Heart rater

4 Embrasser dans l'obscurité bleue


Notas iniciais
Voltei...bem desculpem eventuais erros, aproveitem a viagem.

“Heaven is a place on earth with you

Tell me all the things you want to do

I heard that you like the bad girls”.

— Lana Del Rey- Video Games

Diário de E. Swan

Não sei se estava sonhando, sentia meu corpo flutuar como se minha consciência estivesse presente, mas meu corpo se recusava a acordar e pelo que pareceu horas fiquei indo e voltando nesse estado de semiconsciência, podia ouvir vozes e por mais que me esforçasse não conseguia entender o que diziam, ate sentir o cheiro suave, perfume francês então dedos gelados tocaram meu rosto à sensação era como se onde aquele contato aconteceu minha pele se ascendente e uma eletricidade boa percorria minha pele tudo escureceu novamente e me afundei na inconsciência.

Por um momento pensei que estava acordando isso ate notar que podia sentir a grama sob meus pés e o sol quente em meu rosto, apertei os olhos tentando focar em algo naquele lugar, mas tudo era luz, aos poucos o contorno de um campo de lavandas foi tomando forma, o perfume no ar, o som de abelhas e o vento em minha pele, olhei para baixo, eu estava com um vestido branco solto meus cabelos também soltos o vento balançava-os fazendo cócegas no meu rosto, existia uma espécie de magia ali eu me sentia leve, como se tudo fosse possível, não zombe de mim, não aguentei simplesmente admirar o lugar, eu corri, corri em meio as lavandas sentido o vento no meu rosto misturando-se com o perfume das flores e por mais que eu corresse não me cansava.

Parei com minha euforia, céus eu estava gargalhando como não fazia há tempos então braços rodearam a minha cintura, apesar da surpresa a sensação de segurança que me tomou era demasiadamente boa para que eu me soltasse, o corpo quente junto ao meu, um queixo pousou no meu ombro, por mais estranho que fosse eu sabia do fundo da minha alma que estava ali, reconheceria o perfume francês com um toque de maçã em qualquer lugar, a impossibilidade da situação não impediu que eu fechasse os olhos aproveitando aquele momento sentindo a respiração dela no meu pescoço que causava uma sensação igualmente boa a de estar naqueles braços, ela nada falou, senti quando seus lábios pousaram no meu pescoço e eu poderia ter queimado com aquele simples toque.

Todo o sonho se desvaneceu quando meus olhos abriram, porra eu queria voltar, mirava o teto do meu quarto, rememorando os acontecimentos do dia lembrei que passei a manhã no jardim, pesquisa no quarto e a entrevista que seria com Zelena quando Regina apareceu trocamos farpas ela foi desagradável, tentei sair fiquei tonta e desmaiei uffa nossa.

Minha mente girou, sentei rapidamente na cama e não acreditei no que via, Regina sentada na poltrona olhando em minha direção, parecia que ela já estava naquela posição há algum tempo, merda como eu vim parar no quarto e o que diabos ela esta fazendo aqui, não sei se de propósito ou por costume ela cruzou as pernas e meu olhar caiu para aquelas coxas que ficaram um pouco mais amostra quando a saia subiu, lembrei do sonho e senti meu rosto esquentar desviando meu olhar para a janela, merda já era noite o céu escuro e sem estrelas, por quanto tempo fiquei desacordada?

— Achei que não ia acordar Miss Swan, quase fiquei preocupada. –Disse com a voz rouca característica soltando um riso divertido, sua postura estava diferente das outras vezes, não parecia agressiva porem um perigo ainda flutuasse naqueles lagos castanho.

— Quanto tempo eu fiquei fora. –Falei tentando manter meus olhos em seu rosto. Ela me considerou por um tempo parecia se divertir com meu esforço para não devora-la com os olhos.

— Quatro horas, você desmaiou creio eu porque não compareceu ao almoço deve ter ficado fraca e depois da nossa discussão sua pressão caiu. –Falou sorrindo de canto e pude notar um leve sarcasmo em sua voz. -Com ajuda de Belle te trouxe para cá.

— E você ficou aqui?

— Sim Swan não esperava que eu fosse te largar aqui, não se preocupe não te molestei enquanto dormia. – Ali estava o sarcasmo carregado em sua voz novamente.

