Haunted 🔞

42 Capítulo 42 — How far does your love for me?


Notas iniciais
Oie! Antes de tudo, quero lhes dizer que a fanfic tá na reta final. Pera! Calma! Vai acabar daqui a uns 5 capítulos? Não, vocês podem respirar mais um pouco de Romanogers daqui kakaka mas digamos que o rumo que a história tomará agora já será guiado ao final da trama, inclusive, encaminhando uma terceira e última temporada. Com isso, também ressalto que a terceira temporada será postada APENAS no Spirit. Sei que já disse isso antes a respeito de "Haunted" também, mas agora tomei uma decisão definitiva, uma vez que me vi obrigada a fazer isso por haver uma escassez de leitores e comentários por aqui :/ Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem ^^ Tradução de capítulo: Até onde vai seu amor por mim?

— Como foi? – Peggy corre até mim. — Ela está bem?

— Sim, está tudo bem. – respondo.

— E teve algum resultado? – Daniel pergunta.

— Estou no caminho.

— No caminho? – Peggy indaga. — Como assim?

— Gostaria de conversar com Sharon mais vezes.

— Sharon já tem um médico! – Peggy rebate.

— Foi um pedido dela.

— Não! – torna a negar. — Sharon não está em condições de decidir...

— Ela pode optar por um psicólogo que a faça se sentir à vontade.

— E você é uma?

— Se ela me escolheu... – dou de ombros.

— Não.

— Querida, ajuda nunca é demais.

— É quando se trata de Sharon! – Peggy teima com o marido.

— Peggy...

— Eu já disse que não, Daniel! – ela repete. — E, ainda que eu concordasse, não seria permitido. É conflito de interesses. Ela nem tinha que estar aqui agora!

— Mas...

— Tudo bem. – interrompo Daniel. — Não precisamos falar disso agora. O intuito não é causar problemas.

— Sério? – Peggy me encara sarcasticamente. — Então o que ainda faz aqui?

— Merda! – Gamora arregala os olhos para o celular, fazendo com que eu não tenha tempo de responder Peggy.

— O que foi? – pergunto.

— Steve descobriu onde estamos! – revela.

— Quê?! E como ele soube? – indago. — Desliguei o GPS antes de sairmos. Contou a ele?

— Acha que sou burra? – Gamora devolve.

— Peggy?

— Não! – ela me responde. — Pode perguntar a Daniel ou à Gamora. Fiquei o tempo todo aqui com eles.

— Mas isso não tem sentido. Como Steve descobri...

— É bastante curioso o nível de sua hipocrisia, Natasha. – a voz gélida e hostil que ouço me faz tremer.

— Blanche? – eu a olho de cima a baixo. — O que está fazendo aqui?

— Não que te deva satisfações, mas vim visitar minhas amigas. – esclarece.

— Amigas?

— Blanche e eu nos conhecemos há alguns anos. – Peggy me esclarece.

— Ah. Agora entendi por que são amigas. – deixo o veneno escorrer pela fala.

— Como...

— Natasha, temos que ir. – Gamora interrompe Daniel. — Steve quer nos ver.

— Onde?

— No escritório. – responde. — Vamos. Já ficamos tempo demais aqui.

— Foi você, não foi? – termino de descer os últimos degraus da escada e fico cara a cara com Blanche. — Foi você que contou!

— Contou o quê? – ela pisca inocentemente.

— Natasha! – Gamora exclama, atraindo minha atenção. — Vamos logo!

— Certo. – eu me viro para Peggy e Daniel. — Obrigada pelo tempo que me forneceram com Sharon.

— Obrigado pela atenção, Natasha. – Daniel se pronuncia.

— E não precisam se preocupar quanto à discrição. Essa visita ficará apenas entre nós.

— Obrigado. – Daniel agradece ao tocar os ombros de Peggy, que suspira e cruza os braços.

— É... obrigada, Natasha. Por Sharon.

Abro a boca para responder, mas Blanche toma a vez.

— Que gesto nobre, Natasha! Tudo o que fazemos volta para nós.

— É. – concordo, tensa, ao me virar para ela. — Tem razão. Tanto coisas boas quanto ruins.

