He fell in love with her best friend
7 Capítulo 7
Notas iniciais
– Vai Pedro, conta – Karina me encarava curiosa
– É brother, conta logo
– É que, acho que vocês vão gostar – fiz suspense
– Fala logo filhote de cruz credo – ouvi o mestre falar e não segurei a gargalhada
– Tá, é que a Galera da Ribalta vai fazer um show sexta à noite em um barzinho – abri um sorriso de orelha a orelha
– Sério Pê, que demais, adorei — esquentadinha disse me abraçando
– Filha, não precisa abraçar tanto
– Menos seu Gael, olha o ciúme. Parabéns parceiro! – agora Jonny quem me abraçava
– Pronto moleque atrevido, chegamos. Fala pra Dandara que mandei um beijo
– Até parece que eu vou dar recado seu, obrigado pela carona
– Até manhã João – eu e Ka dissemos em uníssono, isso sempre acontecia
No percurso de volta o Gael foi o caminho inteiro calado, Karina muito cansada encostou-se em meu ombro e caiu no sono. Não pude evitar olha-la dormindo e recebia um “tô de olho” com os dedos do mestre que observava pelo retrovisor todo meu encantamento ao vê-la dormir.
***
– Ka, acorda, a gente chegou – chamava gentilmente próximo de seu ouvido
– Nossa, já chegamos – disse com a voz sonolenta
– Vou colocar o carro no estacionamento, me esperem aqui
– Sim senhor, mestre
– Meu Deus, quando começou a fazer tanto frio? – a esquentadinha tentava se aquecer
– Vem cá, deixa eu te esquentar – ela me lançou um olhar de reprovação –
Calma, sem maldade, só quero ajudar
– Só porque meu frio está maior que meu orgulho – aninhou-se em meus braços
– Deixa de ser tão marrenta, eu sei muito bem que você adora um cuidado, um mimo – acariciei seu rosto
– E agora você vai espalhar isso pro mundo?
– Claro que não tá louca. Se só eu souber, só eu vou te cuidar – sorri com a ideia de cuidar dela
– O pai tá demorando, tá mó esquisito aqui
– Está com medo esquentadinha? – a abracei ainda mais apertado
– Ih, o frouxo aqui é você
– Olha, seu pai está voltado, E acho que vou apanhar por manter a filha dele esquentadinha – imediatamente ela se desvencilhou dos meus braços
– Vamos garotos – caminhamos até a praça e dali eu seguiria para minha casa e Gael e Karina para a deles.
– Boa noite esquentadinha – ela sorriu
– Boa noite mestre, valeu pela carona. Recomendo um banho quente e um chá, acho que a loirinha está ficando resfriada
– Obrigado pelo conselho e boa noite moleque – fui correndo para casa
***
Pov Karina
Acordei com dores por todo o corpo, mal consegui raciocinar, minha cabeça estava pesada e nem cogitei levantar. Peguei meu celular e liguei pro Pedro
Ligação on
Karina: Não precisa passar aqui, não vou pra aula hoje. Estou me sentindo mal
Pedro: O que você tem esquentadinha, tá precisando de alguma coisa?
Karina: Deve ser só um resfriado, não precisa se preocupar. Qualquer coisa ligo pro pai ou pra Bianca
Pedro: Ainda tenho tempo antes da aula, vou ai te ver
Karina: Você vai se atrasar, não se preocupa eu vou ficar bem
Pedro: Deixa de ser chata, já falei que vou ai e pronto
Karina: Então vem, implicante
Ligação off
Ainda estava jogada na cama quando a campainha tocou, não estava nem um pouco afim de ir abrir a porta, mas já que ele veio não ia deixa-lo plantado na porta. Fui abrir, o mundo girou, me segurei na parede e consegui abrir a porta.
– Realmente, você está ótima. Tá parecendo um papel de tão branca – ele me segurou quando me desequilibrei
– Eu vou ficar bem, só estou um pouco tonta. Daqui a pouco a Bete chega e ela me dá algum remédio – minha cabeça rodava ainda mis
– Vamos, vou te levar pro quarto. Você precisa deitar e tomar um remédio pra dor
– Desde quando você virou médico?
