Notas iniciais
Mais um capítulo. Aproveitem, voltei com a Fic. Boa leitura!

P.O.V Do Freddie

— Meu Deus... — Murmurei completamente chocado enquanto assistia os noticiários.

Alexandra Laura Stevens.

Morta.

Alexandra estava morta?

Era o que estava dando nos noticiários.

Alice que já arriscava os primeiros passinhos, veio pedindo colo para mim.

— Quer colo do papai, meu anjo? — Peguei a bebê e voltei a olhar para a TV.

Uma foto da minha ex estava sendo exibida.

Segundo as informações transmitidas ao vivo, Alexandra acabou sendo baleada num confronto com a polícia e uma gangue local.

Ela levou mais de 5 tiros.

A minha ex namorava um dos membros da gangue que acabou sendo detido, eles estavam envolvidos com tráfico de drogas e assaltos à bancos.

Eu ainda não entendia porque ela havia me ligado desesperada exigindo 600 mil dólares.

— Amor, você viu a minha...

— Sam, olha isso! — Apontei para a TV, alarmado.

Vi seus olhos azuis se arregalarem.

— Não sei porque estou surpresa... — Comentou. — Lugar de bandido não é na cadeia ou no cemitério? — Sorriu sem humor.

— Apesar de tudo, ela era um ser humano, nunca desejei a morte dela. — Desliguei a TV.

Eu não queria mais assistir aquilo.

— Okay... Me dá ela aqui. — Pegou a Alice. — Deixa a mamãe ver essa fralda, amorzinho? — Foi checar a nossa filha.

— Sério que gostou de saber que a Alexandra agora está morta? — Indaguei incrédulo.

— Você acha mesmo que estou feliz com isso? Só estou aliviada. Aquela mulher era maluca. Ela sequestrou a nossa filha. Ela nos ameaçou. Vá ao enterro dela se quiser, eu não vou te prender aqui! — Se irritou.

— Não acredito que estamos discutindo por causa disso! — Falei decepcionado.

— É você que está se doendo por causa da sua ex! — Alterou a voz.

— Não estou não! Poxa, Sam, você está sendo muito insensível! — Reclamei.

— Ah, vai se fuder, Benson! — Me deu as costas e saiu da sala levando a bebê, acho que ela foi trocar a fralda.

— Merda! — Praguejei colocando as mãos na cabeça.

Eu odiava discutir que com a minha noiva.

[...]

P.O.V Da Sam

Estávamos finalmente livres.

Alexandra estava morta. O alívio que senti ao ver nos noticiários foi imenso, finalmente aquela maluca nunca mais iria nos atormentar, a morte dela não me deu alegria, por mais que eu tivesse raiva dela, eu não ficaria feliz com a sua morte. Por eu ter dito algumas coisas que chatearam o Freddie, acabamos discutindo. Não foi a minha intenção bancar a insensível.

Carly me ligou após ficar sabendo sobre a morte da ex do Benson, conversamos um pouco, ela estava chocada... Nem imaginávamos que a maluca estava envolvida com tráfico de drogas e assaltos à bancos.

Alexandra fazia parte de uma gangue.

Freddie entrou no quarto e abriu o guarda-roupa, começou a vasculhar tudo, ele nunca encontrava uma camisa específica sem a minha ajuda, ele sempre dizia que as roupas sumiam quando ele queria algo em especial.

— O que está procurando? — Levantei da cama e me aproximei, eu já tinha alimentado a Alice e ela estava tirando a sonequinha.

— Não se incomode, eu acho... — Sequer me olhou.

Suspirei frustrada.

Cruzei os braços e me encostei no guarda-roupa, ficando ao lado esquerdo.

— Vai ficar me ignorando agora? — Indaguei.

— Achei. — Levantou uma camisa azul com listras brancas.

— Ótimo! — Murmurei.

— Tenho que ir trabalhar, vou cobrir um colega num evento publicitário. — Começou a trocar de roupa.

— Certo. — Assenti.

Ele ainda estava chateado comigo, observei o Freddie se arrumar, ele pegou a mochila e uma bolsa com seus equipamentos.

Sempre surgiam serviços para ele, meu noivo amava ser fotógrafo.

— Preciso ir agora. — Parou à minha frente e depositou um beijo em minha testa.

— Não vai embora chateado comigo, estou triste, não gosto quando brigamos... — Deixei o orgulho de lado e admiti.