▪️▪️▪️

Mal saímos do elevador e Steve já nos aguarda de braços cruzados e carranca no rosto.

— Que.Porra.Foi.Essa? – ele olha para mim, mas se dirige à Gamora.

— Ela pediu...

— Na minha sala! – ruge ao se virar e seguir para o seu escritório.

Assim que entramos noto um rapaz de cabelos loiros escuros e olhos claros ao lado da mesa de Steve.

— Peter? – Gamora indaga, com uma expressão assassina. — O que faz aqui?

— Ordens do chefe. – responde e estende a mão para mim. — Peter Quill, querida.

— Ahn... ér... Natasha Romanoff. – aperto sua mão.

— Permita que me apresente corretamente: sou seu novo guarda-costas.

— Meu novo... o quê?! – Gamora diz as mesmas palavras que eu. — Steve, que porra é essa?

— Não há necessidade disso, Steve! – ela exclama.

— Ah, não? – Steve a encara ironicamente.

— Natasha quis falar com Sharon. E eu fui junto para protegê-la!

— Não interessa, Gamora! Para começo de conversa, você não tinha que levá-la até lá! – grita. — Você a pôs em risco!

— Parem de falar como se eu não estivesse aqui! – exijo. — Para a sua informação, Rogers, Gamora não me levou até Sharon! Eu iria com ou sem ela, se quer saber!

— Porra, você...

— Disse que eu poderia fazer e ir aonde quisesse, uma vez que estivesse com Gamora.

— E foi o que aconteceu. – Gamora reforça, mas Steve a queima com os olhos.

— Fique fora disso!

— Já estou envolvida.

— Está brincando comigo? – ele indaga sério.

— Não brigue com ela, Steve. Não há criança aqui.

— Sharon é louca, Natasha! – Steve rebate. — Poderia ter machucado você!

— Para de pressionar essa mesma tecla! – explodo. — É sempre isso! Eu não sou uma bonequinha de pano que rasga com qualquer puxão!

— Natasha...

— Não aconteceu nada! – exclamo. — Eu conversei com Sharon. Você não sabe, Steve. Ela está diferente, está tomando os medicamentos e seguindo com o tratamento.

— Sharon sempre faz isso, Natasha. – o tal de Peter intervém. — Já tivemos situações...

— Natasha, você não aprende. Parece que nunca vai aprender. – Steve interrompe.

— Eu digo o mesmo a você! – cruzo os braços. — Agora vou ficar com duas pessoas à minha cola porque você não pode aceitar que sou adulta?

— Não vamos falar disso de novo. – ele diz. — Se não quer entender, então que se foda! Eu cansei.

— É, eu também cansei! – discuto após bufar. — Saiba então que dormirei fora essa noite.

— O quê? – ele questiona, mas logo pigarreia e se recompõe. — Quill, Gamora, saiam.

Após ambos obedecerem sua ordem, Steve se volta para mim.

— Pensei que já tivéssemos discutido isso.

— Discutir? É o que mais temos feito. – debocho. — Mas tudo bem. Se quer saber, sairei com Rebby.

— Mas não precisa dormir fora de casa. Você pode... Natasha! – Steve arregala os olhos e vem até mim. Suas mãos afagam o meu rosto. — O que foi? Por que está chorando?

— Nada. – fungo e me afasto.

A verdade é que no momento em que disse ...não precisa dormir fora de casa..., essas exatas palavras me mataram por dentro. Agora eu tenho uma nova casa, um novo lar, e é com Steve.

— Tudo bem. Eu voltarei para o apartamento.

— Quill e Gamora vão com você. – Steve suspira e coloca as mãos nos bolsos.

— Isso é besteira!

— Besteira é o que você fez! – grita. — Caralho, não é possível que teime tanto em dizer ser adulta e madura e não consiga ver o quão inconsequente está sendo!

— Eu?!

— Óbvio! – Steve espuma. — Porra, se ainda fosse minha submissa... caralho! – ele dá um tapa na mesa e derruba seu material de escritório. — Porra, Natasha, ficaria sem sentar por uma semana!

Eu apenas o encaro enquanto seus ombros tensos sobem e descem repentinamente.

Steve percebe meu olhar, mas não o retorna. Ele se vira de costas e se encosta na janela com as mãos nos bolsos.

