Heart rater

11 On the tightrope


Notas iniciais
Desculpem os erros, espero que gostem. PS: Musicas inspirativas do capitulo: The Doobie Brothers - Listen To The Music Roxette - Dangerous. Lana Del Rey - West Coast & Ultraviolence

“Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.”

— Friedrich Nietzsche

Diário de E. Swan

Regina graças aos céus não estava presente no jantar, junto com Ruby nos servíamos na mesa principal e seguimos para a mesa mais afastada perto da parede de vidro, o silencio confortável se mantinha enquanto comíamos ate Zelena se aproximar da mesa.

— Olha se não é a sumida. –Falou sorrindo. –Sua amiga quase teve um treco. –Olhei e vi Ruby sorrir sem graça dar de ombros enfiando mais batatas na boca.

— Pois é, desculpe pela parede. –Falei envergonhada.

— Não foi nada, todo mundo pira um pouquinho de vez em quando. –Seus olhos vagaram entre Ruby e eu. –Tenho uma noticia boa e uma nem tanto. Qual querem primeiro?

— A ruim. –Ruby falou parando apenas por um segundo antes de voltar a atacar as batatas.

— É pode ser a ruim. –Falei sem animo.

— O xerife acordou e saiu do hospital hoje. –Falou rindo olhando nossas expressões incrédulas. –Há vamos lá ele é um bundão. –A boa noticia é que ele não lembra de quem foi o agressor e o exame de sangue que fizeram no Graham detectou metanfetamina, ele vai ser afastado do cargo e preso por outras coisinhas que costumava fazer. –Falou com certa raiva.

— Gente. –Por essa eu não espera, sabia que aquela posse de bom moço escondia alguma coisa.

— O cara não era uma pessoa boa, ele costumava aliciar menores. –Comentou Zelena. –Todo o passado do rapaz foi desenterrado e acreditem não tinha coisa boa lá, então não fiquem culpadas de se sentirem bem com isso.

— Você tem certa razão. –Ruby falou me encarando.

— Como sua irmã tinha coragem de se relacionar com alguém assim. –Soltei sem pensar fazendo Ruby se engasgar xingando, Zelena deu um sorriso sarcástico.

— Emma Swan. –Falou pausadamente rindo. –Regina nunca teve qualquer envolvimento com Graham, ele bem que tentou, mas não rolou nada e ela não sabia disso ninguém sabia ate os policias encontrarem provas na casa dele e vídeos.

—HO. –Foi tudo que saiu da minha boca, Ruby me fuzilava com o olhar.

—Bem eu preciso ir. –Assenti e ela saiu em direção ao jardim.

Voltei para minha janta que estava maravilhosa, podia sentir os olhos da Ruby em mim.

— Fala logo. –Disse a olhando segurar o riso.

— Uou surpresas do xerife cretino a parte, Emma Swan você não consegue conter essa maldita língua dentro da boca. –Falou respirando fundo e rindo, pensei comigo quando se trata de Regina não. –Aposto que ela vai comentar com o diabo de saias.

— Ela que conte Regina não quer me ver nem pintada de ouro. –Falei dando de ombros tentando não transparecer o quanto aquilo me incomodava.

— Falando no diabo. –Ruby olhou em direção a porta, acompanhei seu olhar e meu coração errou uma batida como era possível ela estar ainda mais linda, o vestido de seda cinza solto e os inseparáveis saltos, um batom vermelho nos lábios e claro a pose de rainha com que ela andava. Ignorando-me totalmente ela foi ate o balcão ajudar Belle com alguns papeis.

— Loira fecha a boca. –Ruby ria.

— Por que você não volta a se empanturrar. –Ela deu de ombros e continuou comendo.

Usei todas as minhas forças para não olhar na direção do balcão onde Regina estava.

— Emma termina logo isso. –Olhei em sua direção vendo que ela tinha acabado.

— Calma eu não como igual uma draga. –Falei recebendo um chute na canela.

— Vai Swan dai a gente pode sair de mãos dadas e Regina vai se roer. –Falou dando riso zombeteiro.

— Hey eu acho que essa historia de provocar ciuminho já deu. –Falei e Ruby suspirou jogando as mãos para o alto atraindo atenção de certa morena.

— Tem certeza que nem uma partezinha sua quer provocar a irmã do mal. — Falou cerrando os olhos, porque aquela vaca tinha que me conhecer tão bem. –Eu sabia. –Falou convencida.

— Só não exagera. –Falei me levantando e estendendo a mão em sua direção.

— Que educadinha. –Falou rindo e entrelaçou seus dedos nos meus e seguimos em direção as escadas.

Regina cruzou os braços nos fuzilando com os olhos e por um instante pensei que ela poderia jogar uma das maçãs que estava no cesto atrás de si na minha cabeça enquanto atravessávamos a sala.

Ruby subiu as escadas rindo e me arrastando atrás, o corredor já não me incomodava tanto e com a companhia da maluca as coisas pareciam mais fáceis, segui ate a porta do quarto com um sorriso contido nos lábios era bom saber que eu podia provocar a Regina.

