Notas iniciais
Hello peoples... demorou, mas chegou. Bom, espero que gostem do cap. Ah, espero que tenham o coração forte p final do cap. Obrigada por tantos coments no Cap anterior. EU AMO VOCÊS.

— Cheguei — avisei ao entrar no quarto do hospital onde Killian estava internado. Eu havia ido comprar comida para ele, afinal, quem gosta de comida de hospital?

Para minha surpresa Regina estava lá dentro.

— Oi amor — Killian sorriu ao me ver e Regina apenas observava, ela me olhava de maneira receosa, com medo de que eu falasse algo, mal sabe ela que eu contei a Killian que nós duas brigamos e que o fato de ele saber disso não faz com que ele estranhe o clima pesado entre eu e ela.

— Bom — Regina pegou sua bolsa — Eu tenho que ir.

— Na verdade, eu preciso falar com você — Eu disse assim que ela se levantou da cadeira.

— Eu tenho uma reunião agora — mentiu e eu revirei os olhos.

Até quando ela iria ficar adiando isso? Não se pode fugir para sempre.

— A reunião que você inventou agora pode esperar uma meia hora — falei cruzando os braços, e me posicionando em frente a porta para que ela não saísse.

Pude sentir ela segurar a respiração, se acalmando para não explodir.

— Gina — Killian colocou a mão em seu braço e ela o olhou de maneira espantada — Vocês precisam conversar.

Ela olhou pra mim com as sobrancelhas arqueadas e com certeza me repreendendo mentalmente por ter contado a ele que brigamos.

— Vamos conversar na lanchonete — disse por fim indo, e indo em direção a porta.

Coloquei a sacola que continha a comida, em cima da mesinha ao lado de Killian. Dei um beijo rápido nele, sai do quarto e fui em direção a lanchonete, onde Regina já estava se sentando em uma mesa.

Me sentei na cadeira dura e gelada e coloquei minha bolsa no colo. Minha amiga me encarou antes de falar:

— Sério? — perguntou indignada — Você falou para ele dá nossa discussão?!

Ai eu detesto perguntas retóricas.

— Sim Regina, ele é meu marido. E você está me escondendo algo — falei no mesmo tom de indignação — poxa, somos quase que irmãs.

— Com licença — Um atendente veio até nós — Querem pedir algo? — perguntou já com seu bloquinho em mãos.

— Um café — Regina falou dando um leve bocejo incontrolável.

A mulher olhou pra mim e só depois de alguns segundo me toquei em responder.

— O mesmo, mas acrescente canela, por favor — pedi.

— Com licença — Ela se retirou.

— Agora por favor, me explique o motivo de estar tão louca assim, porque até agora não entendo nada...

— Eu tenho tido sonhos Emma — me interrompeu falando mais alto chamando a atenção de algumaa pessoas que estavam em mesas perto de nós. Seu rosto tinha uma expressão cansada, e ao mesmo tempo receosa — Depois que vocês viajaram eu comecei a sentir uma sensação ruim, sabe? — voltou q falar baixo e as pessoas voltaram a fazer o que estavam fazendo antes de ficarem curiosas com o grito da minha amiga — Tipo quando você não sabe explicar, mas sente que algo vai dar errado? — concordei ao entender seu raciocínio — Na noite que vocês não estavam mais aqui. Eu sonhei com a mamãe.

— Cora? — Oh céus, fiz uma pergunta retórica.

— Isso — confirmou — Ela me entregava uma foto, e me dizia para ter cuidado com essa pessoa.

— Quem era que estava na foto? -perguntei curiosa e desconfiada.Essa história é muito maluca.

— Eu não consegui ver, mas no outro dia eu vi Killian, por isso te mandei a mensagem naquele dia- falou balançando a cabeça se auto punindo por não saber quem era.

— Aqui está o café — a atendente voltou com duas xícaras cheias de café e chantilly e as colocou na mesa.

— Okay, você tem tido sonhos — dei de ombros — Não quer dizer que algo ruim vai acontecer. O que aconteceu com Killian, foi tudo coincidência.

— Emma..

— Não Regina — a interrompi — Olha só, todo mundo sabe que os sonhos são relacionados a algo recente da nossa vida, quando como se estamos preocupadas, felizes, ansiosas. Um exemplo — prendi o cabelo em um coque e respirei fundo antes de falar — Eu e você brigamos ontem, e eu fiquei com muita raiva de você, e fiquei com mais raiva ainda por estar com raiva. Acabei sonhando que eu te jogava de um barranco e depois te colocava pra limpar minha armas enquanto eu comia uma bela e deliciosa lasanha.

— O fato é... Espera o quê? — perguntou depois de alguns segundos, ela demorou para se tocar o que eu disse.

— Ah Regina — revirei os olhos e descansei os braços — Eu não controlo meus sonhos. Já assistiu divertidamente? — Perguntei e ela me olhou de maneira incrédula — Aquelas coisinhas que vivem na cabeça da gente, olha vou te dizer, meus roteiristas são vingativos.

— Emma! — chamou minha atenção — Eu to falando sério. Eu não sonho Emma, a não ser quando algo está prestes a acontecer. Lembra dos seus filhos? — Perguntou e eu fiquei séria.

Dias antes de eu descobrir que estava gravida, Regina sonhou com duas crianças correndo pela minha casa. E realmente, minha amiga não sonha, a não ser que algo esteja para acontecer, seja bom ou ruim. Ou seja, ela tem avisos.

eu ia começar a ficar preocupada quando me toquei do pequeno detalhe.

— Regina! Killian já sofreu o acidente, e agora está bem — sori aliviada.

Mas ela estava séria.

