Haunted 🔞
6 Capítulo O6 — The first patient
Notas iniciais
Oi, príncipes e princesas! Devo dizer a vocês que meu curso de Mitologia foi encerrado com uma BELA história de amor contada pelo nosso professor maravilhoso e me inspirou BASTANTE *--------*
Anyway... sei que no capítulo passado eu disse a vocês que optaria pelo uso de gifs nos capítulos, mas uma leitora/amiga minha descobriu um novo blog e fez um pedido de banner lá pra mim, e aí eu fiquei esperando ficar pronto pra poder vir atualizar a fic. Então, aqui está
O capítulo de hoje é dedicado à magnífica Gwen Stacy Parker, que recomendou a fic e me deixou boba de tanto carinho que ela usou!!!! Muito obrigada, bonequinha!
Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem, babies :D
Tradução do Capítulo: A primeira paciente

Ela está, como sempre, com sua postura ereta, sofisticada e formal. O rosto está sério e as sobrancelhas erguidas. Ela me intimida.— Boa tarde, Sra. Jenksey!Ela ergue a mão num breve sorriso antes de me responder.— Não precisa de tanta formalidade agora, Natasha. Estamos fora da sala de aula, portanto não sou sua professora. Sou sua colega de trabalho.— Colega de trabalho? – as falas da Sra. Jenksey acendem um trilho de alegria por dentro de mim. — Muito obrigada pela igualdade de tratamento, mas...— Natasha, você se formou em Psicologia e está trabalhando. O fato de eu ter mais anos de experiência não diminui sua carreira. Estamos entendidas?Seus olhos azuis me perfuram de forma direta. Okay. Ela sabe ser durona e legal.— Sim, estamos. – sorrio para ela. — Então, fora da sala de aula, como devo chamá-la?— Cassandra está ótimo.— Certo. – assinto. — Bom, eu vim até aqui falar com você para lhe dar algumas pesquisas de sessões.— Pesquisas? – Sra. Jenksey me estende alguns documentos. — Como assim? Quer que eu disserte algo novo?— Não. Dessa vez, não será sobre as matérias que lançamos. A propósito, devo parabenizá-la por sua escrita! Já pensou em lançar artigos científicos também? Ou ter conhecimento em Psicologia Neurológica?— Oh, sim! Essa parte de cérebro também me fascina bastante! Por muitos anos eu fiquei dividida entre a Medicina e a Psicologia, mas acabei percebendo que também me tornei uma agente de saúde. — Bom, devo ressaltar que faz isso muito bem!— Obrigada! – sinto meu rosto corar. — Mas... o que quer que eu faça dessa vez?— Também se tratarão de leituras, mas com algo diferente.— E o quê?— Isto que lhe dei são anotações antigas sobre pacientes. É claro que tanto seus nomes quanto de seus psicólogos estão em sigilo.— Entendo. E as causas de seus transtornos são esclarecidas?— Sim. No final das folhas. Mas peço que não as olhe. Tente descobrir antes.— Mas como eu vou saber o que pode tê-los levado a psicólogos? – solto um riso nervoso. — Quer que eu... chute? Siga intuição? O que devo fazer exatamente?— Não precisa descobrir de cara. E nem quero uma constatação médica. Isso é Psicologia, não é Psiquiatria. Como você mesma disse, siga sua intuição diante das características sentimentais e mentais dos pacientes que irá ler a respeito.— Okay. – concordo. — Vou passar a tarde analisando.— Perfeito! Pode ir para a biblioteca. Analise o máximo que puder. Depois monte um rascunho e me entregue.— Ainda hoje?— Sim. – responde a Sra. Jenksey. — Não quero uma dissertação, quero apenas um leve rascunho. O que você imaginar escreva. E me entregue assim mesmo.— Ahn... isso é uma avaliação sobre mim? – indago curiosa.