Head or heart

13 Estamos de luto


Como assim? Neal morto? Como? A minha cabeça estava uma bagunça agora, não sabia o que sentir. Eu odiava desde que ele me adolescência, é finalmente tínhamos mos entendido a ponto de sermos amigos, mas eu tive que voltar ao ponto de início quando só vi conversando com Zelena, mas eu não sabia se tinha que ficar com raiva dele pois eu não tinha certeza se ele estava traindo minha amizade, por causa disso eu não sabia como eu deveria me sentir.

– encontramos o corpo dele umas 11 da manhã! — Regina falou ajoelhada ao meu lado — A perícia disse que ele levou um tiro na cabeça, e que possivelmente o crime aconteceu de madrugada.

– Foram vocês que acharam o corpo? — killian perguntou é Regina assentiu com a cabeça.

– Não entendo! — falei confusa as únicas palavras que saíram da minha boca.

– É melhor você ir pra sua casa agora, tomar um banho, daqui a pouco será o velório, acabamos de avisar o Sr. Gold, vamos, eu te deixo em casa!

– Ta bom — me levantei, não sei como consegui andar, eu mal podia sentir as minhas pernas — até mais tarde Killian, tchau Robin- falei olhando na direção, deles que deram um leve aceno. Regina e eu fomos em direção ao carro, minha amiga assumiu o volante nos levando para minha casa, não trocamos uma palavra durante o caminho todo. Assim que chegamos em casa ela perguntou:

– Quer que eu suba com você?

– por favor amiga, se eu for sozinha aposto que minha mãe vai querer conversar sobre o Henry.

– Falando nisso, como ficou essa história? — ela se ajeitou no banco pra poder me ver melhor.

– Não sei — falei soltando um suspiro antes de continuar — quando cheguei em casa meu pai já tinha chegado, é ela não fala nada quando ele está em casa, e como eu fui pra sua casa ontem não deu pra ela me fazer a visitinha das 3 da manhã pra conversar.

– Você foi fazer o que lá em casa?

– atrás de um xícara de açúcar — ironizei — fui te ver né! Ia usar seus ouvidos, mas Killian emprestou os dele.

– Tão tão íntimos assim é? — Regina ergueu as sobrancelhas e deu um sorriso malicioso igualzinho ao irmão.

– olha só acho melhor entrarmos, temos um velório pra ir e eu tenho um caso pra resolver.

– Vai ficar com o caso?

– Com certeza — reposndi e Regina e eu saímos do carro e entramos em casa, pra minha decepção minha mãe estava na sala me esperando. Olhei para o porta chaves ao lado da porta na esperança de ver as chaves do carro do meu pai, mas pro meu azar não estava, o que queria dizer que ele não estava em casa, o que daria pra minha mãe a chance de poder voltar ao assunto do café da manhã de ontem.

– Até que enfim Emma? — minha mãe falou, seu tom de voz era de raiva e preocupação — onde estava?

– Na casa da Regina! — respondi indo em direção às escadas, Regina me seguia mas antes a mesma cumprimentou minha mãe.

– Oi tia Mary!

– Oi Regina — minha mãe cumprimentou de volta já estressada pelo fato da minha amiga tê-la chamada de tia — Como vai seu irmão?

– Vai bem!

– Que bom — minha mãe sorriu enquanto colocava a mecha solta do cabelos atrás da orelha — Emma precisamos conversar!

– Olha só se for sobre o Henry, não quero falar sobre isso agora!

– Hum, então Regina sabe! Bom saber, precisamos conversar e vai ser agora! — falou em autoridade

– NÃO! — alterei o tom de voz — Não precisamos falar disso.

– PRECISAMOS SIM, VOCÊ ESTÁ ESCONDENDO ALGO DE MIM! — ela gritou impaciente — porque me esconde seus segredos?

– Se contar pra senhora não seria mais segredo né! — Regina entrou no meio da conversa

– Não se meta Regina, se ainda tem raiva de mim eu entendo, mas eu só estava tentando te ajudar.

– Eu perdi a pessoa que eu amava por sua causa. Não sei nem porque tentou me ajudar nem éramos vizinha ainda, vinha a cidade a passeio e aproveitava pra falar da vida dos outros.

– Você era apenas uma menina de 14 anos, ela tinha 18, nem sabia o que era amor ainda. — minha mãe debochou

– PAREM — gritei — Não to com cabeça pra discussão agora, eu preciso subir, tomar um banho e trocar de roupa, é se eu fosse a senhora faria o mesmo porque estamos de luto!

– de luto? — mamãe me olhou confusa

– Neal ta morto mãe! — falei com o tom de voz mais alterado

– morto? — ela se sentou na poltrona ao lado do sofá com a mão no peito, e no mesmo momento me senti meio culpada por não ter dado a notícia de forma mais delicada, mas a minha cabeça estava cheia.

– Ele foi encontrado morto na praia — falei calmamente — provavelmente dói assassinado.

– Meu Deus! — minha mãe levou as mãos a boca indicando o quão chocada ela estava.

– Então me de licença que eu preciso subir! — falei e subi as escadas com Regina atrás de mim.

– Não pense que você escapou dessa conversa — minha mãe gritou, eu ignorei e me dirigi pro meu quarto.

– Não sei como você aguenta isso todo dia! — Regina falou se jogando na minha cama.

– Mãe é mãe né? Pior se não tivesse uma — Eu disse me dirigindo pro banheiro — fica a vontade amiga.

– Já estou! — respondeu

Tomei um banho rápido, é peguei o vestido Preto que estva penduradp atrás da porta do banheiro, havia usado ele em um jantar uma vez e o deixei pendurado desde esse dia. Saí do banheiro e Regina ainda estava deitada na cama lendo as revistas que ficavam em um cestinho ao lado.

– Melhor agora? — perguntou

– Um pouco — respondi me sentando na cadeira em frente a minha penteadeira — Só to tentando organizar tudo isso que tá acontecendo.

– É muita coisa mesmo, casamento, segredo, Killian e agora assassinato.

– É mesmo muita coisa e... — pausei — perai? Killian? — perguntei confusa — o que tem ele?

– A qual é Emma, não é óbvio? Você e ele..

– Ah ta — falei finalmente entendo o que ela queria dizer — Não tem nada entre eu e ele!

– Pode não ter nada ainda, mas vamos lá Emma, você deixou ele participar do seus planos malucos de seguir pessoas, coisas que só eu fazia com você. Pode parecer loucura mas eu acredito em destino, acredito em amor a primeira vista, ou.. ao primeiro ódio!

– Sabe — falei pensando no que ela tinha acabado de dizer — você tem razão, você é louca — assim que terminei a frase ela jogou a revista em mim indignada.

– Ai Emma, você e a sua mania de não enxergar o que está na sua frente.

– Acabei de me tocar que eu deixei meu celular descarregado na sua casa, Graham deve ter me ligado pedindo por ajuda.

– a gente passa lá pra pegar Killian e Robin, e você pega.

– tudo bem, ah deixa eu te mostrar o cobertorzinho que era do meu bebê — me abaixei pra abri a portinha que fica em baixo da minha penteadeira mas quase caí pra trás ao ver que a parte de dentro não continha o pequeno manto branco que havia dobrado em várias partes.

– Então o Henry é o seu filho? — minha mãe falou espantada enquanto entrava no meu quarto, ela ouvia tudo atrás da porta, e suas mãos estavam ocupadas segurando o pequeno manto desdobrado deixando a mostra o nome de Henry bordado.