Notas iniciais
Oooiiee... como prometido, capítulo novo sexta-feira. E Boa notícia.. talvez, mais pra sim do que pra não. Tenha dois Cap por semana, pq eu estou escrevendo muito e gosto muito que vcs não fiquem ansiosos por capítulos novos. Afinal eu sou leitora tbm, e quase me descabelo esperando por Cap. E eu sei que tá meio paradinho esse Cap, mas prometo que do próximo em diante vcs n vão se arrepender.

Entrei no quarto e Killian estava sentado na cama mexendo no celular, assim que percebeu minha presença ele bloqueou a tela do celular e voltou sua atenção pra mim.

– Desculpa! — pedi completamente envergonhada por ter andado distante — Eu não tinha me tocado o quanto estava distante! — continuei, Killian apenas suspirou se levantando e vindo até mim, ele me abraçou e eu correspondi.

– Eu não devia ter falado aquilo! — disse enquanto acariciava meus cabelos completamente desidratados, eu estava horrível. Ele se referia sobre o que disse mais cedo pra mim, que eu estava agindo que nem minha mãe me tratava quando eu era criança.

– Você não tava totalmente errado! — Falei praticamente sussurrando.

– Hey Swan! — ele levou sua mão até meu queixo me fazendo olhar pra ele — Você não agiu assim de propósito! Você errou, é isso é uma coisa comum, persistir no erro que é burrice!

– To perdoada? — perguntei ainda abraçada nele

– Claro que está! — respondeu e então olhamos um para o outro.

– Vou pagar um psicólogo pra Henry! — falei — O que você acha?

– Acho muito bom, mas você sabe que você tem que começar a dar mais atenção pra ele, Henry quer atenção amor, você tem passado menos tempo com ele, inclusive quando os gêmeos nasceram.

– Eu sei... na verdade, tava pensando de ir também, marca uma sessão pra mim é claro — suspirei tentando retirar o peso imaginário que eu sentia — Eu... não estou me reconhecendo mais! — confessei, eu realmente sentia isso, trabalhar até as sete da noite, quando chego em casa não dou muita atenção para os meus filhos pois estou cansada demais pra brincar seja do que for, além de cansada sem paciência, eu realmente não tive a experiência de cuidar de Henry durante a maioria da infância, e é um trabalho pesado, uma trabalho que veio em dobro pra mim, estava muito complicado, mesmo com Killian sendo um bom pai, os homens podem não admitir, mas as mulheres que fazem uma casa funcionar direito, e eu! Bem, estava ocupada demais pra se importar. Acredito que de certa forma eu agi igual minha mãe, mais focada no trabalho do que nos filhos, mas diferente de minha mãe eu não estava focada em dinheiro, eu estava preocupada, ou melhor paranóica, eu tenho certeza que Gold está vivo, é isso me fez ficar maluca, eu acordava de noite quando ouvia um barulho estranho, e eu pensava que era ele pronto pra querer vingança por eu o ter colocado na cadeia. Qualquer coisa estranha que acontecesse eu a associava com Gold. Havia noites que eu não dormia direito por causa de tanta preocupação, as olheiras em meu rosto ficavam horríveis em certos dias, geralmente eu não dormia direito por umas duas noites, por causa da preocupação, aí no terceiro dia, eu ficava tão cansada, que fazia com que eu deixasse a preocupação de lado.

– Acho melhor tomarmos uma banho! — Killian falou depois de segundos de silêncio — Você precisa dormir um pouco. E sim, realmente é bom você ir no psicólogo, e não Swan, não estou te chamando de louca — revirei os olhos rindo — Mas vai te fazer bem falar dos problemas que você não gosta de compartilhar comigo, eu sei que tem!

– É.. você me conhece mesmo! — falei

– Fala com a Regina, ela conhece um psicólogo ótimo!

......

– Aqui — Regina falou entregando o cartão que estava em sua carteira — Doutor Hopper, eu o chamo de Archie, ele é excelente!

– Obrigada Gina, mas vem cá! Você foi a consultas dele? Pra que? — perguntei curiosa.

– Ora, depois que tive o Roland eu não tava sabendo como voltar a exercer minha profissão, como você acha que eu tive aquela calma toda na época de campanha? — Regina arqueou a sobrancelha enquanto sorria. Lembrei que quando ela resolveu se candidatar a prefeita de novo, a mesma estava super carregada no começo, mas no meio da campanha ela estava tão segura, tão calma. Não é a toa que ganhou as eleições, comemoramos muito, pois Regina era a primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita na cidade de Storybrook, foi histórico.

– Nossa, tá explicado o motivo de você estar tão segura naquele sufoco!

– Comecei a seguir os conselhos dele, além de ler os livros que ele me indicou, daquele psicólogo brasileiro, Augusto Cury, Emma, pensa em um cara centrado, os conselhos dele são ótimos, eu até me tornei uma pessoas mais calma depois de por em prática o que eu aprendi! — Ela falou com tanta empolgação que até me contagiou — ROLAND NÃO RISCA A PAREDE! — Gritou, o que me deixou imóvel, ela não tava mais calma? — Desculpe, força do hábito!

