Haunted 🔞

43 Capítulo 43 — Losses — *Bônus*


Notas iniciais
Voltei rápido, não??? Então, a partir desse capítulo a fic tomará um rumo MUITO importante pra história, inclusive pra acontecimentos futuros que virão a se mostrar com o passar do tempo dentro da trama. Então prestem BASTANTE atenção nas mensagens que estarão presentes nas entrelinhas! Peço também que não me matem pelo que escrevi :( Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem ^^ Tradução do capítulo: Perdas

Dor. Perda. Arrependimento. Medo. Devaneios. Tristeza. Amargura. Ansiedade. Remorso. Melancolia. Vazio. Ódio. Rancor.

São inúmeros os sentimentos que rodam dentro de mim agora.

Estou cansada de tantos erros. E estou cansada de ser um fantoche em suas mãos.

A dor que você me ocasiona ao não me contar as coisas também tem um peso enorme.

Se sou ingênua e vivo num mundo de fantasia como diz, desculpe. Mas você deve me ajudar a melhorar, se isso é um defeito, e não me afastar como faz.

Até onde vai o seu amor por mim?

Somente atitudes comprovam sentimentos. E você não toma as certas.

Como ela pôde dizer isso? Como ela pôde dizer todas essas coisas? Como teve a coragem de dizer que se sente um fantoche em minhas mãos? Em outros tempos, eu até poderia compreender que tivesse essa sensação em relação a mim, mas não agora, não quando estamos juntos de verdade e até dividindo um mesmo teto.

Eu a amo! Eu confessei meu amor por ela tanto em palavras quanto em atitudes. Fiz coisas por ela que jamais cogitei fazer por outra mulher. Será que ela não vê? Será que todos os sacrifícios e bondades que fiz serão passados em branco? É mais fácil julgar e apontar apenas os meus erros?

Porra, como ela pôde me perguntar até onde vai o meu amor? Caralho, isso não tem medida! Eu a amo do infinito do mundo ao infinito do universo. Ela é tudo para mim: meu amor, minha amiga, minha companheira e minha vida. Natasha é tudo porque me ocasionou tudo. Ela chegou do nada e se transformou em tudo. Ela é o ar que eu respiro!

Se soubesse o medo que tenho de perdê-la, o medo que tenho de que algo aconteça a ela. Só de pensar em vê-la ferida ou triste é o suficiente para me fazer surtar. Procurar poupá-la de problemas e preocupações é a minha mais pura prova de sentimento, pois entendi que amor é querer o bem de quem amamos.

Desde pequeno nunca tive quem me protegesse. Nunca fui ensinado como é pensar no próximo e querer ver bem quem você ama, pois me tiraram tudo isso. E só pude aprender com Natasha. E eu quero o seu bem. Sempre. Simples assim.

Somente atitudes comprovam sentimentos. E você não toma as certas.

Quais seriam as atitudes certas para eu provar que a amo?

Em tais circunstâncias somos dois perdidos, inseguros e inexperientes. Nunca estive em um relacionamento, e sei que Natasha também não. O que ela sabe de amor e acertos tanto quanto eu? Nada! E isso que o amor é para mim: erros e acertos. É isso que estamos conquistando com o tempo.

Brigas fazem parte da construção. Estamos montando uma casinha dentro de nossos corações, e eu não permitirei que as fundações sejam demolidas. Ela é a minha luz na escuridão. Chegou e brilhou no momento em que eu mais precisava enxergar.

Natasha me deu a visão numa forma surreal. Graças a ela pude ter clareza em minha vida. Vida esta que acabou se tornando Natasha por inteiro.

— Ah, meu Deus! – cansado, eu me jogo no sofá e espalmo o rosto de cima para baixo. — Porra, Natasha! Por quê? Por que estamos brigando tanto? Por que isso, meu amor? Por quê?

Sinto a barba pinicar minhas mãos. Meu coração arde de saudades de Natasha, de seu toque, de sentir o calor de seu corpo junto ao meu.

A pior briga que tivemos foi a de domingo, quando ela me bateu. Porra, ela me bateu! Você também já bateu nela, Rogers.

Caralho! Essa voz interior me faz surtar, mas também é verdadeira. Sim, eu já bati nela, mas nunca imaginei que ela pudesse vir a revidar. E ela tem razão: o tapa que me deu não doeu nada perto das palavras que eu disse e que ela me devolveu. Ali nós nos machucamos mais do que se tivéssemos combatido corpo a corpo.

Natasha tocou num ponto obscuro e profundo dentro de mim que me desmontou por inteiro. O poder que nunca dei a chance de ninguém alcançar sobre mim foi alcançado por ela em questão de segundos. Isso me feriu mais do que qualquer cicatriz que eu carregue no corpo. Merda!

TI LIM TI LIM

Meu telefone começa a tocar. Eu suspiro cansado demais para atender. Deixo que toque até parar. Porém a pessoa do outro lado da linha é insistente. E continua telefonando até que eu perca a paciência e atenda.

