Haunted 🔞
55 Capítulo 55 — Hope
Notas iniciais
Olá!!!!
Obrigada pelos 477 comentários, 150 acompanhamentos, 72 favoritos, 9 recomendações e 29359 visualizações ^^
Fiquei muito feliz de ver novos leitores por aqui e alguns retornando kakakaka sejam bem-vindos!!!
Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem :3
Tradução do capítulo: Esperança

Suspirando, encaro o céu através da janela. O tempo está nublado e com uma brisa gelada, mas ao menos já não neva mais. Steve cancelou todos os seus compromissos da manhã. E, assim como eu, só irá trabalhar na parte da tarde.— Amor?Eu me viro ao chamado de Steve, terminando de alisar o vestido rosa bebê em frente ao espelho.— Papai chegou? – pergunto, ansiosa para vê-lo, pois sei que voltará a Chicago logo, logo.— Sim. – responde. — E Miguel também.— E Rebecca?— Disse que vai direto para a Igreja.— Okay. – assinto antes de suspirar e pegar a bolsa. — Vamos?— Vamos.Steve me dá a mão antes de deixarmos o quarto e alcançarmos a sala. Quill fica de pé e dobra o jornal sobre a mesa assim que nos vê.— Vamos agora?— Sim. – Steve aperta minha mão e encara Quill da cabeça aos pés, que se mexe, inquieto.— O que foi?— Eu que te pergunto! – Steve rebate.— Qual o problema? – Quill questiona, e eu também, dentro de minha cabeça.— Estamos indo à Igreja.— E...?— Vai assim?Quando Steve demonstra seu ponto, eu observo Quill mais atentamente. É... Steve até que tem algo com que se concordar. Quill está vestindo calça e jaqueta de couro vermelhas. É chamativo para uma missa. — Posso esperar do lado de fora. – Quill puxa as lapelas da jaqueta.— É bom.— Não pode impedir alguém de entrar na Igreja pela roupa que veste, Steve. – rebato. — Ainda que esteja escandaloso, é direito dele participar. Se quiser.— Agradeço, Natasha. – Quill lança um sorriso convencido a Steve. — Mas irei esperar na área externa, até mesmo pelo meu trabalho.— Você que sabe. – dou de ombros. — Mas é óbvio que não precisa.— Quill tem mania de se vestir assim. – Steve resmunga. — A propósito, Quill e Gamora.— O couro cai bem neles. – sorrio.— Natasha tem bom gosto! – Quill sorri de volta. — Iremos te chamar para o grupo.— Que grupo?— Quill, não ouse...— Guardiões da Galáxia!— O quê? – rio curiosamente. — O que é isso?— Uma idiotice da Halloween. – Steve abraça meus ombros.— Mas...— Vamos indo? – ele me aperta contra seu corpo. — Seu pai já deve estar lá embaixo nos esperando. Iremos nos atrasar.— Tem razão! Mas me explique melhor sobre isso mais tarde, Quill.— Pode deixar! – ele ri para Steve antes de tomar um tapa na nuca. — Ei!— Andando!▪️▪️▪️Durante a missa de sétimo dia, tento me deixar pelas palavras doces e acolhedoras do Padre, mas também não consigo desviar os olhos de Peter. Na frente estão os parentes de Gwen. Nos bancos atrás, as pessoas que participam da missa de outros indivíduos. E, por último, estou eu acompanhada de meus amigos, Steve e papai. Peter se isolou no canto do último banco, como se abominasse qualquer contato humano. Meu estômago queima de ansiedade por ver meu amigo cabisbaixo no último assento da Igreja. Ele não é assim. Cadê o menino risonho e gentil?O Padre finaliza a missa com a Santíssima Trindade, fazendo com que todos nós façamos o sinal da Cruz antes de nos levantarmos. Assim como Rebby e Miguel, cumprimento a Sra. Stacy. Ela não está muito diferente do que era há uma semana, mas posso dizer que aparenta ter mais calma e firmeza. Talvez esteja começando a aceitar que a vida continua. Lembre-se das palavras do Dr. Sullivan, Natasha! É doloroso, mas é preciso se adaptar à nova realidade.— Oi. – Rebby para ao meu lado. — Como você está?— Levando... na medida do possível. – cruzo os braços.— Você sumiu. – acusa, cautelosa. — Fiquei preocupada. No sábado...— É, eu sei. – assinto. — Steve ligou para você também.— É. – confirma. — Vocês brigaram? Está tudo bem?
