Notas iniciais
Hello peoples... nesse domingo, aproveitei a folga que tive para escrever o Cap. Até que foi rápido.. escrevi assistindo quatro ep de OUAT RS.. meu recorde. Enfim, vou logo avisando que esse Cap está bem dramático, pelo menos p mim. Mas vcs vão descobrir um pouco do passado do Henry. Obrigada por todos os comentários no Cap passado, vcs são os melhores leitores do mundo. Bom é isso. Boa leitura!

Esperar é algo muito complicado as vezes. Principalmente se você não é uma pessoa paciente.

São cinco horas da manhã e eu ainda não consegui dormir nada.

Dr. Whale disse que a cirurgia foi um sucesso, que tudo estava bem, na verdade, quase tudo. Precisávamos que Killian acordasse para saber se realmente teve algum dano, se suas capacidades de andar e falar estejam normais, se ele se lembraria de algo.

Me convenceram depois de uma longa conversa, a vir para casa para descansar. Ruby, August e papai não mediram esforços para fazer Regina, que também se recusava a ir, eu a ir embora. Não que isso tivesse resolvido algo, mas nós fomos e aposto que assim como eu, minha amiga não conseguiu dormir direito.

Me levantei com cuidado para não acordar meus filhos que dormiam na mesma cama que eu, justamente no lado em que o pai dorme. Henry e eu tivemos muito trabalho em acalma-los. Admirei o fato do meu filho consegui manter a calma para poder acalmar os irmãos, não teria conseguido sozinha, afinal, é um trabalho em dobro. Então assim que as crianças finalmente dormiram, ele foi para o seu quarto fazer o mesmo, mas não sem antes me dizer que tudo ficaria bem.

Resolvi ir para a sala de estar, pois eu estava tão inquieta que seria capaz de acordar as crianças.

Sentei no sofá macio e vermelho da sala e percebi que não havia nada para fazer a não ser esperar o tempo passar até Whale me ligar e ficar observando minha sala totalmente arrumada, pois como chegamos de viagem hoje, não há motivos para casa estar suja ou com brinquedos espalhados pelos corredores e escadas. Olhei para a a prateleira ao lado da televisão e meus olhos deram atenção total ao porta retrato com a foto do Bosso casamento, que Killian me presenteou no natal.

Olhei para o lado e percebi que nossas mala ainda estavam largadas perto da porta de entrada.

Em um pulo, me levantei do sofá as pressas indo em direção a nossa bagagem. A mochila de Killian estava bem embaixo das mochilinhas de Leiah e Liam.

Voltei para o sofá e me sentei em uma posição confortável. Tirei o notebook de Killian que estava dentro de sua mochila preta e o liguei.

O que eu procurava?! As fotos que ignorei ver durante esses anos em que estive "ocupada demais para achar tempo para minha família ".

E elas estavam lá, várias pastas nomeadas em ordem alfabética, com fotos de dias importantes para nós.

Comecei a olhar cada uma delas.

Aniversário Gêmeos : a festa de aniversário do ano passado, em que Killian os levou para passear de barco, e eu havia esquecido de levar o bolo. Tivemos que voltar para buscar, apesar de ser embaraçoso, foi uma situação um tanto quanto engraçada, para Killian, que ria do meu desespero.

Aula de Balé Leiah: Nossa pequena loirinha pediu para o pai a colocá-la em uma escola de balé depois de assistir o filme da Barbie e as princesas bailarinas. Killian a colocou com gosto sua princesinha na escolinha de balé, me lembro da sua cara de pai babão assistindo a primeira apresentação dela no Teatro da cidade. Ela realmente levava jeito. Diferente da mãe.

Biblioteca: No dia de inauguração da Biblioteca de Belle, eu não pude comparecer, então tiveram que ir apenas Killian e os filhos, acabei lembrando que Killian e eu tivemos uma discussão naquele dia.

Achei melhor trocar de pasta.

Casamento Emma e Killian: É lá estávamos nós, em cima do altar, fazendo nossos votos que fizeram metade dos convidados chorarem como uma torneira ligada. Meu vestido de modelo simples e discreto, não aprovado por minha mãe me fez parecer a mulher mais linda do mundo para meu marido, pois seus olhos azuis brilhavam a cada passo que eu me aproximava do altar, onde ele me esperava bem arrumado com seu terno cinza claro e gravata prata. Filhos não passavam pela minha cabeça, pelo menos não antes de ele insinuar isso na nossa lua de mel. Uma foto me chamou atenção, estava Henry, Killian e eu, na frente da igreja sorrindo para a câmera, instantaneamente lembrei da conversa que tive com Killian uns meses antes, a conversa ecoou pela minha cabeça, lembrei de cada palavra :

— Com certeza, mas não acha que devemos levar o Henry? Ele nunca teve uma viagem de férias em família.

