Head or Heart - vida nova
1 Vida Nova
Notas iniciais
Olhei pra Killian que estava prestando atenção em cada palavra que o padre dizia. Era sábado, 19:00 h da noite, estava acontecendo o meu casamento com Killian, lembro do dia em que ele me pediu em casamento, ele não aguentou esperar muito, um mês depois do nosso aniversário de namoro ele me pediu em casamento, no Grannys, ele colocou a caixa com aliança dentro da minha bolsa e na hora que eu fui pagar a conta, tive a surpresa. Ambos queriamos nos casar o mais rápido possivel, então aqui estamos nós , na igreja da cidade depois de um mês que ele me pediu em casamento, depois de toda correria que tivemos com os preparativos como: bolo; vestido;buffet;decoração. Depois do pequeno drama que meus pais fizeram quando souberam que eu não ía mais morar com eles. Era o momento dos votos de casamento, todos que estavam na igreja estavam com a atenção voltada pra mim e meu namorado que em questão de minutos seria meu esposo.
-Eu Killian Jones , recebo-te por minha esposa a ti Emma Swan, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida — killian fez seus votos enquanto colocava minha aliança no quarto dedo da minha mão esquerda. fiz o mesmo quando ele acabou.
-Eu Emma Swan recebo-te por meu esposo Killian Jones, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
- Bom eu vos declaro marido e mulher, o noivo já pode beijar a noiva! — o padre falou encerrando a cerimônia.
Killian me puxou para o beijo mas não o fez antes de falar:
- Minha cabeça quente!
- Jesus, mas nem na igreja você dá descanso — falei revirando os olhos, então finalmente nossos lábios se encontraram.
....
- Sinceramente, acho que você ta meio pesada! — killian disse enquanto me carregava e me levava para o quarto do nosso barco. Sim, nós íamos passar nossa lua de mel em Storybrook, não teria chances de viajamos pra algum lugar, nós tínhamos que trabalhar, senão ficaríamos prejudicados.
- Sinceramente, acho que você devia ficar de boca fechada! — respondi
- Olha só... ta ficando de cabeça quente! — cantarolou
- Tenho mais do que direito, você acabou de insinuar que estou ficando gorda!
- Como você exagera! — ele me colocou no chão e foi até o frigobar é pegou uma garrafa de vinho branco e duas taças de vidro — Por favor! — ele levou as mãos com as taças pra longe de mim quando eu ia pega-las — Sem quebrar! — começou a rir.
- Olha só você está muito palhaço hoje ego em pessoa! — falei rindo junto com ele, enquanto meu marido enchia nossas taças de vinho eu tirei aquele véu pesado que estava enfeitando minha cabeça.
- Então... — Killian começou falar enquanto me puxava pra mais perto dele entregando minha taça de vinho — Estamos casados agora! — ele ergueu suas sobrancelhas pra mim, marca registrada de KIllian Jones.
- É... eu pude notar isso! — brinquei com minha resposta — Bom, e agora? O que podemos esperar? — Perguntei enquanto brincava com sua gravata e bebia um gole do meu vinho.
- Bom... — pensou — Nossa casa já está arrumada, apenas nos esperando, nossos trabalhos estão mais do que fixos, Henry está vivendo com a gente, é.. ta tudo certo! Mas... ainda tem quartos sobrando na casa.
- E nessa parte chegamos aos filhos! — falei concluindo seu pequeno raciocínio.
- O que nos impede? — ele perguntou enquanto me abraçava mais ainda.
- Sabe de uma coisa? — peguei nossas taças de vinho e coloque o em cima da mesa — Podemos encomendar um agora! — puxei ele pra mais perto de mim e colei nossos lábios enquanto tirava seu palitó, o que não quis mencionar mas, como ele ficou lindo com aquela roupa social.
Eu estava ansiosa para a nova vida que teria agora, e confesso, também estou com medo.
5 anos depois...
Estou contando até dez no meu pensamento, o estresse está me matando.
- Leiah e Liam, eu falei pra vocês não jogarem bola dentro de casa! — gritei depois de ver as minhas taças de vidro quebradas no chão da sala. Eles olhavam fixamente para o chão, com certezas envergonhados por terem me deixado estressada, nenhum dos dois quis pronunciar uma palavra.
- Desculpe senhora, eu estava na cozinha fazendo o lanche deles! — Aurora, a babá deles falou assim que me viu gritando.
- Tudo bem Aurora! Leva esses meninos pra tomar um banho por favor, depois eles lancham, olha só, estão imundos de lama! — apontei pra roupas que meus filhos usavam, sujas de lama, com certeza estavam brincando no jardim.
