He Loves Me, He Loves Me Not
29 Capítulo 28º - Em meus Pensamentos –
Notas iniciais
PDV Daniel
A Karina estava muito bonita naquela noite, ela se sentou ao meu lado e eu me senti bem com a presença dela, mas acho que era por conhecê-la há muito tempo, até porque, agora, éramos apenas amigos, bons amigos, afinal de contas, eu estava muito bem com a Suzanna, eu a amava e ela me correspondia e isso bastava pra mim. Durante o jantar a Suzanna não parecia muito feliz e eu constantemente a olhava preocupado, não sabia o que estava se passando, será que ela não gostou que a Karina sentou-se do meu lado? Bom, eu espero que não, a Suzi tem que confiar em mim, não é porque que a minha ex está aqui que eu vou querer voltar com ela, isso não passava na minha cabeça, apesar de que a Karina sempre foi uma ótima pessoa, porém mesmo assim eu não irei voltar com ela, não mesmo. Depois que cortamos o bolo de chocolate com recheio de prestigio e cobertura de brigadeiro, o pessoal continuava a conversar, minha mãe estava muito alegre, o Flávio já havia bebido bastante vinho, todos estavam felizes, mas a Suzanna continuava tímida, não sei, mas acho que ela não estava se sentindo muito bem, até que enfim chegou a hora de todos irem embora, inclusive eu, pois se eu ficasse com certeza alguém desconfiaria já que estava bem tarde e só tinha a minha família no restaurante agora, então, começaram o pessoal a se despedir da Suzi, alguns que iria para outro lugar se despediram dos meus irmãos, da minha mãe e de mim. Eu queria ficar com a Suzanna essa noite, mas no momento nenhum plano vinha a minha cabeça, eu sabia o que fazer, ela me olhava meio triste, queria saber o motivo da sua tristeza, será que eu fiz alguma coisa que ela não gostou? Será que alguém disse alguma coisa que a magoou? Eu não quero vê-la triste jamais.
– Vamos Daniel? .:Minha mãe perguntou olhando-me, enquanto a Karina ainda estava do meu lado:. – Daniel? Daniel, meu filho, você está bem? .:Eu queria dizer que eu iria ficar com a Suzanna naquela hora, mas eu não podia, não agora:.
– Vamos mãe, só vou me despedir da Suzanna e já encontro com vocês... .:Eu disse calmo, eu não poderia demonstrar que eu estava preocupado que na verdade eu estava, acho que esse jantar não foi uma boa ideia para a Suzanna:.
– Eu já me despedi dela, vamos ficar te esperando lá fora ta bom? .:Minha mãe terminou de falar e eu apena assenti com a cabeça e lá foram todo o pessoal para fora do restaurante, sem mais delongas me aproximei da Suzi e peguei em suas mãos:.
– Porque você está triste? .:Perguntei com o tom um pouco baixo, olhando fixamente pra moça:.
– Não, não estou triste, acho que fiquei assim porque eu me senti um peixinho fora D’água nesse jantar... .:Ela terminou de falar dando um sorriso fraco, ela é uma mulher tão linda que eu estava me segurando para não agarrá-la ali:.
– Então está tudo bem? Você quer que eu passe a noite contigo? .:Eu disse esperando um sim, pois se ela quisesse eu faria de tudo para ficar com ela a noite inteira:.
– Dani, vamos? .:A voz da Karina surgiu e a Suzanna soltou a minha mão na mesma hora, que droga:.
– É melhor você ir, amanhã a gente se vê Daniel! .:Suzanna tentava esconder uma angustia, mas seus olhos a entregavam:.
– Boa noite meu amor... .:Disse baixo e ela sorriu pra mim:.
– Boa noite amor... .:Ela respondeu sussurrando e eu senti as palavras delas aquecerem meu coração, pois é, eu definitivamente estava a amando:.
Então, eu me virei e já pude ver a Karina parada a porta e ela sorriu pra mim, eu fui me afastando da Suzanna indo em direção a saída, quando cheguei à portaria, a Karina entrelaçou o braço dela no meu e saímos ao encontro da minha mãe.
PDV Suzanna
Eu sentia como se fosse um soco no meu estomago eles saindo juntos para irem embora e eu nem sabia se a Karina ia pra casa dela ou pra casa da mãe do Daniel. Eu me sentia um pouco mal, não estava com cabeça mais para nada, então, peguei minha bolça, me despedi dos funcionários e fui buscar meu carro no estacionamento, mas é claro que esperei um pouco antes de ir embora, pois eu não queria encontrar com eles de novo e ter que aguentar olhar para a Karina grudada no Dani, então, quando fui buscar meu carro depois de alguns minutos, não tinha mais ninguém no estacionamento, eu me aproximei do carro e destravei o alarme, mas quando eu estava já para abrir a porta, uma mão pega no meu braço levemente, daí eu pensei que fosse o Daniel e me virei e quando eu vi quem era não acreditei, era como se o passado tivesse voltado e de fato estava na minha frente.
– Rafael? .:Eu disse não acreditando no que via:.
– Olá Suzanna, desculpe te assustar, é que eu precisava falar com você! .:O que? Como assim, não, eu não queria conversar com ele:.
– Eu não tenho nada pra falar com você! .:Eu disse me virando para abrir meu carro, mas ele me segurou no braço de novo e dessa vez me irritou:. – Me solta Rafael! .:Eu não disse gritando, mas disse com tom de nervosismo:.
– Suzanna, me deixa falar, por favor? .:Ele não iria deixar em ir embora, então fiquei parada olhando seriamente para ele:. – Eu sei que eu agi errado, mas eu te amei muito Suzanna, acredita em mim! .:Ele disse pegando a minha mão, mas a puxei na mesma hora pois eu não queria que ele me tocasse:.
– Amava tanto que sumiu, olha Rafael, me deixa ir embora... .:Ele me segurou não com grosseria, na verdade com um cuidado como se não quisesse me machucar:.
– Me perdoa Suzanna? .:Ele disse me olhando e seus olhos pareciam encher de lágrimas, mas nem sempre lágrimas são argumentos:.
– Eu já te perdoei desde o dia que eu percebi que você não voltaria, por favor, me deixa em paz! .:Dessa vez ele me soltou e seu semblante era de remorso e tristeza, mas eu não poderia ficar ali para confortá-lo, porque nem sempre as coisas são do jeito que queríamos que fosse, então eu abri a porta do meu carro, entrei, fechei a porta e sem olhar pra ele de novo, eu liguei o carro a sai o mais rápido da li:.
E mesmo que eu não quisesse, lágrimas caíram dos meus olhos, eu já não estava muito feliz e agora o Rafael surge das cinzas e me faz me sentir pior, como um dia tão bonito se torna numa noite tão triste? Não era justo, não era justo mesmo, logo agora ele reaparece, eu já tinha curado as cicatrizes deixadas em meu coração desde o dia que ele se foi, o sofrimento já tinha acabado, minhas angustias e noites frias já tinham passado, mas o Rafael tinha que trazer tudo de volta, a minha vontade naquele momento era de sumir ara bem longe onde ninguém me encontrasse. Meus pensamentos ao acordar foram os mais belos e sinceros e agora só penso em tristeza e solidão.
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