— hum, gostei da parte família!

— Um dia serei seu marido, é Henry será meu enteado, seremos uma família não é?

Eu sorri

— É muito bom saber que você tem esses planos. Vê um futuro comigo.

— Não consigo imaginar meu futuro sem você!

Me perguntei como me perdi assim? Eu sei que fiz isso comigo mesma, sei que meu casamento só não ficou melhor porque eu não colaborei com isso. Talvez eu estivesse pagando meus erros cometendo outros erros, para tudo ficar pior e então melhorar.
Será que agora as coisas podem melhorar? É pedir demais? Cinco anos não foram muito tempo?

Soltei minha respiração pesada e sai da pasta do casamento.

Continuei a olhar as fotos até que terminei de ver todas as pastas, até achar uma que deixei passar despercebida: o aniversário surpresa de Henry. O primeiro ano em que pude comemorar seu aniversário e Killian ne ajudou tanto. Puxei o colar me lembrando de meu marido me presenteando com ele depois de termos uma briga por causa de ciúmes. Nunca mais o tirei desde então.

— Lembro desse dia.

Levei um susto ao ouvir Henry falar no meio da casa tão silenciosa. Nao que eu acredite, mas fiquei aliviada por não ser um fantasma.

— Henry! O que faz acordado uma hora dessas? — perguntei rapidamente tentando não mostrar que me assustei. Me virei para encara-lo e ele me olhava com um sorriso se canto, com os braços cruzados usando seu casaco azul e cachecol listrado.

Ele estava até arrumado já. Como assim?

— Uma hora dessas? — ele perguntou se segurando para não rir — Mãe — ele caminhou em direção a janela — precisamos colocar cortinas mais claras pra você saber que amanheceu — disse abrindo a janela, mostrando o dia completamente nublado indicado que mais tarde iria nevar.

Olhei para o relógio da tela do notebook e vi que já eram sete e meia da manhã.

— Ah — foi a única coisa que saiu da minha boca — está com fome? — perguntei e ele sorriu.

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— E o hospital? Alguma ligação? — Henry perguntou enquanto colocava canela em seu chocolate quente.

— Por enquanto, nada — respondi me sentando a sua frente e sem seguida tomando um gole da minha bebida.

— Ele está bem — meu filho disse dando de ombros depois de mastigar seu biscoito.

Sorri ao observar sua calma com a situação. Eu queria mesmo era me descabelar, chorar, me lamentar, mas não serviria para nada. Mas todas essas vontades foram embora quando Henry disse que seu padastro ia ficar bem.

— Como sim segue fazer isso? — perguntei depois de segundos.

— Isso o que? — perguntou me olhando com uma expressão confusa.

— Isso — respondi como se fosse óbvio — ficar calmo, acreditar que tudo vai ficar bem.

— Porque acreditar que tudo vai ficar bem é melhor que acreditar que tudo vai ficar mal — respondeu como se fosse óbvio.

— Desculpa falar.. mas para uma criança que viveu anos num orfanato, ter esperança é um caso muito raro.

Sei que não devia falar isso mas eu sempre estranhei o fato de Henry ter tanta cabeça para lidar com as coisas, ele passou por tantas tempestade, e era muito novo.

— Como conseguiu manter a esperança? — perguntei mai seria dessa vez.

Ele não hesitou em responder.

— palavras.

Franzi o cenho e ele continuou.

— Quando eu tinha sete anos, eu fugi do orfanato. Eu estava cansado de tudo aquilo, eu não comia direito por causa dos meninos maiores que pegavam toda a comida, vendo os mais novos serem adotados antes de mim, parecia que ninguém me queria.

Ouvir Henry confessar tudo aquilo, me deu um nó na garganta. Nunca perguntei sobre seu passado, porque achei que ele quisesse esquecer, mas a verdade é que é impossível esquecer algo, só podemos controlar as lembranças, como boas, ou ruins.

— Em uma das noites, eu achei um lugar diferente para dormir, era uma biblioteca abandonada. Apesar de terem nos ensinado a ler lá no orfanato, nunca tivemos tantos livros a disposição. Mas naquela mesma noite me acharam, então eu tive que voltar pra o orfanato. Mas antes de ir embora, eu tive tempo de colocar um livro na mochila — confessou com um sorriso travesso no rosto — O livro que eu segurava no dia em que nos conhecemos.