— Também não gosto. — Acariciou meu rosto e juntou nossos lábios.

O abracei, abrindo a boca para aprofundar o beijo.

— Te amo. — Encostou nossas testas.

— Também te amo. — Sorri roçando nossas bocas.

Fizemos as pazes e ele foi trabalhar.

[...]

P.O.V Da Melanie

— O que veio fazer aqui há essa hora? — Perguntei quando abri a porta e me deparei com o Edward.

— Vim ver o meu filho. — Respondeu e percebi que havia algo a mais.

— Já está tarde, o Julian está dormindo. — Já se passava das 21h da noite.

Edward suspirou e abaixou a cabeça.

— O que aconteceu? Eu te conheço. — Ele estava triste.

— Só senti vontade de vir aqui, só quero ver o menino, não vou acordá-lo, prometo. — Falou e eu o deixei entrar.

— Sabe onde fica o quarto, pode ir lá. — Eu estava morando sozinha, o apartamento era pequeno.

Fechei a porta e o Edward foi ver o nosso filho.

Por mais que ele não quisesse se abrir comigo, eu não iria incomodá-lo, fiquei ali na sala, sentada no sofá, já que ele logo iria embora.

Foi quando a campainha tocou, eu rumei para a porta, achei que fosse a vizinha, ela sempre aparecia no meu apartamento procurando pelo seu gato que costumava escapar e se esgueirar pelos apartamentos dos vizinhos.

Não era a Sra. Landon, era o Gibson.

— Hoje não, vai embora. Amanhã a gente pode...

— Eu trouxe vinho. — Ergueu a garrafa, me interrompendo.

Eu não estava nem um pouco orgulhosa de estar transando com ele.

— Estou tão cansada e com uma enxaqueca horrível. — Menti.

Só queria que ele fosse embora e me deixasse em paz.

— Ah, daremos um jeito nisso, eu posso te fazer uma massagem, uma taça de vinho vai te fazer ficar melhor. — Sorriu malicioso e me puxou pela cintura, ele beijou o meu pescoço.

— Não, hoje não. É melhor você ir. — Tentei afastá-lo.

— Ah, qual é, Mel? Ontem nos divertimos bastante, foi uma delícia. — Seu braço livre rodeou o meu corpo.

— Vai embora, Gibby. — Tentei me soltar.

— Solta ela, seu filho da puta! — Edward chegou na sala.

— Está dando para ele também? — Gibson se afastou incrédulo.

— Dá o fara daqui, porra, eu não quero quebrar essa sua cara gorda! — Benson avisou.

Tive que ficar entre eles.

Vi o Gibby apertar a garrafa de vinho.

— Por favor, vai embora. — Supliquei.

— Você é uma vadia da pior espécie! — Me ofendeu. — E você é um merda, a porra de um lixo, seu escroto! — Cuspiu as palavras.

Edward tentou ir para cima do Gibson e eu não deixei, me agarrei a ele, foi a deixa para o outro ir embora rindo, provocando.

— Ele me paga, isso não vai ficar assim! — Tremia de raiva.

— Deixa pra lá, não vale a pena. Ele só é um babaca! — Falei nervosa.

— Você está mesmo tendo um caso com esse cara? — Estava indignado.

— Não! — Neguei.

— Você está transando com ele... — Fez cara feia.

— Não é nada demais, eu, é... Quer saber? Eu não te devo satisfação da minha vida íntima! — Alterei minha voz.

— Ele estava agarrando você, e se eu não estivesse aqui? Ele teria ido além... — Suas mãos se fecharam em punhos.

— Ele não seria capaz... — Seria?

Gibby teria me forçado?

— Mas eu sim, né? Foi por isso que me largou? Com medo de mim? — Havia mágoa em seu tom.

— Não... — Senti vontade de chorar.

Ele nunca tentou me machucar daquela forma.

— Eu nunca seria capaz, acredite em mim, eu... — Não o deixei terminar.

Avancei nele e o beijei.

Notas finais
Agora podem comemorar... A vaca bateu as botas haha Esperavam por isso? Finalmente Seddie vai ter paz agora, né? O Gibby só se supera na babaquice, fala do Ed, mas tá fazendo quase pior... Gente, o que foi esse beijo no final??? Só lembrando que o Ed namora, lembram da Victoria??? Até o próximo capítulo. Bjs