Haunted 🔞
5 Capítulo O5 — You can trust on me
Notas iniciais
Perdão pela demora, mas aqui está um capítulo fresquinho pá ocês!
Aproveitem e perdão por qualquer erro de digitação :D
Tradução do capítulo: Você pode confiar em mim

— É... dormi tarde ontem à noite. – pego a bolsa e passo as alças de couro sobre o ombro. — É cansaço.— Entendo. – ele me acompanha enquanto saímos da sala.Seguimos pelo corredor e avistamos a fila pela espera do elevador. Está grande e só tenho uma hora de almoço, portanto decido optar pelas escadas. Estamos no quinto andar e descer os degraus até o térreo não vai me cansar tanto.— Você se lembra de mim, não é? – Elliot sorri atrás de mim e só então percebo que ele também escolheu as escadas.— Sim. Você estava no elevador comigo aquele dia!Não me viro para trás enquanto falo, mas posso ouvi-lo rir.— Isso mesmo! E você é a Natasha.— É. – aperto o corrimão com força quando o garoto aproxima o rosto um pouco demais do meu. Ah, se Steve estivesse aqui...— Você é meio quieta na sua, né?— Bom, estamos aqui há apenas duas semanas. – ergo os ombros enquanto alcançamos a portaria do prédio. — Eu fico meio tímida quando não conheço tantas pessoas.Apresso minha descida e finalmente chego à portaria do edifício. Para minha desgraça, Elliot me acompanha.— Podemos mudar isso. – ele segura meus ombros à minha frente. — Que tal? – uma de suas mãos desliza por meu braço e ele a estende para mim.— Ahn... quer dizer que está disposto a formar uma parceria comigo? – ergo uma sobrancelha, mas aceito seu cumprimento.— É... por que não? Assim podemos nos sentar juntos e não nos sentir tão deslocados.Não consigo segurar a risada que vibra em minha garganta. Esse garoto é mesmo louco! Ele acha que estamos no colégio? Isso é um estágio que também serve de trabalho. Não somos crianças, meu bem! Deixe de ser resmungona! Aceite! O que tem de errado? Okay...— Trato feito! – firmo meu contato com o dele. — Bom, com licença, meu mais novo amigo, mas eu preciso ir.— Hmm... vai almoçar?— É. Vou começar uma coisa rapidinho.— Quer ir comigo?Opa! Para tudo! É isso? Ele está interessado em mim? Ele está investindo, gênio. E você está contribuindo muito bem!— Ahn... é que... eu... e-eu não sei...Procurando palavras para espantá-lo, caio na besteira de desviar os olhos para rua e avistar algo que chama minha atenção. Ou melhor dizendo: alguém. Puta merda! O que ele está fazendo aqui?Encostado no carro, Steve me espera pacientemente enquanto encara Elliot e eu conversando.— Quem é? – Elliot franze o cenho ao notar para onde estou olhando.— Ér... bom... um amigo. – sussurro vendo Steve se aproximar.— Oi. – ele para ao meu lado.Levo um tempo para analisá-lo e minha constatação é dedicada e intensa. Seus olhos azuis carregam um brilho diferente do que eu vi ontem. Estão pesados e firmes. É como se ele fosse um predador, resta saber se a sua presa sou eu ou Elliot.— Oi. – digo de volta. — O que faz aqui?— Vim te buscar. – Steve direciona o olhar a Elliot. — Steven Rogers.Meu novo amigo sobe as sobrancelhas pela testa. É, querido. A realidade é tão alta quanto a expectativa, mas pode acreditar! É Steven Rogers, mesmo, quem está parado aqui à nossa frente.— Elliot Haysen. – o moreno estende a mão para Steve.— Prazer. – Steve se solta e olha para mim. — Vamos? – ele estica o abraço e aguarda até que eu aceite seu convite. Como se eu tivesse escolha quando se trata de Steve Rogers!— Okay. Até daqui a pouco, Elliot! – olho para meu novo amigo e sorrio.— Até, Natasha! Até mais, Sr. Rogers!Steve acena com a cabeça e puxa minha mão. Ele abre a porta para mim, mas não entra ao meu alcance. Vejo que se aproxima de Fury para entregar alguma coisa em suas mãos. Fury assente e dá a volta no carro antes de pousar no banco de motorista. Ao mesmo tempo que Steve entra e se senta ao meu lado.— O que está fazendo aqui? – sou direta quando ele termina de afivelar seu cinto de segurança.— Eu falei que vinha te buscar.— É, mas eu não te dei o endereço nem meu horário de almoço!— Acha mesmo que isso seria um problema para mim? – Steve pende a cabeça para o lado e sorri superiormente.
