Have you seen Chris?
4 Capítulo 4: Conversas e o Orange Boutique.
Notas iniciais
一 Izzie, a comida está pronta: frango assado com batatas! 一 Ela anunciou esperando aprovação. Sorri e ela pareceu satisfeita.
Seguimos até a meia parede que dividia a sala e a cozinha. Avistei a travessa na pequena mesa laranja de Cats. Tudo no apartamento era muito colorido. Tendo em vista os habitantes dali, seria muito difícil que o cenário fosse diferente disso. Os copos de acrílico que compunham a mesa eram azuis e os pratos, de louça com desenhos de corações. Tudo muito excêntrico.
一 São as as batatas mais bonitas que já vi, Miller! Você já ganhou algum concurso de culinária?
一 Deixa de ser boba.
一 Sério. Olha isso aqui, 一 disse apontando para a batata dourada espetada no garfo em minha outra mão 一 parece uma versão sem rosto do Senhor Cabeça de Batata.
一 Iz, só come, vai. 一 Ela disse rindo do meu comentário sem pé nem cabeça.
Servi minha refeição e comecei a comer. A comida estava ótima. Eu sempre fui uma daquelas pessoas que adoram comer, mas que não cozinham quase nada, ao menos, não com a qualidade das refeições que costumava provar das outras pessoas. Não dá pra vomitar minha comida nem nada, mas já provei melhores. Aquele frango assado com batatas da Cathy estava na lista dos melhores, com certeza, só não era o melhor que já experimentei porque não tinha queijo. E nenhuma refeição pode ser a melhor do mundo sem queijo.
一 Hmmm, falta algum queijo. 一 Digo com sotaque francês forçado.
一 E eu acho melhor você comer tudinho. Não pode comer queijo. Sua cabeça está machucada, esses trecos gordurentos podem fazer infeccionar. Não queremos isso, certo? 一 Ela piscou pra mim e deu uma garfada em um raminho de brócolis.
一 Ben me deixou comer. 一 Repliquei.
一 Eu te conheço há mais tempo e amo você. Eu sei o que é melhor pra você. Ben foi só um vizinho brilhantemente gentil. 一 Protestou Miller.
一 Sem contar que ele não deve cozinhar tão bem quanto você, Miller. 一 Respondi para cortar o assunto.
Ben tinha sido muito mais que um vizinho gentil, eu e ele sabíamos muito bem disso. Nós dois estávamos juntos naquela confusão toda, de um modo ou de outro, éramos só ele e eu, mas era coisa demais para explicar para Cat ou fazê-la acreditar em um almoço.
一 Isso mesmo. Boa menina! 一 Ela acarinhou o topo da minha cabeça com mais cuidado que da última vez ao dizer isso.
Continuamos a comer e falar de coisas bobas. Diego chegou bem na hora em que Cat tentava me explicar a diferença entre os dois tons de esmalte azul que havia usado para decorar suas unhas. Honestamente, ainda não sei a diferença entre azul oceano e azul galáxia. Acho que não preciso saber também. Qual é a necessidade de especificar o tom de azul dos meus olhos? Qual é a necessidade de dizer que me falta melanina nas córneas? Gente, ter olho azul é tipo uma deficiência, por que ela idolatrava isso? “Parabéns, Izabelle Florence, nem melanina nos olhos você merece ter”, pensei.
Depois de comermos, ajudei Catherine a lavar a louça. Cats me perguntou mais sobre ontem. Contei do meu passeio com Chris no parque e de como sabia que havia algo de enigmático na expressão dele. A morena balançava a cabeça, enquanto eu falava, sinalizando para que eu continuasse. Contei mais alguns poucos detalhes (os detalhes que não embrulhavam o estômago ou me faziam querer pular janela a fora).
一 Sabe, Miller? Há uma boa notícia que esqueci de dar em meio a toda essa confusão. 一 Disse sem a empolgação merecida para a notícia.
