Notas iniciais
Oi, gente! Então, caso tenham visto, vocês sabem que cheguei a postar minhas fanfics no Wattpad, numa nova conta que criei recentemente. Porém, nessa madrugada resolvi retirar as histórias de lá, porque parece que tem um site clone do Wattpad. Isso me deixou bem preocupada kakaka porque sou cagona pra essas coisas. Até porque, em anos usando o Wattpad, eu nunca vi isso acontecer, então a tensão me fez recuar também kakaka Então, com o passar do tempo, e quando for seguro novamente postar histórias lá sem a preocupação de plágio/clone, voltarei com as fanfics pra plataforma. Mas, por enquanto, escreverei somente pelo Nyah! e pelo Spirit :/ Whatever, com o capítulo de hoje a fanfic entrará numa nova fase! E já lhes adianto que se trata de uma fase muito delicada e polêmica, na qual temas importantes serão debatidos e analisados. Na verdade, vivendo na cabeça da personagem Natasha, através da narrativa dela, esses temas serão vistos, pensados e discutidos dentro do ponto de vista da Nat. Então, sintam-se livres pra comentar a respeito. Mas não se preocupem!! Também haverá momentos de solução pra tudo que vier ser trazido pra fanfic ^^ Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem ^^ Tradução do capítulo: Culpa

Faz duas horas que Steve me acordou e me deu a notícia que mais abalou em todos os meus vinte e dois anos de vida.

À minha esquerda, Rebby chora e balança as pernas inquietamente. À minha direita, Steve segura minha mão calmo e controlado. No banco da frente, Peter está com a cabeça enterrada nas mãos enquanto tenta processar as palavras do médico.

Sinto muito. Fizemos todo o possível, mas... a Srta. Stacy não resistiu.

Senti meu mundo desmoronar.

Gwen morreu. Gwen simplesmente morreu! Perdi minha amiga num piscar de olhos!

Num momento, estávamos rindo e conversando. No outro, fui informada sobre seu acidente e, posteriormente, sua morte. Como isso?!

— Aqui. – Steve sacode meu ombro levemente. — Beba um pouco de água, Nat. Você precisa.

— Não quero. – mais lágrimas escorrem de meus olhos e Seve beija meu rosto.

— Meu amor, por favor. – ele insiste. — Por favor. Você precisa se hidratar.

— Steve... – eu me viro aos prantos. — Ela... a Gwen... ela... ela...

— Eu sei, eu sei. – Steve devolve a garrafa d’água a Miguel e me abraça fortemente. — Eu sei, meu amor. Eu sei. Eu sinto muito.

Enterro o rosto contra o seu peito e me desfaço em fortes e desesperados soluços de dor.

Atrás de mim ouço Rebby fazer o mesmo. Quero abraçá-la e consolá-la tanto quanto Steve está fazendo comigo, mas Miguel se senta ao seu lado e a puxa para si. Darcy fica sem saber o que fazer ao lado de Miguel, então apenas se debruça e toca as mãos de Rebby.

Ao menos, em meio de tanta dor, posso me sentir aliviada por Darcy não estar mais no carro no momento do acidente, sendo assim, não tendo sofrido nada. Entretanto, também me dói ver Peter. Assim que o médico deu a mais trágica e mortificante notícia que já escutei em anos, Peter se jogou de joelhos no chão e começou a gritar.

Foi a cena mais assustadora que já presenciei. Foi horripilante! E foi real, porque Gwen partiu e não voltará. Não verei mais seu doce sorriso, não sentirei mais seus calorosos abraços nem poderei ouvir mais sua alegre voz e contagiante risada. Ela se foi. Simples assim.

— Ela precisa tomar água. – ouço a voz de Darcy, mas me aperto ainda mais contra o peito de Steve não querendo que ele me solte por nada.

— Eu sei. – Steve suspira e vê sua irmã se aproximar. — Penelope! Como Gamora está?

— Sofreu alguns arranhões e quebrou a perna, mas está bem. Mas ainda terá que passar a noite aqui.

