Notas iniciais
Hello peoples... desculpem a demora, mas como falei, realmente ando ocupada, então os capítulos demoram a sair. Enfim, amei os comentários d e vcs no Cap passado, fico muito feliz de saber que vcs estão gostando da história, e uma felicidade pra mim, pois escrevo com o maior carinho, mas chega de papo. Boa leitura lindos.

— Com licença — mais uma vez parei uma pessoa na rua e mostrei a foto de Leiah que Killian guardava em sua carteira — A senhora viu essa menina? — Ela negou com a cabeça e então eu a agradeci por parar para responder.

Nos dividimos para procurar minha pequena dos olhos azuis, Killian e Liam procuravam por um lado e eu e Henry procurávamos pelo outro. Nunca desejei tanto que ela estivesse tagarelando que nem papagaio em meus ouvidos, com toda a hiperatividade que ela possui eu fico me perguntando como não senti a falta dela quando mais cedo, aquelas pilhas eram duracel, não eram fáceis de ficarem gastas.

Continuei andando mais um pouco pelas ruas de areia, Henry estava do meu lado e não tinha dito uma palavra sequer. Provavelmente estava preocupado com o sumiço da irmã.

Quando olho em outra direção vejo Killian com Liam no colo perguntando para um homem do outro lado da rua, como a cidade era pequena mesmo. Nunca vi ele tão preocupado e assustado, sentia saudades da sua princesinha dos olhos azuis.

Ele me viu e eu acenei para ele, então ele atravessou a rua vindo em minha direção.

O abracei sem me preocupar em esperar ele colocar Liam no chão, eu precisava abraça-los, talvez na minha cabeça levemente perturbada por causa desse acontecimento, isso me garantiria que eu não perderia mais ninguém.

— Eu quero minha filha, Killian — falei sem me preocupar em derramar minhas lágrimas.

— Nós vamos acha-la amor — ele disse tentando não mostrar segurança.

De repente escuto uma risada familiar.

— Leiah? — questionei esperançosa.

Olhei para os lados e avistei uma garotinha loira brincando com um cachorrinho dentro de uma butique.

— Leiah! — me soltei do abraço de meu marido e corri em direção a minha filha, que ao me ver gritou:

— Mamãe!

A abracei como se tivesse vendo ela depois de um longo tempo que fiquei fora. Senti sua pele meio suada pelo fato de não estar acostumada com o clima tropical do Brasil.

Senti Killian nos envolver em seu abraço, completamente aliviado pelo fato de termos achado nossa tagarelinha loira.

— Leiah você nos deu um susto — Liam disse com sua voz angelical, contente por ver sua irmã.

— Onde você estava pirralha — Henry perguntou em um tom descontraído — Ficamos loucos atrás de você.

Nós afastamos do abraço para encara-lo e pude perceber que ela estava aliviada por nos ver de novo.

— Quando descemos do carro eu vi conchinhas na praia — começou a explicar tirando as conchas do bolso de seu shortinho amarelo — fui pegar algumas e perdi vocês de vista.

— É como você veio para aqui meu amor? — Killian questionou o que eu perguntava em minha mente.

— Um senhor me trouxe pra cá — respondeu e eu sentir meu corpo paralisar.

— Um senhor? Como assim Leiah? — perguntei preocupada.

— Ele perguntou se eu estava sozinha e eu disse que estava procurando vocês, então ele me deixou aqui nessa loja, disse que a cidade era pequena e com certeza iriam me achar aqui.

— Com licença — uma moça negra usando um vestido em tons de amarelo se aproximou de nós — São os pais dessa garotinha?

— Somos — respondi meio receosa.

— Ai que alívio — ela soltou a respiração pesada — Estava dando o horário de fechar a loja e ainda não tinha conseguido ter alguma ideia de como descobrir quem vocês eram. Meu nome é Luciana — ela estendeu a mão em minha direção.

— Prazer Luciana — Apertei sua mão a cumprimentando — Leiah me falou que um senhor deixou ela aqui, sabe como ele era? — perguntei tentando coletar a possibilidade de ter sido Gold.

— Não vi não, eu tinha entrado pra pegar meu caderno do caixa e quando voltei ela estava dentro da loja brincando com a Sophia — respondeu.

— Sophia? — arqueei a sobrancelha.

— Minha beagle — apontou para a cachorrinha que estava deitada na caminha que havia perto da porta.