一 Uma boa notícia? Que quer que seja, será muito melhor que tudo que vem acontecendo nas últimas horas.
一 Lembra que há umas cinco semanas eu estava reclamando que precisava trabalhar e nada aparecia?
Ela fez que sim com a cabeça. Prossegui:
一 Pois bem, consegui um trabalho. Não vou mais ter que largar a faculdade, nem que vir morar aqui, nem pedir moedinha na rua. E o pagamento é ótimo: “Cinquenta pratas por dia e todo o queijo que eu puder comer”, palavras do Brendon.
一 Espera aí, você vai trabalhar pro Brendon? Brendon, aquele Brendon? Nosso vizinho Brendon?
一 Uhum.一 Respondi calmamente.
一 E quem paga um salário de “Cinquenta pratas por dia e todo o queijo que você puder comer”? Ele virou agiota? Isso é muita grana.
Minha amiga estava confusa, com toda razão. Do jeito que contei parece que Ben havia me contratado no meio de toda aquela confusão ou virado gângster.
一 Calma, Cats. Na verdade, foi Marisa quem estava precisando de alguém pra trabalhar pra ela. Ben sugeriu que fosse eu porque ele disse que era eu ou uma velha chata qualquer. Vou ajudar Marisa com Henry, ele estará por aqui para um intercâmbio cultural e já que Marisa é enfermeira e Ben vive estudando, precisarão de ajuda. 一 Esclareci.
一 Se é assim, fico feliz por você. Uma luzinha nessa poeirada toda. 一 Ela me abraçou. 一 As coisas vão se acalmar.
Mudando repentinamente de humor, e se tornando uma Cathy excêntrica, a que eu estava acostumada a ver em cena, ela voltou a falar:
一 Ah! Precisamos ver esse filme aqui. É a coisa mais linda. 一 Ela chacoalhava a capa do DVD de “Simplesmente acontece”.
Filme romântico agora? “Era realmente tudo o que precisava”, pensei irônica. Mas a garota a minha frente estava tão feliz e sem perceber a complexidade do que propunha que eu acabei aceitando. Voltamos pra sala. Eu me sentei no sofá e anunciei:
一 Tarde das garotas nos Miller!
A morena sorriu eufórica. O filme começou a rolar. Prestei atenção no primeiro momento, depois me desliguei. Deixei meus pensamentos flutuarem para tão longe que eu não pudesse ter o desprazer de lê-los. Senti Cat colocar uma almofada em minhas pernas e deitar sobre ela. Continuei a olhar as cenas sem pensar sobre elas. O dia não tinha acabado e eu ainda, pelo que previa, teria muito o que fazer.
Passado algum tempo, decidi olhar o relógio do meu celular, o filme já estava para além da metade e eu não queria me atrasar para me encontrar com Benjamin. Provavelmente ele deveria ter ficado a tarde toda pensando em ontem, assim como eu, por isso eu não queria ser cruel, me atrasando e prolongando seu sofrimento com mais pensamentos e suposições sombrias. Meu relógio indicava que já eram quatro e vinte.
Eu tinha que ir. Não queria vestir nada de Catherine, queria parecer comigo mesma. Além do mais, não queria ter que explicar pra Cathy o que iria fazer. Ela ficaria pensando que Ben poderia estar mal intencionado ou coisa pior. Já que não queria que nenhuma dessas hipóteses passassem por perto da cabecinha colorida da morena, tive que inventar algo pra sair do apartamento e, de preferência, não parecer esquisita.
一 Miller?
一 Calma, Iz, o filme já termina.
一 Quero tomar um banho.
Me pareceu uma introdução leve demais. Melhorei:
一 PRE-CI-SO tomar um banho. Meu corpo dói muito e você sabe o que as pessoas fazem quando tomam banho, não sabe? 一 Fiz um tom brincalhão e assustador.
Cat me olhou apreensiva. Mordeu a isca. Eu tinha batido a cabeça ontem, ela não exitaria em pensar que estou meio enlouquecida.