Sentei na beirada da cama com o rosto formigando pelo seu comentário, então vi o quadro com as informações que eu havia traçado, meu rosto ardeu não sei porque senti vergonha, mas céus era a mãe dela ali, calma Emma será que existe a mera possibilidade de Regina não ter visto o quadro, como que lendo meus pensamento ela mirou o quadro.

— De fato esta se dedicando a essa pesquisa, fez um bom trabalho. –Levantou da poltrona andando lentamente ate o quadro o analisando. –Swan me desculpe, geralmente eu não faço isso. –Falou sem se virar ainda fitando o quadro.

— Faz o que? Ser babaca com as pessoas. –Disse lembrando de como ela falou sobre minha família, o gosto amargo daquelas palavras ainda presente na memória.

— Não, pedir desculpas o que geralmente eu não faço. –Considerou por um tempo. –Na verdade eu nunca peço desculpas, você é uma exceção, Emma me desculpe pelo que eu disse começamos com o pé esquerdo, falar da minha mãe do meu passado traz meu pior lado à tona. – Deus como eu gostei da forma como meu nome escapou por entre seus lábios, poderia desculpa-la porem não consigo esquecer a aspereza de sua voz, vai Emma da uma chance.

— Entendo, não vou mentir e dizer que não fiquei chateada, e no escritório em um momento eu queria te dar uns tapas. –Ela se virou em minha direção sua expressão mudou e ela sorriu divertida.

— Considere Miss Swan que talvez você quisesse me dar mais que alguns tapas. –Meu rosto corou, droga ela tem razão, o que Emma nem pensar os olhos dela gritam perigo, essas sensações de formigamento e frio na barriga eu fujo disso e das consequências delas e depois tem algo diferente com a Regina, algo perigoso.

— Bem, eu. Há eu. –Gaguejei igual uma idiota.

— Jante comigo, você precisa comer eu tomei a liberdade de pedir comida, chegou uns poucos minutos antes de você acordar ainda esta quente e eu posso responder suas perguntas apenas peço que tenha paciência. –Encarei aqueles olhos castanhos e fiquei presa neles como uma mariposa é atraída pela luz.

— Certo, é eu vou lavar as mãos.

Segui para o banheiro sentindo seus olhos queimando minhas costas. Encarando meu reflexo no espelho enquanto lavava as mãos pensei droga Emma você esta irremediavelmente atraída por ela, precisa parar com isso não existe a mera possibilidade disso acontecer, mas ela é tão linda, abençoada por beleza e raiva, céus estou encrencada. Com esse pensamento voltei para o quarto Regina estava sentada no sofá a comida arrumada na mesinha de centro. Então notei que ela segurava o desenho que fizera do seu rosto de perfil. Meus ossos gelaram ai merda.

— Você tem talento. –E você não devia bisbilhotar as coisas alheias pensei.

— Pode ficar com ele, se quiser? –Me aproximei hesitante e sentei na outra ponta do sofá.

— Eu quero sim. –Seus olhos queimaram os meus então uma expressão sombria e distante tomou seu rosto como se tivesse levado um choque.

— Uau. –Regina pediu comida para um batalhão, um prato com files e batatas, salada, um tipo de creme, vinho e torta de maçã.

— Vamos Swan, quase posso ouvir seu estômago daqui. –Claro que fiquei corada de novo, ai merda. – Não esta esperando que eu te sirva esta? –Me encarou com zombeteiro.

— Não, obrigada por isso Mills. –Me servi sob o olhar atento do demônio de salto. –Você não vai. –Apontei para a comida.

— Estou contente em observar, alias mais salada ai nesse prato Miss Swan. –O modo como falou, não consegui contestar apenas fiz o que ela disse.

— Não bebe vinho. –Falou levantando uma sobrancelha.

— Não, na verdade nunca consegui beber, a única exceção é o absinto. Céus Regina isso esta ótimo.

— Obrigada, porem o mérito é todo de Granny nosso chef de cozinha menos a torta. –Seu escrutínio já estava me deixando nervosa.

O único som no ambiente era os talheres, por incrível que pareça não era um silencio desconfortável, era muito bom na verdade o estranho era que Regina não tocou na comida. Quando acabei de jantar peguei meu bloco de anotações enquanto ela servia-se de vinho.