Aurora pegou as crianças e as levou lá pra cima para dar banho nelas. Depois de minutos me repreendi mentalmente, agi que nem minha mãe agia comigo quando eu era criança. Sentei no sofá vermelho da sala suspirando e apoiando a cabeça em minhas mãos. Eu estava esgotada, o trabalho estava me consumindo cada vez mais, assim como também estava consumindo meu marido, o negócio dele no porto se tornou maior, tivemos que comprar outros barcos e contratar mais gente. Na delegacia eu estava cada vez mais envolvida com o caso de Gold, depois de eu ter voltado da viagem de Paris com Killian eu tive certeza de que ele estava vivo, ainda mais quando Graham me disse que haviam testemunhas afirmando que Gold não estava sozinho naquele carro no acidente que causou sua suposta morte. Comecei a pensar quando tudo se tornou uma bagunça, dois meses depois do casamento, descobri que estava grávida, e a surpresa foi em dobro, eu estava grávida de gêmeos, Leiah e Liam, ambos puxaram meus cabelos loiros, mas os olhos eram de KIllian, azuis como o mar. Os dois agora iriam fazer 5 anos daqui a três meses. Henry, meu primeiro filho, está com 14 anos agora, e está passando por uma fase complicada, ele tem andado meio rebelde há alguns meses atrás, descobri que ele tem faltado na escola e não tem me obedecido, o único que Henry vem obedecendo esses tempos é o avô, no qual eu tenho que chamar pra vir aqui em casa quando não consigo conversar com meu filho. Agora não moro mais com meus pais, Killian e eu compramos uma casa juntos, muito simples e bonita, com um terreno grande para as crianças poderem se divertir, claro que não podia faltar a piscina que Henry tanto gostava. Meus pais estavam vivendo melhores do que nunca, claro que com algumas brigas, minha mãe as vezes tira meu pai do sério, é olha que ele tem muita paciência, uma paciência que eu não herdei. Olhei para o relógio, 18:00 h, caramba. Killian está chegando.
- Oi amor! — ele falou entrando em casa. Quando me viu sentada no sofá olhando para minhas taças de vidro quebradas ele logo percebeu que o clima tava tenso, pude ouvi-lo respirar fundo antes de se aproximar de mim — O que eles fizeram dessa vez? — perguntou sabendo que o problema eram os nossos filhos que ultimamente estão em uma fase muito travessa. Quando cheguei ontem, Aurora estava toda suja de tinta, os meus pequenos filhos fizeram da babá uma obra de arte. Nem queiram saber o quantas vezes eu tive que mandar pintar as paredes da sala
- Eles quebraram minhas taças! -respondi sua pergunta.
- Meu amor.. você sabe que..
- Olha só Killian — eu o interrompi antes que ele começasse com o mesmo discurso de todo o dia — Eu sei que eu não estou sendo uma mãe muito presente, mas a delegacia tem me deixado ocupada, você sabe que tenho procurado Gold feito uma louca..
- Ele está morto Swan! — Ele mudou o tom de voz e sem paciência afirmou o óbvio para ele.
- Olha só, se você acredita nisso tudo bem, não me importo. Mas eu, eu acredito que ele está vivo, solto por aí, tramando alguma coisa.
- Já faz 5 anos Emma! — ele me chamou pelo meu primeiro nome e eu pude perceber que a conversa tomou um rumo mais sério. Geralmente ele ele chama de Emma quando está com raiva ou está chateado, até mesmo quando está preocupado — Se ele tivesse vivo você não acha que ele já teria tentado alguma coisa?
- Esqueceu que vingança é um prato que se come frio? — perguntei estressada, estava cansada de discutir com Killian sobre isso. Toda a noite era a mesma coisa.
- Swan... — ele se aproximou de mim com as mãos em sua cabeça, percebi que eles estava tentando manter a calma — Eu não me importo que você queria pegar o Gold, não me importo que queira investigar, não me importo até se você mata-lo. Mas por favor, tenta se preocupar mais com a sua família. — ele falou a última frase quase que implorando.
- Está dizendo que eu não me preocupo com vocês, porque você acha que tenho andado preocupada? eu quero proteger vocês — Falei quase gritando.
- Olha só você tem agido como sua mãe agia com você quando você era criança! — Ele gritou essa última frase que me fez ficar imóvel e sem uma reação qualquer por alguns segundos.
- Agora você pegou pesado! — comecei depois de minutos apenas encarando aqueles olhos azuis enfurecidos -- Escuta bem.. — comecei a falar mas parei assim que percebi que Henry tinha acabado de entrar em casa e estava nos observando brigar — Oi filho já chegou?
Ele não disse nada. Apenas seguiu para as escadas e subiu pro seu quarto sem me dirigir uma única palavra. O que estava acontecendo com esse menino?
- Depois a gente termina essa conversa! — falei e sem esperar a resposta de Killian subi as escadas e fui até o quarto de Henry.
- Henry? — chamei batendo na porta do seu quarto — Vamos Henry, abre a porta! — nada dele — HENRY BLANCHARD NOLAN! — gritei seu nome completo — ABRA A PORTA!
- O que foi mãe? — perguntou assim que abriu a porta do quarto. Entrei rapidamente antes quisesse fazer a arte e fecha-la na minha cara.