— Ah sim — forcei um sorriso tentando parecer tranquila, mas eu estava me tremendo por dentro, precisava saber quem é o homem que trouxe Leiah para a butique — Bom, muito obrigada por tomar conta dela, a partir de agora vou ter que tomar um cuidado redobrado com ela.

— Que isso, fico feliz em ajudar. Imagino o seu desespero, também tenho um filho.

Sorri para ela é então me virei para Killian que estava com Leaih no colo, que por causa de sua aventura já estava dormindo. Carreguei Liam e então fomos para a pousada que estávamos hospedados.

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— Que foi? — perguntei ao perceber que Killian me observava da porta do quarto.

Eu estava deitada na rede observando o céu estrelado dando beleza a noite.

Deixei as crianças dormindo seguras no quarto e cim aqui pra fora. Deixando Killian sozinho no nosso quarto, por isso ele veio me ver, com certeza estranhou minha demora.

— Eu sei no que está pensando — ele fechou a porta e foi até mim e se agachou para olhar em meus olhos — Vamos ficar pelo menos até amanhã? — Já marquei um passeio na pedra furada, Eles estão animados pra ir — falou se referindo as crianças.

Eu apenas concordei com a cabeça.

— Eu sei que você está assustada...

— Não Killian! — Eu o interrompi desesperada — Eu to com medo.

Vi seus olhos se arregalarem por causa da minha confissão.

— Pela primeira vez eu estou com medo — continuei sem me importar se as lágrimas caíam em meu rosto — Eu fiquei com muito medo hoje, medo de ele ter pegado minha filha, de nunca mais vê-la, não acha -la e ficar sem saber o que havia acontecido, sem saber se ela passaria fome ou frio.

— Hey Emma, eu entendo seu medo, mas foi só um susto. Ela está aqui agora — lembrou me abraçando por trás.

— Gold está querendo jogar, primeiro uma mensagem, agora a pouco Leiah, e depois? O que vai ser?

— Não sabemos se foi Gold Emma — ele falou e eu sentir meu sangue ferver.

— Como assim? — perguntei baixo, mas btava — Já vai duvidar de mim de novo?

— Não Emma — ele balançou a cabeça em negativa — Apenas estou querendo dizer que talvez Seja alguém fazendo uma brincadeira de muito mau gosto. Acho que realmente pode haver uma possibilidade de ele não estar vivo, depois de cinco anos ele resolve começar uma vingança contra você? Não tem sentindo.

— Vingança é um prato que se come frio.

— É como matar a presa em uma cadeia alimentar — ele disse e eu franzi o cenho.

— Como assim?

— É como um predador esperando pra dar o bote em sua presa — dessa vez consegui entender.

— E sim.

— Mas quando a presa está destraida, não em alerta, o que é o seu caso. Mas mesmo vindo pra cá você sabe da possibilidade de ele tentar algo, acho que se ele não se importasse com esse fato, não faria isso depois de tanto tempo — concluiu e de certa forma, um lado meu concordava com sua teoria.

Será que havia possibilidade de ser alguém fazendo uma brincadeira de péssimo gosto?

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— Ela havia ido pegar conchinhas na praia? — Regina repetiu a última frase que eu havia dito a ela.

— Ainda não tive tempo de dar um sermão nela por ter se afastado sem permissão, até porque eu também não prestei atenção — Falei para minha amiga que estava do outro lado da linha

Liguei para ela para contar o que havia acontecido.

— Emma, acho melhor vocês voltarem, eu falei pra você que estava tendo umas sensações ruins não falei? Volta pra cá minha amiga — Ela disse quase que em súplica.

— Regina relaxa, já passou, mas por via das dúvidas voltaremos depois de amanhã — expliquei tentando acalma-lá.

— Como Killian está? — perguntou mudando de assunto.

— Ele está bem — respondi Franzindo o cenho, não que ela não se preocupe, mas raramente ela pergunta pelo irmão, pois ela prefere ligar para ele.

— Tenho sonhado com ele ultimamente.

— Sonhado com ele? — perguntei me sentando na cama e o observando dormir tão sereno, como se nada tivesse acontecido hoje. Não que ele não se preocupe, mas aí é que está, admito que admiro o fato de ele pensar nos problemas de maneira saudável. Ele leva a sério aquela frase de que "99% dos problemas seriam resolvidos se parecemos de criar teorias absurdas e ficarmos pensando que nem loucos sobre eles".

