequer vi de que direção ela veio.

— O que aconteceu aqui? Regina o que fez?

— Eu não fiz nada. –Regina disse indignada com irmã.

— Eu estava próxima a linha das arvores quando alguma coisa me mordeu. –Ruby se manifestou, mesmo zonza ela ainda mentia melhor do que eu, fala alguma coisa idiota pensei.

— Temos que leva-la há um hospital. –Falei e as irmãs olharam em minha direção.

— Não. –Disseram juntas.

— Deixa comigo. –Zelena tomou Ruby nos braços e saiu, minha amiga estava num ponto que sequer contestou, fiz menção de segui-la quando Regina segurou meu braço.

— Emma por favor, minha irmã é medica vai cuidar bem de Ruby esta levando ela para enfermaria sua presença lá só iria atrapalhar agora. –Falou com a voz suave abandonando a pose fria.

— Ela é minha amiga e precisa de mim. — Olhei em seus olhos eles estavam cheios de uma amargura desconhecida para mim.

— Emma, confie em mim deixe para vê-la amanhã será mais seguro. –A seriedade carregando cada silaba.

— Como mais seguro ? –Minha mente dava voltas, se acalme Emma não podemos ter um ataque de pânico agora.

— Confie em mim só dessa vez. –Pediu e vi sinceridade em seu olhar.

—Tudo bem. –Falei me sentando no banco, Regina me considerou por um tempo e depois sentou ao meu lado.

A proximidade de seu corpo e o cheiro de seu perfume me acalmava de uma maneira quase sobrenatural, droga Ruby, pensei, como se lendo meus pensamentos Regina segurou minha mão me passando segurança. A musica da festa parecia estar a quilômetros de nos.

—Ela vai ficar bem. –Disse enquanto desenha círculos imaginários com polegar nas costas da minha mão. –Dance comigo Emma. –Pediu olhando em meus olhos como se desvendasse minha alma.

Pus-me de pé e estendi-lhe a mão, com sorriso ela aceitou passando em seguida os braços por meu pescoço aproximando nossos corpos, pousei minhas mãos em sua cintura e ficamos dançando no ritmo de uma musica só nossa.

Estar com Regina daquela forma me acalmava e excitava na mesma proporção, abandonei qualquer hesitação ao mirar aqueles belos olhos que incendiavam-me a alma.

— Belíssima. –Quando percebi as palavras haviam me fugido por entre os lábios, ela apenas sorriu arranhando minha nunca, arrepios bons tomaram meu corpo, uma eletricidade gostosa correndo entre nos.

— O que disse Miss Swan? –Perguntou sorrindo.

— A verdade. – Deixei que minha mão fosse ate seus cabelos, enquanto a outra ainda apertava-lhe a cintura. Tão macios pensei.

— Cuidado Miss Swan, isso é perigoso além do que pode imaginar. –Disse com lábios entreabertos, nossos rostos tão próximos que sentia sua respiração quente no meu rosto, meu coração parecia uma locomotiva.

— Minha rainha, eu simplesmente não ligo. –Falei acabando com aquela distancia e colando nossos lábios. Finalmente pensei sentindo a maciez daquela boca que parecia ter sido desenhada pelos anjos.

Meu corpo vibrou, porque esperei tanto para fazer isso, era como estar no paraíso.

Notas finais
Bom espero que tenham gostado, terça eu volto ate a próxima.