— Algo de grave?

— Não. Apenas observação. Ela precisa descansar, mas o rapaz se recusa a sair do quarto. – diz ao se referir a Quill.

— Daqui a pouco eu falo com ele.

— Amanhã mesmo deverá receber alta.

Enquanto Steve conversa com sua irmã, só consigo pensar em Gwen. Em Gwen e na dor que nos deixou com sua partida. Discretamente, ergo a cabeça do peito de Steve e encaro Peter. Meu pobre amigo! Meu pobre amigo sofrido, machucado e desolado.

Não há abraços ou palavras de conforto no mundo que farão amenizar sua dor. Ele perdeu o amor de sua vida, e isso jamais poderá ser reposto.

— Vou comprar um café. – Steve faz menção de me soltar, mas eu começo a tremer. — Amor? Vou apenas até a cantina. Você e Rebecca precisam de alguma coisa no estômago.

— A essa altura não estamos mais bêbadas, Steve. – Rebby resmunga nos braços de Miguel.

— Não foi o que eu quis dizer. – Steve se desculpa.

— Não queremos comer nada, Steve.

— Mas precisam. – ele teima comigo. — E também acho melhor ligar para seu pai.

— Não...

— Ele tem razão, Nat. – Darcy reforça. — Nós vamos rapidinho enquanto eu ligo para o tio Vlad. Até porque nem posso usar o celular aqui.

— Steve... – tento recorrer, mas ele está irredutível.

— Volto logo. – Steve beija a minha cabeça e se levanta. — Miguel, fique com elas. – seu dedo aponta para mim e para Rebby. — Traremos água e café para vocês. Penelope, fique...

— Pode deixar. – ela se senta ao meu lado.

— Não demoro, amor. – garante antes de se dirigir para o final do corredor junto com Darcy.

Assim que eles saem de nossa vista, Penelope ouve seu nome ser chamado na emergência e me encara indecisa.

— Pode ir. – murmuro. — É o seu trabalho.

— Você...

— Vou ficar bem. Pode ir.

— Tentarei voltar rápido. – ela se levanta e corre quando seu nome é chamado pela terceira vez.

Eu a observo partir antes de encarar Peter. Minhas pernas tremem enquanto me sento ao seu lado.

Não sei como iniciar uma conversa. Não sei o que dizer. Não sei o que fazer. Eu não sei como reagir ao que está acontecendo. Eu simplesmente não sei!

— Peter...? – toco seu ombro.

— Por que isso? – ele indaga. — Por que isso aconteceu, Natasha? – seu rosto se vira para mim com olhos vermelhos e inchados. — Estávamos bem. Estávamos tão felizes!

— Eu sei, Peter...

— Nós iríamos embora dentro de dias! – exclama ao chorar. — Estávamos indo para Londres, Natasha! Estava tudo programado! Por que isso aconteceu? Por que a tiraram de mim?

— Peter... – balanço a cabeça e retiro a mão de seu ombro. — Eu sinto muito. Eu... eu não sei... não sei por que Gwen teve que partir. Eu... eu gostaria de saber. Gostaria de não ter a encontrado, de não ter a oferecido uma carona, mas...

— O quê? – ele franze a testa para mim. — Como assim?

— Como assim o quê?

— O que você disse? – questiona novamente.

— Quando?

— Agora! – Peter fica impaciente. Já eu, confusa.

— Eu não sei...

— Disse que... disse que gostaria de não ter a encontrado.

— Ah. – assinto e limpo as lágrimas. — É. Eu... e-eu que... ér... Gwen pegou uma carona comigo.

— Com você? – repete sem compreender. — Mas você não tem um arranhão. Você não estava lá.

— Eu... ér...

— Agora me explica. – exige.

— Gwen não te disse que voltaria de carona comigo? – pergunto. — Estava tarde para ir sozinha. E eu ofereci uma carona a ela.

— Você ofereceu? – os olhos de Peter mudam de magoados para acusadores. Eu me encolho sem saber o que fazer. — Você ofereceu uma carona a ela?

