Notas iniciais
Nada é verdade, tudo é permitido. - Assassin's Creed

Pelos deuses só eles sabem como a dona Vicky cozinha bem, omelete, bacon, vinho, pão e queijo, o que mais eu poderia querer. Terminei de tomar meu café quieto, nunca fui muito de falar, e depois ajudei a dona Vicky a tirar a mesa.

Eram em torno das nove horas da manhã quando tudo estava limpo, meu senhor já havia descido até o porão para preparar minha primeira aula. A ansiedade estava me matando aquele ponto, cada degrau que eu descia agoniava mais e mais minha ansia. No final lá estava ele em frente a uma mesa no centro do pequeno porão com vários potes vidros, com umas coisas estranhas dentro, encima da mesa. Minha aula começou. Primeiro ele me deu um livro velho e empoeirado, com algumas folhas rasuradas a ponto de não saber se era élfico ou a lingua geral, porque estavam relmente manchadas, com o título escrito na língua geral "poções e como indentificalas". Foi aí que tudo começou a fazer sentido, os potes de vidros continham ingredientes para poções vagas, mas também mortíferas. Me senti realmente entusiasmado, exceto quando explodi uma simples poção do sono, essas aulas seriam realmente muito boas. Olhei o relógio e me lembrei de que tinha de ir em Éledir, na casa da dona Vicky, ajudar o Glorfindel com as suas automações. E pelos deuses já eram três horas da tarde.

– Oh, meu senhor, sinto muito mesmo. Mas tenho que ir ver o Glorfindel, eu prometi que o ajudaria numa nova enjenhoca dele.

– Mas é claro meu bom rapaz, é melhor que saia-mos dessa fumaça, ou morreremos entoxicados — disse ele num tom suave, se virou e começou a subir as escadas de pedra em forma de espiral quando derrepente parou e disse — E já que vai ir para tão longe, tenho uma surpresa para você. Ande vamos logo.

Subi as escadas atrás dele o mais rapido que pude, ele foi até a porta da sala, uma bela sala de estar a propósito, a lareira tinha molduras de fogo talhadas a mão em bronze, um belo carpete vermelho no chão e duas poltronas próximas a uma estante de livros. Na porta ele parou, tateou os bolsos e tirou de um deles uma chave velha e, com um solavanco irritante, abriu a porta.

– Joseph, quero que tome muito cuidado com ele, afinal de contas ele é perigoso. — na minha frente estava uma quimera, corpo e cabeça de leão com asas de dragão, era negro como a noite de inverno, de olhos vermelhos, um macho adimirável — Se elfos podem montar lobos gigantes porque não pode ter uma quimera, o nome dele é Holt, estava esperando para te dar de aniversário, mas é só daqui a dois meses, e você vasculha cada canto dessa casa que nem o melhor feitiço de invisibilidade o manteria fora do seu alcance.

– Meu senhor, é meu? Eu ... eh ... muito obrigado! Eu posso ir com ele até Éledir?

– Não só pode como deve. Ele tem de se acostumar com você, só não voe com ele por enquanto. E cuidado para ele não cremar ninguém.

Entrei logo dentro de casa, peguei minha bolsa velha, coloquei todas as minhas coisas dentro e sai pra fora de casa. A primeira aprocimação foi boa, ele aparentava gostar de mim, seu pelo era macio e agradavel de se tocar, tentei subir em cima dele mas ele se afastou e acabei caindo no chão. Bati a poeira do meu casaco e tentei novamente, só que desta vez acariciei a cabeça dele enquanto subia em suas costas. Ele não se moveu, tentei impulsionar um pouca para frente e não adiantou em muito, mas para minha desgraça, tive a maldita ideia de dar uma suave batida em sua barriga com os pés e ele começou a correr.

Seguindo a estrada, com Holt ainda correndo, tinha de me segurar muito bem, para minha sorte descobri que ele respondia a língua geral, era só ordenar que ele fosse para um lado ou para o outro que ele obedecia. Resolvi fazer uma pequena parada quase no final do caminho perto de um lago, desci das costas negras e quentes do Holt e o deixei ir beber àgua. A floresta era densa nessas terras à meia hora da minha casa, nunca vi nenhuma casa aqui por perto e dificilmente alguem caminhava sozinho por ali a não ser que estivesse perdido, e por que o destino não queria que chegasse na casa da dona Vicky, pelo menos era o que aparentava. Com um grande casaco preto que chegava nos calcanhares, com uma venda preta nos olhos, havia um homem, ele tinha cabelos castanhos desgrenhados e uma cicatriz horrivel que saia de sua venda nos olhos até sua boca.

– Senhor? Está perdido? Precisa de ajuda? — me aproximei mais para poder falar com ele — porque está de olhos vendados?

– Nunca te disseram que é nas trevas que se encontra a luz?

– Hum, o que você que dizer com isso? — tentei me aproximar mais mas minhas pernas estavam travadas, acho que estava com medo. O sorriso que aquele senhor exibia no rosto era doentiu.

– Quanta arrogância de sua parte. Realmente acha que Meriadoc é o único mago de Hear Fy? Nunca se perguntou por que ele nunca sai de seu covil? É meu caro, ele tem medo, medo do verdadeiro poder. E você está ficando igual a ele. Prove que é melhor do que isso, descubra o que é o poder de verdade!

Naquele momento ele sumiu, sua roupas exalavam borroes negros e no fim uma luz cegante, quando abri os olhos ele não estava mais lá, somente Holt estava do meu lado e não havia mais nada por perto.

Resolvi que era melhor esquecer tudo aquilo mas, do que aquele homem estava falando, e por que. A estrada continuava em frente e faltava pouco para chegar na casa do Glorfindel, continuei seguindo meu rumo.

Para minha surpresa, era algo maior do que imaginava. Quando vi o que estava do lado de fora da casa fiquei realmente estupefato. Um dragão feito de metal, com mais de três metros de altura, dentes afiados como adagas e olhos de ouro.

– Caramba Joseph, achei que não vinha mais. E por que essa cara de assustado? Gostou do meu novo projeto suponho? — disse ele com mesmo ar de riso, enquanto prendia a medula do dragão suspenso por um andaime de madeira.