— Eu nem vou me dignar a responder essa última sandice. – murmuro e ele suspira novamente.

— E eu não vou me dignar a continuar tentando te fazer entender. Quill e Gamora ficarão com você até segunda ordem.

— Segunda ordem? – repito. — De quem?

— Chega, Natasha. – Steve leva as mãos ao rosto.

— Steve...

— Já chega! – fala um pouco mais grosso. — Depois do que Sharon tentou fazer com você, nada me fará acreditar que não representa mais um perigo.

— E até quando isso?

— Até quando? – ele se vira para mim confuso.

— É! Até quando ela será uma placa de sinalização para você?

— Não sei! – Steve franze o rosto. — Só depende dela.

— Exatamente! – confirmo e ele se confunde ainda ainda mais.

— Do que está falando?

— Não acha que as pessoas mereçam uma segunda chance?

— Eu...

— Como espera que ela melhore se nem ao menos dá a oportunidade? – sinto que o deixo encurralado por um momento, mas logo Steve contorna a situação.

— Não sou eu quem deve essa oportunidade a ela.

— Em parte é.

— E por quê?

— Porque deve isso a ela, Steve. – digo. — Todos nós devemos um pedacinho. Até mesmo Peggy.

— Ninguém deve nada, Natasha!

— Todos tiraram um pedaço de Sharon.

— Isso não faz sentido!

— Steve...

— Sharon é doente, Natasha. Antes ela falhou, mas pode conseguir te machucar numa próxima vez. É isso que quer?

— Quero ajudá-la. – revelo. — Ela não entrou nessa vida por querer. E agora está atolada demais para sair sozinha.

— Esse seu mundo de fantasia me irrita! – Steve grunhe caçando uma discussão.

— Sinto muito se tenho fé nas pessoas! – rebato. — Engraçado que ninguém merece uma segunda chance, exceto você, não? – provoco e vejo seus músculos tensos sob a camisa. — É! Isso mesmo! Ninguém achou que algum dia se apaixonaria. Ninguém nunca levou fé em você, Steve, assim como não levam em Sharon. Mas você pôde mudar, não? – indago. — Por que ela não pode? De onde vem toda essa hipocrisia?

— Não nos confunda, Natasha. Sharon e eu somos bem diferentes.

— Até que ponto? – pergunto e Steve fica mudo. — Quer saber? Isso não vai nos levar a nada. Estou cansada. Vou para casa e depois me encontrar com Rebby. Eu te vejo à noite.

— Gamora e...

— Eu já sei! – abro a porta de sua sala e saio para a recepção. — Quill, parece que você entrou para a turma.

— Eu nunca saí. – ele desabafa enquanto Gamora revira os olhos.

▪️▪️▪️

À noite, Gamora estaciona o carro em frente a meu antigo prédio.

— Iremos te esperar aqui. – avisa.

— Aqui no carro?

— Não vai ser de todo um ruim. – Quill olha maliciosamente para Gamora.

— Se tentar alguma gracinha, eu te esfaqueio. – ela ameaça.

— Ahn... têm certeza de que ficarão bem? – pergunto assustada.

— Natasha! – alguém bate no vidro da janela e eu me viro a tempo de ver uma Gwen sorridente e empolgada.

Gamora leva as mãos ao coldre e eu rapidamente seguro seu braço.

— É minha amiga! – repreendo antes de sair do carro.

— Oi! – Gwen me abraça ofegante.

— Oi! – eu a abraço de volta e Gamora e Quill saem do carro. — O que faz aqui?

— Acabei de sair da OsCorp e estava indo para casa quando te vi pela janela. — ela olha para Gamora e Quill. — Ahn...

— Ah! Perdão. Gamora e Quill.

— Peter Quill, doçura. – ele beija sua mão.

— A doçura é noiva! – rebato e Quill a solta rapidamente.

— Estou indo ver Rebby. – informo à Gwen. — Quer vir?

— Noite de garotas! – Gwen brinca. — Eu topo!

— Perfeito! Vamos subir. – aviso à Gamora e a Quill.

— Okay. – ela assente e eu me dirijo para dentro com Gwen.

— Quem são? – pergunta curiosa.