— Sim, Peter...

— E por que não estava no carro?

— Eu... ér... fui para casa antes. Eu não estava me sentindo bem. Gwen ficou por último.

— Gwen ficou por último?!

— Peter... – Rebby tenta de cenho franzido, mas ele não dá ouvidos ao seu chamado.

— Então foi você! – Peter grita ao ficar de pé. Instintivamente, eu o imito e ergo as mãos. — Foi você quem a matou, Natasha!

— O que está dizendo, Peter? – Rebby se levanta junto com Miguel.

— Ela mesma acabou de dizer que é culpada! – Peter aponta para mim.

— Eu... e-eu... mas eu não queria... Peter... e-eu... eu nem estava no carro...

— Porra! – ele me empurra para trás.

— Ei! – Miguel o segura pelos ombros enquanto Rebby fica ao meu lado.

— Foi você! Assassina! Era você quem deveria ter morrido, não ela, não a minha noiva!

Estou tão em choque que nem consigo responder às suas acusações.

— Peter, que insanidade é essa que está dizendo? Foi um acidente! – Rebby me consola ao perceber que estou atônita.

— Um acidente que tirou a vida de Gwen, não a dela! – Peter aponta para mim e empurra Miguel. — Você que merecia morrer! – ele tenta avançar, mas Rebby arregala os olhos e espalma o peito de Peter com as mãos.

— Peter! Rebby!

Miguel grita, mas Peter já está no chão e Rebby, parada em sua frente com os punhos cerrados. Ele fica entre Rebby e Peter pronto para apaziguar qualquer briga se necessário.

— Ela a matou!

Peter tenta vir para cima de mim novamente, mas antes que eu possa reagir, Rebby toma a frente e empurra Peter para trás de novo.

Desta vez ele não cai, mas cambaleia alguns passos antes de se manter firme.

— Rebecca, se você me...

— Fale baixo, Parker! Isso é um hospital! Olhe o que está fazendo!

— Você é a única a gritar.

— E você é único a tentar agredir sua amiga, que está penalizada como nós!

— Mas ela...

— Você não está sofrendo mais do que ninguém aqui! Nós todos amávamos Gwen e estamos sentindo a sua morte, mas culpar Natasha, que por sinal é injusto, covarde e incoerente, não a trará de volta!

— Mas foi ela quem ocasionou isso!

— Não foi ela quem ocasionou o acidente, seu idiota! – Rebby exclama. — Não foi ela quem fez chover nem foi ela quem fez o carro escorregar pela pista como consequência! Foi um acidente, um maldito acidente!

Penelope reaparece correndo pelo corredor.

— O que está acontecendo? – ela ofega ao nos encarar. — Estou escutando os gritos do corredor. Isso é um hospital! – repreende e Rebby suspira.

— Você escutou a enfermeira, Peter.

— Rebby... – Miguel tenta interrompê-la, mas ela não dá ouvidos.

— Foi doloroso, cruel e inexplicável. Eu sei! Jamais poderemos aceitar que Gwen se foi, mas aconteceu e não tem como voltar no tempo! – Rebecca deixa Peter sem palavras.

— Rebby, Peter só está de cabeça quente. – Miguel intervém novamente.

— Sei disso, mas ele precisa pensar duas vezes antes de tentar agredir minha amiga! – Rebby se eleva na ponta dos pés e aponta o dedo para Peter. — Você está revoltado e triste. Isso eu entendo, mas não pense que ficarei de braços cruzados vendo você atacar Natasha.

— Eu não ia...

— Sim, você ia! – Rebby afirma antes de sorrir ironicamente. — Mas não conseguiu. Enquanto puder irei defendê-la, porque é isso que amigos fazem!

— Rebecca... – toco seu ombro, conseguindo falar pela primeira vez.

— Todos estamos abalados! Mas isso não justifica sua atitude egoísta e cruel para cima dela! – Rebby explode em lágrimas de nervosismo, fazendo com que eu chore por vê-la assim. — Então se acalma, porque eu acabo com você se levantar mais um dedo sequer para a minha amiga, ouviu bem?!

