Heart rater
8 Bewitched I want to burn with you
Notas iniciais
“Eu preferiria ser cinzas do que pó! Eu preferiria que a minha faísca queimasse em uma chama brilhante do que ser reprimido pela podridão-seca. Eu preferiria ser um meteoro soberbo, cada átomo meu em um brilho magnífico, do que um planeta sonolento e permanente”.
— Jack London
Diário de E. Swan
A sensação de beija-la era como estar presa a cauda de um cometa, alheias a tudo que não nossos corpos unidos naquele instante, coloquei minha mão direita na base de sua costas puxando-a mais para mim e com a outra acariciava sua nuca, Regina levou suas mãos ate meus braços apertando suas unhas ali. Num pedido silencioso minha língua deslizou para dentro de sua boca, meu interior se revirou quando nossas línguas se encontraram travando uma pequena batalha por controle, quente e úmido e com um sabor que certamente seria meu vicio.
Eu a queria, deus como eu a deseja e podia ver a reciprocidade dela no modo como reagia a meus toques, sua língua deslizava sensualmente ganhando nossa pequena batalha, nossas respirações descompassadas, fui desfazendo o beijo com selinhos dando um em sua cicatriz antes de me afastar um pouco. Aqueles olhos castanhos o brilho selvagem deles junto com o sorriso que agora se estendia em seu rosto e era refletido no meu, tudo isso em conjunto me desestabilizava completamente.
— Há Emma. –Disse suspirando enquanto acariciava meu rosto. –Queria que isso fosse mais simples.
— Nada é simples. –Falei enquanto apertava meus braços em sua cintura impedindo que ela se afastasse.
— Você é uma pessoa boa, eu sou uma bagunça perigosa. –Seus olhos cheios de pesar. –Deve se afastar de mim. –Baixou a cabeça e era a primeira vez que via Regina assim vulnerável. Levei minha mão ate seu queixo levantando sua cabeça.
— Olhe para mim Regina. –Mesmo com relutância ela olhou em minha direção. –Eu não sou tão boa assim, eu quero você, como nunca quis nada em minha vida.
Antes que ela protestasse juntei nossos lábios, tomando sua boca para mim, não houve resistência, ela se entregou deixando que nossas línguas se encontrassem avidas uma pela outra, suas mão apertando meus braços como se quisesse se unir a mim, apertei sua cintura recebendo um gemido como resposta, aquele som vibrou através de mim.
Desci meus beijos para seu pescoço e Regina inclinou a cabeça para trás me dando livre acesso, ela estremecia quando minha língua despontava por entre os lábios para provar sua pele, prendi o lóbulo de sua orelha entre meus lábios arrancando outro gemido.
— Venha comigo. –Disse se afastando um pouco.
— Para onde desejar minha rainha. –Falei tirando um sorriso dela, céus eu realmente precisa fazê-la sorrir mais vezes.
Sem mais palavras Regina me arrastou em direção a sua casa sua mão segurando firmemente a minha, se entrelaçavam tão bem como se fossem duas metades completando um todo. Esqueci-me completamente de tudo ao meu redor, meus olhos somente viam a morena a minha frente.
Não vi como ela abriu a porta apenas senti quando ela fechou me prendendo em seguida contra a madeira e tomando meus lábios num beijo selvagem.
Com algum esforço por conta do vestido que ela usava me libertei e sem quebrar o beijo a ergui nos braços.
— Primeira porta a direita. –Disse contra meus lábios.
Subi as escadas, minha mente tentou lembrar que eu tinha invadido sua casa há algumas horas e rapidamente bloqueie esse pensamento me concentrando em beija-la e subir aqueles degraus.
— Minha vez. –Falei quando a soltei prensando suas costas na porta do quarto. –vamos tirar isso. –Apontei para o vestido.
— Não tão rápido. –Falou colocando um dedo sobre meus lábios abriu a porta do quarto e me puxou para dentro dele pela gravata.
Regina me analisou por um tempo com uma expressão predatória e intensa.
Então com uma agilidade invejável se livrou do vestido o deixando escorregar de seu corpo revelando um conjunto de rendas preto, meu corpo parecia estar em chamas, tirei o paletó e a gravata jogando-os em qualquer canto, mas quando fiz menção de tirar a camisa Regina se aproximou deslizando suas mãos por meus braços e aproximando sua boca do meu ouvido.
— Deixa que eu faça isso. –Com uma agilidade desabotoou minha camisa e jogou-a em qualquer canto, sem desgrudar seu olhar do meu se livrou do top branco que eu usava.