– A Tomtom sempre fica doente quando meus pais viajam, tive que aprender a cuidar da pequena – chegamos ao meu quarto, ele me ajudou a deitar e foi na cozinha pegar água pra mim
– Toma, vai passar rapidinho essas dores – ele havia passado na farmácia e comprou remédio
– Nossa, obrigada. Agora vai pra aula e passa aqui mais tarde para me passar a matéria – Disse me aninhando entre as cobertas
– De nada fofa, mais tarde eu volto. Se cuida e qualquer coisa me liga – me jogou um beijo e foi embora
Dormi até Bete chegar, foi no meu quarto e me acordou preocupada com a hora do colégio. Expliquei que estava me sentindo mal e ela foi logo me fazer um chá milagroso. Já me sentia melhor, mas resolvi não ir treinar, não podia arriscar ficar mais tempo doente. O campeonato estava se aproximando. Meu pai veio pro almoço, ele achou ótimo eu não ir treinar, ele era todo paranoico comigo e com a Bi. Acho que isso é coisa de pai solteiro, acabou se tornando super protetor.
***
No meio da tarde mais ou menos, Bete já tinha ido embora, Bianca estava na Ribalta e o pai na academia. Me encontrava na mais pura solidão, assistindo a um programa chato de trocas de famílias, até que a campainha tocou
– Você?
– Não gostou de me ver esquentadinha?
– Não é isso, mas você não deveria estar na Ribalta essa hora?
– Deveria, mas não rolou ensaio e eu vim te vem. Ah, e trazer o caderno para você pegar as matérias de hoje
– Verdade, lembrei que pedi que você trouxesse
– De nada, esquentadinha
– Valeu moleque
– Vai me deixar aqui plantado
– Entra, ainda estou meio grogue dos remédios
– Eba, vou me aproveitar um pouquinho
– Vai aproveitar minha mão n sua cara, isso sim – disse enquanto ele se jogava no sofá
– A Tomtom te mandou um beijo
– Por que não trouxe ela para me ver?
– E perder a chance de ficar sozinho contigo? Tá de bobeira
– Pê não começa, isso não vai ajudar – me sentei ao seu lado
– DR agora? Sério isso? – fiquei bicuda
– Não ôh bicudinha, só queria vir ver como estava
Pov Pedro
Eu estava ali, no sofá da esquentadinha, não parava de provoca-la, jogar indiretas, e ela fingindo que nada daquilo era real. Senti seu corpo estremecer ao se aproximar do meu, sorri por saber que causava tal sensação a ela
– Se não é DR, o que é então? – ela me olhava curiosa e eu aproximei nossos corpos
– É que eu estava com saudades desse cheiro – fiz uma trilha de selinhos no seu pescoço
– Ai já é covardia Pê
– O que esquentadinha? – continuei beijando seu pescoço, aumentando a intensidade dos beijos
– Isso – ela falou manhosa dando leves puxões nos meus cabelos
– Mais eu nem fiz nada ainda – olhei no fundo daqueles olhos azuis
– Não quero nem imaginar quando fizer – ela estava corada
– Então não imagine, deixa eu te mostrar
– Pe-dro – foi a única coisa que ela conseguiu dizer antes de toma-la em meus braços e beija-la com todo desejo que havia em mim. Quando menos esperei ela tomava conta da situação, nossas bocas eram o encaixe perfeito um da outra, nossos beijos se tornavam mais intensos e profundos a cada segundo. Foi quando percebi que não me controlaria e meu amigo já dava sinal de vida, que me afastei bruscamente a deixando confusa
– Me agarra desse jeito, depois foge?
– É que tava ficando difícil de parar – ela riu direcionando o olhar para o meu amigo
– Temos que conversas sobre novas regras dessa nossa amizade- corei levemente e passei a mão em meus cabelos
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