Peter a encara boquiaberto e com lágrimas silenciosas escorrendo assim como eu.

Penelope parece confusa e assustada ao segurar minhas mãos e tentar me perguntar o que está havendo, mas não consigo desviar a atenção da cena à minha frente.

— Seria um favor se acabasse comigo. – Peter responde às últimas palavras de Rebby.

— Ah. Não precisa de mim para isso. Experimente tacar a cabeça na parede. – Rebby aponta para o lado.

— Enlouqueceu, Rebecca? – Miguel se intromete.

— Rebby! – eu a repreendo. — O que está fazendo?

— O quê? – Peter indaga tão chocado quanto nós.

— É! Quer se matar? – ela desafia Peter sem pestanejar. — Pega uma seringa vazia e injeta ar na veia. Toma um monte de remédios. Vai lá para baixo e se joga na frente de um carro! Vamos, Peter! Se quer morrer é para fazer direito. Morte única e certa, para não ficar agonizando. Só aconselho de não tentar aqui, pois o hospital pode acabar te socorrendo a tempo.

— Rebecca, pelo amor de Deus!

Por dentro da psicologia, eu entendo o que Rebby está tentando fazer, mas Peter está abalado demais. E eu temo que ele não consiga compreender a mensagem que Rebby de fato quer passar.

— Chega, Rebecca! – Miguel também se impõe.

— Por favor, vamos nos acalmar. – Penelope tenta intervir.

— O que está dizendo? É isso que quer?

Peter a olha de cima a baixo sem crer no que está ouvindo.

— Não é isso que ninguém aqui quer, idiota, nem mesmo você. Acha que Gwen queria partir? Como acha que ela reagiria diante dessa sua atitude estapafúrdia? Não foi assim que seus tios te criaram.

— Só quero que pare de doer. – Peter responde ao voltar a chorar.

— Eu sei, Peter. – Rebby balança a cabeça em descrença. — Não estou pisando nos seus sentimentos, porque isso também está me matando. Eu a amava também. E também já perdi outras pessoas. Você perdeu o seu tio e continuou vivendo. Ainda tem sua tia May e a nós! Gwen vai deixar um buraco dentro de todos, mas juntos podemos nos recuperar. É difícil, mas não impossível.

— Eu sinto muito, Peter, mas ela está certa. – Miguel se manifesta e toca os ombros de Peter. — Sua tia está chegando.

Tia May corre e abraça Peter, que a abraça de volta e chora contra seu ombro. Enquanto Peter se distrai com seu consol, Rebby e Miguel vêm até mim.

— Tudo bem? – Rebby acaricia minha cabeça.

— Acho que sim.

— Ele tentou mesmo te bater? – Penelope questiona.

— Não. Não, ele só...

— Tentou. – Miguel suspira. — Ele está muito nervoso.

— Não justifica! – Rebby rebate. — A Sra. Stacy, que é mãe da Gwen, não fez o que ele fez!

— Rebby...

— Não tem justificativa, Natasha! – ela exclama no momento em que Steve vira o corredor com Darcy ao seu alcance.

Ele se aproxima enquanto conversa com minha prima, mas para assim que nota meu estado. Steve franze o cenho e entrega os copos de café para Miguel.

— Já voltei, meu amor. – suas mãos seguram meu rosto. — Tudo bem?

— Na medida do possível. – dou de ombros.

— Não. Não está. – Rebby intervém e eu a reprimo com os olhos.

— Ahn? – Darcy pisca confusa. — Aconteceu mais alguma coisa?

— Rebby... – Miguel tenta.

— Sim. – ela responde à Darcy. — Aconteceu mais alguma coisa enquanto vocês desceram.

— Quê? – Steve a encara. — Como assim? O que foi?

— Rebecca...

— Peter partiu para cima dela. – revela e Steve a olha sem reação.

— Partiu para cima dela? – repete. — Dela quem? Como assim?

