Heart Challenges

34 Motor roncando, vento na cara e Loki gritando.


Notas iniciais
Olá meus amores. Quase que não posto hoje. QUASE. MAS AQUI ESTOU, LINDA GOSTOSA E TODA DE ROSA. PQ SE EU QUASE NÃO USO ROSA? Pq eu tava compressa, já tava com uma bermuda rosa, e aí vesti uma blusa q só fui ver depois que tbm era rosa, e como minha mão pegou o meu chinelo, tive q pegar o dela q é rosa, E PRA COMPLETAR MINHA SOMBRINHA TBM É ROSA. ME SINTO A PENELOPE CHARMOSA VERSÃO MORENA COM MEXAS LOIRAS E Q SAIU DE CASA LOGO DEPOIS DE TER ACABADO DE ACORDAR (Já q foi isso que eu fiz). TBM QUERO DIZER QUE TÔ APAIXONADA EM UM CASAL MEIO QUE FIGURANTE QUE VAI APARECER NA FIC EM ALGUNS DOIS PRÓXIMOS CAPITULOS, E EU TAVA PENSANDO EM FAZER UM CAPITULO ESPECIAL PARA ELES. —"Mi, tu ta bebada de novo? Como a gente vai responder isso se a gente ainda nem conhece esses infelizes?" EU NÃO TÔ BEBADA. É o seguinte, vou refazer a pergunta daqui três ou quatro capitulos, e vocês me dizem o que acham. Ah, e não teve como responder os comentarios do ultimo capitulo. Prometo que irei responder ainda essa semana. Beijos, amo vocês. Tá, já falei demais. VAMOS AO CAPITULOOOOOOOOOOOOOOOO

BUCKY

—UHULLLLLLL. ISSO É O MÁXIMO.— Tony grita, agarrado a minha cintura.

Confesso que senti falta disso. O vento no rosto, a sensação de velocidade. Há quanto tempo não ando em uma moto pra valer?

— EU VOU MORRER. EU VOU MORRER.— Loki grita, no banco de trás da moto ao lado, quase partindo o piloto da moto ao meio, e olha que o cara é o dobro de Loki.

— MORRE CALADO, DESGRAÇA.— Tony grita, para conseguir ser ouvido sobre o vento forte.

O cara ruivo na moto da frente da uma risada alta e aumenta a velocidade. Faço o mesmo, o acompanhando.

Ah, como eu amo isso. A velocidade. Um bom motor. Duas rodas.

———

UMA HORA ATRÁS

— Alô? Crowen?— Tony pergunta, assim que escutamos uma voz grossa do outro lado do telefone, no qual por algum motivo está no viva voz.

—"Quem é?"— Ele pergunta de forma rude, e até assustadora.

O que diabos Tony está fazendo? Quem é esse cara?

E por que o novo amiguinho de Tony não para de me encarar?

Quando ele não está me encarando, está encarando Loki com cara de bobo.

— Tony. Tony Stark.— Tony diz.

—"QUEM?"—O cara pergunta, parecendo com raiva.

—O cara do bar. O que pagou bebidas e cantou 'I need a hero' com você e os outros caras.

Tanto eu quanto os outros dois homens na sala olhamos Tony como se esperasse que ele dissesse que o que ele acabou de falar foi uma brincadeira. Mas ele não diz. Sério? Tony e esse cara que parece ser um urso só pela voz cantaram I need a hero?

SÉRIO?

Esse é um nível de viadagem ao qual nunca cheguei.

Talvez por causa da forma que cresci. Talvez por causa do meu pai. Talvez por nunca ter tido a chance. Eu não sei. Só sei que Tony é uma caixinha de surpresas, e que gosto das surpresas dele. Eu acho.

— "CONY? MEU DEUS, BRAT, É O CONY NO TELEFONE."—O cara grita e então desperto de meus pensamentos.

Cony?

— Tony.— Tony corrige, mas ele não parece bravo, na verdade está sorrindo.

—"OI CONY."— Uma outra voz, também bastante grossa, mas parecendo extremamente animada, grita do outro lado da linha.

—"E aí, amigo? Como você tá? Achei que não lembrasse da gente."—O primeiro homem, Crowen eu acho, falou.

— "Estou precisando de uma ajuda."— Tony diz, indo direito ao ponto.

—"É só dizer, camarada. Do que tu precisa?"— Ele pergunta, animado.

—Preciso chegar a Las Vegas. Mas estou meio que fugindo da polícia. Rola uma carona?

— "MAS É CLARO. ISSO VAI SER EMOCIONANTE. OUVIU ISSO, JACK? CONY ESTÁ FUGINDO DA POLÍCIA."