— Sim. E deve seguir com o protocolo que estou lhe dando: escreva o que vier à mente. E não apague nada. Se tiver erros de escrita, dê um risco e escreva a palavra certa ao lado. E escreva a lápis.— Tudo bem. – assinto. — Tem até às seis da noite para terminar.— E depois? O que eu faço?— Nós resolvemos isso quando me entregar os rascunhos.Dito isso, a Sra. Jenksey dá as costas e sai da sala dos funcionários. Creio que seja para atender alguém.Após ficar um tempo encarando o caminho o qual ela fez para sair da sala, eu pisco e volto à realidade. Pego a bolsa no cabideiro e desço para a biblioteca.▪️▪️▪️Soltando mais um bocejo, checo a hora em meu relógio de pulso: cinco e quarenta e sete da tarde. Já analisei seis histórias. No momento, estou terminando de escrever o rascunho da última.Céus! Os casos que li são de espantar. Peguei três mulheres que foram assediadas, uma que matou a irmã, um homem que foi roubado e traído pela esposa e uma criança que estava no meio do processo de divórcio dos pais.Analisar tais fatos não foi difícil. O difícil é expor o que penso sem poder dar para trás no que escrevi. Mas o que a Sra. Jenksey pretende com tudo isso?— Natasha?Ouço um sussurro atrás de mim. Paro de escrever e olho para trás. É Elliot.— Oi. – sussurro de volta. — Ér... estou ocupada agora. – volto a escrever, mas ele puxa a cadeira da mesa e se senta ao meu lado.— Está fazendo o quê?— Terminando um trabalho que a Sra. Jenksey me deu. – respondo ainda escrevendo. — Elliot, estamos na biblioteca. Não podemos conversar aqui. – advirto e ele ri.
— Eu sei. Mas a Sra. Jenksey pediu para eu vir chamá-la.— Ela pediu? – fito seus olhos castanhos.— Sim. Disse que tem algo para você.— Mas... ela me disse para escrever isso. E que eu podia ir até às seis. – novamente checo as horas em meu relógio. — Ainda tenho alguns minutos.— Tudo bem, não tenha pressa. Ela pediu apenas para eu vir te avisar que está lhe aguardando na sala dos funcionários. – Elliot apoia os cotovelos na mesa. — Você já está terminando?Volto a encarar o papel.— Sim. Estou quase no fim.— Então termine. Depois nós subimos. Eu posso te esperar, se quiser. Juro que fico quietinho.— Okay. Obrigada. Eu...— Shiiiiiu!Uma moça loira de óculos grandes e olhos castanhos chama nossa atenção. Olhando com calma para ela, lembro de quem é. É mesma moça que estava no elevador quando conheci Elliot.— Desculpe. – sussurro e ela franze o nariz antes de voltar a ler o livro que segura nas mãos.Mesmo de costas para mim, eu continuo a fitá-la. Levo um tempo analisando suas roupas. A menina loira está de calça jeans claro, camisa de algodão azul e um suéter creme que a cobre.Seus cabelos loiros estão presos em um rabo de cavalo alto. Seus óculos são grandes e vermelhos. Cobrem quase todo o rosto pálido e limpo de maquiagem que ela tem.Uma verdadeira cdf, e, para completar o visual, a bolsinha pequena de algodão não deixa a falhar em cima da mesa.— Pare de olhar a garota e termine.Elliot me assusta, mas ele está certo. Em resposta, eu rio e volto a escrever. Falta pouca coisa. Cinco minutos se passam e eu termino o trabalho.Pego os papeis e penso em reler, mas a Sra. Jenksey foi categórica: sem correções. E ela está me esperando.Sendo assim, jogo o estojo dentro da bolsa e seguro as folhas nas mãos. Quando me levanto, empurro a cadeira para trás. A ação provoca um ruído chato e eu fecho os olhos com força. Merda!