— Entendi que quis bater na Nat. – Penelope sussurra.

— Bater na Nat? – Steve olha para mim. — Que história é essa, Natasha?

— Nada! – agarro seus ombros. — Não foi nada! Ele só está nervoso.

— Nervoso? – Steve encara Peter por cima de minha cabeça. — Ele vai ver como é ficar nervoso!

— Steve! – puxo sua mão e imploro. — Por favor! Não!

— Diga o que aconteceu. – Steve tenta me afastar, mas eu circulo sua cintura com os braços e enterro o rosto em seu peito

— Eu não sei. Eu estava...

— Pedi que ficasse com ela! – rosna para Penelope.

— Eu estou trabalhando, Steve! Fui chamada...

— Tudo bem. – sussurro em sua camisa. — Não brigue com Penelope. Está tudo bem.

— Não está tudo bem, porra! Eu saio por uns minutos e esse merda tenta...

— Steve. – Rebby repreende. — Já passou.

— Não passou! Por que me contou então?

— Porque... eu... acho que precisava saber. – Rebby se atrapalha nas palavras.

— Exatamente! Eu precisava! E por que Peter fez isso?

— Foi um mal-entendido. – murmuro. — Por favor, chega de falar nisso.

— Nat...

— Chega! – recomeço a chorar compulsivamente e Steve suspira ao me abraçar.

— Shhhh... vem aqui, amor.

Ele me puxa até as cadeiras do corredor ao lado. Assim deixamos Peter e tia May a sós.

Rebby e Miguel nos seguem. Minha amiga se aproxima de mim ao pegar um copo de café das mãos de Darcy e dar um gole.

— Você está bem? Sabe que nada do que ele disse é verdade, não sabe?

— Como assim? Ele ainda disse alguma coisa? – Steve rosna. — Alguém pode me explicar que porra aconteceu enquanto eu só fui comprar a porra de um café?

— Peter culpou Natasha pela morte de Gwen. – Miguel sussurra. — Sabe, pela Nat ter oferecido a carona a ela.

— Quê? Foi isso que aconteceu? – Steve ruge. — Quantos anos esse babaca tem?

— Ele passou por uma perda enorme, Steve. – aperto sua perna. — Por favor.

— Não justifica, Nat. – Rebby reforça. — E sabe que não é verdade.

— De certa forma é. – choro.

— Nat? – minha amiga arregala os olhos. — Como pode dizer...

— Fui eu quem dei a ideia da carona. Ela estaria viva agora se eu não tivesse a chamado.

— Nem você nem ninguém tinha como adivinhar, Natasha. – Darcy intervém com a voz embargada.

— Não se culpe, Nat. Nada disso faz diferença agora. – Miguel me estende o copo de café.

— Eu não quero! – exclamo, mas Steve me entrega.

— Mas precisa.

— Vamos, Nat. Por favor. Dois teimosos eu não vou aguentar. – Rebby bufa e faz um sinal com a cabeça indicando Peter. — Fui dura com ele, mas sabemos que de todos nós, Peter é o que mais sofre. Eles moravam juntos. Iam se casar!

— Eu sei! – explodo em mais lágrimas e largo o café nas mãos de Steve, que olha feio para Rebecca.

— Será que pode ter mais cuidado com o que diz?

— Ela não é de vidro! – Rebecca rebate.

— Mas está sensível, porra! Você como amiga...

— Chega! – exclamo. — Sem mais discussão!

— Então beba esse café! – Rebby ordena. — Precisamos ser fortes. Peter precisa de nós, Nat. Na hora da raiva eu disse coisas duras. E vou me desculpar depois, com calma. Mas precisamos entender seu lado. É a terceira perda que tem. Primeiro os pais e depois o tio Ben. E agora ela.

— Eu sei. – murmuro sentindo Steve beijar meu rosto.

— E a família de Gwen também. – Rebby complementa. — Perderam o Sr. Stacy e agora Gwen. É demais!

— Eu sei... – balanço a cabeça e choro mais. — Eu me sinto horrível.