一 O que?
一 Trocam de calcinha.
一 Na-não. IZABELLE! Nem venha com essas propostas. Te emprestaria um namorado, mas nunca uma calcinha.
一 Qual é, Miller? 一 Tive que forçar para parecer convincente.
一 Você vai pra sua casa tomar banho e trocar suas roupas. Não acho legal você ficar sozinha assim em casa e muito menos com Vanessa, então traz suas coisas pra cá.
一 Ok! Não me espere pro jantar.
Ela me abraçou forte e beijou minha cabeça.
一 Como assim “ Não me espere pro jantar”?
一 Vou comprar frango ou pizza na rua. I’ll be right back, baby. 一 Disse num tom de galã de filme.
Infelizmente, tive que mentir. Mandei um beijo pra minha amiga e fui até a porta. Quando estava quase saindo, lembrei-me de uma coisa muito importante.
一 Ei, Miller!
Ela me olhou rapidamente.
一 O fato de você não ter que me esperar pra jantar não quer dizer que não terá que guardar pra mim alguma comida, entendido? 一 Dito isso, saí do apartamento deixando uma Cathy risonha pra trás.
Caminhei do Bushwell até um ponto de ônibus que ficava a uns duzentos metros dali. Eu estava muito fragilizada e, provavelmente, um lixo, parecia que todos olhavam para mim. Podia jurar que uma senhorinha, que alimentava uns pombos nojentos no ponto de ônibus, torceu o nariz pra mim. Nota mental: mesmo triste, ainda odeio pombos.
Tinha se passado pouco mais de um dia da confusão toda, ainda assim, a ideia psicológica disso se mostrava muito pior. Parecia que Chris tinha me largado há meses e eu continuava a me sentir mal e massacrada. Talvez fosse um presságio do meu futuro… Talvez eu sofresse por um longo tempo. Não conseguia entender o que havia acontecida. Na verdade, até o momento, estava esperando que eu não estivesse de naquele ônibus cheio de gente indiferente a minha dor me encarando. Queria poder acordar ali e descobrir que ainda estava deitada no ombro de Chris no parque próximo ao Bushwell, na sombra daquela árvore generosa.
Via a paisagem passar. Nossa cidade era estranha, não tinha muita gente correndo pra lá e pra cá apressada. Pelo menos, não por onde eu passava. Assistia as pessoas conversando, rindo, e me pegava imaginando o que cada uma daquelas meninas, que riam numa roda, sentadas na orla da praia, tinha em seu coração. Se tivessem escolha, estariam ainda sorrindo?
Minha casa se aproximava, me preparei para descer. A paisagem daqui não é tão bonita como o resto do trajeto. Essa parte da cidade é cinza, ao chegar neste trecho, sempre senti cheiro de sangue e cimento úmido.
Caminhei pela rua Saint Luke, a rua para onde as pessoas direcionavam cartas e encomendas pra mim, em direção ao número 19. Avistei o que procurava. A casa que eu costumava morar era bem grande pra ter sido comprada pela minha mãe. Tinha três quartos, dois andares e uma escada que era o lugar mais seguro pra ficar quando Vanessa brigava com algum de seus namorados. Ficava de lá ouvindo tudo, todas as humilhações que ela tinha que passar, as bebedeiras, as violências e os inúmeros gritos suplicantes seguidos de um silêncio sinistro. Nenhum lugar fedia mais a sangue que a escada. Subi-a e cheguei a meu quarto.
Meu quarto era azul, Catherine saberia explicar melhor que tipo, mas eu vejo só azul. Sempre preferi amarelo, Vanessa nunca soube disso. Minhas blusas estavam jogadas no chão, muitas pelo avesso. Avistei, no lado da minha cômoda, um par de tênis verdes largados, resolvi guardá-los numa sacola para deixá-los nos Miller.