Eu não consigo por em prática isso.

Eu não estava conseguindo pregar os olhos, não depois de hoje. De vez em quando eu saia do quarto e ia até o das crianças para ver se todos estavam lá. Posso me sentir retroceder a alguns meses quando "havia um rosto em minhas olheiras", pois eu não dormia direito, paranoica, e obcecada por respostas, eu não podia correr o risco de voltar a ser como antes, precisava ir embora.

— É.... na verdade, não é nada de mais, Emma eu preciso ir dormir, daqui a pouco tenho uma reunião na prefeitura. Fica bem tá? — falou e eu pude sentie que ela escondia algo.

— Ta bom rainha má, Boa reunião — me despedi e então ela desligou o telefone.

Me deitei na cama e puxei o lençol, me virei de frente para meu marido e adormeci depois de ter passado tanto tempo que o observei dormir.

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— Mãe? Porque não posso ficar no chão? — Leiah perguntou pelo fato de estar no meu colo desde que saímos da pousada.

Não que eu não quisesse ou fosse viagia-la bem, mas ela corre muito, Killian e eu perdemos o fôlego perto dela.

— Porque é o seu castigo pela senhorita ter largado a mão do seu irmão e ido pegar conhinhas na praia — falei algo que também não era mentira, minha filha precisava entender que não se pode se afastar assim por vontade própria — Se eu fosse você, aproveitava, mamãe só me carregou no com o até os três anos — brinquei com a situação.

— Deve ser porque você amassava a roupa dela — Killian brincou e eu olhei pra ele com uma cara de "Não ri não, você disse verdades agora".

E ele entendeu.

— Pelo lado bom, meu pai não se importava com isso — dei de ombros com um sorriso de canto.

— A vovó disse que que a senhora detestava colo, mãe — Henry comentou.

— Não, eu detestava o colo dela, ela não me carregava direito, e eu era muito inquieta. Tanto que papai não me colocava no colo ele me carregava nos ombros.

— Imagino o quão comportada era, atira taças de vidro na parede — Killian brincou.

— A senhora não tem medo de altura? — perguntou enquanto tirava seu celular do bolso.

Mas gosta desse vício.

— Não, eu tenho medo de cair. É diferente — brinquei com as minhas palavras.

Henry apenas achou graça da situação.

— Nossa, olha só mãe! — Liam gritou animado apontando para a gigante pedra furada que estava a nossa frente.

Um ponto turístico de Jericoacoara, uma gigante pedra com uma abertura no meio como se tivessem simplesmente furado ela. A onda do mar se quebrava nela dando mais beleza ao local.

— Filho cuidado, seu pai vai ficar surdo — Killian brincou com o fato de seu filho gritar issi praticamente em seu ouvido.

— Desculpa papai — Liam se desculpou segurando o riso e cobrindo a boca com as mãos cobrindo seu sorriso contagiante.

— Acho que vai ser uma boa tirar uma foto lá em cima, o que acha Swan? — Killian perguntou tirando a câmera da mochila.

Não sei explicar, mas senti um aperto no coração.

— Não inventa moda Killian — falei

— Nossa, o mal humor já está te atacando? -perguntou fazendo uma careta divertida.

— É sério Killian, não vai inventar arte, você nem sabe se é seguro.

— eu não irei subir tanto Swan, relaxa.

Balancei a cabeça reprovando a situação, mas deixei pra lá. Coloquei Leiah no chão e dei permissão para que ela brincasse com os irmão sempre perto da gente, mas mesmo assim disse pra Henry ficar de olho.

Tornei a olhar Killian de novo tentando subir na pedra, mas seu pé escorregava quando ele tentava subir.
"Teimoso", falei pra mim mesma.

Meu celular apita avisando que havia chegado mensagem e eu o pego para ler.

Era de Regina.

" Emma está tudo bem por aí? "

Antes que eu pudesse responde-la Henry gritou assustado.

— KILLIAN!

Notas finais
Bom, aposto que muitos estão se perguntando sobre Gold, bom como maneira de me desculpar pela dmeora, aqui vai uma certeza, ele está vivo sim. Quando ao Killian, aposto que sabem o que deve ter acontecido. Beijos para vocês, até o próximo. Ps: coloquei um vigia na porta, não sei se querem me matar, mas por precaução hehe.