— Todos nós, baixinha. – Miguel se senta ao meu lado e me consola. — Mas do que adiantará carregar uma culpa que nem pertence a você?

— Mas fui eu que...

— Natasha, você só ofereceu uma carona. – Rebby se manifesta. — Estava chovendo muito. A pista ficou molhada e deslizante. Depois foi só pancada e...

— Para, para, para! – Steve a interrompe ao me ver aos prantos. — Quer um papel e lápis para desenhar os detalhes também, porra?

— Merda! Desculpa. – ela murmura sentida. — Desculpa, Nat.

— A mãe de Gwen está desolada.

Miguel comenta ao olhar para a mulher loira e chorosa que sai agora do quarto de Gwen acompanhada pelos filhos.

Todos choram a morte de mais uma perda na família e é isso que mais acaba comigo.

— Eu preciso falar com eles.

— Natasha! – Steve segura meu braço e me força a olhar para ele. — Sei que não é a sua intenção, mas será muito cruel se fizer isso agora.

— Mas...

— Ela acabou de perder a filha, Nat. E os meninos acabaram de perder a irmã. Eles não precisam que vá até lá dizer que a culpa é sua. Isso não fará diferença alguma. Inclusive, não justifica o que Peter fez, mas você também errou ao dizer essas coisas a ele. – Miguel sussurra.

— Que coisas? – Steve indaga. — Você se culpou para o Peter?

— Eu não queria machucá-lo. – comento. — Apenas saiu errado. Não tive intenção...

— Sabemos que não. – Darcy intervém. — E ninguém aqui está dizendo o contrário. Mas é melhor guardar algumas coisas por um tempo. Ao menos não soltá-las na frente de Peter ou da família de Gwen.

— A propósito, Darcy ligou para o seu pai. – Steve informa. — Ele está a caminho.

— Não precisavam tirá-lo da cama agora. – descanso a cabeça nas mãos.

— Ele gostaria de ser avisado. – Steve reforça. — Aqui. Beba o café.

— Eu não quero! – afasto sua mão bruscamente e Steve me repreende.

— Natasha, pare de birra! Você precisa tomar um pouco.

— Steve...

— Vamos. – ele empurra o copo para mim. — Colabore um pouco. – ordena e eu dou alguns goles.

— Quero mais açúcar.

— Aqui. – Darcy me estende os saquinhos que pegou na cantina.

— Estou com dor de cabeça. – resmungo ao adoçar o café. — Vamos esperar meu pai chegar?

— É bom que fiquemos mais um pouco, Nat. – Rebby diz. — Peter pode vir a precisar de nós. Sabemos que ele não quis te machucar de verdade. Está apenas nervoso e precisou descontar. Infelizmente, a bola da vez acabou sendo você.

— Eu sei. – assinto ainda de cabeça baixa. — Eu entendo. E não o culpo por nada do que me disse.

— Ele exagerou também. – Darcy comenta. — Pena que eu não estava aqui na hora para dar uma lição nele.

— A sorte dele é que eu não estava aqui. – Steve rosna.

— Soubemos cuidar da nossa irmãzinha. – Rebby acaricia meu joelho com uma mão e cutuca Miguel com a outra. — Ela sempre nos terá por perto.

Sorrio carinhosamente para ela antes de me recostar em Steve, que pressiona um dedo em minha barriga.

— Beba o café, mocinha. Não tente me enganar. – brinca e eu beberico mais alguns goles.

Miguel fica sem jeito ao meu lado uma vez que estou agarrada a Steve, então pigarreia e se senta à esquerda de Rebby após Darcy sentar à sua direita.

Já eu descanso o rosto contra o peito de Steve e deixo que seus dedos se entrelacem por meus cabelos. Preciso de seu conforto agora mais do que nunca. Esqueço brigas, mágoas e palavras feias que dissemos um ao outro e apenas o abraço. Eu o abraço porque preciso, eu o abraço porque o amo e o abraço porque posso. Aliás, o mais importante: eu o abraço porque é meu!