—"E AÍ, CONY?"

— Vou bem, Jack. E você?— Tony pergunta.

— "Me casei com o garçom."— Ele diz animado.

—O QUE? AQUELE QUE VOCÊ ESMAGOU O BRAÇO?— Tony pergunta, em uma mistura de animação e surpresa.

— "Esse mesmo. Ele é um amor. Eu o amo tanto."— Jack responde.

Eu estou meio que boiando nessa conversa.

E já estou vendo a hora de o Loki bater no Tony de novo.

— As comadres podem deixar para contar as novidades quando não tiverem policiais tentando derrubar a porta? — Loki pergunta, e sou obrigado a concordar com ele.

Estamos ficando sem tempo.

—" Onde pegamos vocês?"— Crowen pergunta, com a voz séria.

— Na rua de trás das Indústrias Stark. Vocês têm de estar aqui quando sairmos. Vamos levar uns dez minutos. Se não estiverem, está tudo acabado.— Digo sério e todos me olham.

Eles sabem que é verdade. Se formos pegos, vamos todos para a cadeia, Steve será torturado e irá acabar falando sobre os anéis, e eu prefiro que fale a ser torturado, então matarão ele de forma rápida. Depois virão atrás de mim e de Tony. Irão pegar os anéis e nos matar, junto com Loki e Bruce. E tudo terá acabo. Um mínimo erro, e será uma sucessão de catástrofes.

— "Pode deixar, amigo do Cony."— Crowen fala, e então desliga.

— Temos que ir, agora.— Bruce fala, olhando a porta.

Puxo a cadeia de Tony, subo nela e com uma faca começo a desparafusar a grade que leva aos dutos, que fica em uma parte alta da parece. Quando consigo tirar os dois parafusos da esquerda, a puxo para fora, e ela se abre como uma porta.

— Me dá uma linha, barbante. Qualquer coisa.— Digo.

— Serve uma gravata?— Tony pergunta, com a dele em mãos e concordo.

Amarro uma ponta em uma das grades para que depois que estiver lá dentro eu possa conseguir fechar a grande e amarrar em algo, para que não vejam tão rápido que seguimos aquele caminho.

— Tenho uma pergunta. — Bruce diz.

— Pergunte.— Falo.

— Como vamos saber que caminho pegar?

Eu não havia pensado nisso, e quando olho para Tony, vejo que ele também não.

— Seus idiotas. Ainda bem que eu penso. Baixei a planta dos dutos no meu celular assim que entramos aqui.— Loki diz, e então respiro aliviado.

— Ótimo, então vamos lá. Loki, você na frente.— Digo, juntando minhas mãos para dar apoio para que ele suba.

— Obrigado.— Ele diz, subindo com o celular em mãos.

— Peões primeiro.— Tony diz, de forma provocativa.

— VAI SE FUDER.— Loki grita de dentro do duto.

— Bruce.— Digo e então ele sobe, logo atrás de Loki.

Estendo minha mão para que Tony suba na cadeira e ele o faz.

— Presta atenção, se der errado, você vai dizer que eu te sequestrei, e que iria te matar.— Digo sério.

— Eu não vou fazer isso. Vão te prender, e lá vão te matar.— Ele diz, olhando no fundo de meus olhos.

— Vão te matar também. E o Steve. Precisa fazer o certo.— Digo, o olhando.

— Isso é loucura. Tudo isso. Puta merda. Por que eu não posso ter uma vida normal?— Ele diz.

— Me desculpa.— Peço, sentindo uma pontada de culpa.

Nada disso estaria acontecendo se eu não tivesse aparecido na vida deles.

—Ei, nada disso é culpa sua. Vamos sair daqui, okay? Vamos achar o Steve, e depois vamos destituir essas drogas de chips, e então vamos viver nossas vidas. Nós três.— Tony diz, e acaricia meu rosto.

—Quem diria que eu me apaixonaria por um playboyzinho mimado?!— Digo, segurando sua cintura.

— Está apaixonado por mim?— Ele pergunta. É impressão minha ou ele está colocando uma dose de sensualidade na voz?

— Talvez. Não sei se é boa ideia deixar você ter tudo o que quer, filhinho de papai.

— SERÁ QUE DÁ PARA VOCÊS SEREM ESTRANHOS QUANDO ESTIVERMOS A SALVO?— Loki pergunta, dentro do duto, já um pouco afastado.

Tony revira os olhos e então se vira para mim.

— Vamos sair daqui juntos, e salvar o Steve juntos, e comer lasanha juntos, e fazer o melhor sexo que eu já fiz na vida juntos. Entendeu?

