He fell in love with her best friend
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Pov Narrador
A semana passou voando, já era sexta-feira, a galera da academia e da Ribalta estavam animados para ver a banda se apresentar, todos queriam aproveitar a noite para se divertir e quem sabe ficar com alguém. Chegando do colégio Pedro e Karina seguiram as atividades de sempre, ensaio da banda e treino pesado de muay thai. Na Ribalta Nando passava as últimas instruções sobre o show, ele mesmo não sendo integrante da banda dava uma força e tocava guitarra com Pedro. Já na academia, mesmo sem saber o porquê do treino cada dia mais intenso da filha, mas admirava a determinação da menina, que enchia o pai de orgulho. O namoro de Dandara e Gael se tornava cada vez mais sério e em questão de semanas as irmãs Duarte seriam surpreendidas por uma novidade que abalaria a rotina delas.
Pov Pedro
Hoje é o grande dia, depois de meses dando duro nos ensaios a Galera da Ribalta vai se apresentar, e com remuneração, não é grande coisa mas antes disso só havíamos tocado no Perfeitão. Chegamos ao barzinho, um pessoal da academia já estava lá, não pude evitar em procurar Karina entre eles, desde aquele dia na casa dela, só conversamos no colégio e quando nos cruzamos na fábrica. Ela estava treinando muito, e eu passei a semana ensaiando sem parar com a banda. Ela não estava entre os lutadores, o que de certa forma me deixou feliz. Montamos todos os instrumentos, bebemos um pouco, eu não era de beber mas o nervosismo me indúsio a tomar alguns goles. Começaríamos o show em minutos e nada da esquentadinha, o Jonny chegou e ficou me dando uma força, me afastei das bebidas, não passaria dos limites mesmo nervoso como estava. Enfim ela chegou, estava simplesmente maravilhosa, com um macacão florido num tom rosa, uma rasteirinha e uma tira de pedras nos cabelos. (roupa da Ka file:///C:/Users/SECULO_XXI/Documents/0fic.png) Achei que com ela li ficaria mais calmo, mas agora a esquentadinha me deixou totalmente desconcentrado
– Pensei que não vinha mais moça – ela riu
– Depois a chata toda certinha sou eu, me atrasei um pouco – ela veio ao meu encontro
– Você está linda, os marmanjos não param de te olhar – disse baixinho em seu ouvido assim que nos abraçamos
– Ciúmes moleque? Esses melhores amigos de hoje em dia estão muito cheios de direitos – ela sussurrou em resposta no meu ouvido
– Tem toda razão, agora me deseja boa sorte que já vai começar – puxei ela para um cantinho reservado
– Precisa disso tudo só para desejar boa sorte?
– Claro que precisa, por que boa sorte pra mim tem que ser assim – lhe dei um beijo rápido porém que tirou o fôlego de ambos
– Boa sorte moleque – ela me deu um sorriso largo e foi sentar-se junto a João e Pri
Nando subiu no palco, foi aplaudido de cara, em seguida fez aquele discurso maluco e anunciou “Galera da Ribalta”. Iniciamos o show com Proibida Pra Mim, Mulher De Fases e Quase Sem Querer em seguida, tocamos alguns clássicos dos Beatles e fomos curtir o resto da noite com nossos amigos. Jonny se arranjou com a amiga da Ka, ficaram de papo a noite toda e ela levou ela para casa de táxi. Como o pessoal da academia já havia ido embora, chamei a Ka para voltar comigo pra casa, assim conversaríamos melhor sobre a gente. Ela assentiu, dançamos algumas músicas, eu acabei bebendo mais do que deveria, a banda ia voltar de van para casa, mas comecei a me sentir mal e a esquentadinha um pouco chateada, um pouco preocupada chamou um táxi para nos levar. Eu mal parava de pé, o mundo girava e eu sentia uma ânsia horrível.
Dentro do táxi — Como vai chegar em casa assim? – ela acariciava meu rosto que estava encostado em seu ombro
– Fica comigo, não quero que a mamãe me veja assim – pedi com a voz meio grogue
– Meu pai não vi gostar Pê, se ele souber que bebemos vai me encher o saco e ainda vai dar a maior lição de moral em você e em mim
– Ka, tô precisando de você. Fica comigo — eu não seria tão direto e apelativo se não estivesse naquele estado
– Tudo bem, vou ligar pro seu Gael
– Obrigada minha princesa esquentadinha – vi ela sorrir de canto ao me ouvir falar
Ligação on
– Pai
– Karina, cadê você? Já está tarde
– Pai posso dormir na casa da tia Delma? O pê e o pessoal da banda estão terminando de guardar os instrumentos e o Nando vaio levar a gente em casa
– Filha, você acha certo incomodar o Marcelo e a Delma essa hora?