Suas mãos deterão se acariciando meus mamilos rígidos e arrancando-me alguns gemidos, arranhando meu abdômen descendo para abrir os botões da minha calça. Minha pele queimava onde seus dedos tocavam, não aguentei mais e a puxei para mim colando seu corpo ao meu, a sensação de ter sua pele quente junto a minha comprometeu muito seriamente o estado de minha calcinha. Subi minha mão ate o fecho frontal do seu sutiã e abri tirando a peça parei um momento e me afastei para ver melhor seus seios agora expostos e num gesto automático umedeci meus lábios.
Regina se afastou lentamente sentando na borda da cama, tirei minhas botas e deixei minha calça escorregar enquanto me aproximava dela. Seus olhos estavam escuros de desejo. Seus braços enlaçaram meu pescoço me puxando para junto dela, lábios deslizando sobre os meus, com cuidado cobri seu corpo com o meu.
Desci beijando seu pescoço enquanto Regina gemia arranhando minhas costas, brinquei com a língua no vale entre seus seios minhas mãos acariciando seus mamilos, tomei seu mamilo direito na boca chupando com vontade e acariciando o outro, os gemidos dela eram como um incentivo, altos e sensuais. Ela protestou porque parei, mas voltou a gemer quando comecei as chupar o seio esquerdo dando leves mordidas. Continuei com as caricias descendo por sua barriga detendo-me na parte interna de suas coxas.
— Swan vamos logo com isso! – O tom autoritário junto com o cheiro dela me incendiou.
Com um gemido me livrei de sua calcinha, beijando suas pernas enquanto retirava a peça, parei admirando a visão de Mills tão entregue para mim, sem mais me abaixei beijando sua intimidade, ela arqueou as costas gemendo, resolvi dar o que ela queria ate porque eu não aguentava mais. Estremeci quando senti seu gosto, era maravilhoso, chupei-a com vontade, passando minha língua por toda a extensão de seu sexo, Regina agarrava meus cabelos pressionando minha cabeça para ter mais contato, prendi seu nervo pulsante entre meu lábios chupando e arrancando gemidos cada vez mais altos. Sem aviso a penetrei com dois dedos, suas unhas cravando em meus ombros, continuei com estocadas firmes e fundas ao mesmo tempo em que chupa seu clitóris, minha excitação estava quase no limite apenas tocando aquela perdição em forma de gente, podia sentir suas paredes quentes e úmidas prendendo meus dedos, sincronizei as estocadas com as chupadas, Regina apertou forte meu ombro o corpo tremendo e relaxando em seguida enquanto gozava em minha boca a excitação era tamanha que acabei gozando também, limpei-a capturando cada gota do seu mel.
Ela estava com as mãos na cabeça, gotas de suor cobrindo seu corpo.
— Oh Emma. –Disse olhando em minha direção.
Puxei-a par um beijo calmo permitindo que ela sentisse o próprio gosto na minha boca. Ficamos abraçadas um tempo trocando caricias.
Um arrepio tomou meu corpo quando senti sua boca no meu pescoço.
— Não é justo, vamos nos livrar disto. –Falou com um tom carregado de malícia quando sua mão desceu para minha calcinha.
Ajudei a tirar a peça rapidamente, Mills não perdeu tempo com sua boca mordiscando meu pescoço afundou dois dedos em mim. A sensação de ter ela me preenchendo era igualmente boa a de estar dentro dela.
— Tão molhada Miss swan. – Falou mantendo um ritmo lento.
— Efeito puramente seu. – Falei aninhando seu seio em minha mão e massageando-o.
Regina fechou os olhos, tomei seus lábios gemendo contra eles ao sentir seus dedos entrando e saindo rapidamente de mim, seu polegar pressionava meu clitóris, podia sentir meu corpo convulsionar eu ia gozar.
— Regina eu....eu ah. –Meus músculos contraíram e relaxaram enquanto uma onda de energia passava por meu corpo.
— Deliciosa. –Disse retirando os dedos do meu sexo e levando-os a boca.
Tomei sua boca sentindo meu gosto nela, abraçando sua cintura puxei seu corpo sobre o meu. Mills deitou a cabeça no meu peito, me permiti um suspiro de satisfação a senti-la se aconchegar em meu corpo, como uma mão libertei seus cabelos do aplique tomando cuidado.
— Obrigada. –Disse contra meu peito.
