Heal me
6 Social
Notas iniciais
"No one saves you"

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— Eu não estou dizendo que eu vou a essa festa. Mas seu eu fosse... Qual seria o endereço?— Naquele momento eu só consigo abrir um sorriso.
~~
Fico por alguns segundos apenas a encarando com um sorriso, Ségoléne faz uma cara de impaciente. Eu não posso evitar, a curiosidade de ver essa garota em uma meio social era muita. Espero que ela seja menos insuportável perto dos outros. Apesar de que eu já me acostumei com esse modo de agir que ela possui.
— Esse aqui. – Falo entregando um pedaço de papel com o endereço, já havia anotado antes. – Começará mais ou menos no anoitecer, mas pode chegar antes ou depois. Não importa.
— Entendi. E como deveria ir trajada? – Ela pergunta me encarando.
— Vai ser uma social apenas, então pode ir casualmente. Nada muito exagerado, vamos estar entre amigos.
— Uma social... Certo. – Ela fala com uma expressão pensativa. – Até mais Nicolas Clark. – Ela poderia me chamar mais vezes apenas pelo meu primeiro nome. Ségoléne se vira para entrar por completo em sua casa e fechar a porta.
— Até domingo Ségoléne. – Eu digo com um sorriso e me virando para ir embora.
— Eu não disse que iria. – É a ultima coisa que ela fala antes de eu ouvir a porta se fechar.
Sádica. Ela vai, ela tem que ir. Essa francesa... Não é possível que isso seja seu normal, me pergunto o que pode ter acontecido para ela ser dessa forma. Não importa quantas vezes ela diga, eu não consigo acreditar que alguém fique melhor sozinho e isolado do mundo.
(...) Dois dias depois.
Já havia escurecido há um tempo e todos os convidados já haviam chegado menos ela, estava começando a achar que ela não vinha no final das contas. Estava fazendo companhia a minha mãe na cozinha, ela estava terminando um bolo e eu estava sentado na bancada conversando. Em determinado momento eu paro de falar e fico encarando o teto pensativo.
— Ela virá, não precisa ficar se torturando internamente. – Minha mãe fala, quando eu abaixo a cabeça percebo que ela estava me fitando com um sorriso.
— Eu não estou preocupado. – Como um tablete de chocolate que estava do seu lado. – Não ligo se ela vir ou não.
— Aham, acredito em você. – Ela diz ironicamente. – Mas me conta, como é a Ségo?
— Você acreditaria se eu dissesse que aquela carinha de anjo na verdade é mandona, inflexível, sádica e prepotente? – Ela me olhou incrédula e logo depois começa a rir. – É. Eu sabia que não.
— Oi gente. – Thomas chega de repente descendo as escadas com certa pressa. – Parece que o pessoal está gostando. – Ele diz se referindo ao barulho vindo do quintal de trás.
Como não recebemos reclamações? Essa é a primeira regra de fazer uma festa em casa. Sempre convide seus vizinhos.
— Humm... – Falo com um sorriso malicioso olhando o Thomas de cima a baixo.—Parece que alguém caprichou na preparação hoje.
— Está muito lindo, meu Tommy. – Minha mãe fala apertando a bochecha do Thomas e eu tive que soltar uma risada.
— Mãe! – Thomas diz um pouco envergonhado e como sempre detestando ser chamado daquele jeito.
— Que foi? – Ela pergunta inocentemente.
— Ele se arrumou todo pela Rosé, que parecer mais homem hoje e a senhora com esse apelido não está ajudando. – Eu falo de uma vez.
— Ah, pelo amor de Deus. Para de frescura que a Rosé te zoa mais do que eu com esse apelido. – Ela fala rindo e Thomas revira o olho com as bochechas um pouco coradas.
— Vocês hein... – Ele estava pronto para ir para o quintal de trás quando se vira novamente. – Ah sim, quase me esqueci, tem uma mini limusine preta parando em frente a nossa casa. Acho que deve ser a Ségolène, tenho certeza que não conhecemos mais ninguém que tenha uma limusine. – Thomas fala enquanto cruza a cozinha e vai para o quintal de trás.