— Ahn... desculpem. – Elliot sorri e se levanta ao meu lado. — Vamos, Natasha! Vão acabar nos matando aqui!Eu assinto e me certifico de que peguei todas as minhas coisas. Após checar tudo, saio da biblioteca junto com Elliot e seguimos para o elevador.— Décimo andar, por favor. – informo à ascensorista.As portas de metais se fecham. Eu descanso as costas e cabeça contra a parede.— Posso perguntar o que é isso que estava fazendo?Abro os olhos e fito Elliot.— Eu te disse. Um trabalho.— Ah.Rapidamente, o elevador chega ao andar. Agradeço à ascensorista e sigo rumo à sala de funcionários. Entro sem bater atraindo alguns olhares. Ignoro todos eles e caminho até a Sra. Jenksey, que está de costas para mim.Quando me aproximo, noto que ela está no telefone. Está falando tão baixo que eu nem pude perceber que conversava quando entrei na sala. Dou-lhe um pouco de privacidade e recuo alguns passos para trás.Olho novamente em meu relógio. São seis horas em ponto. Saio exatamente dentro de uma hora. O que ela quer de mim?— Está certo. Boa noite!A Sra. Jenksey desliga o telefone e se vira para mim.— Natasha.— Oi. Eu terminei. – informo ao me aproximar dela. — Fiz seis rascunhos.— Hmmm... pôde ler seis anotações inteiras, incluindo os históricos das sessões?— Sim.— E fez como eu disse para fazer?— Sim.— Ótimo! – a Sra. Jenksey estende as mãos. Eu lhe entrego as folhas, mas ela pega apenas os rascunhos. — Fique com o resto. Leia e termine em casa do mesmo jeito que fez aqui.— Okay.— Não tente consertar nada, Natasha. Eu saberei, caso apague e escreve algo novo. Entendeu?— Sim.— Não passe a limpo. E nem tire xerox.— Xerox? De quê?— Eu vou te entregar papeis oficiais. Papeis os quais você deve escrever. Se fizer cópias, eu saberei.— Eu... eu posso saber por que é tão importante eu escrever e não consertar?— Entenderá com o resultado desde trabalho. – a Sra. Jenksey me lança um sorriso misterioso. — É só.— Só?— Sim. Não sai agora?— Não, eu saio às sete. E, na verdade, Elliot foi à biblioteca e disse que a senhora tinha algo para mim.— Ah, é verdade! Como pude esquecer? – ela estala os dedos rente ao rosto. — Tenho uma sessão para você.Meus olhos se arregalam surpresos.— Uma... u-uma sessão?— Sim.— Mas eu já posso atender alguém?— Natasha, quando entrou aqui, apresentou o seu diploma. Se não está falsificado e se você se chama Natasha Romanoff, está constatado que se formou em janeiro desse ano. Sendo assim, por que não poderia atender?— Bom... eu achei que... que os estagiários só...— Natasha, está aqui há duas semanas. O fato de ainda não ter ganho pacientes não quer dizer que não seja profissional. E os outros estagiários também ganharão sessões essa semana. – anuncia a Sra. Jenksey, e eu vejo que Elliot ri ao meu lado. — Você atendeu a algumas pessoas quando estava na faculdade, não? – pergunta ao olhar para mim.— Ér... sim. Quer dizer, não. Bom, sim... mas eram simulações. Testes. Ainda não atendi ninguém no real.— Terá a primeira vez agora. – diz a Sra. Jenksey. — A pessoa é nova na cidade. Disse que está pela primeira vez em Nova York e um conhecido recomendou nosso consultório.— E por que a senhora me escolheu? – indago sem entender.— Não fui eu, Natasha. – engulo em seco. — A preferência foi por uma mulher. Eu dei os nomes de nossas psicólogas mais novas e você foi a escolhida.— Ah, sim!— Sua sessão lhe espera na sala mil e dois. – a Sra. Jenksey me estende uma chave. — Pode ir. E se passar da sua hora de saída receberá hora extra.