– O Pedro que me chamou pai, e eu estou morrendo de saudades da Tomtom
– Tudo bem, mas se comporta e juízo mocinha
– Pode deixar paizinho
– Beijos
Ligação off
Pov Karina
– Pronto moleque, vou ficar contigo. Tá se sentindo melhor? – Ele negou com a cabeça e se aninhou no banco do carro, assim como fazíamos quando éramos crianças e voltávamos dormindo dos lugares, colocou a cabeça em meu colo e se deixou perder a consciência
– Chegamos Pê, vem
– O mundo não parou de rodar ainda, ele não cansa. Ele deve tá tonto
– Obrigada senhor – paguei ao taxista e fomos até a casa do moleque
– Pega as chaves no meu bolso, se eu te soltar eu vou cair
– Folgado você hein
– Pega logo, meu estômago não tá legal
– Pronto, abri – ele saiu correndo para o quarto. Tranquei a porta e fui cuidadosamente atrás dele
– Cê tá bem? – entrei sussurrando quando entrei no quarto, havia apenas a luz do banheiro acesa
Acendi a luz do quarto, tranquei a porta e fui até o banheiro. Pedro estava pálido, debruçado sobre a privada com a camisa toda suja. Ele realmente não sabia beber
– Olha pra você, todo sujo – fui me aproximando
– Não deu tempo de chegar na privada, e você não precisa ver isso – ele fez sinal para eu sair
– Deixa de besteira, eu estou aqui para te ajudar
– Então pega por favor um sal de fruta n gaveta ao lado da minha cama – inclinou a cabeça e vomitou novamente
– Toma, bebe isso – segurei a cabeça dele e entreguei o copo com o antiácido. Quando a cor dele estava voltando comecei a tirar a camisa suja
– Esquentadinha, como eu vou te conquistar assim? Todo sujo, fedido e bêbado
– Fala menos Pedro, você precisa de um banho
– Eu tô mais tonto que o normal, mas não tô morto
– Quer tomar banho sozinho então? Aí você cai, acorda a casa inteira e ainda vi ter que dar um milhão de explicações
– Tudo bem eu aceito sua ajuda, mas eu sei que isso é porque cê quer ver o pedrão
– Idiota, entra logo embaixo desse chuveiro. Quem sabe a água fria não te faz calar a boca – empurrei ele embaixo da água com roupa e tudo
– AAARGH, QUE FRIO
– Não grita, quem mandou beber. Isso vai fazer bem pra sua ressaca e ainda vai tirar o cheiro horrível que tá em você
– Valeu, agora me ajuda aqui – ele se apoio em mim, me molhando toda
– Só precisa tirar a calça, a cueca pode fiar – ele já havia tirado tudo e jogou as roupas longe
– Tá tudo girando, vou morrer afogado Ka
– Toma banho logo Pedro, e vê se não me molha toda
– E que graça tem se eu não te molhar? – desviei meu olhar do seu nesse instante e dei uma conferida no amiguinho, sem que ele notasse claro
– Se apoia na parece, vou pegar uma tolha pra você, e uma pra mim né – fui até o armário do banheiro
– Toma, se enrola logo – ele enrolou a toalha na cintura e eu o ajudei a chegar na cama
– Não vai me ajudar a me vestir esquentadinha – lancei um olhar bravo pra ele e fui pro banheiro
– Se vira, vou arrumar a bagunça que você fez aqui – ele ficava ainda mais lindo só de toalha e molhado
Arrumei a bagunça que o bonito fez no banheiro, aproveitei para tomar um banho, ele me molhou toda, peguei a primeira camisa limpa que encontrei assim que sai do banheiro e deixei meu macacão secando num canto perto da janela. Ele vestia apenas uma box preta e estava aninhado na cama. Seguei seu cabelo, tomando cuidado para não acorda-lo, como eu amo os cabelos dele. Sem fazer barulho, apaguei as luzes e me deitei ao seu lado, fiquei fitando seu rosto a meia luz, não consigo explicar o que sinto por ele, é tanto coisa junta. E assim, acariciando seu rosto eu adormeci.
***
Na manhã seguinte, fui acordada pelo Pedro gemendo de dor, nunca mais deixaria ele chegar perto de nada com álcool.
Pov Pedro
– Esquentadinha, diz que nós não fizemos nada demais ontem – tomei um susto ao acordar
– Por que tá falando isso, ficou maluco?
– Você está usando minha camisa, e eu estou só de cueca – ela riu
– Relaxa você é bêbado bom de cama, deita e dorme — ela riu
– Quase me matou agora Karina – senti um certo alivio
– Nunca mais vai beber né, acho melhor tomar um analgésico
– Também acho, se eu conseguir levantar é a primeira coisa que eu vou fazer
– Acho melhor eu ir embora antes que seus pais acordem
– Relaxa que no sábado essa casa só funciona a partir das 11hrs
– Então vou trocar de roupa, agora o efeito da cachaça passou e eu não confio muito em você
– Para com isso, deita aqui comigo de novo. Prometo que me comporto
– Não sei se acredito nisso – ela voltou e deitou-se eu meu lado
– Vou ganhar beijinho de bom dia? – me virei para ela puxando pela cintura
– Claro – ela sorriu irônica e me deu um beijo na bochecha
– É só isso? – fiquei indignado
– É! – lhe roupei um selinho e virei a cara
– Parece que minha cabeça vai estourar – fiz manha
– Me diz onde tem analgésico que eu pego pra você
– Tem no meu guarda roupa, dentro de um caixinha e tem água aqui ao lado da cama na mesinha de cabeceira
– Pronto, toma o remédio e volta a dormir
– Eu tenho uma ideia melhor, vem cá
– Pedro, não abusa da minha paciência. Que te meto a borrada
– Esquentadinha, sempre esquentadinha – Ela voltou pra cama e ficou me fazendo carinho, eu me perdi naqueles olhos azuis. Ela caiu no sono primeiro, eu fiquei hipnotizado olhando seu rosto de anjo, os cabelos loirinhos, ela é perfeita. Era como se aquela cena, nós dois sozinhos no meu quarto, ela dormindo em meus braços, vestindo minha camisa, fosse um daqueles sonhos bons, em que você acorda sorrindo. Melhor do que qualquer outro que eu já tive, e foi assim que eu adormeci, pensando como eu era sortudo de poder viver aquele momento
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