— Então excluindo o que os jornais publicaram, Dona Cora deu algum indicio do que ela iria fazer ou simplesmente aconteceu assim do nada? –Ela cruzou as pernas levando a taça aos lábios, provando o vinho e depois capturando com a língua os resquícios da bebida em seus lábios, concentra Emma, ela vai me matar.

— Na época não pensei que poderiam ser sinais de um surto eminente, ela era rígida comigo e principalmente com Zelena, mas era uma boa mãe e amava o nosso pai, umas três semanas antes do surto ela viajou para Praga. –Seus olhos perderam o foco como se estivesse vendo um outro tempo, mais um gole de vinho e mais um mini AVC para mim. –Ela ligava todas as noites, e mandou presentes para nos do festival da colheita que acontecia lá, algo como solstício de inverno, nada diferente das outras vezes em que ela viajava a negócios.

— Que tipo de negócios, sua mãe tinha. –Meio hesitante ela respondeu tomando cuidado com as palavras.

— Cora era antropóloga, mesmo depois de ter parado de lecionar ela continuou suas pesquisas, estava estudando festivais sazonais xamânicos entre outras coisas, foi ate Praga para o festival e também para encontrar uma amiga.

—Sabe quem é essa amiga? –Ela considerou a pergunta por um tempo enquanto eu tomava nota.

— Não, mesmo depois do suicídio tal “amiga” nunca apareceu, sei que elas vinham se correspondendo por cartas há algum tempo.

— Sabe o nome dessa amiga?

— Não mamãe nunca mencionou seu nome nem mesmo nas cartas.

— Vocês nunca perguntaram?

— Não. –Minha insistência no assunto estava deixando Mills irritada, a vi respirar fundo acabando com o vinho de sua taça.

— Certo. –Ainda meio hesitante pelo brilho ameaçador nos olhos dela continuei. – Regina, que sinais você disse que deveria ter considerado?

— Quando ela finalmente voltou de viajem estava diferente, saia do quarto apenas para pegar mais livros na biblioteca ficou dias assim, não comia direito e cobriu todos os espelhos da casa. Isso durou dias ate que ela surtou, eu só ouvi os gritos, o restante é o que você sabe.

— Eu sinto muito. –Falei sincera, por um momento vi dor naqueles olhos castanhos e me senti muito mal de estar fazendo ela desenterrar isso.

— Tudo bem, já faz muito tempo. –Seus olhos fisgaram os meus e ficamos nos encarando por um tempo.

— Tem olhos lindos Swan. –Quase dei um pulo no sofá, será que eu ouvi direito, sinto minhas bochechas ardendo, Regina mantinha um ar divertido.

— Certo, obrigada. –Droga eu nunca sei reagir direito a elogios. –Tenho mais uma pergunta? –Ela estreitou os olhos.

— Estou ouvindo Swan.

— Sei que fizeram uma visita a Cora no período de internação dela na clinica, sei também que foi a primeira e a ultima vez que a visitaram lá. –A sombra de irritação cobriu aqueles belos traços novamente.

—E você quer saber se ela falou alguma coisa antes de entrar em estado vegetativo? –Seus olhos faiscavam.

— Não, quer dizer sim, esqueça a pergunta apenas me responda se para vocês ela dava indícios de ter se arrependido do que fez? .-A expressão carregada se dissolveu um pouco.

— Não ela nem sequer nos reconheceu. –O modo como sua voz saiu agressiva deixava claro que o assunto terminava ali.

— Obrigada Mills, não tenho mais perguntas. –Regina se levantou e veio em minha direção, meu coração parecia uma locomotiva, ela parou tão perto que podia sentir sua respiração quente no meu rosto.

— Bom eu ainda tenho uma pergunta Miss Swan. –As palavras saíram arrastadas naquela voz rouca enquanto seus olhos prendiam os meus, foi algo puramente instintivo umedeci meus lábios.

— Estou ouvindo Mills. –Minha própria voz saiu rouca a simples proximidade dela me abalava completamente e mesmo envolvida em seu charme podia sentir que de alguma forma ela era perigosa aqueles lagos castanhos estavam me tragando.

Notas finais
uou ....ate a próxima