Head or Heart - vida nova
9 O que?
Notas iniciais
– O que ele queria? — perguntei a Killian que estava arrumando a mesa para o jantar. Ele parecia tranquilo mesmo depois de ter tido uma longa conversa (E coloca longa nisso, eles passaram quase 1 hora lá em cima) com o enteado que estava o evitando faz uns meses.
Eu estava bastante curiosa sobre isso. Meu filho raramente chamava Killian para conversar, pelo menos de forma tão séria, afinal quando começamos a morar juntos eles conversavam bastante sobre games de cavaleiros que eles jogavam ( nunca sai do nível cinco nesses jogos, parece que fico presa a esse número quando se trata de jogos), mas quando chegou a fase de rebeldia pronto, aí que ele não falava com ele mesmo, a não ser que fosse obrigatório.
– Ah.. só uns conselhos — respondeu antes de pensar um pouco. Sua expressao mudou, em vez de calmo e tranquilo ele estava com receio de responder a pergunta. Suas mão trabalhando de forma rápida mostravam seu desconforto.
– Conselhos? — perguntei colocando a mão na cintura e sem me preocupar se estava deixando visível minha desconfiança.
– É — Deu de ombros tentando parecer tranquilo.
– Conselhos sobre o que? — perguntei mais séria e ele ficou com medo — É sobre garotas? — perguntei o óbvio, claro que eu sabia sobre o que era, foi ligar os pontos — Sobre a Grace? — dei um leve riso — Killian ele me contou que gosta dela, ou melhor, eu praticamente o forcei a me falar.
– Contou? — perguntou colocando os últimos talheres no prato e me encarando de forma mais surpresa.
– Contou.
– Pois é — Ele coçou a cabeça — Pensei que não sabia já que ele me chamou pra conversar em particular — explicou sem graça.
– Talvez fosse porque ele ficasse mais a vontade — Dei de ombros — Hum.. agora tenho que tomar muito cuidado, há um protetor de enteados nessa casa.
Ele riu.
– O que acha de chamarmos o Jefersson e a Grace para a ceia de Natal esse ano? — perguntei lembrando que eles passam o Natal sozinhos todo o ano. Não que seja ruim, afinal o importante é estar com a família.
Jefersson é o pai da Grace, o conheci quando estava trabalhando, sai a procura de um cachorro na floresta em uma tarde de verão, quase o atropelei, por sorte ele apenas caiu e machucou a perna, então achei melhor deixá-lo em casa para ter certeza de que ele não teria nenhum problema no caminho já que ele não estava em muitas condições de andar direito, vai saber que bichos habitavam aquele lugar. Para minha surpresa Jefersson morava em uma casa humilde, ele era cartógrafo amador então raramente havia trabalho a ele, descobri que ele tinha uma filha, a Grace. Na época ela tinha apenas uns 7 anos. Ver uma criança morando em uma condições dessas mês deixou triste então contratei Jefferson para trabalhar comigo como meu assistente na delegacia e o dei força para que voltasse a estudar, e ele fez isso, hoje é formado em administração e tem uma loja de chapéus na cidade, Grace uma menina estudiosa e bastante esforçada conseguiu passar em primeiro lugar no concurso de bolsas para a escola que Henry estudava, hoje eles moram no memso bairro que eu com uma casa maior, mas com o mais importante, cheia de amor quando se trata das pessoas que moram nela.
– Acho maravilhoso — respondeu e sentou na cadeira — Henry vai gostar disso.
– Vou gostar do que? — meu filho perguntou descendo as escadas e vindo em nossa direção. A atrás dele vinha duas criancinhas elétricas, me pergunto de onde vem tanta energia das crianças, eu achei que era hiperativa quando era pequena mas Leiah me superou.
– Ah.. vai ser surpresa — Eu disse -Vamos jantar? To morrendo de fome.
– O que é o jantar mamãe? — Liam perguntou se sentando no seu lugar.
