Head or Heart - vida nova

19 De volta a Storybrooke


Notas iniciais
Hello peoples... podem ficar felizes porque consegui postar cedo, justamente pelo fato do cap não ser tão grande. Mas enfim, muita gente queria me matar no Cap passado e eu implorei para que me deixassem viva pq eu daria a felicidade que vcs tanto querem. Mas como eu falei tenham paciência, pq nesse Cap vcs ainda vão querer me matar kkk. Enfim, Boa leitura lindos! Ps:leiam as notas finais

Oito e quinze da noite. Esse foi o horário em que chegamos em Storybrooke.

Pela dificuldade em que tive em colocar Killian em um bom hospital público no Brasil, não me restou uma outra opção a não ser pedir uma transferência urgente para os Estados Unidos.

Meu marido estava quase sentando em cima da gigante pedra que parecia mais uma pequena montanha, quando escorregou e bateu a cabeça na mesma, caindo no mar, onde acabou engolindo muita água antes de ser salvo pelos salvas vidas.

– Filha! — Meu pai me abraçou assim que descemos do Helicóptero — Vai ficar tudo bem — falou enquanto eu chorava em seu ombro.

As crianças correram para minha mãe, pude ouvir ela confortando Leiah e Liam que choravam desesperados pelo que havia acontecido com o pai.

Meu Deus como eu fui idiota, estava na cara que eu não devia ter ido, a sensação ruim que eu tive antes de ir para lá, o aperto no coração, a preocupação de Regina. Eram tantos sinais, mas como sempre só fui nota-los quando já era tarde demais para fazer algo.

– É tudo culpa minha — murmurei ainda em seu abraço.

– Para com isso Emma — Ele me repreendeu e então se afastou para me observar melhor, ainda com as mãos me segurando pelos braços ele continuou — Não temos que achar culpados aqui, temos que torcer para que tudo de certo.

– Seu pai está certo filha — mamãe disse se aproximando junto com os netos.

Peguei Leiah e a coloquei no colo tentando fazê-la parar de chorar (O que era uma missão quase impossivel). Liam ficou no colo de minha mãe enquanto Henry conversava calmamente com meu pai.

Mesmo não querendo, as cenas que vivi no Brasil estavam se repetindo em minha mente.

#Flashback

– Ai meu Deus! — gritei desesperada ao ver Killian batendo a cabeça na pedra — Killian!

Corri em sua direção, logo senti meus pés molharem ao afundarem na água do salgada do mar. A água cobria até meus joelho, o que era suficiente para me causar desespero, pois por pouco a segundos que fosse, Killian inalou aquela água da pior maneira, pois a onda quebrava perto da pedra de maneira agressiva. Puxei seu braço na intenção de levanta-lo, o que foi de certa forma dificultosa, pois ele estava desacordado, mas a força vem quando a gente menos espera, estava perto de chegar na areia quando mais pessoas vieram me ajudar, entre elas um salva-vidas.

– Papai! — Leiah e Liam vieram correndo em nossa direção, mesmo com Henry tentando segura-los, dois eram demais para ele.

– Crianças — me levantei deixando Killian sozinho com os salva-vidas, foi como se eu estivesse o abandonando, mas eu precisava acalmar meus filhos, precisava que eles não chegassem tão perto para não ficarem desesperados — É melhor ficarmos afastados, os salva-vidas estão cuidando disso — Orientei tentando não derramar lágrimas, mas foi em vão.

– Mãe, ele bateu a cabeça com muita força — Henry falou desesperado.

– O que vai acontecer com ele mamãe? — Liam perguntou preocupado já derramando lágrimas.

– Ele vai morrer mamãe? — Leiah perguntou chorando de maneira desesperada.

Eram muitas perguntas que eles estavam fazendo de maneira desgovernada, e eu não sabia responde-las.

Esse era um dos meus maiores desesperos, eu não sabia o que ia acontecer.

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– Dr. Whale! — exclamei desesperada assim que o encontrei por acaso correndo no corredor, com certeza indo para alguma sala — O meu marido já chegou aqui? — perguntei o que tanto me agoniava, não viajei junto com Killian então eu estava por for a de muita coisa.