— Vai lá receber ela Nic. – Minha mãe fala continuando a decorar o bolo.
Desço da bancada e começo a andar em direção a porta da frente. Quando a abro vejo Ségolène descendo do carro após seu motorista ter aberto a porta, humildade é tudo na vida. Ela estava com uma blusa branca de manga comprida, um vestido de alça fina por cima e um tênis branco. Será que sou estranho em reparar o que ela está vestindo?
—
— Ségolène Frazier
—
Saio do carro e Nicolas aparece na porta de entrada de sua casa, estava usando uma calça preta colada com uma blusa branca, um outra camisa xadrez vermelha e por cima uma jaqueta jeans claro. Havia alguns carros parados em frente a sua casa, provavelmente de outros convidados. Reparei em cada peculiaridade possível, mas o que me chamou atenção foi uma garota de cabelo curto e loiro parada perto de uma árvore não muito longe da casa. Estava sozinha encostada no tronco e encarava e minha direção.
— E não é que minha sádica favorita veio? – Ele fala se aproximando de mim. – Acho que é a primeira vez que te vejo sem seu coque milimetricamente arrumado.
— Nossa... Deve ter mudado sua vida.
— Bom saber que está de bom humor hoje. – Ele diz rindo e bagunçando meu cabelo. – Você vai gostar, tenho certeza.
— Tenho minhas dúvidas. – Para ser sincera eu estou muito nervosa, por que eu fiz essa besteira de vir? – Eu acho que não deveria ter vindo. – Eu falo não parando de beliscar meu braço atrás das minhas costas, meu coração não parava de acelerar.
— Não fale besteiras, eu vou ser seu professor hoje. – Arregalo os olhos quando ele puxa minha mão de trás das minhas costas e segura me levando com ele para porta de entrada. – Vou te ensinar a socializar. Quem sabe ache alguém de alto QI que seja um tanto masoquista para aguentar a convivência com você.
— Posso estar fora da minha zona de conforto, mas não significa que pode tirar vantagem disso. – Eu falo o fuzilando com o olhar.
— Significa sim, qual seria a graça se eu não pudesse? – Ele pergunta rindo enquanto abre a porta. – Pode entrar... Ségo. – Ele sussurra a ultima palavra no meu ouvido enquanto eu passava por ele. Ele me chamou mesmo assim?
— Idiota. – Falo terminando de entrar na casa enquanto ele ria da minha expressão assustada.
Quando entrei a primeira coisa que reparei é que era bem... Acoplada? Seria um nome para isso. Eles devem se esbarrar aqui o tempo todo, será que eles não enjoam da cara um do outro?
— Sei que deve achar um ovo comparado a sua, mas fique a vontade. – Ele fala como se tivesse lido minha mente. – Vamos para o quintal de trás já chegaram todos e vou te apresentar o pessoal.
Seguimos pela sala de estar até chegarmos a cozinha que era onde tinha uma porta de vidro grande que dava para o quintal de trás. Na cozinha havia uma mulher de cabelo bem preto, pele um pouco morena e lábios bem marcados com um batom vermelho. É muito bonita. Ela abriu um sorriso quando me viu.
– Olá Ségolène. – Ela diz vindo até mim e eu me assusto quando ela me abraça tão apertado e me dá um beijo na bochecha. Aquilo me deu certa nostalgia. – Prazer em te conhecer.
— Não ligue, a mãe da minha mãe era latina. Ela tem muitos dos costumes de lá. – Nicolas explica percebendo minha expressão.
— Não há problemas. Na Itália também nos cumprimentamos assim. Só que... Faz tempo. – Eu explico e ambos me olham estranhamente.
— Achei que fosse francesa. – A mãe de Nicolas fala.
— Sim, eu nasci na França. Mas como meu pai era italiano me mudei para Veneza quando criança.
— Você nunca me falou isso. – Nicolas falou surpreso e parecendo um tanto... Chateado?
— Você nunca perguntou. – Ele pareceu indignado pela minha resposta. Ignoro sua encarada e viro para mãe dele novamente.
— Enfim. Pode ficar a vontade querida.