– Não ta vendo a caixa da pizza não? — Leiah fez questão de responder.
– Mãe olha a Leiah — O irmão menor reclamou.
– Leiah peça desculpas ao seu irmão — Killian pediu a filha — Ele não viu a caixa na mesa como você.
– Desculpa Liam — se desculpou depois de revista os olhos azuis que herdou do pai.
– Tudo bem chatinha — Liam brincou
– Palhaço — Leiah disse antes de colocar toda sua atenção no prato com o pedaço de pizza de quatro queijos que coloquei em seu prato.
....................
– EMMA!
Ouvi Killian chamar da sala. Eu estava na quarto dobrando as roupas para poder fazer as malas mas a pessoa quer perturbar.
– Killian eu disse que estou ocupada — gritei mais alto que ele como se eu quisesse competir com ele.
– Vem logo... é importante.
Grunhi baixo para que ele não pudesse ouvi e larguei as roupas perfeitamente dobradas na cama bagunçada. Acho que Killian tem um gancho no corpo enquanto dorme. Como a pessoa consegue fazer isso, levar a maioria da colxa da cama. Desci as escadas tão rápido que antes que eu pudesse pensar em algo senti minha bunda doer pelo fato de ela ter se encontrado com o chão. Tropecei no último degrau e o chão não é nada macio.
– Swan — Killian se levantou rapidamente do sofá e veio até mim para ajudar — Você está bem? — perguntou tentando não rir, mas sem sucesso, logo ele estava rindo da minha pessoa que estava jogada no chão sem tantas forças para levantar.
– Estou — respondi sem conseguir segurar o riso também.
Com a ajuda de Killian consegui me levantar e ir até o sofá.
– Por que me chamou? — perguntei verificando a parte roxa em meu corpo.
– O jornal vai começar — respondeu voltando sua atenção para tevê.
– Jornal? — olhei para ele incrédula — Me tirou do meu exercício de paciência para assistir os noticiários do dia?
– Desde quando dobrar roupa é exercício de paciência?
– Desde sempre — respondi — Não gosto de dobrar roupas.
– Pensei que não gostasse de lavar roupas.
– Também, em ambas as situação parece que acontece o milagre da multiplicação — expliquei e ele começou a rir do que eu falei.
– Parece que deu problema na companhia aérea que vamos viajar — explicou mais sério dessa vez.
– O que?
– Ainda não sei direito, mas pelo que eu to vendo vão ter que cancelar todas as viagens e fechar a companhia.
– Como assim? — falei com o tom de voz um pouco mais desesperado dessa vez.
– Amor vamos esperar começar o jornal.
A inquietação em mim estava mais do que visível. Preocupada? Sim, afinal essa viagem ainda estava em uma data complicada, pois o risco de Gold não estar no Brasil era grande, e agora se fosse adiada seria maior ainda. O jornal começou e a matéria sobre a companhia aérea heaven foi exibida, a empresa passou por uma fiscalização e a maioria estava com os aviões adequadamente em ordem para estar sendo usados. A empresa levou uma multa grande além de ter que remunerar todos os clientes que estavam com viagem marcada Lara os proximos meses e corre riscos de fechar as portas.
– Isso é um absurdo — Killain falou assim que a reportagem terminou de ser exibida e então de virou para mim — Acho que nossa viagem vai ter que ser adiada.
– Mas nos estávamos tão animados — falei tentando não parecer estar com tanta raiva, eu precisava descobrir onde Gold estava, precisava dar com ele.
– Eu sei Swan — pelo tom de voz ele estava bastante triste — Mas nós ainda vamos viajar, só que não será esse mês. Até porque é fim de ano, achar uma companhia aérea com vagas e hotéis será bastante difícil.
Nesse momento o telefone tocou e Killian foi atender. Nesse curto momento aproveitei para dar socos na minha fofa almofada amarela que estava em cima do sofá. Ótima maneira de descontar a raiva.