— Ahn... apenas... minha carona de hoje.

— Oh! – ela assente ao digitar algo no celular.

Rapidamente, alcançamos o sexto andar e batemos à porta.

— Nata... ah! Gwen! – Rebby exclama ao ver que tenho companhia. — Você nem avisou que viria!

— Encontrei com Nat agora. – Gwen explica ao ser engolfada num abraço.

— Entrem! – Rebby nos puxa para dentro.

— Nem se preocupou em vestir algo diferente para nos receber! – brinco com Rebby, que dá de ombros.

— Esse pijama é lindo! Estou de gala para vocês.

— Já avisei ao Peter que não vou para casa agora. – Gwen comunica. — Mas e aí? Qual o propósito da noite de hoje? – Rebby e eu trocamos um olhar. — Algum... problema...?

— Desabafar. – digo.

— Como assim? – Gwen indaga confusa.

— Nat está com problemas. – Rebby murmura.

— Problemas?! – Gwen se assusta. — O que foi, Nat?

— Ah... eu... – minha garganta aperta e lágrimas escorrerem.

— Nat! – num pulo, Rebby e Gwen me levam ao sofá.

— Está tudo desmoronando! – digo enquanto choro ainda mais.

— Você e Steve ainda estão brigando? – Gwen acaricia meus cabelos.

— Ainda? Como assim? – Rebby pergunta.

— É o que mais temos feito. – admito antes de olhar para Rebby. — Não estamos bem.

— Quê? Mas você saiu daqui para morar com ele! Por que você foi então, Natasha?!

— Morar juntos? Isso você não me contou. – Gwen comenta.

— Foi há pouco tempo. No final de semana. – explico.

— Está arrependida? – questiona.

— Não, mas...

— Mas...? – Gwen pressiona sutilmente.

— Não sei o que está havendo. Não estamos sabendo ligar com alguns problemas. – limpo o nariz.

— E o que pretende fazer?

— Eu... não... sei... – respondo entre soluços. — Eu o amo mais do que tudo!

— Sabe que esse apartamento será sempre seu. – Rebby reforça.

— Não posso fazer isso. – ergo os ombros. — Não posso sair de casa a cada briga que tivermos.

— “...sair de casa...”, Natasha? – Rebby repete. — Só se mudou há três dias!

— Justamente por isso, Rebecca! É nossa primeira briga morando juntos e já quer que eu desista?

— Eu quero que seja feliz! – enfatiza. — Você disse que o ama mais do que tudo, mas esse tudo inclui até mesmo você? – ela me encara. — Será que consegue amar Steve além do seu próprio bem-querer?

— Não é algo que se controla. – murmuro. — Ele me faz bem, isso foi só uma discussão.

— Uma discussão que está transtornando você. – Rebby pressiona.

— Eu vim aqui pedir ajuda, Rebecca! Não preciso que me martirize!

— Não estou te martirizando! E muito fácil pedir ajuda quando só se quer ouvir o que convém! – devolve.

— Ei! – Gwen interfere. — Natasha tem razão, Rebecca. Steve e ela precisam resolver seus problemas juntos. – ela faz uma pausa e suspira. — Mas o que Rebby quis dizer, Nat, é que você tem para onde correr caso precise. – explica. — E o que Natasha quis dizer, Rebby, é que também é importante que não precise correr sempre que surgir um problema.

— Eu sei. – Rebby assente. — Desculpa.

— Desculpa também. Sei que se preocupa comigo.

— Muito! – ela afaga minha mão.

— Bom... e onde está Darcy? – pergunto ao estranhar o resto do apartamento em silêncio.

— Vai trabalhar até meia-noite.

— Nossa! É tarde demais para voltar sozinha!

— Hmmm... melhor passar uma mensagem para ela. – Rebby fica de pé e faz uma careta. — Preciso fazer xixi.

— E eu vou dar uma ligadinha para o Peter. – Gwen também se levanta.

Quando ambas se retiram da sala, eu pego o Iphone e vejo que tem duas ligações perdidas de Steve e uma mensagem.

Oi. Já estou em casa. Espero vc pra dormir?

Meus dedos tremem enquanto digito uma resposta.