— Merci. Ou deveria dizer Grazie? – Não sei se eles sabiam que significava “obrigada” em italiano, mas já estava contente por ter provocado Nicolas nem que seja um pouco. Porque é tão agradável provocá-lo? – Obrigada senhora.
— Não, nada disso. Me chame de Karyn.—Ela diz dando um sorriso. – E peço desculpas a qualquer coisa que esse grosso já tenha lhe dito, ele não sabe conversar com uma garota. Até parece que eu não dei educação.
— Aham, sou eu o grosso da história. – Parece que apenas eu entendi seu tom sarcástico, soltei uma pequena risada sem querer.
— Nicolas, faça alguma coisa de útil, leve ela lá para trás e apresente para...
— É o que estava indo fazer. – Nicolas interrompe indignado.
— Então vai. – Karyn fala apontando e abanando a mão para ir embora.
— Ah, francamente. – Nicolas fala revirando o olho assim que saímos pela porta se vidro.
— Sua mãe precisa lhe aguentar, ela deveria ser considerada uma santa já. – Eu digo rindo recebendo uma careta de Nicolas.
—E o que foi aquilo? Tem mais alguma coisa sobre você que eu não sei?
— Você não faz ideia. – Falo simplesmente olhando a extensão do quintal com tantas pessoas. Comecei a me sentir nervosa de novo.
— Depois conversamos sobre isso. – Ele fala me encarnado e eu tive que rir, novamente me distraindo da presença de tanta gente.
— O que? Vamos discuti nossa relação?
— Pode chamar do que quiser. – Ele diz sério, mas logo ri da sua própria fala.
O quintal de trás tinha um tamanho agradável, uma área coberta com uma churrasqueira onde estava se assando algumas carnes. Lá havia mais adultos e homens. Provavelmente é onde esta o pai de Nicolas. Havia também uma grande caixa de som tocando música e algumas mesas, estávamos indo aparentemente em direção a uma delas.
— Quer algo para beber?
— Dispenso. – Recusei enquanto chegávamos mais perto de uma mesa.
Por um momento quase hesitei em ir, Nicolas pareceu perceber e segurou levemente meu braço. Paramos em frente a uma mesa com quatro jovens, todos com copos vermelhos na mão, conversando animadamente.
— Oh. Essa é a famosa francesa? – Um rapaz negro perguntou. Acho que eu o reconheço da turma do terceiro ano do ano passado. Erik acredito eu.
— É sim. Ségolène esses são Thomas, Rosé, Erik e... – Ele se atrapalha ao falar o nome da ultima garota parecendo tentar lembrar.
— Meggie. – A ruiva fala por ela mesma.
— Sou Ségolène Frazier. – Digo um tanto desconfortável. Oque estou fazendo aqui?
Todos acenaram e foram estranhamente muito gentis comigo. Erik, Thomas, Rosé e Meggie. Já decorei o nome de todos, essa última não era exatamente agradável, mas Rosé falou para eu não me preocupar, era mais uma das tentativas falhas de relacionamento do Erik.
— Fiquei surpresa quando Nicolas me falou sobre você. Ninguém acreditou quando ele vinha fazendo drama sobre conviver com você. – Rosé fala sorrindo.
— Se ele não fosse tão lerdo e teimoso não teria esse problema. – Falo isso olhando para Nicolas que conversava com Thomas e Erik. Quando me virei Rosé me encarava surpresa.
— Já gostei de você. – Ela diz rindo e eu dou um sorriso fino.
Rosé conversava comigo sem parar, ela tem uma personalidade alegre. Não sabia ao certo como agir com eles, mas me senti confortável principalmente com a Rosé, ela era gentil e muito divertida.
Conversamos mais um tempo, Rosé pegou algo para comer e eu só a acompanhei, já que nem toquei na comida. Logo voltamos para nossa mesa, havia bastante gente nessa “social”. A família Clark é obviamente bem sociável, mesmo com minha casa grande só podemos dar festa quando é da empresa do meu pai, do contrário a única visita que recebemos são de parentes. E mesmo assim são bem raras.