– Depois diz que eu não sou delicada! — revirei os olhos.

– É por isso que somos amigas! — brincou antes de ficar séria novamente — Killian me contou que você andava meio preocupada!

– Ai ele te contou isso na base do eufemismo, né? Eu ando maluca isso sim!

– Mãe seu celular ta tocando! — Roland chamou a atenção da mãe mostrando o celular pra ela, crianças hoje em dia estão mais tecnológicas do que os adultos. Regina pediu pra me esperar um minuto enquanto se levantava e ia em direção ao filho pegar seu celular.

– Oi Killian! — ela disse ao atender — Ta, Ta aqui comigo sim! Perai — Ela me entregou o celular. Rezei aos céus pra que não fosse nada grave.

– Oi amor!

– Emma.. — " ih ferrou", pensei, acabou a paz — Acho melhor você vir pra casa, Henry acabou de chegar da escola com um olho roxo!

– O quê? O que deu nesse menino? — falei colocando as mãos na cabeça, essa era nova.

– Ele me disse que levou uma bolada na cara, mas não me convenceu!- explicou.

– Botou pressão nele? — perguntei

– Emma... — pude ouvi-lo respirar fundo — Acho melhor você falar com ele!

– Killian você sabe que você também pode conversar com ele... — então me toquei — Ta, ta bom, to chegando em casa — desliguei o telefone antes que ele pudesse falar algo, soltei um suspiro forte que estava preso em meu peito.

– Henry de novo? — Regina perguntou enquanto sentava ma sua cadeira de novo.

– É, ele chegou com um olho roxo em casa, essa é nova pra mim! — Bufei de raiva — Sinceramente não sei o que é pior, a infância travessa das crianças ou fase aborrescente de Henry!

– Você precisa de paciência Emma, e descansar, da uma folga desse trabalho, quando foi a última vez que tirou férias? — ela perguntou e eu me pus a pensar, nossa, não entro de férias desde antes de Killian e eu nos casarmos, ou seja, 7 anos atras. Minhas últimas férias foi no mês do meu aniversário de 24 anos, e agora aqui estou com meus 31 anos nas costas, o tempo passa voando.

– Viu só, Emma, a vida não é só trabalho!

– Eu sei, você tá certa! — me levantei — Eu tenho que ir pra casa, resolver o big problema que me espera. Obrigada Gina!

– De nada, qualquer coisa me liga!

– pode deixar! — sai da sala e fui direto pra casa.

No caminho todo fui pensando sobre tudo que estava acontecendo, quando cheguei em casa parei pra encarar o portão, não sei porque, mas fiquei observando cada detalhe, talvez fosse minha mente comandando meu corpo pra não entrar em casa, no fundo eu sabia que eu ia dormir estressada. Entrei em casa e não encontrei nem Leiah e nem Liam brincando na sala, provavelmente ainda estariam na escolinha, pelo barulho da água da pia caindo deduzi que Aurora estava limpando a cozinha, subi as escadas e encontrei Killian parado, encarando o chão no meio do corredor.

– Oi — falei me aproximando e ele levantou o rosto pra me encarar.

– Oi amor, Henry não quer sair do quarto!

– Ah não é? — disse com desafio no tom de voz — Henry abre a porta! — gritei enquanto batia na porta do seu quarto, estava com a sensação de que ia acabar quebrando aquela porta.

– Vai embora mãe! — Henry gritou de dentro do seu quarto.

– Chega! — disse enquanto saía da frente da porta do quarto dele e fui em direção ao meu quarto.

– Onde você vai? — Killian perguntou enquanto me observava.

– Mostrar quem manda nessa casa! — respondi mostrando a chave reserva do quarto do meu filho.
Coloquei a chave na fechadura, girei e a porta abriu. Henry estava deitado na cama mexendo no computador e assim que me viu dentro do quarto se espantou.

– Como você entrou aqui? — perguntou alterando o tom de voz.

– Olha o tom! — o repreendi — Eu sou a sua mãe!

– Ah jura? — debochou. Contei até dez na minha mente.

– O que aconteceu na escola hoje? — perguntei sendo o mais direta possível.

– Seu marido já fez fofoca pra você? — perguntou irritado.

– Seu marido? Desde quando você se refere assim a Killian? — perguntei incrédula.

– E ele não é?

– Para de ser rebelde Henry. Eu já estou por aqui com as suas rebeldias, anda me desrespeitando, desrespeitando o Killian que é seu pa-das-tro — soletrei como se ele fosse uma criança de 5 anos de idade — Anda faltando na escola e não me pergunta como. Eu tenho contatos garoto!

– Mãe por favor, vai embora! — pediu pegando os fones e os colocando no ouvido. Fui em sua direção e tirei os fones dele.

– Eu, vou, mas hoje você vai no psicólogo! — falei — E isso ta confiscado! — peguei o notebook que estava no seu colo e o telefone que estava na escrivaninha.