- O que foi? — perguntei sarcástica — Eu que te pergunto. O que foi aquilo? — perguntei me referindo ao que tinha acabado de acontecer lá embaixo, entendimento minha pergunta ele respondeu:
- Não aconteceu nada mãe! Eu só não tava muito afim de conversar! — explicou e quase que por um segundo eu acreditei nele. Pude notar que ele estava agoniado, com certeza doido pra que eu saísse do quarto. Sua perna balançava freneticamente enquanto conversávamos então percebi que ele fazia o mesmo que eu quando estavam preocupada ou agoniada.
- Olha só Henry... — comecei — Eu sei que eu tenho andado meio distante esses tempos, mas tem muita coisa acontecendo filho! — expliquei na esperança que ele entendesse.
- Tudo bem mãe, será que a senhora pode me deixar sozinho? — perguntou depois de um suspiro pesado.
- Já fez a lição? — perguntei
- Ah qual é mãe! Não sou mais criança.
- Henry, eu sei que você tem faltado na escola, pensa que eu não sei disso? — olhei pra ele que agora me encarava surpreso — É... a mamãe aqui sabe de tudo!
- Olha só mãe, isso é problema meu! — ele falou segurando a porta, ainda querendo que eu saísse. Me sentei na cama ignorando seu gesto.
- Então — cruzei as pernas enquanto olhava para a parede arrumada com seus livros preferidos — Você vai começar a ir no psicólogo!
- O QUÊ? — questionou irritado — Porquê?
- Porque? Bom, porque senhor tem andado muito rebelde de uns tempos pra cá. Filho — me levantei e fui em sua direção — Eu só estou querendo te ajudar!
- Um psicólogo é ajuda? Desde quando? — contestou
- Vai ser bom pra você, você pode falar tudo que sente, já que não quer se abrir comigo. Ele não pode contar pra ninguém sobre nada que você disser, nem pra mim. E filho, eu prometo que vou tentar ser mais presente! Começando por hoje, vamos jantar todos juntos, o que acha? — olhei pra ele que me encarava pensativo, mas aind assim não gostava da ideia de ter que ir ao psicólogo, com certeza acha isso coisa pra gente maluca. realmente eu acertei no motivo da sua rebeldia, eu estava afastada de casa.
- Tudo bem, espero que não apareça alguma emergência pra você resolver! — falou e eu o puxei pra um abraço forte, que apesar de demorar, ele correspondeu. Mas em segundos me veio na cabeça, minha nossa, eu ando mesmo longe, nem jantar com a minha família direito eu tenho jantado.
- Eu venho te chamar daqui a pouco tá?
Avisei e ele apenas concordou com a cabeça e em seguida pegou o seu celular.
Quando sai do quarto vi Killian brincando com os gémeos no quarto deles, eles estavam colorindo alguns papeis e não me pergunte o que eles desenhavam, eu não consigo identificar. Entrei no quarto pra me juntar a eles mas logo meus pequenos vieram até mim e me encheram de abraços que eu retribui com o maior carinho.
- Desculpa mamãe ! — Leiah falou depois de segundos.
- Tudo bem meu amor — me abaixei e sentei do lado deles — A mamãe tava de cabeça quente, não queria ter brigado com vocês. Mas temos que lembrar que vocês tem um quintal bem grande pra jogar bola! — lembrei
- Papai disse isso pra gente! — Liam falou. Killian realmente conversava com eles, e eu, bom, sempre perdia a cabeça. Olhei pra ele que observava a cena entre eu é meus filhos, notei arrependimento em seus olhos, nos precisávamos conversar.
-Que bom, seu pai sabe das coisas... vamos jantar todos juntos? — perguntei animada.
- Sério? — Leiah gritou animada! — Vamos!!
- Muito bem, muito bem! — Killian falou depois de nos observar — Vamos ver quem chega primeiro na cozinha?
Nossos filhos ficaram animados, mas logo em seguida olharam pra mim pra saber se podiam, afinal eu não aprovo muita bagunça em casa.
- Duvido que cheguem primeiro que eu! — falei e sai correndo do quarto sendo assim, fui a primeira a chegar na sala de jantar, em seguida Leiah e Liam chegaram cansadas, mandei eles sentarem na mesa que já estava arrumada apenas nos esperando. Killian chegou depois com Henry e todos sentamos na mesa, digamos que foi um jantar meio silencioso, poucos palavras foram ditas, ainda mais porque Killian e eu tínhamos brigado mais cedo. Depois do jantar, todos ajudaram a arrumar, nem Henry escapou dessa vez, ele secava a louça enquanto Killian a lavava. Eu por vez, estava limpando a mesa enquanto os gêmeos estavam assistindo televisão.
.....
- Boa noite mamãe!Boa noite papai — Leiah e Liam disseram em uníssono enquanto colocavamos eles para dormir. Embrulhei Leiah que estava agarrada com seu ursinho de pelúcia azul, levantei a cabeça e vi Killian dando um beijo na cabeça de Liam antes de se levantar e ir para o quarto.
Henry já tinha me dado Boa noite, então fui para o quarto onde com certeza Killian me esperava pra ter uma conversa.
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