Sinto a ponta de minha língua ficar ácida. Cretino seja Steve Rogers!— Então... me fale de Elliot. – Steve passa os dedos pela calça timidamente.— O que tem ele? – sei o que quer ouvir, mas decido provocar um pouquinho.— Não sei. – ergue os ombros. — Parece interessado em você.— Quê? Claro que não! Nós nem nos falamos direito!— Ele pareceu bem à vontade com você. – Steve desdenha.— E daí?— E daí? – ele indaga.— Se quer mesmo saber, essa foi a primeira vez que Elliot e eu trocamos mais do que umas... cinco palavras. – sorrio com sua expressão enciumada. — Você não precisa se sentir assim.— Assim como? – Steve tenciona quando eu acaricio seu rosto emburrado.— Inseguro.— Inseguro? Eu? – ele sorri forçadamente. — Só pode estar louca, Romanoff! – sinto acidez em sua voz, mas também sei que não é direcionada a mim.Steve deve ter crescido condicionado a traumas e busca por sobrevivência. Ainda não sei o que aconteceu com ele, mas imagino que tenha sido forte e impactante. Ele carrega em si mesmo uma áurea pesada e misteriosa. É como se sentisse que precisa estar sempre no controle para se manter a salvo. Não por narcisismo ou egoísmo, mas por conforto. Por saber o que virá a seguir. Steve aparenta sinais de vulnerabilidade e instabilidade emocional. Percebo isso em seus comportamentos com a mãe, em suas reações dadas a ameaças, em seus pensamentos relacionados a concorrência. É como se ele estivesse sempre à espreita de um bote, sempre preparado para que algo ruim viesse e o atingisse.— Tudo bem. – cedo à colocação, pois minha intenção não é confrontá-lo. Não é espremendo Steve contra a parede que o ajudará a crescer. — Olha, Elliot e eu somos apenas colegas de trabalho. Okay? É você quem eu amo!Seus olhos faíscam com minha declaração antes de Steve sorrir e me beijar. Ainda que ele não diga de volta ou ainda que ele não tenha reações mais calorosas em relação a essas palavras, eu recebo seu toque de braços e coração abertos.▪️▪️▪️Steve abre a porta do restaurante para mim e faz um gesto para que eu passe na frente. Ele nos conduz pelo corredor até nos sentarmos a uma mesa próxima à janela.— Já veio aqui? – Steve percebe que estou fascinada pelo lugar.— Não. – respondo. — Mas já tinha ouvido falar. — Boa tarde! – um garçom para ao lado de nossa mesa. — Querem ver o menu?— Não, obrigado. Já sabemos o que iremos pedir. – Steve toma a minha frente, mas eu decido ficar quieta. Aliás, eu realmente nem sei o que escolher. — Feijoada, por favor.— Sim, senhor. – rapidamente, o garçom anota o que Steve diz em seu bloco. — Alguma bebida?— Iremos querer ver a carta de vinhos.— Certo. Com licença. Senhorita. – o garçom acena para mim e se dirige ao balcão.— E então? – Steve desliza a mão sobre a mesa e pega na minha.— Feijoada é gostoso?— Muito! Você vai adorar. – Steve faz um sinal com os dedos para que eu junte minha mão a dele. — O cheiro é muito gostoso!— Sim, mas esse cheiro é de batatas fritas.— Percebi. – sorrio e Steve fica me encarando. — O que foi?— Senti sua falta, Natasha.Sua revelação me pega de surpresa. O assunto não era comidas brasileiras?— Eu também senti a sua. – firmo meu toque ao dele.— O que somos agora?— O que você quer que sejamos?— Eu te disse que faríamos do seu jeito.— E eu já te disse o que eu quero. – começo a cuspir todas as palavras que estavam me entalando há dias. — Quero um relacionamento. Quero um homem, um amigo, um namorado... não quero um chefe. Não quero ser punida. Não quero ter que me calar e assentir a tudo que você diz. Eu quero... eu quero algo de verdade.Quando o garçom volta à mesa com a carta de vinhos em mãos, Steve agradece antes de pegá-la para começar a estudar qual bebida irá pedir. Em poucos segundos, sua boca se abre e ele pronuncia:— Iremos querer o Pinot Grigio, por favor.— Ótima escolha, senhor! – o garçom exclama empolgado. — Com licença.— Então, voltando ao assunto... – Steve estica o braço sobre a mesa e eu uno minha mão novamente à sua. — Quero que você fique satisfeita comigo, Natasha, que se sinta bem.