He Loves Me, He Loves Me Not

30 Capítulo 29º - Paz Interior –


Notas iniciais
Olá pessoal, me desculpem a demora, eu tive que viajar para Dracena e voltei somente essa madrugada, ainda estou cansada então esse capítulo não é muito grande, mas espero que gostem, boa leitura!

PDV Daniel

Eu estava deitado na minha cama, olhando para o teto com o celular nas mãos, eu queria ligar para a Suzanna, mas já estava muito tarde, pensei, repensei várias vezes sobre o que poderia ter deixado ela triste no jantar, e acabei deduzindo que ela não gostou que a Karina ficou do meu lado o jantar inteiro, mas se eu disse que a amo a Suzanna não precisa ficar com ciúmes, eu não pretendo voltar com a Karina, mas também não vou trata-la mal, afinal de contas, podemos ser amigos agora, até porque eu a conheço já faz muito anos, acho que a vida inteira até agora. Eu estava começando a ficar incomodado com essa situação, talvez eu devesse sair agora e ir para o apartamento dela? Talvez não fosse uma boa ideia, mas eu posso mandar uma mensagem, ela poderia estar acordada ainda, quem sabe ela me respondesse nós poderíamos marcar um lugar para ficar juntos amanhã, quer dizer, hoje né, até porque já é mais de meia noite.

01h42min – Eu: Oi Suzi, eu não sei se vc está dormindo, mas quando vc ver esse SMS me responda por favor, eu queria saber se vc quer sair comigo hoje mais tarde, é claro, espero que vc não esteja mais triste, beijos e boa noite amor!

Tomara que ela me responda, eu queria muito conversar com a Suzanna, eu não queria correr o risco de perdê-la, ainda mais agora que confessei meus mais verdadeiros sentimentos para a moça, ela não precisaria ter ciúmes, se é que foi por isso que ela estava triste, porque na hora que estávamos nos despedindo ela disse que não era nada, eu devo acreditar? As mulheres são um pouco difícil de entender e na minha consciência, eu não fiz nada que pudesse deixa-la brava comigo.

A noite passou e o dia nasceu...

Acordei sentindo um pouco de frio, abrir meus olhos com dificuldade e percebi que tinha dormido com o celular nas mãos e sem coberta, ergui meu celular a cima do meu rosto e olhei as horas com um pouco de ardência nos olhos e vi que era 10h05min AM, então logo pensei na última mensagem que eu havia mandado para a Suzi de madrugada, mas logo percebi que ela não tinha me respondido ainda, era um pouco torturante não ter respostas dela e eu já não sabia se tinha que mandar outro SMS, eu não era do tipo grudento, mas eu estava começando a ficar preocupado, mas uma mensagem de bom dia talvez não fosse uma má ideia.

10h05min – Eu: Bom dia Suzanna!

Talvez eu tivesse sido um pouco “seco” nesse SMS, mas acho que era melhor mandar assim, eu só queria que ela me respondesse, era estranho eu não ter recebido nenhuma mensagem ou ligação dela, mas se ela não responder meu bom dia, eu irei até o apartamento da Suzanna e saber o que estava acontecendo, eu não queria ficar mal com ela, eu só quero que ela fique comigo e me ame do mesmo jeito que eu amo ela.

PDV Suzanna

Em pleno sábado eu estava jogada no sofá de bruços, eu não me sentia muito bem, acordei hoje 07h50min AM com muita dor de cabeça, deve ser porque eu chorei muito depois que eu vi o Rafael e acabei indo dormir chorando também, agora meus olhos estavam mais inchados do que nunca, meu celular estava desligado, eu não estava a fim de receber nenhuma ligação por enquanto, a minha vontade ainda era de sair de São Paulo sem avisar ninguém e descansar minha cabeça, meu corpo e meus sentimentos, afinal de contas, só de lembrar a Karina se insinuando para o Daniel me deixava mais aflita, eles passaram tanto tempo juntos, com certeza alguma hora ele pode sentir falta dela, eles moraram juntos, ele iria sentir muita falta dela sem dúvidas, mas a culpa é minha por ter aceitado ficar com ele tão rápido, porque ele mal tinha acabado o relacionamento dele com a Karina e eu e o Lico muito menos e já começamos a ficar nas escondidas, eu tinha que ter colocado a minha cabeça no lugar e ter esperado um pouco para ver se era isso mesmo, para ter certeza que nosso relacionamento seria bom para os dois, mas agora que meus sentimentos cresceram pelo o Dani, eu não consigo voltar atrás.

– Suzanna, me diz o que está acontecendo? .:Minha mãe se sentou no outro sofá de dois lugares couro marrom, olhando pra mim:.

– Acho que a dor de cabeça ainda não passou mãe... .:O que eu poderia dizer?:.

– Entendi, espero que você melhore logo essa dor de cabeça que eu creio que tem nome e endereço, mas enfim, acho que é melhor você ficar quietinha e quando quiser conversar é só chamar! .:Minha mãe me conhecia muito bem e eu não estava sendo honesta com ela, mas eu realmente não queria conversar sobre isso com ninguém por enquanto:.

– Obrigada mãe, acho que eu só estou precisando de uma paz interior no momento... .:Eu disse e sorri fraco pra ela, minha mãe se levantou, venho até a mim e depositou um leve beijinho na minha cabeça, sorriu em seguida e logo saiu para o seu quarto:.

Minha mãe era a minha melhor amiga de todos os tempos, eu sei que eu poderia confiar nela para tudo, mas eu não me sentia disposta para contar meus problemas, eu não queria desabafar em choros e soluços, eu acho que já tinha chorado demais e minha mãe coitadinha, não pode ficar sobrecarregada, quando eu estivesse melhor e sentisse que poderia contar tudo sem chorar eu com certeza eu iria explicar tudo o que aconteceu, mas por agora eu saberia que não ia conseguir a melhor coisa a fazer seria ficar sozinha e tentar liberar toda a dor que eu estava sentido na cabeça, eu sou do tipo que posso tomar milhões de remédios para dor de cabeça, mas não vai passar só vai amenizar, mas continuo com a dor.

Algumas horas depois...

Acabei adormecendo e acordei com o toque do interfone, olhei para o relógio pendurado na parede e estava marcando exatamente 14h35min minha dor de cabeça tinha cessado, graças a Deus, eu odiava ficar assim, me levantei um pouco sonolenta e andei até a cozinha onde ficava o interfone, esbarrei na geladeira e quase derrubei o pinguim de porcelana da minha mãe que estava em cima da geladeira, mas que bom que ele não caiu, e sem mais delongas, enfim tirei o interfone do gancho.

Suzanna: Pronto...

Portaria: A senhorita tem uma visita!

Suzanna: Sério? Quem é?

Portaria: O nome dele é Daniel, deixo ele entrar?

Suzanna: Pode, por favor!

Portaria: Tudo bem então senhorita!

Desliguei o interfone e senti um pouco de tensão ao saber que daqui alguns segundos o Daniel irá tocar a minha campainha, eu não estava brava com ele, mas eu não queria ficar sofrendo antecipadamente, eu precisa deixar as coisas bem claras, eu realmente não queria mais um relacionamento fracassado, eu amo o Daniel e seria difícil ter que dizer que seria melhor cada um seguir seu caminho.

Notas finais
Não me matem... Até o próximo capítulo e muito obrigada pelos comentários e reviews BEIJINHOS :))