— Festa do pijama investigativa. –Ruby cantarolou indo ate o computador e escolhendo uma playlist animada.

— Pronta . –Falei apontando para uma pilha de papeis.

— Sempre loira. –Foi ate o sofá se acomodando. – Iniciando busca por Dr. Archei.

Liguei meu computador vendo que tinha um email do meu avô.

Emma minha querida você acabou tropeçando em algo perigoso, consegui a tradução, me encontre no bar Blue leopard às dez horas, fica fora da cidade e é mais seguro.

— Ruby meu avô respondeu, ele conseguiu traduzir e quer me encontrar amanhã às dez horas num bar fora da cidade, disse que é importante.

— Tem coisa ai, Emma temos que ser muito cautelosas agora.

— Concordo. –Peguei as paginas do diário folheando-as.

— Encontrei uma coisa sobre o medico. –Falou chamando minha atenção.

— Archei? –Ela afirmou com a cabeça me chamando para sentar ao seu lado.

— Aparentemente ele saiu de férias, o estranho é o destino que ele tomou. –Falou analisando algo na tela do computador.

— Para onde ele foi? –Indaguei curiosa.

— Japão mais especificamente acampar na floresta Aokigahara que fica na base do Monte Fuji, é mais conhecida como a floresta do suicídio. –Falou arqueando as sobrancelhas.

— Uou isso é estranho. –Comecei a anotar as informações.

— Fica mais, essa floresta carrega esse nome por ser um destino comum entre as pessoas que querem dar um fim a própria vida no país, a quem diga que isso se deve a um livro publicado onde um jovem tira a vida na floresta outros mais supersticiosos acreditam que as almas do que morreram ainda vagam pela floresta e que uma vez entrando lá você não sai.

— Eu conheci o Dr. Archie e ele parecia bem. –Falei pensando. –Porque viajaria para um lugar assim?

— Bom ele não saiu da floresta e não encontraram o corpo. –Encolheu os ombros.

— Eu não acho que ele faria isso essa historia está estranha, logo depois de falar comigo contando o que ele sabia de Cora no tempo de internação, duas semanas depois eu tentei contato e a secretaria disse que o doutor saiu de férias. –Parei lembrando. –Mais alguns meses e quando completou um ano a policia convocou para depoimento, a secretaria disse que ultima vez que ela viu o chefe ele tinha recebido um telefonema e saiu transtornado dizendo que precisava de férias.

— Eu posso tentar invadir o sistema e conseguir uma copia do depoimento.

— Amanhã Ruby porque eu realmente preciso dormir. –Falei desligando o computador e recolhendo as folhas.

— Certo loira, você quer companhia para encontrar o professor Gold. –Perguntou juntando suas coisas.

— Mas é claro, a gente se vê no café então. –Falei vendo Ruby ir ate a porta.

— Mesa perto da parede de vidro. –Assenti e Ruby saiu.

Arranquei minhas roupas no caminho ate a cama me enfiando em baixo dos cobertores a noite prometia ser mais fria que o normal ainda mais com meus pensamentos voltados para Regina, eu sabia tinha plena consciência do buraco em meu peito e da vontade maluca de sair procurando por ela, virando de um lado para o outro acabei pegando no sono.

S.M.

Como combinado Ruby estava me esperando para o café na mesa perto da parede de vidro, dei um sorriso contido em sua direção e caminhei a passos lentos ate a mesa principal, enquanto me servia de café e um croissant lembrei-me da primeira vez que vi Regina bem ali do outro lado da mesa, ate conseguia sentir o cheiro do seu perfume, espera droga meu coração estava a mil eu sabia que a morena estava por perto porque seu cheiro realmente estava no ar.

Apoiada com as costas no balcão ela me analisou dos pés a cabeça e soltando um riso de lado que rapidamente sumiu de sua face dando lugar a um expressão raivosa. Tentando manter a força nas pernas consegui caminhar ate a mesa pensando e como ela ficava bem naquela saia lápis acompanhada da blusa de sede branca com um perigoso decote. Emma você não devia ter saído do quarto com jeans escuro e all star e jaqueta de couro, foda-se pensei, essa roupa é muito confortável.

Sentei-me à mesa sob olhar divertido de Ruby, prendi meu cabelo num rabo de cavalo suspirando.

— Vai Ruby pode falar. –Beberiquei meu café.

— Vai atrás dela, esta na cara que vocês estão loucas para se agarrarem. –Falou sorrindo.

— Ruby ela me odeia e eu menti de certa forma. –Suspirei dando uma mordida no croissant.

— Talvez ela te odeie, mas acho que a atração fala mais alto às vezes. –Falou me encarando seria.

— É pode ser, mas eu não posso literalmente ir atrás dela, tenho certeza que a morena ia arrancar minha pele.

— Na verdade ela acabou de sair pelo corredor em direção à enfermaria, só uma ideia se eu fosse você ia atrás agora. –Falou olhando na direção da porta.

— Mas isso não faz sentido algum, eu deveria ir ate a Regina para pedir desculpas e contar à verdade o que eu não posso fazer agora.