– Já sim Emma — Ele parou de andar e veio até nós.

– É então? — papai perguntou querendo informações.

– Nós o examinamos, e na queda ele bateu a cabeça forte — Ele começou a falar como se estivesse procurando uma maneira certa para contar o que estava acontecendo. Devido ao meu temperamento, ele estava tentando me deixar calma. O que de certa forma foi em vão — O que causou uma pequena hemorragia um pouco maior que 3cm em seu cérebro. Por isso ele ficou desacordado.

O olhei confusa, tentando digerir toda a informação que recebi.

– Ele precisará fazer uma cirurgia de urgência — Ele continuou -Aliás, é para sala de cirurgia que estou indo agora — falou ainda parado me analisando, com certeza querendo saber se eu estava bem.

– Uma cirurgia? — Papai perguntou não acreditando muito bem no que havia acabado de ouvir.

– Quais as chances? — perguntei ignorando a lágrima teimosa que insistia em cair do meu rosto.

– Pelo fato de sido descoberto cedo, as chances do prognóstico serem benignas são enormes — respondeu

– Mas? — perguntei sabendo que sempre havia um "mas" em alguma coisa. Não seria diferente agora.

– Mas — Ele respirou um pouco antes de continuar a falar — há chances de ele perder as capacidades ou simplesmente entrar em coma.

– Ai meu Deus — coloquei as mãos no rosto me sentindo tonta com a informação.

– Calma filha — senti meu pai me segurar em me puxar um pouco para trás para sentarmos na cadeira da sala de espera.

– Eu preciso ir fazer a cirurgia, com licença Emma — Dr. Whale avisou e em seguida seguiu para a sala de cirurgia.

Abracei meu pai mais forte. Mais uma vez, desde que nasci, seus abraços são meu Porto seguro. Eu conseguia ouvir seu coração bater acelerado devido a sua agonia de não poder curar ou amenizar minha dor.

– Eu quero saber de um paciente que acabou de chegar — ouvi uma voz conhecida e então me virei em direção a pessoa — O nome dele é Killian Jones, sou a irmã dele.

Nunca vi minha amiga tão desesperada, pelos saltos pretos e a roupa social, ela não havia conseguido desmarcar a importante reunião que deve ter terminado a alguns minutos.

– Regina! — a chamei e ela rapidamente virou para me procurar.

– Emma — veio correndo em minha direção com os olhos vermelhos, provavelmente de tanto chorar. Ela me abraçou de maneira desesperada, eu era como um Porto Seguro a ela, depois de Robin eu era sua família — Robin já está a caminho, ele precisava arranjar alguém para ficar com Roland, ele vai ficar com a sua mãe e as outras crianças. Como ele está? — perguntou com receio de ouvir a resposta.

– Vai ser operado — Falei rapidamente, não querendo saborear nem um pouco o gosto da notícia ruim que eu era carregada de informar.

– Ai meu Deus — ela tapou a boca com a mão e então respirou fundo para se recompor — Eu sabia, eu estava com uma sensação estranha, noites sem dormir, mau estar, dores no peito a cada vez que vocês falavam dessa bendita viagem. Primeiro eu achei que fosse algo relacionado a Gold, mas logo discartei. Aqueles sonhos foram um aviso.

– Que história é essa de sonho? — perguntei me lembrando da última vez que falei com ela — Você estava muito estranha no telefone, eu te conheço Regina, desenbucha.

Cruzei os braços exigindo uma resposta imediata.

Ela revirou os olhos demonstrando impaciência, mas não estava brava, e sim receosa. O olhar cansado mostrava que ela não estava afim de debater sobre o assunto.

– Então? — perguntei arqueando a sobrancelha.

– Emma agora não é momento de discutirmos nada, além do mais não posso te contar nada até ter certeza — respondeu de forma rápida e direta.

– Ter certeza sobre o que Regina? — perguntei ainda mais impaciente.

