Hear Fy - Blood and Magic
1 Meriadoc
Notas iniciais
Abri meus olhos. Apenas dores eram só o que eu sentia, afinal de contas ter cento e trinta e sete anos não é uma idade muito comum. Amenos, é claro, que você seja um mago. Apesar do que a maioria dos jovens gnomos pensam, eu não desejaria meu destino a ninguém, é a pior coisa do mundo acordar e se lembrar que seus amigos estão mortos. a procura de um aprendiz digno é realmente cansativa, mas encontrei um jovem, Joseph, eu não queria esse destino para ele, mas não tive escolha pois o encontrei a beira de uma casa destruida chorando, ele só tinha dois anos naquela época.
Bem, resolvi me levantar, a dor tinha que cessar durante uns minutos até que eu conseguisse pegar uma poção para dores que eu mesmo criei, afinal de contas sou velho. Fui até o guarda roupas e troquei os velhos fardos que usava para durmir por minha capa branca. Claro, ser um mago tem suas vantagens, com um aceno de mão abri a porta do meu quarto e desci a pequena escada de madeira até a sala. Ela havia sido bem limpa naquela manhã pela governanta senhora Vicky, uma gnoma muito bem respeitada e muito simpática, coisas que seus cinco filhos não herdaram, eu sempre me enrolo com o nome deles.
A porta de meu laboratório estava limpa e lustrada, podia ver minhas rugas definidamente naquela madeira. Desci a escada e, para minha surpresa, Joseph estava lá. Eu sempre proibia ele de descer, a sua curiosidade é imensa e temia que pudesse explodir o teto algum dia.
— O que está fazendo aqui? Eu não lembro de te permitir acesso ao meu laboratório!
— Ah é? Pois você permitiu, ontem a noite, não se lembra senhor? O senhor disse que ia começar a me dar aulas de poções hoje.
— Oh meu caro! Sinto muito! Tinha esquecido completamente, prefiro que tomemos café primeiro. Eu só vim buscar um pouco de poção para dor.
— Meu senhor espero que sua idade não afete muito sua saúde.
— Minha idade? Bobagem.
— Meu senhor, também se esqueceu que seu aniversário é daqui duas semanas?
— Pelas barbas de Merlim! Acho que preciso fazer uma poção para me lembrar das coisa.
Subimos as escadas juntos, e na porta estava Vicky nos chamando para tomar café da manhã, e o dela é ecessivamente bom. Ela sempre fazia tudo cedo para poder passar o resto do dia com seus filhos, que agora que começo a me lembrar são cinco gemeos, porém nem tão parecidos.
— Bom dia senhor Meriadoc, Joseph.
— Bom dia — respondi cordialmente
— Essa é a única carta que chegou hoje — disse ela me entregando uma carta em uma bandeja de prata.
Eu reconeceria o timbre do castelo de Lórien até de olhos fechados, era um comunicado que dizia que celebrariam meu aniversário em um campo aberto no vale abaixo a colina onde moro, mas nem sempre tudo está bem, embaixo estava escrito: ps — temos que tratar de outros assuntos também. Fechei a carta e a guardei em meu bolso para poder tomar café.
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