Estou com Rebby e Gwen. Faça o que quiser. Agora será que posso ter umas horas com minhas amigas ou vc irá me importunar mais uma vez? Posso ter um pouco de paz desde que te conheci?

Posso estar sendo infantil, mas ele provocou isso em mim e agora terá que arcar com as consequências.

Não espero para ver o que digitará de volta. Vou até o contato de Darcy e teclo para ela.

Hey! Estou no apartamento. Rebby disse que vc vai sair tarde. Quer q vá te buscar?

Ela está online, e a resposta não demora a chegar.

Ahhhh, prima que eu mais amo! Vc tá de carro?

Eu sorrio ao digitar.

De carona. Passa o endereço e eu te pego aí.

Rebby volta com uma careta e segurando a bexiga.

— O que foi? – largo o celular.

— Fiquei mocinha. – ela se senta no sofá.

— Quer remédio?

— Por enquanto não.

— E uma bolsa térmica? – Gwen pergunta da cozinha após desligar o telefone.

— Ah!!! – Rebby joga a cabeça para trás e sorri. — Quero, mamãe! Está no armário do banheiro.

— Okay. – Gwen sorri antes de ir pegá-la.

— Seu celular está vibrando, Nat. – Rebby informa.

Pego o Iphone de volta e vejo que Darcy indicou o endereço. Porém, abaixo da sua mensagem, chega uma de Steve.

Esta eu ignoro ao colocar o celular de volta à mesa.

— Tudo bem? – Rebby pergunta.

— Sim. Apenas Darcy me dizendo o endereço. – dou de ombros. — Só isso. Nada mais importante.

Minha amiga assente e fecha os olhos enquanto eu repenso na resposta de Steve. E no quanto suas palavras atingiram o fundo de meu coração.

Ok. Farei o que eu quiser, assim como vc sempre faz também. E não se preocupe, eu te darei toda paz do mundo. Nem precisa voltar se não quiser.

Boa noite.

▪️▪️▪️

Rebby e eu já viramos taças e mais taças de vinho, pois Gwen parou logo depois de poucos goles, alegando precisar acordar cedo amanhã.

Não estou bêbada, mas começo a me sentir sonolenta. Sei que preciso parar agora se não quiser ser carregada por Quill e Gamora.

— Acho que está na minha hora. – Gwen anuncia.

— A minha também. – bocejo.

— Já? – Rebby tira a almofada de cima do colo e nos encara com os olhos quase fechados.

— Fiquei de buscar Darcy. – cambaleio ao levantar. — Eita! – Gwen segura o meu braço e eu começo a rir.

— Vou levar vocês à porta. – Rebby se senta.

— Não precisa! – Gwen a empurra de volta.

— É, Rebby. Fica aí. Vou só fazer xixi antes.

Após me aliviar, lavo as mãos e volto à sala. Rebby dorme de boca aberta no sofá.

Gwen a cutuca para ir para a cama, mas Rebby apenas resmunga e se vira de lado.

— É melhor deixá-la aí. – visto o casaco.

— Ela vai ficar destruída! – Gwen ri antes de sairmos do apartamento e descermos.

Na rua, eu dou o braço à Gwen e sigo em direção ao carro de Gamora e Quill.

— Natasha? – Gamora franze o nariz. — Você bebeu?

— Hmm... sim. – dou de ombros. — Bom, fiquei de buscar Darcy no trabalho.

— Quem é Darcy? – Quill pergunta confuso.

— Ah! Minha prima. – informo e solto um soluço.

— Bom, então eu vou indo, Nat.

— Não! – puxo Gwen de volta. — Como assim?

— Está ficando tarde.

— Já está tarde! – rebato. — Vamos te deixar em casa.

— Mas...

— Mas nada. Vem. – puxo Gwen para dentro do carro.

— Onde Darcy trabalha? – Gamora pergunta com as mãos no volante.

— Ahn... hmm... ér... – tateio os bolsos e noto que estou sem minhas coisas. — Merda!

— Que foi? – Gwen me pergunta.

— Esqueci tudo na Rebby! – respondo.

— Quer voltar? – Gamora oferece após virar a esquina.

— Não. Ela já estava dormindo.

— Mas você tem chave. – Gwen comenta confusa.

