Notas iniciais
por favor não deixem de comentar o que acharam

As vezes acho esse castelo frio demais. Ele é lindo, mas sem vida. Cada corredor aqui é tão solitário quanto as páginas dos livros, de historias belas mas sem vida. Eu sempre dou um jeito de sair quando quero, meu pai é o rei dos elfos de Lórien, essas terras são tão grandes quanto toda Hear Fy, mas em maior parte todo esse lugar é feito de árvores e gelo, quase todos moram nas redondezas do castelo, mas nem todos os elfos são legais. A maioria deles é meio arrogante e sempre se acham melhor do que os outros, exceto do que os magos é claro.

Estava sentada no pátio, em frente a grande fonte de pedra, tinha uma imagem de um elfo segurando uma espada e a água saia dos seus olhos, nunca entendi direito aquela imagem. Minha irmã gêmea, Mikka veio correndo ao meu encontro e parecia realmente trazer um recado importante.

– Neela, é sério, o Duque achou uma coisa estranha no porão do castelo, acho que ele tava experimentando algum artefato novo do Glorfindel — dizia ela em um tom agoniante. Glorfindel é um dos cinco gêmeos da dona Vicky, ele ama automação e vive fazendo coisas estupendas, desde penas metálicas que se uniam as cerdas até virar uma adaga de pequeno porte, a censores de metais feitos de hastes metálicas. É obvio que apenas um gnomo não faria isso sozinho, geralmente tinha a ajuda de Joseph e de seus irmãos.

Duque é nosso irmão mais novo ele tem 9 anos, adora as coisas que os gêmeos fazem e quando crescer. Os degraus são íngremes e empoeirados, parecia que o porão não era limpo a décadas. Ao chegar até a porta final que dava no porão, Duque estava sentado na soleira dos degraus da escada segurando um prima logo e branco que emanava uma luz verde muito forte.

– Que porcaria é essa — disse Mikka logo de cara, nem sempre Glorfindel fazia coisas boas.

– Foi o J — Joseph que me deu.

– E por quê você tá gaguejando?

– Eu só não gosto quando vocês brigam comigo.

– Ah por favor né, você sabe muito bem do que os artefatos do Glorfindel são capazes né?! — disse tentando amenizar o que Mikka disse, afinal de contas ela sempre foi meio egocêntrica.

– E quem disse que isso é do Glorfindel? Isso aqui não é nenhum artefato que explode portas, desses eu to guardando pra mais tarde. — disse o pequeno Duque.

– E de quem é? — perguntei.

– É do Joseph, ele disse que serve para achar magia. Sempre que alguma coisa com um poder mágico estiver por perto isso brilha. — ele parou de falar por uns instantes, suspirou e continuou — Só que tem um problema.

– E qual é? — perguntei.

– Ele disse que quando a ponta ficar verde, é sinal de magia negra.

Fiquei pasmada, afinal de contas somos elfos, imortais, sempre servimos ao lado da luz (exceto alguns mas não os da nossa família), e neste castelo não seria possível. Me abaixei e olhei pela fechadura, foi em vão. Tudo o que se podia reconhecer era uma escuridão imensa.

– Bem vamos falar com o Joseph, isso deve estar errado — disse para o Duque, ele abaixou a cabeça mas senti que tinha uma coisa estranha lá, descobrir era o problema.