Não me recordo de muita coisa boa no meu quarto. Lembro que era pra lá que eu corria pra fugir das pancadas da minha mãe ou das cantadas dos namorados problemáticos dela. Meu quarto deveria ser um refúgio, mas me parecia uma cela de tortura com paredes cobertas de pura angústia. Meu pulmão estava comprimido e minha pele se arrepiava só de estar lá.
Minha mãe sempre fez questão que eu não fosse uma criança normal. Nunca me comprou roupas novas, nunca quis saber como eu estava, nunca conversou comigo algo que não fosse sobre suas aventuras sexuais ou lamúrias sobre ter me deixado nascer. Ela só se preocupava em me destruir e sofrer por ter tido um filho que foi retirado dela pela justiça por não ter condições de criá-lo: Joshua era seu nome. Ele com certeza deve ser um rapaz bem bonito e deve ter vivido melhor que eu. Não guardo ressentimentos. Nunca nem o vi, deve ser pouco mais velho que eu.
A mobília do meu quarto sempre foi a mesma. Os móveis eram feios e tinham sido escolhidos sem prazer algum. Era, na verdade, sorte eu ter alguma mobília. As cores das coisas estavam sumindo, deixando meu quarto com ar mais sombrio que o natural. A mesma cama, o mesmo guarda-roupas e a mesma mesinha mogno desbotada que me servia de porta-tralhas.
Fui até a mesinha pra ver se eu ainda tinha alguma maquiagem (dos tempos que a Cathy tinha esperanças que eu fosse curtir muito isso um dia) para melhorar minha cara de enterro. Pude ver o acúmulo de poeira. Minha mãe devia ter ficado um bom tempo sem entrar, não que ela limpasse alguma coisa, mas teria futucado minhas coisas. Olhando pra ver os arranhões provenientes do meu meu manuseio da mesinha ou das minhas revoltas, reparei em um porta-retrato amarelo. Foi um presente que Cats dera no meu aniversário de Dezesseis anos. “ Pra relembrar os velhos tempos e porque é amarelo”, ela disse.
Na foto via-se Catherine, Ben, Seth, Christopher e eu. Todos parecíamos muito felizes. Foi um dia muito bonito. Nós jogamos bola a tarde toda. Ben e Catherine ganharam por sorte. O parque em frente ao Bushwell estava numa daquelas primaveras bem verdes e eu e Ben parecíamos mais amigos do que posso lembrar. Já gostava de Chris naquela época. Na fotografia, Chris e Catherine riam de Ben que, com um sorriso enorme e muito engraçado, apoiava o cotovelo na minha cabeça, fazendo piada com minha altura enquanto eu bufava.
Olhei o relógio… Divaguei demais: cinco e quarenta. Deveria me encontrar com Ben às seis. Cacei uma roupa com mais desleixo do que pretendia originalmente. A combinação até que não ficou tão ruim, mas poderia ser melhor. Separei a blusa branca, o blazer de linho cinza e a calça jeans azul na cama. Peguei um colar comprido feioso que encontrei e um sapato que não sei o nome. Fui tomar banho. Deselegante como só eu consigo ser, molhei os cabelos. Não consegui deixar de fazê-lo, senti um desespero no box do banheiro e me joguei de cabeça na água. Comecei a chorar. Chorava horrivelmente. Qualquer um, que passasse pela rua, escutaria meus soluços. Meu peito ardia. Meus olhos flamejavam. Minha alma estava despedaçada e sabe-se lá quando voltaria ao normal. Passei uns trinta minutos no banho por conta do choro.
Me enrolei numa toalha rosa que nem sabia de quem era e voltei ao quarto. Já sabia que já estava muito atrasada, mas não estava ligando muito. Ben entenderia e não estava com pressa de sofrer de novo revivendo tudo aquilo. Tentei retirar o máximo de água do cabelo que consegui com a toalha rosa sem dono. Vesti uma calcinha branca e pus um sutiã que encontrei no armário. Reparei que tinha recebido uma mensagem nova no celular, era de Ben. Talvez eu estivesse enganada e Ben não fosse do tipo de pessoa que entende um atraso por catástrofes pessoais.