— Mas...?— Você disse que não quer mais regras. Mas há uma que não posso abrir exceção.— Qual?— Que você me toque. – ele parece assustado. — Ainda é inaceitável para mim, Natasha.— Fala de suas costas?— Sim.— O que houve? – aperto suas mãos com força.— Não tive um passado muito bom. As pessoas que deveriam me amar e me proteger fizeram o contrário. — Quem são as pessoas, Steve? Por que não me diz?— Não é hora nem momento para isso. – Steve solta um suspiro trêmulo. — Por favor.— Tudo bem. – uma dor surge e se expande em meu peito. — Sinto muito.— Não precisa se desculpar.O garçom volta à nossa mesa com uma bacia de vidro nas mãos. É gorducha e pintada de um marrom leve quase em tom de barro.Steve e eu soltamos nossas mãos e damos espaço para que o garçom ponha a bacia sobre a mesa junto das taças e a garrafa de vinho.O cheiro da comida invade minhas narinas e parece descer até meu estômago. Minha barriga ruge em resposta e Steve disfarça uma risada.O garçom solta a rolha do vinho e despeje o líquido nas duas taças de cristal que pôs na mesa. Steve dá o primeiro gole e degusta o sabor, em seguida, dizendo:— Está muito bom! Obrigado!O garçom sorri em resposta.— Tenham um bom apetite, senhor e senhorita.Quando ele se afasta, eu encaro o prato de comida à minha frente. O feijão possui uma cor maravilhosa assim como o cheiro.— Coma, Natasha.Steve percebe o olhar que eu direciono à comida.— Se você não comer, eu juro que iniciarei a sessão de tapas agora mesmo.— Pare com isso! – tento soar séria, mas acabo rindo com sua ameaça nada sutil.— Não me desafie. Eu a deitarei de bruços em meu colo e estapearei sua linda bunda branca e macia até você começar a se alimentar.Outro garçom se aproxima e começa a nos servir. Ele pega um punhado de feijoada em uma concha e despeje em meu prato. O feijão escorre pela porcelana e eu quase babo.Ao decorrer da refeição, Steve e eu trocamos palavras e brincadeiras. Meu coração se aquece dentro do peito por presenciar uma cena de tamanha normalidade e felicidade com Steve.Jamais imaginei que estaríamos de volta assim. Ao menos não tão cedo. Sei que ainda temos muitos obstáculos pelos quais percorrer, mas se estivermos juntos, nada será páreo para nós dois. Nada!▪️▪️▪️Meu relógio de pulso denuncia as horas: uma e cinquenta e cinco da tarde. Faltam cinco minutos para meu expediente começar. Expediente que vai até às sete da noite. O carro está parado junto ao meu fio há dez minutos, mas nem Steve nem eu nos mexemos.— Hora de ir. – solto meu cinto de segurança.— Eu venho te buscar. – Steve acaricia meu rosto. — Que horas você sai?— Às sete.— Certo. Estarei aqui. – ele se debruça e me rouba um beijo. — Até mais, linda!— Até! – sorrio e abro a porta.Ajeito a bolsa no ombro e aperto o casaco contra o corpo. O ar está úmido e gelado e eu me apresso em entrar logo no prédio. Ao passar pelas portas giratórias, viro e vejo o carro de Steve se afastar. Sorrio em resposta e sigo em direção aos elevadores. Meu Iphone vibra no bolso da calça jeans assim que chego ao meu andar. É uma mensagem de Rebby.Oi, gatinha. Só pra te avisar que vou voltar em 2 dias. Sua prima chega amanhã, né? Tô ansiosa pra conhecê-la!!!Ps: que ela não mexa no meu quarto!!!Rio ao terminar de ler a mensagem. Rebby, como sempre, sendo direta e extrovertida. Estou com saudades de tê-la em casa. E, mesmo tendo a visto ontem, não fora o bastante. Ela é minha melhor amiga. Preciso muito dela, de seus conselhos, conversas, piadas... é como dizem: amizade é igual a casamento. Na alegria e na tristeza, na pobreza e na riqueza, na saúde e na doença. Termino de digitar a resposta para ela e, em seguida, meu celular começa a tocar. Desconheço o número, mas sendo de Seattle, tenho uma vaga ideia de quem possa ser.— Alô?— Oi, Natasha. Sou eu, querida. Sua tia Aleksandra.— Oi, tia Alek. – sorrio por ter acertado o chute. — Como vai?— Bem. E você? Como vai a vida na cidade que nunca dorme?