Percorri meus olhos por toda extensão daquele lugar. Não via Nicolas no quintal, aquele americano de meia tigela me convida e some depois. Não que eu esteja ligando muito para ausência dele.
— Se está procurando o Nicolas não perca tempo, aquela meretriz da Meggie veio acompanhada da ex-namorada do Nicolas. A Khloe.
— Eu vi uma garota parada perto da casa quando cheguei.
— Garota... Eu não gosto nem de estar na mesma classificação que ela. – Rosé fala rindo. – Se bem conheço o Nicolas deve estar se pegando com ela em algum canto.
— “Se pegando”? – Desconhecia essa expressão.
— É, aos beijos por ai.
— Eles ainda têm esse tipo de relacionamento? —Por que eu estou perguntando sobre a vida dele? Não é como se eu ligo para ele.
— Ele diz sempre que vai parar de se encontrar com ela, mas sempre que a mesma quer, ou ele também, eles se encontram para fazer sexo e coisa e tal. – Rosé fala comendo mais um pedaço da torta que havia pego.
— Sexo? – Decido evitar aquele assunto, por que realmente não é um algo que eu já tenha discutido muito. – Americanos são complicados.
— Ai meu Deus... Que fofa você fica toda corada de vergonha. – Ela fala quando se vira novamente para mim.
— Não estou corada. – Digo me virando.
— Não se preocupe. Não vou contar para Nicolas seu ponto fraco. – Ela fala com um sorriso suspeito. Eu não entendi o que ela quis dizer, mas ignorei.
Americanos são estranhos. É minha conclusão de hoje.
(...)
Passaram-se algumas horas, conversei com Thomas que era tão agradável quanto Rosé e ambos pareciam muito próximos. Erik era divertido e apesar de não ter ficado muito tempo na festa percebi ser alguém muito simpático. A mãe do Nicolas é um amor de pessoa e seu pai é muito gentil também. Enquanto tocava as musicas algumas pessoas dançavam, eu estava sozinha na mesa já que me recusei a dançar.
Até que não foi uma noite tão insuportável quanto eu pensei, mas já está na hora de eu ir. No exato momento que pego meu celular com o objetivo de ligar para meu motorista vir me pegar alguém o toma de mim.
— Não está pensando em ir embora está? – Era Nicolas, seu cabelo agora se encontrava bagunçado e sua blusa amassada. Eu sabia o motivo. – Hein? – Ele pergunta vendo minha tela do celular desbloqueada e na parte de chamadas.
— Na verdade estava.
— Nem pense. – Ele diz rindo. – Só vai sair daqui depois que dançar um pouco comigo.
— Para de graça Nicolas. – Eu digo tentando pegar meu celular me levantando, mas ele é ridiculamente muito mais alto que eu e quando esticou o braço não pude alcançar.
— É sério. – Ele diz se virando e começando a mexer alguma coisa no meu celular.
— Ei, o que está fazendo agora?
— Espera. – Ele fala continuando a mexer nele. – Pronto. – Ele fala depois de alguns segundos, ele se vira e me entrega o celular. – Salvei o número do pessoal ai. Sei que se deu bem com eles e fiquei orgulhoso Ségo. – Ele diz afagando minha cabeça como se eu fosse um filhote.
— Como pode saber? Quase não ficou aqui durante a festa. – Eu não me seguro em falar.
—Que foi? – Ele inclina a cabeça e chega mais perto de mim. – Por acaso sentiu minha falta?
— Só em seus sonhos. – Eu solto uma risada.
— Engraçadinha. – Ele diz sarcasticamente.
— Não acredito que deixou a festa para fica se apegando por ai.
— Apegando? – Ele pergunta confuso. Eu assenti com a cabeça e ele ficou pensativo por alguns segundos. – Você que dizer se “pegando”? – Ele pergunta e eu fico vermelha. – Não acredito. É isso mesmo? Não conhecia essa expressão? Não acredito, quer dizer que no fundo você é uma garotinha inocente mesmo.
— Eu não sou nada disso. Eu sei muito bem os passos do processo de reprodução humana.