***
A mensagem dizia:
“ Cadê você, Cinderela? Aqui está uma chatice. Benjamin. ”
Me aliviei quando li. Era não era um idiota, afinal. Respondi brincando:
“ Acho que estou mais pra gata borralheira ou abóbora. Não faço o tipo Orange Boutique. Iz”
Alguns instantes depois o celular apita:
“ Mas o interessante é esse. Você vai renovar o lugar. Te trazendo aqui, estou fazendo um favor aos frequentadores, Izabelle. Ok?”
Respondo:
“ Vou fingir que sim. Não demorarei muito pra chegar. Você quase chega a ser interessante, Brendon.”
***
A ideia de ir ao Orange Boutique me deixava irritada. Lá não fazia meu estilo. Já que não tinha jeito, deixei o celular de lado e fui terminar de me aprontar. Vesti a roupa que tinha escolhido, calcei os sapatos, sequei um pouquinho mais o cabelo com a toalha e resolvi prendê-lo. Ainda estava úmido e solto ficaria um desastre mais tarde. Fiz uma trança pequena, deixei mais da metade sem trançar para que formassem cachos quando secassem e arrematei as pontas com um lenço.
Era mais que hora de ir. Peguei uma bolsa marrom e, batendo a porta, saí segurando minha sacola com calcinhas e o tênis verde. Peguei um ônibus. Em dez minutos estava na porta do restaurante. Ir pro Orange Boutique foi bem menos doloroso que ir pra casa e o caminho pareceu mais curto. O lugar era baixo, tinha apenas um andar. De fora, parecia retrô e contrastava com os imensos prédios lotados de gente triste e irritada que ficava ali em volta.
A parede da frente do restaurante era de vidro e, mesmo com os escritos “Orange Boutique” nele, permitia que eu visse com clareza quem estava lá dentro. As pessoas estavam muito arrumadas. Qual é? São sete da noite. Pra que vestido fino? Queria ir embora. Preferia não entrar… Meu celular apitou:
***
“Tá bonita, Florence.”
***
Procurei pelo vidro. Ben estava me vendo e era um mentiroso. Agora não tinha mais como ir embora. Ben apareceu na porta do restaurante, tinha as mãos no bolso de sua calça cinza charmosa, usava uma camisa social branca e uma gravata bordô. Ele sorria. Parecia banhado e estava penteado. “Ótimo”, pensei ironicamente. Esperava que ele, pelo menos, estivesse vindo direto da faculdade pra cá. Eu pareceria menos idiota na frente de todo mundo. Mas alguém havia passado em casa antes de ir até ali. O menino conversou alguma coisa com o porteiro e foi até a calçada falar comigo:
一 Por que você se arrumou tanto? 一 Ele disse.
Não parecia estar brincando. Nota mental: Homens tem um senso de moda terrível.
一 Como assim? Eu tô um lixo, olha pra essa gente. 一 Eu apontei pro vidro.
Ben bufou e me empurrou de leve até o restaurante. Ao entrar, agradeceu ao porteiro e nos conduziu à mesa.
一 Independente do que você pense, Florence, ninguém merecerá mais a comida do Orange Boutique que você. Pedi que trouxessem frango… É minha cortesia e o meu “sinto muito por tudo que você tem passado.”
Ele estava sendo legal. Eu segurei sua mão, o olhei com ternura e agradeci. Ele sorriu e em seguida começou a falar sobre comida. O jantar seria menos estranho do que imaginei. Ben era cauteloso e não queria chegar no assunto logo para que eu não me desfizesse em lágrimas na frente de todos.
一 E aí, podemos pedir algo mais adulto ou suco. 一 Ele brincou ao me questionar sobre as bebidas.
[...]
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