– Swan é a Regina — meu marido veio trazendo o celular dele para mim.
Peguei o telefone de sua mão e fui até a cozinha.
– O que foi Regina? — perguntei meio (muito) estressada.
– Boa noite amiga, tudo bom com você? Comigo está tudo bem — falou com certa ironia no tom de voz. Na minha mente eu podia vê-la dando seu sorriso amareladamente irônico segurando seu telefone com a capa mais fresca que ela.
– Boa noite amiga, aconteceu algo? — perguntei debochadamente.
– Aconteceu, aconteceu que estamos esperando vocês pra virem jantar aqui faz uma hora já.
Maravilha de cabeça, eu tinha marcado de jantar na casa da Regina hoje é como esqueci de avisar a Killian, não havia ninguém para me lembrar desse compromisso. Parabéns Emma Swan.
– Foi mal Gina, mas acabei jantando aqui em casa mesmo. Estamos satisfeitos — expliquei
– Ta bom, eu vou deixar passar, mas só dessa vez em, da próxima eu passo aí na sua casa e te trago até aqui pelos cabelos. Vice vai desejar cortar esaa sua linda cabeleira loira.
– Ih, baixou a rainha má em você foi? — brinquei tentando descontrair um pouco.
– Baixou, baixou tudo em mim hoje querida. Acabei de ter uma briga com Robin.
– De novo? — perguntei como se não fosse óbvio.
– Olha só, eu te escuto quando você fala sobre seus repetitivos assuntos sobre a rebeldia do Henry.
Ah vai jogar na cara. Muito bonito pra ela.
Me escorei no balcão da cozinha pra ficar em uma posição confortável para ouvir a longa história que Regina vai me contar sobre a briga com o marido.
– Pode falar Gina — Eu disse para que ela pudesse começar a falar, e assim ela fez.
Começou a contar sobre as histórias que comuns de casa sobre ele não ajudar muito ela, quando a empregada não está em casa. Coisas simples que todos os casais brigam. Afinal eu brigo bastante com Killian por ele não bater o pé antes de entrar em casa, e acaba fuçando muita sujeira para Aurora limpar.
Percebi que ela ainda ia demorar pra encerrar essa conversa, então me sentei na cadeira e peguei uma maçã que estava na cestinha da mesa da cozinha, e continuei a ouvir as histórias dela.
– Nossa que complicado Gina — Foi a única coisa que falei depois de uma longa história que levou quase meia hora para ser contada.
– bastante — falou do outro lado da linha. Pude ouvir ela soltar a respiração pesada que estava em seu peito antes de continuar a falar comigo — Vem cá, você assistiu o jornal?
– Assisti, e se você se refere a companhia aérea que está prestes a entrar em falência nem toca nesse assunto por favor, eu to para ter um ataque.
– Emma Swan ter um ataque? Naaaooo — debochou — Só acho que isso e um sinal, e se eu fosse você, eu ouvia. Desiste dessa ideia maluca Emma, vão viajar apenas, esfriar a cabeça.
– Só vou esfriar a cabeça quando eu tiver a situação no controle — falei rapidamente.
– Que situação? Gold nunca veio te perturbar, nem mesmo com mensagens anônimas. Ouve os sinais senhorita Swan.
Ah não, destesto isso. Regina me chama de senhorita Swan quando fala muito sério, o que é o caso agora.
– Que sinais. Não é porque a companhia aérea fechou que eu tenho que desistir de procurar Gold no Brasil. Eu falei que eu ia até o fim.
– O que?
Me virei e coloquei toda minha atenção em Killian, que estava em pé na porta com a expressão mais confusa que irmã quando não sabe o que vestir. Deduzo que ele ouviu toda minha conversa com Regina, senão foi toda, ouviu apenas o final, o que é suficiente para causar um estrago total no meu dia.
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