— Lembra quando eu disse que às vezes iria ignorar algumas falas suas? Esse é um desses momentos. – Ele diz rindo. – A primeira lição, que era “interagir socialmente”, foi cumprida hoje. Qualquer dia eu te ensino mais sobre os “processos de reprodução humana”.
— Acho que vou começar a lhe chamar de “Americano fogo no rabo”. O que acha?
— Não ousaria.
— Quer apostar? – Eu pergunto com um olhar desafiador o que o faz rir. — Ahm... Agora eu tenho que ir mesmo. Meus pais não vão gostar se eu chegar muito tarde em casa. – Falo dando um toque no celular do motorista e já desligando.
— Tem certeza? O convite para dança ainda está de pé. – Ele diz e dá um sorriso.
— Fica para próxima. – Eu digo me virando para ir embora.
— Vou cobrar hein? – Ele diz me acompanhando enquanto deixávamos o quintal de trás.
— Ah, tá bom. – Digo ironicamente.
Entramos dentro da casa atravessando a cozinha e a sala de estar, mas antes de chegar até a porta da frente a tal Khloe desce as escadas com uma cara de sono. Vestia apenas uma blusa larga branca, provavelmente do Nicolas. Ela olha para mim com desdém de cima a baixo, mas em seguida troca o olhar por um de pidão quando fita o Nicolas.
— Nic, quando vai voltar para cima? – Ela pergunta com uma voz manhosa e eu tive vontade de vomitar a comida que eu nem havia comido essa noite.
— Já estou indo, me espere no quarto. – Ele diz, ela dá um sorriso e sobe novamente a escada. Continuamos a andar e travessamos a porta.
— Espero que dessa vez tenha acertado o quarto. – Eu digo não perdendo a chance de tirar uma com a cara dele.
— Eu sabia que você ia falar alguma coisa sobre isso. – Ele diz rindo e me empurrando levemente.
O motorista já estava lá, sabia que eles ficavam nas redondezas em caso de emergência, portanto sempre chegavam bem rápido quando eu os chamava. Às vezes isso podia ser bem irritando considerado que eu sempre tenho a sensação de estar sendo observada, mas deixo de lado.
— Até amanhã Nicolas Clark. – Eu digo pronta para entrar no carro .
— Espere ai. – Ele diz segurando minha mão e do nada me puxa para mais perto dele. Ele coloca sua mão livre na minha testa. A aproximação repentina faz meu coração acelerar por alguma razão. – Você... Está bem quente. Precisa se cuida mais Ségolène. Vai acabar ficando com febre ou algo do tipo. Você mal come, por isso deve ter a imunidade baixa. Por acaso comeu algo essa noite?
— Eu como muito bem, só não gostei de nada que tinha hoje.
— Dois pedaços de salmão e uma folha de rúcula durante todo o dia não é comer muito bem. — Ele diz serio e me olhando nos olhos, minhas mãos tremem e eu fico sem dizer nada. — Precisa se cuidar mais.
— Eu... – Começo me afastando um pouco. – Vou me lembrar disso. – Digo abrindo a porta do carro. – Tchau, e a propósito... Aquela garota não me parece integra para processos de reprodução humana.
— Isso é seu jeito de dizer que não gostou dela?
— Pode ser...Americano fogo no rabo. – Eu digo fazendo uma careta. Ele ri não sei se pelo apelido, minha cara o oque eu havia falado.
— Vou me lembrar disso.
Ele sorri e acena, eu entro no carro e não demorou para o motorista dá a partida e começar a dirigir. Tiro imediatamente a blusa de manga comprida, ficando apenas com o vestido. Por que ficou tão quente de repente? Mais do que o normal para ser mais especifica.
(...)
Deito-me na cama após tomar um banho e dar boa noite a minha família. Estava já com os olhos fechados quando recebo uma notificação no celular. Era uma mensagem do número salvo como ‘Rosé’.
“Oi amiga, ainda tá acordada?”
— Amiga? – Pergunto para mim mesma observando a mensagem. Gosto desse nome. – Esses americanos estranhos. – Digo com um sorriso fino, digitando uma resposta.
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