— Ficou na bolsa. – murmuro. — Merda! Deixei tudo lá! – balanço a cabeça e, instintivamente, a mesma reage com uma pontada aguda. — Ai!

— Tudo bem, Natasha? – Quill pergunta.

— Consequência do vinho.

— Não acha melhor ir para casa? – Gamora oferece.

— Fiquei de buscar Darcy. – resmungo. — Eu não me lembro o endereço, mas é no prédio de Astronomia de Manhattan.

— Astronomia? – Gwen indaga. — Eu sei onde é, Natasha. Fica perto da OsCorp.

— Sério?

— Uhum. – ela assente para mim. — Vá para casa. – oferece. — Eu indico o caminho para Gamora e Quill. Podemos até deixar Darcy em casa primeiro, já que estamos em Manhattan. Eu fico por último no Queens.

— Mas a Darcy não conhece vocês...

— Liga para ela. – Gwen me fornece o seu telefone. — Fala do carro e de nós. Assim ela nos reconhecerá.

Eu assinto e faço o que Gwen sugeriu antes de lhe devolver o celular.

— Obrigada, Gwen! Pode me levar para casa, Gamora.

▪️▪️▪️

Gwen me acompanha até o apartamento enquanto Quill e Gamora saem do carro.

— Vão subir conosco? – pergunto confusa.

— Preciso usar o banheiro. – Gamora responde.

— E alguém precisa ficar de segurança. – Quill completa.

— Segurança? – Gwen indaga.

— Ahn... nada. Depois eu te explico.

— Mas...

— Minha cabeça está girando.

— Okay. – ela ofega. — Tem que me ajudar a levá-la para cima.

— Certo. – Quill me ergue nos braços e eu resmungo.

Como estou sem chave, Gwen toca a campainha. Ninguém atende.

— Steve está em casa? – Gamora sussurra.

— Sim. Insista mais.

Quill me coloca no chão e eu aperto infinitas vezes até ouvir passos se aproximando.

— Mas que porra é... Natasha? – Steve franze a testa ao me ver apoiada em Quill.

— Oi.

— Oi. – ele coça os olhos e nos encara melhor. — O que foi?

— Já volto! – Gamora passa por Steve com um tapinha no ombro.

— Será que pode dar uma mãozinha aqui? – Quill ofega quando eu jogo o peso em cima de seu corpo.

— Dê Nat para mim! – Steve me levanta no colo. — O que houve?

— Bebeu um pouco além da conta. – Gwen explica ao rir.

— Com você? – Steve questiona.

— E com Rebby.

— Entendo. – apoio a cabeça em seu peito. — Obrigado por trazê-la.

— Imagina! – ela ri de novo ao mesmo tempo em que Quill resmunga.

— Com licença! Gamora e eu trouxemos também. E Gamora ainda levará Gwen em casa.

— Ótimo! – Steve rebate. — Então pode ir para o seu posto agora.

— Bem que Yondu me avisou... – Quill grunhe enquanto entra no apartamento.

— Desculpe por isso. – Steve se dirige à Gwen.

— Sem problemas! Bem... tchau, Nat.

— Gwen! – eu me esforço para Steve me colocar no chão. — Espera! Vou te levar até o elevador.

— Nat, não precisa...

— Tudo bem. – Gwen interrompe Steve. — Vamos, Nat.

Eu cruzo os braços com ela e a acompanho. Quando Gwen entra ainda estamos de mãos dadas. Não somos rápidas o suficiente para nos soltarmos.

As portas do elevador se aproximam e nos obriga a nos separarmos bruscamente, mas não a tempo de impedir que o tecido do casaco de Gwen fique preso e rasgue.

Ela grita, e as portas se abrem novamente.

— Gwen! – exclamo.

— Está tudo bem? – Steve pergunta atrás de mim preocupado.

— Ér... sim. – Gwen encara o estrago feito na sua manga. — Só um pequeno... proble... mi... nha, cacete! – enquanto falava, ela tentava consertar os pedaços soltos do casaco, mas acabou puxando muito e rasgando até o ombro.

— Gwen! – repito. — Você piorou! Desculpa, a culpa foi toda minha.