— Linda? – o calor de sua voz bate contra a minha orelha direita.

— O quê? – ergo o rosto e o encaro.

— Teve mais um motivo para que eu não agredisse Peter quando soube do que fez.

— Mais um motivo? – indago confusa. — Como assim? Qual?

— A dor dele. – confessa. — Quase posso senti-la.

— Por que está dizendo isso?

— Era para você estar naquele carro. – seus olhos marejam. — Você iria com Gwen até Queens e só depois voltaria para casa, não é?

— Sim, mas...

— Só desistiu porque não estava se sentindo bem.

— Steve...

— Eu poderia ter te perdido. – revela. — E a última coisa que você havia me dito era para que eu te deixasse em paz ao menos uma vez desde que tinha me conhecido.

— Steve, eu não quis... eu não... eu jamais te diria isso...

— E eu respondi que não precisava voltar para casa. – relembra trêmulo. — Natasha, minhas palavras não saíram do coração, assim como eu sei que as suas também não, mas elas poderiam ter tido efeito real.

— Amor...

— Você poderia estar naquele carro. E, Deus me livre, poderia estar na situação de Gamora. Ou pior: na de Gwen.

— Steve! – levo a mão à boca e recomeço a chorar. — Meu amor! Não! Minhas últimas palavras a você jamais seriam aquelas! Eu te amo! Por favor, perdão!

— Eu te amo também. – ele me puxa e me abraça fortemente. — Eu te amo mais do que tudo e todos no mundo, Natasha! Só de pensar que poderia ter perdido você, eu fico louco. E é por isso que eu entendo a reação de Peter. – comenta ao me olhar. — Eu não quero mais te fazer chorar. Eu não te faço sorrir o suficiente. Eu só machuco você.

— Você não faz isso. – afirmo pausadamente. — Você é a luz da minha vida, Steve. Desculpe se te fiz pensar o contrário e sentir inferior em relação a isso. Eu te amo mais do que tudo!

— Perdão. Por todas as brigas. Por tudo que eu disse. Por tudo o que vem nos acontecendo. Você é o ar que eu respiro! Eu jamais te magoaria intencionalmente. Eu... eu... – Steve ofega. — Eu amo... tanto... você!

— Eu sei. – ergo as mãos e acaricio seu rosto. — E me desculpe também por tudo o que eu disse. Saiu tudo na hora da raiva.

— Eu sei. – admite ao beijar minha cabeça. — Minha vida!

— Senti sua falta. – começo a chorar novamente e o aperto nos braços.

— Também senti, meu amor. – murmura em meus cabelos. — Senti demais!

Notas finais
Obrigada pelos 415 comentários, 148 acompanhamentos, 70 favoritos, 9 recomendações e 26.690 visualizações! Quero ressaltar que a discussão da Rebby com o Peter foi no calor do momento! Ambos machucados e de cabeça quente! Por favor, se você é sensível a temas como suicídio, depressão ou qualquer outro indício disso, desconsidere TOTALMENTE o que Rebby disse ao Peter! A intenção daqui é trabalhar com realidade, e isso envolve situações duras, com palavras cruas que os personagens dizem um ao outro. Por favor, se você se sentiu mal com esse capítulo, lendo a cena da Rebby e do Peter, por favor, por favor, converse com alguém!!! Pode ser até comigo, mas desabafe! E perdão se fui insensível. Mais uma vez, torno a falar que gosto de trabalhar com realidades impactantes. Comentem!!!!!! Quero debates a respeito desse capítulo kakaka parquinho incendiado 0.0 Mais uma vez, reforço a vocês que só tenho essas fanfics postadas aqui no NYAH!FANFICTION e no SOCIAL SPIRIT! NÃO ENTREM EM QUALQUER OUTRO SITE! Beijocas e até a próxima! Ps: vocês não suspeitaram de nada mesmo??? Não repararam na roupinha da Gwen do capítulo 42? Não notaram que era parecida com a roupa que ela usa em TASM2??? As dicas estavam todas ali O.o