– Ei! — protestou

– Vai se arrumar! — mandei e sai do quarto antes que ele quisesse continuar a discussão.

Fui direto para o meu quarto onde Killian estava sentado na cama me esperando. Pela sua expressão ele estava preocupado e agoniado.

– Como foi? — perguntou

– Péssimo! — coloquei o notebook e o celular em cima da mesa do quarto. Suspirei pensando na briga que acabei de ter com meu filho.

– Não se preocupa, vai passar! — disse tentando amenizar a situação e em seguida me abraçou por trás — É fase.

– Que fase! — pensei alto.

– Não vai almoçar?

– To sem fome!

– Você precisa comer amor!

– Eu sei, mas eu perdi a fome quando cheguei! — falei e ouvi a porta bater lá embaixo.

– Ó — Killian se referiu ao barulho — nossos filhos chegaram! Vamos almoçar com eles! — falou me soltando do abraço mas sem soltar minha mão.

– Ta bom!

Almocei junto com meus pequenos e Killian que não me deixou levantar da mesa sem comer tudo que estava no meu prato. Aurora fez um almoço delicioso, mas eu realmente não estava com ânimo pra saborear a deliciosa macarronada de camarão que ela tinha feito. Leiah sujou a mesa toda com macarrão pois não parava de brincar com a comida do seu prato, diferente de Liam que não fez nenhuma sujeira. Leiah com certeza puxou pra mim, muito elétrica e inquieta, Liam puxou mais pro pai, calmo e reservado. Depois que almoçamos deixei Killian com os meninos e chamei Henry para ir no psicólogo, o mesmo tentou protestar contra, ele estava morrendo de raiva. Não falou comigo durante o caminho todo, eu fiz o mesmo que ele, não estava afim de aturar a rebeldia do meu filho.

– Boa tarde! — um home alto, de óculos e cabelo ruivo nos cumprimentou.

– Boa tarde doutor Hopper, eu... -comecei a falar mas ele me interrompeu.

– Pode me chamar de Archie!

– Tudo bem... Archie! Eu trouxe meu filho pra uma consulta — puxei Henry pra mais perto — Liguei mais cedo marcando a consulta!

– Ah sim, você é a Emma Swan, e você — olhou pro Henry — deve ser o pequeno Henry.

Ouvi Henry segurar um riso, com certeza pelo fato de terem chamado ele de pequeno, ultimamente ele detesta isso. Apertei sua mão mostrando que não gostei da situação e ele apenas revirou os olhos.

– Bom senhorita Swan, pode voltar daqui a uma hora. Precisamos de privacidade não é Henry?

Ele não respondeu nada apenas entrou no consultório. Então fui dar uma volta para o tempo de uma hora passar mais rápido. Quando passou as uma hora fui buscar Henry que estava me esperando do lado de fora.

– Como foi? — perguntei enquanto caminhávamos para nossa casa.

– Você não disse que ficaria só entre eu e ele? — reclamou

– Não to querendo saber o que vocês conversaram, apenas quero saber o que você achou! — expliquei

– É.. não foi tão ruim! — respondeu

– Viu! Você vai gostar.

– Ta, ta!

Entramos em casa e Henry foi direto pro seu quarto, Killian provavelmente não tinha chegado, então subi pro meu quarto pra dormir um pouco, resolvi seguir o Conselho de Regina e tirei o dia de folga, eu realmente estava pensando seriamente em tirar férias.

.....

– Shhh, não faz barulho! — ouvi vozes enquanto tentava me despertar.

– Vai acordar sua mãe! — dessa vez reconheci a voz de Killian.

Me virei e abri os olhos.

Leiah e Liam estavam deitados na cama junto comigo, os olhinhos azuis me observavam cuidadosamente.

– Boa noite mamãe! — Liam disse

– Olha só — puxei ele pra um abraço — Fui acordada por um príncipe! — olhei pra Leiah que olhava a cena com ciúmes — E uma princesa — Brinquei com seu nariz.

– Não foi pro trabalho hoje Swan! — meu marido perguntou se deitando ao meu lado e me abraçando.

– Me dei um dia de folga! — respondi

– Olha só! — comentou me elogiando — alguém está procurando se redimir — cantarolou.

– Engraçadinho!

– Mãe! — Leiah começou a falar — Hoje foi o último dia de aula, a professora deixou a gente brincar no parquinho! — a voz da minha filha saia completamente angelical.

– Olha só, Aurora vai enlouquecer quando souber! — falei pra Killian.

– enlouquecer? Ta usando um termo delicado ne? — Killian brincou

– Podemos dormir aqui? — perguntaram em uníssono.

– Podem! — abri espaço na cama e então eles se deitaram entre mim e Killian. Queria que Henry estivesse junto com a gente. Fechei os olhos e em minha mente fiz uma pequena oração pra que meu filho passasse por essa fase os mais rápido possível.

Notas finais
É aí? Algum de vcs sabem o porque da rebeldia do nosso querido HENRY? Quem está torcendo por essa família?