— Tudo bem.— Digo, segurando a vontade de rir.— Vai.— Digo e o ajudo a subir.


————

— MERDA.— Tony diz e joga o telefone no chão.

— Calma. Quebrar o celular não vai fazer ele atender o telefone.— Digo.

Estamos não muito longe da estrada, logo na entrada da floresta.

Acontece que parar em algum motel ou pensão para dormir seria suicídio, então estamos acampando.

— Como pode estar tão calmo?— Ele me pergunta.

— Porque se tivesse acontecido alguma coisa com ele, já saberíamos. Ter somente ele não resolve. Não vão matar ele antes de conseguirem nós dois. Então se acalma.— Digo e ele me olha.

— Não deixo ele sozinho desde os oito anos de idade. Sempre estou com ele, o protegendo, de algum modo. E agora...

— Tony. Ei. Nós vamos conseguir. Mas agora temos que descansar. Nós precisamos...

— Vai mesmo conseguir dormir?— Tony pergunta, como se me desafiasse.

— Eu não sei. Minha cabeça tá a mil. Eu não consigo parar de pensar nele. Talvez eu consiga. Meu corpo tá acabado. Não durmo direito a semanas. A última vez que consegui ter uma noite de sono descente, eu ainda dormia na cama do Steve, com ele do meu lado. E os antibióticos que tomei também dão um pouco de sono...

— Você precisa dormir, eu não.— Ele diz, me interrompendo.

— Nós dois precisamos.— Digo, vendo seus olhos cansados. Ele parecer não dormir bem a um bom tempo também.

— Você precisa comer algo. Os garotos estão fazendo uma sopa.— Ele diz, olhando para onde está a fogueira e estão todos reunidos.

— Você os chama de garotos como se não fossem o dobro do nosso tamanho.— Digo, tirando as coisas de montar nossa barraca do saco.

— Eles são legais. Conheci eles na noite que te peguei na casa do Steve.

— Sério?— Dou uma risada.

—É. Eu lembro que você tava só de toalha. Eu tive vontade de tirar você da casa dele a vassouradas.— Ele diz, rindo.

É tão bom lembrar de quando as coisas eram mais simples. De quando éramos só caras apaixonados brigando pelo homem que gostávamos em comum. Parece que foi em outra vida. Tão distante.

— Quando tudo isso acabar, quero tirar umas férias.— Tony diz, sorrindo de forma sonhadora, se deitando na grama e olhando para o céu estrelado.

Sei o que ele está fazendo. Está tendo esperanças. Está criando segurança. Ele quer acreditar que tudo vai acabar bem. E eu espero que acabe.

—E onde pretende tirar essas férias?— Pergunto, me deitando ao seu lado.

— Podemos começar em Paris. Steve adora Paris.— Ele diz, e então sinto sua mão sobre a minha. Entrelaço nossos dedos e ambos dados um suspiro.

Tony está com medo. Sei como ele deve se sentir. Ele e Steve jamais viveram algo assim, e deve ser assustador para eles. Tudo tão novo. E por mais que ele banque o cara forte, se escondendo por trás de seu sarcasmo, sei o quão frágil ele está.

Criar um futuro. Fazer planos. Isso acalma. Faz acreditar que tudo vai ficar bem, quando as coisas tem tudo pra acabar com nós três em um caixão, e o mundo em uma guerra horrível.

Mas não quero pensar nisso agora. Só quero viver minha fantasia. Nossa fantasia.

— Eu sempre quis conhecer o Egito.— Digo, pensando nas pirâmides e desertos. E em toda a história por trás daquelas terras tão antigas.

— Cairo. Então Paris, Cairo...?

— Você escolhe agora.— Digo.

— Madri. Vamos ver as touradas espanholas.— Ele diz com um sorriso. Mas aos poucos esse sorriso desaparece.— Nós vamos morrer.

— Que mórbido.— Digo.

— Não tem medo?— Ele pergunta.

— Não.— Respondo calmamente.

— Por que?

— Porque eu já vivi o inferno aqui na terra. Seja lá o que tem depois da morte não me assusta. Se eu morrer será porque tentei fazer algo último. Algo bom. E não porque estava fugindo feito um rato. Vou morrer pelas pessoas que amo, e isso é algo que vale a pena.— Digo, dando de ombros.

— Se sairmos dessa vivos, o que duvido muito, eu só quero ir pra minha casa, com você e Steve, e dormir por uma semana.— Ele diz e sorri para mim.

Notas finais
Mais uma vez, me desculpem por não poder responder os comentarios hoje. Até mais seus lindos.