— Não tem problema. – ela diz, mas então ouvimos um trovão e, logo em seguida, chuva. — Era só o que faltava!

— Pega meu casaco. – jogo os braços para trás. — Tem capuz.

— Okay. – ela assente após tentar contrariar. — Eu te devolvo amanhã.

— E eu te compro um novo amanhã. – garanto.

— Não precisa. – Gwen sorri e passa o capuz pela cabeça.

— Então não precisa me devolver esse. – digo enquanto seguro o seu casaco rasgado. — Vou consertar para você.

— Não, Nat...

— Gwen! – afasto a peça de suas mãos quando tenta pegá-la. — Por favor. A culpa é minha.

— Okay. – ela concorda e Gamora reaparece.

— Oi! Vamos?

— Sim. – Gwen assente. — Peter já deve estar preocupado. – ela assopra um beijo para mim e para Steve. — Até amanhã!

Nós as vemos entrar no elevador e partir.

Quando me viro, Steve me encara atento e preocupado.

— Está se sentindo mal?

— Pensei que não fosse me esperar para dormir.

— Eu não esperei. – ele cruza os braços. — Você me acordou.

— Desculpa. – dou de ombros e passo por ele. — Pode voltar a dormir. Eu ficarei lá em cima. – ouço seus passos atrás de mim.

— Está sendo ridícula, Natasha! – Steve fecha a porta e suspira. — Quill, dê licença para nós.

Quill assente ao colocar seus fones de ouvido e subir as escadas.

Tento seguir seu mesmo caminho, mas Steve me puxa pelo braço.

— Até quando continuaremos com isso?

— Até perceber que sou sua companheira! – eu me solto de seu toque. — Estou cansada de tantos erros. E estou cansada de ser um fantoche em suas mãos.

— Um fantoche? De onde veio isso agora? – ele ergue as sobrancelhas.

— Sempre esteve aqui, Steve! Será que não percebe? É assim que me faz sentir!

— E como eu faço te sentir assim? Meu Deus! – Steve passa as mãos pelo rosto. — Tem noção do peso das palavras que usa quando está com raiva?

— E você tem?

— Natasha...

— A dor que você me ocasiona ao não me contar as coisas também tem um peso enorme.

— E o que não estou te contando agora, meu amor?

— Não sei. Não sei, eu só... não sinto... mais sinceridade entre nós.

— Nat. – Steve parece machucado. — Por quê?

— Não sei! Você me deixa confusa. E magoada.

— Magoada? – pergunta inseguro.

— Muito! – exclamo. — Você não divide suas decisões comigo. Nem me consulta. Isso me destrói, Steve!

— Eu sinto muito. Você é a minha vida, Nat. Eu só procuro te poupar...

— Não quero ser poupada! – grito. — Sou adulta como você, ainda que pense o contrário! Se vivo num mundo de fantasia como diz, desculpe. Mas deve me ajudar a melhorar, se isso é um defeito, e não me afastar como faz!

— Afastar você? Do que está falando? Eu te amo!

— Até onde você me ama? – cobro. — Até onde vai o seu amor por mim?

— Você sabe que eu te amo com todo o meu coração, Natasha. Sinceramente, não sei mais como te demonstrar.

— Com atitudes. Experimente usá-las, Steve. Somente atitudes comprovam sentimentos. E você não toma as certas.

— E você toma? – ele entorta a boca num sorriso irônico.

— Posso não tomar todas, mas tomo mais do que você! – garanto. — É ruim ter as coisas escondidas da pessoa em quem você mais confia, não? – eu o olho nos olhos. — Então agora sabe por que me sinto um fantoche.

— Você está bêbada. – Steve suspira e posiciona as mãos nos quadris ao me encarar. — Conversaremos melhor depois.

— Claro! – eu o estudo de cima a baixo antes de subir as escadas. Do topo, eu o encaro mais uma vez e completo. — Sempre depois!

Notas finais
Obrigada pelos 406 comentários, 145 acompanhamentos, 70 favoritos, 9 recomendações e 26.132 visualizações! Aos que ainda estão por aqui, peço que acompanhem, favoritem, recomendem e comentem ^^ Até a próxima! Beijocas, fiquem em casa e se cuidem ^^