— O de conto de fadas — Me lembro.

— Isso. Nele havia uma frase que dizia: " A esperança de um final feliz é a coisa mais poderosa que existe". Um ano depois me adotaram. E conhcei você. Mas antes disso eu precisei um de muita determinação para acreditar que tudo ia ficar bem. No começo não foi fácil, mas depois que comecei a pensar positivo, ver a vida de maneira mais agradável possível, me ajudou bastante.

— Nossa, que lição — falei impressionada — É, quem sabe não seja verdade, talvez tudo melhore.

Nós sorrimos um para um outro quando meu celular tocou, me pregando um pequeno susto com a música tocando.

— Acho que já está dando certo — Henry disse antes de ocupar sua boca com um gole de chocolate quente.

Para minha surpresa quando eu olhei no visor, ele identificava que a chamada era do hospital.

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Abri a porta com cuidado, para não fazer muito barulho. Mas não adiantou muito, sem querer derrubem o lixeiro que estava perto da porta.

— Droga! — resmunguei me abaixando para colocar o lixeiro em seu devido lugar.

— Você continua atrapalhada, cabeça quente — ouvi a voz fraca de Killian dizer.

Me levantei e olhei em sua direção. E ele estava deitado na cama, usando a roupa de paciente azul, o que dava Maia vida para seus brilhantes olhos azuis. Como eu senti saudade.

— Acho que depois do tempo que passei sem te ver eu mereço um beijo — ele falou arqueando as sobrancelhas com um sorriso malicioso no rosto.

Eu soltei um leve risada antes de ir até ele é o beija-lo se maneira calma e doce.

colei nossas testas enquanto sorria feito uma adolescente. Eu podia sentir sua respiração mais dificultosa pelo fato de ele estar um pouco fraco. Mas ele também sorria, de maneira mais discreta.

— Você quer me matar — agora comecei a repreende-lo pela sua arte no Brasil — Você me fez passar por uma situação completamente difícil, tudo por que você é um teimoso.

Ele arqueou as sobrancelhas e paracet pensar em algo.

— O teimoso e a cabeça quente — disse analisando — É. Combina — sorriu maneira gentil.

Como eu posso brigar com um criatura dessas?

— Engraçadinho — falei me sentando na cadeira ao seu lado.

— Não esqueça de diabolicamente lindo — lembrou e eu sorri feliz por estar com meu humorado marido me estressando com seus comentários mostrando sua modéstia.

Rimos juntos.

— Como estão meus três filhos? — perguntou preocupado.

— Os menores, tristes — respondi — não gostaram da ideia de só eu vir ver você. Já Henry, me passou tranquilidade esse tempo todo, dizendo que você estava bem.

— Henry é um garoto especial — disse enquanto segurava minha mão e acariciava meu polegar.

— É sim — concordei.

— Como está nosso paciente? — Dr. Whale perguntou entrando no quarto — Ruim não está, já está com a esposa.

— Com certeza — ele concordou e eu sorri para ele — Mas eu sinto uma coisa — falou com seriedade dessa vez.

Olhei para ele preocupada, achando que podia ser algo, quando ele responde:

— Vontade de ir embora.

Rumos aliviados por não ser algo sério.

— Sinto lhe informar, mas terá que ficar de observação por uma semana, e um mês de repouso — O médico falou enquanto anotava algo em sua prancheta — Com licença.

— Parece que terei que ficar aqui por mais uma semana — falou entediado.

— Vai passar rápido — O confortei — Regina virá aqui assim que sai e do trabalho.

— Como ela está?

Fiquei meio receosa em responder, mas falei a verdade.

— Está estranha, acabamos brigando ontem.

— Motivo.. — ele gesticulou com a mão indicando que eu continuasse.

— Como eu te falei, ela está estranha — dei de ombros — É também acho que ela está me escondendo algo. Quero saber o que é — falei o poupando dos detalhes, não podia preocuopa- lo tanto.

Ele me estudou sério mas não falou nada. Então completei.

— Mas vou descobrir o que é.

Notas finais
Acho que ninguém quer me matar mais não é? Pelo amor de Deus.. digam q sim. Kkk. Bom até o próximo queridos, e quanto ao ao prox cap, esse tenho certeza de que demorará um pouco. Bjs.