— Imagino que não deve ser confortável dormir com isso. -Falei acariciando seus cabelos, com a outra mão puxei a manta cinzenta que estava quase fora de meu alcance na beirada da cama nos envolvendo nela.
— Boa noite. –Falei beijando o topo de sua cabeça.
— Boa noite Em. –Disse com a voz carregada, nem deve ter percebido o modo como me chamou, achei carinhoso e me entreguei ao sono, apertando-a entre meus braços como se tivesse medo de acordar de um sonho.
S.M.
Pressionei meus olhos com as mãos por conta da claridade no quarto, fleches da noite anterior povoaram minha mente e um sorriso saiu involuntário, senti um aperto no peito quando não encontrei Regina ao meu lado, sentei na cama olhando ao redor e percebi como seu quarto era elegante, todo em tons de preto, cinza e branco, a cama grande parecia maior agora que estava sozinha nela, droga Emma será que ela se arrependeu.
Com esse pensamento tomei coragem e levantei da cama procurando minhas roupas e encontrando-as perfeitamente dobradas em cima da cadeira que ficava em frente à penteadeira. Vesti minhas roupas dispensando o uso do paletó o clima não estava quente, mas também não estava tão frio como de costume desde que cheguei. Ajeitei meu celular no bolso da calça e comecei a procurar a gravata, depois de alguns minutos vendo que não encontraria fui ate o banheiro lavar o rosto, prendi meu cabelo num rabo de cavalo e resolvi para de protelar minha saída do quarto, e se ela se arrependeu, ai céus pare de bobagens pensei, respirando fundo sai do quarto.
Quando cheguei à base da escada vi Regina apoiada na bancada da cozinha, de costas para mim, como sempre ela estava impecável, numa saia lápis, seu salto inseparável e uma blusa de seda vermelha. Caminhei lentamente ate a bancada, ela se virou em minha direção, a expressão em seu rosto de pura raiva me causou um embrulho no estômago.
— O que significa isso Miss Swan? –Perguntou jogando a dália que ela me mandou na noite do baile em cima da bancada.
Meu sangue gelou nas veias e um medo irracional tomou cada parte do meu ser, Regina apertava as mão buscando controle.
— Eu,....a. a. –Gaguejei miseravelmente.
— Nem tente mentir, a encontrei no quarto da minha mãe. –A fúria em seus olhos continha também magoa.
— Regina, eu não a..a. – Fiz menção de me aproximar dela, mas recuei quando ela levantou a mão e disse.
— Fique onde esta e não ouse encostar em mim outra vez, não achei que era o tipo de pessoa que seduz e engana para conseguir o que quer. –Seus olhos me fuzilando raivosos.
Céus Regina pensava que dormi com ela apenas para distrai-la e entrar furtivamente no quarto de sua mãe, isso quer dizer que ela não notou que a dália já não estava no meu terno no jardim, eu não posso contar a verdade, pensei, de fato eu invadi sua casa, a culpa me dominava, mas nunca faria algo do tipo com ela, eu começava a gostar de Regina, senti meu mundo ir ruindo ao poucos, o que eu faço?
— Não vai falar nada, ótimo, eu só não te expulso daqui por que assinou um contrato de duas semanas. –Parou respirando fundo. –Não quero que me procure aquilo que aconteceu entre nos. –Disse com desdém fazendo meu coração se afundar no peito. –Não vai se repetir nunca, fique fora das minhas vistas Swan, espero que termine a droga do seu livro bem longe daqui, eu a previno você não quer se meter nisso então se viu alguma coisa naquele quarto sugiro que esqueça.
— Regina. –Minha voz saiu tremula.
— SAIA DAQUI ! –Gritou.
Não consegui esboçar reação alguma, caminhei mecanicamente ate a porta, o que eu poderia fazer, a realidade me atingiu, se contasse a verdade Regina não me perdoaria por ter invadido sua privacidade, mas não poderia deixar ela pensando que eu a usei, e ainda tinha Ruby, meu deus Ruby eu precisava vê-la.
Corri atravessando o jardim e em seguida a sala de café ignorando os olhares curiosos, corri ate meu quarto entrando e fechando a porta, sentei no chão encostada na porta e chorei, chorei porque senti que estava perdendo algo muito importante, eu estava perdendo Regina, se é que já não a perdi.
Tinha de tomar uma decisão, eu precisa saber de tudo, analisaria as imagens no meu telefone, depois iria cuidar de Ruby e pedir um conselho da minha única e inusitada amiga.
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