– Emma por favor, aqui não é lugar para discutirmos, não sei se lembra, mas seu marido está em uma sala de cirurgia agora — falou usando o fato de Killian estar sendo operando como um motivo para adiar a conversa.

– Eu lembro Regina, é justamente por isso que estou interessada, isso envolve ele — respondi um pouco mais alterada.

– ei — Papai chamou nossa atenção mas resolvemos fingir que não ouvimos.

– Não é sobre ele — dessa vez minha amiga alterou o tom de voz.

– Parou! — Papai gritou, o que fez chamar a atenção de todos que estavam por perto.

Eu e Regina nos entreolhamos, ambas envergonhadas por causa da discussão besta que estávamos tendo enquanto uma pessoa muito importante para nós estava em caso de vida ou morte em uma sala de cirurgia.

– Estão agindo feito duas adolescentes mimadas que estão revoltadas por não conseguirem o que querem — ele disse indignado com a nossa atitude- Se continuarem assim, agirei com um pai responsável e mando as duas — se referiu a mim e a Regina que de certa forma era como uma filha para ele — irem para suas casas pensar no que fizeram. Isso aqui é um hospital, não um departamento de reclamações.

Sentamos todos em silêncio nas cadeira que ficavam na sala de espera. A pequena plateia que assistia minha discussão com Regina, voltou a os seus afazeres.

Não era de esperar para que logo fizessemos o que a maioria faz em casos assim.

Começar a orar para que tudo desse certo.

Não parece meio egoísta? Lembrar de pedir ajuda Deus, depois de tanto tempo sem ao me menos ter parado para agradecer as outras bênçãos que ele me deu.

E é.

Mas mesmo assim ele ainda faz questão de nos ouvir, e nos ajudar. Pois somos seus filhos e ele nos ama mesmo com todos os defeitos.

Logo Robin se juntou a nós, ele havia trago comida, com certeza adivinhou que estávamos famintos, pois tanto eu como Regina não lembramos de comer nada, pois o desespero era como tomar um copo de água que enganava a fome.

Olhei para o relógio e já eram quinze para as uma. Vão fazer quase seis horas que eles estão operando Killian.
Essa demora me preocupava ainda mais.

– Ruby? August? — Me surpreendi ver eles se aproximando de nós.

– Oi amiga, ficamos sabendo — Ruby disse me dando um abraço apertado, e August fez a mesma coisa.

– Acabamos de chegar de viagem, quando soubemos que aconteceu, viemos o mais rápido que pudemos — August disse, seus olhos verdes mostravam a preocupação que sentia.
– Como souberam? — perguntei curiosa.

– Cidade pequena — Ruby fez uma careta divertida — O grannys ainda irá falir o jornal da cidade.

– Não duvido — dei uma risada fraca — Ah que bom que vieram — falei os puxando para mais uma abraço.

– Eu sei que não tem clima, mas trouxemos uma novidade — ela falou e então meu pai disse:

– É sempre bom ter uma notícia boa no meio de uma tempestade.

– Ajuda a enfrentar a chuva — Regina disse com um leve sorriso.

– Eu pedi a Ruby em casamento — Meu amigo disse e Ruby levou as mãos para perto de nós para exibir seu lindo a anel de noivado.

Posso dizer que eu senti uma felicidade imensa com a notícia, até porque eu fui o cupido dos dois.

– Meus parabéns! — Eu disse sorrindo fraco, por mais que eh quisesse que não conseguia transpassar a felicidade que eu sentia pelos dois.

Quando eu ia falar mais alguma coisa avisto o Dr. Whale saindo da área restrita, e em seguida vindo até nós.

Mesmo assim fiz questão e ir correndo até ele.

– É então? Como foi?

Notas finais
Aposto que querem me bater. Mas enfim, o prox capítulo vai demorar um pouco, pois ainda tenho que atualizar a fuga da herdeira, a não ser que queiram que eu termine essa primeiro, pq pra tristeza de vcs, a história está perto do fim(choremos) Mas enfim, obrigado a todos os comentarios no Cap passado, vcs são demais.