— Desde quando sentimentos e vontades fazem sentido, não é lógica Emma é coração. –Falou bufando. –Vai agora, vou te esperar no meu carro. Vai Swan! –Falou praticamente me chutando da mesa.

Resolvi seguir seu conselho e sai a passos largos atrás de Regina, ouvindo o riso de Ruby enquanto me afastava da mesa. Esse encontro poderia complicar tudo ainda mais entre tanto eu necessitava de ouvir sua voz nem que seja me xingando.

Controlando a respiração parei a uns três passos da porta onde era enfermaria, meu corpo estava em alerta, respirei fundo uma ultima vez e entrei sem bater. Ela estava de costas para mim e rapidamente se virou com uma expressão nada boa no rosto, ignorei cada sinal de alerta piscando em minha mente e me aproximei puxando-a para um beijo antes que falasse qualquer coisa.

Arfei quando senti seus lábios nos meus, minhas mãos apertaram sua cintura, Regina tentou resistir mais foi cedendo aos poucos e emaranhou seus dedos nos meus cabelos permitindo que nossas línguas deslizassem uma sobre a outra, a energia gostosa que corria entre nos arrepiava-me dos pés a cabeça, deus sabe como senti falta do gosto, da textura macia de sua pele. Num movimento a ergui sentando a na mesa e me encaixando entre suas pernas sem quebrar o beijo minhas mãos foram para suas coxas tocando a pele recém exposta quando a saia subiu, suas mãos foram para meus braços ficando as unhas ali, gemi contra seus lábios sentindo Regina se contorcer contra mim puxando minha cintura com as pernas. Ela prendeu meu lábio entre os seus e mordeu forte senti o gosto de sangue na boca e me afastei contrariando minha vontade de tê-la ali em cima daquela mesa.

— Você só pode estar maluca. –Disse descendo da mesa ajeitando a roupa, seus olhos escuros e raivosos, mais uma vez me veio um trecho de uma musica “abençoada por beleza e raiva”.

— A maluca é você que me mordeu. –Falei passando a língua pelos lábios suspirando pesadamente. – Sorte sua que eu gostei. –Falei controlando a respiração e dando um risinho irônico, não sei de onde estava tirando coragem para provoca-la.

— Eu não quero que me toque novamente, vou fazer você se arrepender. – Falou brava. Aproximei-me dela devagar prendendo seus olhos nos meus.

— Aceitaria de bom grado qualquer castigo vindo de você, acho que sei um jeito bem divertido para você acabar comigo. –Falei piscando, eu sabia que estava brincando com fogo, mas era divertido ver sua batalha interna, seu corpo ansiava meu toque na mesma intensidade que eu ansiava toca-la.

— Swan! –Alertou, porem continuei me aproximando ate sentir sua respiração no meu rosto, seus lábios entreabertos, aproximei minha boca de sua orelha sussurrando.

— Eu precisava senti-la. –Passei a ponta do meu nariz no seu pescoço e ela virou a cabeça para o lado dando mais acesso, beijei deixando minha língua provar sua pele então me afastei. –Tem muitas coisas que eu queria fazer nessa mesa e na parede, mas você mesmo disse para não toca-la mais e será como desejou. –Falei saindo da enfermaria e deixando uma Regina sem duvida enfurecida pela minha petulância.

Corri pelos corredores ate o estacionamento com um sorriso no rosto, Ruby me esperava sentada no capo do carro com um sorriso malicioso.

— Você vai me contar né. –Falou descendo do capo e entrando no carro.

— Claro claro. –Falei entrando no carro balançando a cabeça.

— Vamos, loira a musica é com você. –Falou dando a partida no carro e saindo em direção a estrada principal.

— Bom vamos ver. –Falei remexendo as fitas que ela tinha no porta luvas. –Aham aqui vamos ouvir The Doobie Brothers.

— Boa escolha. –Falou sorrindo e logo o som de Listen To The Music invadiu nossos ouvidos.

— Vamos Swan tem que cantar junto. –Falou animada cantarolando e imediatamente a acompanhei no refrão.

Oh, oh, listen to the music

Oh, oh, listen to the music

Oh, oh, listen to the music

All the time

A viagem ate o bar fora da cidade foi descontraída com musicas e Ruby me obrigando a contar tudo que aconteceu entre Regina e eu na enfermaria, ao passo que ela ria e fazia comentários maliciosos.

Depois de meia hora chegamos a viagem deveria ter demorado uma hora, mas Ruby pisou fundo no acelerador .O bar era perto da estrada peguei meu celular.

— Você vem comigo. –Perguntei e Ruby balançou a cabeça puxando o computador e um modem.

— Eu vou surrupiar o depoimento da secretaria do Dr. Archie, boa sorte Ems. –Falou sorrindo. – Quando voltar trás uns caramelos para mim. –Encolheu os ombros sorrindo.

— Claro claro. –Sai fechando a porta e seguindo na direção do bar.

Cada passo me colocava mais perto da verdade, podia ver meu avô Gold sentado numa mesa mais afastada com um envelope pardo na mesa e a expressão preocupada.

Notas finais
Espero que tenham gostado.