— Rogers!

— Steve! – é Gamora. Sua voz está esbaforida e embargada.

— Gamora? – checo o horário no relógio antes de voltar a falar com ela. — Por que está ligando a essa hora? Já deixou a amiga de Natasha em casa?

— Steve... eu... eu sinto muito. – o tom de Gamora está tenso e preocupado.

— Sente muito? Como assim?

— Eu tentei... e-eu j-juro que te-tentei... eu...

— Senhora, precisa vir conosco...

— Já disse que agora não!

Ouço Gamora discutir com outra pessoa, mas ainda não entendo o que está acontecendo.

— Gamora, o que houve?

— A chuva! Estava muito escuro e chovendo muito e... e... não deu pa-para enxergar di-direito... veio um carro do nada... eu não tive...

— Gamora! – aumento o tom de voz não a ponto de gritar, mas a ponto de que ela entenda que estou falando sério. — Fique calma e me diga o que aconteceu.

— Steve... sofremos... sofremos um acidente.

▪️▪️▪️

Dor. Perda. Arrependimento. Medo. Tristeza. Ansiedade. Melancolia.

São estes os sentimentos que rodam dentro de mim agora, no momento em que estou prestes a acordar Natasha e relatar o que Gamora me explicou.

Não sei como reagirá a isso. E não sei como conseguirei dizer a ela o que Gamora me disse. Estou tremendo antes mesmo de me aproximar da cama e despertá-la. Acabei de dizer que faria de tudo para poupá-la de preocupações e sofrimento. No entanto, agora, terei que ir de encontro ao que meu coração diz e me submeter ao que meu cérebro me comanda.

Natasha está num sono pesado. Parte pelo cansaço, parte pela quantidade de álcool que ingeriu.

Não quero acordá-la, principalmente para dar a notícia que Gamora me deu, mas sei que é preciso. Se fosse comigo, eu gostaria que alguém me avisasse.

— Nat? – balanço seu ombro cuidadosamente, mas ela ainda não se mexe. — Nat? Amor? – desta vez, empurro com mais força e ela resmunga. — Natasha?

— Hmmmm... – seus olhos tremem, mas continuam fechados.

— Amor, acorda. – sinto minha voz falhar, mas preciso ser forte. Por ela. — Nat? É importante.

— O quê...? – ela cerra os olhos com força antes de me encarar.

Sua visão deve estar turva, pois Nat pisca algumas vezes antes de se apoiar nos cotovelos e me olhar.

— Steve? O que foi? O que você quer? Por que me acordou? – ela me enche de questionamentos enquanto passa a mão pela testa. Deve estar cheia de sono e com dor de cabeça.

— Nat, precisamos conversar. Por favor.

— Conversar?

— É importante.

— Como assim importante? Não disse que faríamos isso depois? – rebate nervosa e brava comigo.

— Nat...

— Steve, não acredito que me acordou a essa hora para uma nova discussão! Não estou com cabeça para mais nada! – ela volta a se deitar, mas eu insisto.

— Não é isso, baby. Não vim brigar com você. – suspiro e pego sua mão. — É importante. Por favor.

— Importante? O que é importante? – Nat volta a se sentar. — Você está me assustando. – seus dedos tremem contra os meus. — Diga de uma vez. O que foi? – ela fica tensa. — Você está bem?

— Nat, eu estou. – garanto. — Mas acabei de receber um telefonema da Gamora.

— Da Gamora? – indaga ainda confusa e sonolenta. — Por quê? O que ela queria? – Nat estuda o relógio sobre o criado-mudo. — São quase três da manhã! Por que ela te ligou a uma hora dessas?

— Nat, amor, escuta.

— Escutar o quê? O que aconteceu, Steve?

— Um acidente. – revelo.

— Acidente? – Natasha pula e agarra meus ombros. — Que acidente? Diga de uma vez, Steve, o que aconteceu?!

Meus lábios tremem quando eu os abro e digo as palavras que fazem Natasha se debulhar em lágrimas.

— O carro que Gamora estava conduzindo capotou. – faço uma pausa para engolir.

— Quê?!

— Nat...

— Steve, espera!

Nat força as unhas contra meus ombros. Eu me retraio com a dor, mas deixo que ela se apoie em mim.

— Ela... Steve... Gamora estava com... a Darcy...? Ela... por favor...

— Eu sinto muito, meu amor. Eu... e-eu sinto muito.

Notas finais
Obrigada pelos 410 comentários, 146 acompanhamentos, 70 favoritos, 9 recomendações e 26.335 visualizações! Por favor, aos que ainda estão por aqui no Nyah!, peço que favoritem, recomende, acompanhem e comentem ^^ E, como eu pedi antes também, não me matem pelo que escrevi 0.0 Beijocas, fiquem em casa e se cuidem!