— Ainda tenho sonhos, mas a mamãe não me da mais a foto, e nem fala nada.

Seu olhar estava fixo em algum ponto da mesa, enquanto ela girava o anel no dedo, igual minha mãe faz quando está preocupada.

— Ela me entrega um objeto — Continuou e então levantou seu olhar para me encarar — Uma bengala.

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— O que foi amor? — Killian perguntou assim que percebeu que os meus olhos não estavam mais com atenção nas palavras do livro que estava em minha mão, e sim em um ponto fixo no canto da parede do seu quarto de hospital.

O encarei meio atordoada por estar preocupada, adivinhando meus pensamentos, meu marido disse:

— Emma, Regina pode estar errada — avisou e eu apenas soltei a respiração. eu estava cansada. Isso parecia uma caçada inútil por uma presa que sabe enganar seu predador de maneira mais eficiente possível — Gold é o único cara que usa uma bengala e que você conhece?

— Desculpa Killian — pedi sincera — Eu acho que é melhor eu desistir de uma vez por todas, não posso parar minha vida por causa de um bandido que é dado como morto.

— Emma, eu tenho que concordar — ele disse se sentando na cama.

Peguei minha cadeira e a coloquei do lado de sua cama .

— Vou precisar de atenção extra — disse fazendo uma cara de manha.

não conseguir me manter séria, cai na gargalhada. Achei que ele fosse me dar algum conselho e não tirar uma brincadeira.

— Bem melhor, eu gosto desse sorriso — ele disse afastando uma mecha do meu cabelo.

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A semana passou mais rápido do que eu esperava, me dediquei todinha para meu marido durante esse tempo. Ele estava melhor a cada dia que passava, até seu humor havia voltado ao normal, ou melhor, aumentou mais. talvez essa foi a melhor forma que ele achou para lidar que essa semana que passou eu tive que cuidar dele que nem eu cuidava de uma criança de cinco anos, mas vamos combinar, ele agia como uma quando se recusava a tomar o remédio ruim que lhe foi receitado.

— Sério? — Killian encarou o brócolis em seu prato com uma cara se nojo.

Parece uma criança de cinco anos ou não?

— Queria o que? Lasanha? — perguntei de maneira sarcástica, e rindo pela sua manha matinal.

— Nunca pensei que diria isso, mas sinto saudades das lasanhas dela.

— Você vai comer a lasanha dela — falei o cobrindo com o lençol — Amanhã.

Sorrimos ao lembrar que amanhã Killian receberá alta amanhã. Finalmente Leiah e Liam vão parar de reclamar no meu ouvido que não é justo que o pai não possa voltar com eles depois do horário de visita. Leiah fez Cindy cozinhar biscoitos de chocolate para ele comer, e eu tive que ficar de olho para que ele não exagerasse, não foi fácil, pois ele não aguenta mais comer vários pratos de salada, sem contar que o hospital não faz uma boa soja.

— Graças a Deus -Killian levou as mãos aos céus para fazer um pequeno drama — Não aguento mais este hospital, quero deitar na nossa cama, comer comida temperada e poder usar minhas confortáveis roupas.

— Meus Deus, quanto drama senhor Jones — comentei rindo da sua pequena atuação — Não se preocupe, logo logo você volta para casa e vamos voltar a nossa rotina.

— Falando em rotina, já vai voltar a trabalhar? — perguntou segurando minha mão.

— vou, passei um mês e quase duas semanas de férias, apesar de eu ser a minha chefe, não é legal, que exemplo eu dou para meus funcionários. Mas não vou negar, gostei de ficar longe do trabalho esses tempos — dei uma risada seguida de uma careta.

— Chegamos — papai avisou entrando no quarto junto com minha mãe.

— Quem são vocês? — Ele perguntou aparecendo atordoado.

Me aproximei dele e então disse:

— Amor... Esse são meus pais, não lembra?

— Seus pais? — ele franziu o cenho.

Eu estava pronta pRa ficar desesperada, mas ele não conseguiu manter a seriedade e então riu da minha cara.

— KILLIAN! — O repreendi pela brincadeira sem graça — Não tem graça.

— Bom — papai se sentou na poltrona no canto da sala — pelo menos ele continha com o senso de humor.

— Com certeza está bem melhor — mamãe disse se referindo ao fato de que ele fazer piadas já quer dizer que não está mais doente. Sabe, a lógica de mãe, você pode estar morrendo, mas se tirar uma gracinha, você está bem.

— Melhor impossível Mary — Killian concordou com minha mãe.

Começamos a rir.

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Eu estava sentada nas docas, olhando o sol se por, não dentro do mar como na viagem ao Brasil, mas sim desaparecendo por meio das nuvens que ficavam coloridas ao entardecer. Eu precisava de um tempo sozinha, pois desde que me casei e me tornei mãe, nunca procurei pensar em mim um pouco, o que de certa forma é desesperador, afinal, para cuidar dos outros eu devia cuidar de mim mesma certo? Fico me perguntando o que nos faz esquecer de nós mesmos para cuidarmos dos outro, não que eu seja egoísta, mas eu percebi que temos o hábito de esquecermos de nós para cuidarmos de quem amamos, e acaba sendo mais fácil cuidar e se preocupar com as outraa pessoas do que cuidar e se preocupar com nós mesmos. Olhei para o celular e vi que já eram cinco e quarenta da tarde. Eu tinha que voltar para casa, precisava ir ver meus filhos que estavam sozinhos em casa com Henry.

Quando me levanto e viro, quase caio para trás com a surpresa que me observava.

— Como vai senhorita Swan?

Notas finais
Quem aí ta ansioso pro prox?