— Ah... legal! E aí em Seattle?— O mesmo de sempre. Bom, eu te liguei para falar sobre sua prima. Ela te disse que chegará no sábado, não é?— Sim. Também falou que o avião deve pousar às dez da manhã. Não se preocupe, eu a buscarei no aeroporto.— Oh! Obrigada, Natasha, mas não estou ligando por isso.— Então...? O que foi, tia?— Quero que saiba que o horário do voo mudou.— Certo. Então que horas ela chegará?— Mais cedo.— Mais cedo? E que horas?— Entre sete e oito. Depende do tempo. Está previsto que o avião decole no horário programado, mas sempre poder haver algum atraso. Sinto muito, lindinha. Ela precisou fazer algumas mudanças.— Tudo bem. Sem problemas.— Mesmo?— Sim. — Okay. Bom... era isso, meu bem. — Está certo. Obrigada por avisar, tia.— De nada. Ah, Natasha! Espere!— Sim?— Quero... quero me desculpar por não ter ido à sua formatura. Sinto muito.— Tudo bem, tia. Sério. Sem problemas.— Eu pedi ao seu pai para explicar o motivo. Ele te disse?— Ahn... ér... disse. – afirmo internamente me sentindo aflita e furiosa com papai por não ter me dito nada. — Claro que disse! E eu entendi, tia. Não tem problema.— Oh! Que bom que entendeu. E é justamente por isso que sua prima está indo fazer o mestrado aí. Assim ela poderá arranjar um emprego dentro da área e pagar pela estadia dela em Nova York. É importante que ela tenha a própria casa e não fique morando com você a vida toda.— Mas, tia, eu não me impor...— Não se preocupe. Eu estou procurando emprego e vou me arranjar logo, logo!— É, eu aposto que sim.Algo dentro de mim lamenta. Minha tia perdeu o emprego! Por isso ela não veio. Não tinha dinheiro para pagar as passagens.Deve ser por isso que papai não me contou. Era minha formatura e ele não queria me deixar chateada. Mas ele poderia ter pago, não poderia? Por que papai não fez isso por sua própria irmã?— Tenho entrevistas para três escolas na semana que vem. Lecionar História é fácil, por isso a concorrência nessa área de trabalho é corrida. A maioria prefere humanas a exatas.— Concordo. – titia e eu sorrimos. — Bom... por falar em trabalho, eu estou no meu agora mesmo.— Sério? Oh, desculpe, Natasha. Não queria atrapalhar.— Não, não, não se preocupe. Eu acabei de chegar e é um estágio ainda. Durará um mês. No final de fevereiro, saberei se irei permanecer ou sair. É como se fosse uma experiência.— Mas o que você faz aí?— Tenho aulas pela manhã e depois trabalho até às sete da noite. Leio pesquisas, faço dissertações sobre Psicologia, lanço algumas matérias para a empresa... só ainda não atendi ninguém. Mas auxilio em alguns pontos de sessões.— Aposto que será uma excelente psicóloga, Natasha!— Obrigada, tia! Bom, preciso desligar agora. Estou no meu horário de trabalho!— Certo, certo! Até mais, lindinha! E cuide de minha menina aí!— Pode deixar!Encerro a ligação com titia e guardo meu Iphone de volta à bolsa. Meu peito balança de saudade de minha família. As palavras de Sebastian em meu último dia em Los Angeles ainda rodam em minha cabeça.Eu poderia me esforçar mais para vê-los com mais frequência, para visitá-los mais vezes. Ao menos dar mais telefonemas. Nunca é tarde para tentar, menina. Está certo, Little Red. Está certo.
Notas finais
Antes de tudo, obrigada pelos 70 comentários, 57 acompanhamentos, 34 favoritos e 2.760 visualizações!
Gostaria de anunciar a vocês que estou escrevendo uma nova fic ROMANOGERS e que postarei no Spirit. Quem não tem conta lá trate de criar, pra poderem ler e comentar bastante u.u
Ainda não sei quando irei postar, mas eu vou kakakakaka
Ah! E, sobre essa fic, eu sei que vocês podem estar achando meio chatinha agora no início, reconheço que as coisas estão meio paradas, mas já adianto que os suspense e as tretas começarão a partir do próximo capítulo. Preparem-se :D
E me sigam na ask, me perguntando sobre o que quiserem --> https://ask.fm/Evansson
Beijocas e até a próxima!!!
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