— Okay. Ahn... é homem ou mulher?Sra. Jenksey me encara de modo desafiador.— Faz diferença?Eu coro e ergo os ombros, reprimindo um sorriso.— Bom...— Natasha, vá até a sala e descubra. Não se intimide com o sexo do ou da paciente. – Sra. Jenksey sorri e ergue uma sobrancelha fina. — Vá e faça seu trabalho.— Okay.Quando saio da sala dos funcionários, penso em ir ao banheiro e checar meu visual. Ao menos, para lavar as mãos e jogar uma água no rosto. Será que vou atrasar muito? Não querendo perder mais tempo, corro até o toalete feminino e tranco a porta. No espelho, estudo o semblante de uma menina assustada, surpresa e nervosa. A chance de uma primeira consulta paira para ela. Chance? Não. É um fato, Natasha. Tem razão. Isso está acontecendo. Terei meu primeiro paciente! Ainda não sou capaz de acreditar e constatar isso. É tão inesperado que parece um sonho. Preciso ficar calma. Preciso ficar calma. Pendendo a cabeça para trás, fecho os olhos e aspiro fortemente o ar que me cerca. Em seguida, giro a torneira e molho as mãos. Jogo água no rosto e espalho o sabonete líquido pelas palmas e torsos.O cheiro de ervas adentra minhas narinas. Enxáguo as mãos e fecho a torneira.Quando já estou de rosto e mãos secos, ajeito meus cabelos ruivos por cima dos ombros e respiro fundo novamente. Natasha, já se passaram cinco minutos. Saia. Agora!Crio coragem e destranco a porta do banheiro. O corredor está vazio e quieto. Através das janelas de vidro cristalinos, avisto a cidade escura e fria do lado de fora. Picos de luzes — dos prédios ao redor — preenchem a calada da noite gelada de Nova York.Dentro de mais alguns minutos, Steve estará aqui embaixo. Céus...! Quanto tempo levará essa sessão? Por mais eu queira me encontrar logo com ele, também quero aproveitar ao máximo todo o tempo que terei com o paciente.Quando chego a porta, encaro o número mil e dois escrito pelo material de bronze dourado. Aqui dentro jaz a pessoa a qual eu ouvirei e guiarei. Eu vou conseguir, eu vou conseguir, eu vou... Abra logo a porta e entre, Natasha! O tempo está passando!Suspirando, crio coragem e rodo a maçaneta. O cheiro da sala é de couro e madeira fresca. Entro sem olhar para o paciente. Só o que avisto é o chão de carpete cinza e um pedaço do sofá preto de couro. Atrás de mim, fecho a porta.Sigo até a cadeira larga, que é a que eu devo me sentar, e me viro para olhar o paciente. Para minha surpresa, não é o que estava esperando.— Boa noite!Com lábios trêmulos e olhos surpresos, eu respondo:— Bo-boa noite.
Notas finais
Antes de tudo, obrigada pelos 85 comentários, 73 acompanhamentos, 35 favoritos, 1 recomendação e 3.708 visualizações :D
E O TRAILER DE INFINITY WAR????? AAAAAAAAAAAA! TÔ MORTA ATÉ AGORA KAKAKAKA AAAAAAAAAAAA CAPITÃO DE BARBAAAAA! NAT LOIRAAAAA! ELA E BRUCE NÃO VÃO TER MAIS NADA, NÃO É POSSÍVEL! EU TACO PIPOCA NA TELA DO CINEMA!!!
Anyway... awnnnn! Nossa Nat atendendo pela primeira vez *-------* nossa baby tá muito nervosa. Vamos torcer pra que ela se saia bem, né? *u*
Bom, mais uma vez, foi um PRAZER vir postar um capítulo novo pra vocês! Até a próxima, amores!
Beijocas!
Ps: atualizei a fic EVANSSON há uns dias atrás --> https://www.spiritfanfiction.com/historia/evanssons-life-3476044
PS²: o trailer da fic saiu e já tá nas notas da história --> https://www.youtube.com/watch?v=rYadJyTY6Mo
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