— Sim. Sim, está. – digo. — Ér... eu... sei que fiquei distante, Rebby.— Senti sua falta. – revela, com os olhos marejados.— Desculpe. – sussurro. — Eu não... não consegui... não queria...— Eu sei. – ela assente ao suspirar. — Está tudo bem.— Rebby...— Vou falar com Peter. – ela alisa meu braço e caminha até nosso amigo. Miguel e eu ficamos para trás.— Acha que isso dará certo? – ele indaga ao meu lado.— Por que não? – devolvo a pergunta. — Não foi a ela quem Peter culpou.— Mas foi ela quem te defendeu com unhas e dentes. E disse coisas pesadas a ele. – relembra, preocupado.— Vamos deixá-los conversar. – digo. — Nós três temos buscado conforto e apoio uns nos outros, mas Peter se isolou. — Ele escolheu isso.— Sim. Escolheu. E talvez, agora, não se trate mais de escolha. Ele pode estar realmente precisando de alguém.— Tia May disse que ele mal sai do quarto.— E o emprego?— Deram um recesso, devido ao que aconteceu. – Miguel explica.— Peter precisa voltar à vida.— Isso leva tempo, Natasha. – Miguel rebate sutilmente. — Nós não podemos nem imaginar pelo que está passando.— É, eu sei. – assinto, tristonha. — Podemos mudar de assunto? – caminhamos para o pátio da Igreja.— Claro! – ele concorda prontamente. — Ahn... então... – Miguel pigarreia e olha rapidamente para Steve, que está no canto conversando com papai. — O quê? – indago, confusa.— É sério mesmo, então? – pergunta, curioso.— Ah. É. – solto um riso tímido. — Está dando certo.— E você está feliz?— Nunca estive tão feliz!— Que bom! – exclama. — Fico contente por você.— Obrigada. – murmuro. — E quanto a você, como está na PAC?— Ótimo! – Miguel sorri abertamente. — E você? Soube que entrou para a Minds Manhattan, né?— Sim! – sorrio alegremente. — E Rebby viajará para Europa em poucos meses.— Sim, ela me disse. – Miguel assente. — Parece que todos nós estamos seguindo bem com nossas vidas.— É. – comento e sinto meu sorriso morrer aos poucos. — Gwen também estaria.— Natasha...— A essa hora, Peter e ela estariam se preparando para Londres. – digo, chorosa.— Natasha, não faça isso. – Miguel me repreende sutilmente. — Desculpe. – balanço a cabeça e pisco. — Desculpe, desculpe! É que fica difícil não pensar.— Eu sei. – ele pousa as mãos nos meus ombros. — Não chore, Nat. Peter vai te ver chorar e vai piorar, assim como a Sra. Stacy.— Eu sei, mas...— Natasha. – ouço a voz de Steve e sinto suas mãos me puxarem. — O que houve? – pergunta, e sei que não está se dirigindo a mim.— Ela... – Miguel suspira e leva a mão à testa. — ...ela se lembrou de Gwen. – esclarece. — Sobre sua mudança para Londres.— Amor. – Steve acaricia meu rosto. — Eu sei que é difícil, mas pare de pensar nisso. Não vai tornar as coisas diferentes.— Eu sei. – murmuro ao limpar as lágrimas. — Desculpe.— Shhhhh... – ele me abraça e beija minha cabeça. — Está tudo bem. Quer ir embora?— Quero falar com Peter primeiro. – respondo ao sentir mais um beijo em minha bochecha.— Acha que é uma boa hora? – Miguel parece tirar as palavras da boca de Steve.— Rebby foi falar com ele. – rebato. — Posso tentar.— Okay. – Steve concorda antes que Miguel diga mais alguma coisa. — Tente. Mas, se ele for para cima de você de novo, não me responsabilizarei por meus atos.— Steve, por favor!— Ele está certo, Natasha. – Miguel o apoia. — Rebecca e eu também não ficaremos de braços cruzados. – afirma.— Peter não vai me fazer nada! – garanto. — Aquele dia não pode ser levado em consideração! É até covardia o que estão fazendo!— Não me interessa o estado dele. – Steve ruge. — Se colocar um dedo em você...— Já entendi! – concordo, esbaforida, vendo Rebby se aproximar. — Como foi?— Posso dizer que melhor do que eu esperava. – responde ao descansar as mãos no bolso do casaco. — Mas não sei se ele está pronto para te ouvir.— Acha que devo esperar mais?— Não sei. – ela responde. — Desculpe, Nat, mas Peter está um livro fechado. E não sei se isso é bom ou ruim nessa situação.— O lugar está cheio, ele não surtará com você na presença da família Stacy e de tia May. – Miguel conforta.— Mas isso não é justo. – nego. — Não quero encurralá-lo. Minha intenção não é essa.— Nat, estão todos indo embora. – Rebby relembra. — Se quer falar com Peter, eu sugiro que vá logo.— Onde ele está?— Em frente ao rosário de Gwen. – responde junto de um suspiro.— Lá? – indago, mexida. — Ele está no rosário dela?— Está pronta? – Steve pergunta ao meu lado.— Não precisa fazer isso, Nat. Ao menos agora. – Miguel sussurra. — Pode esperar até que ele volte.— Ele tem ido à lápide dela todos os dias. – Rebby revela. — Mas Miguel está certo, Natasha. Não precisa se forçar a isso no momento.— Não tem problema. – afirmo ao me soltar de Steve. — Será a melhor hora para conversarmos. Apenas ele e eu.— Natasha..— Está tudo bem. – interrompo Steve. — Esperem aqui. E não venham atrás de mim!— Vamos marcar um tempo.— Não, Rebecca! – vocifero. — Só esperem. É sério!— Não prometemos nada. – Steve cruza os braços. — Se você demorar muito e nos deixar preocupados, nós iremos atrás de você.— Só queremos garantir que fique bem, Nat.— É o Peter! – exclamo após Miguel. — Nosso amigo, que conhecemos há anos! Peter Parker, que nos ajudou inúmeras vezes? O mesmo cara com quem já saímos juntos, jantamos, rimos...— E que está emocionalmente abalado, Natasha. – Rebby completa. — Pessoas assim não pensam antes de agir. Sim, é nosso amigo e nós o amamos, assim como amamos você. – afirma. — Não tem negociação: se você demorar muito, nós iremos atrás. Nós três.— Tá! – bufo. — Só sejam gentis e discretos, okay?— Vá logo. – Steve checa seu relógio. — Estamos contando o tempo.▪️▪️▪️Já perdi cinco minutos só por ficar observando as costas cabisbaixas de Peter.Suspirando, eu me aproximo com passos lentos e receosos, tomando cuidado para não assustá-lo.— Pode chegar perto, Natasha.Num colapso de velocidade, sua fala me assusta e me faz tropeçar para trás. Eu quase caio, mas consigo me equilibrar nos saltos do sapato.— Como sabia que era eu?— Que outra pessoa teria medo de mim? – indaga, tristonho. — A propósito, perdão por te dar motivos.— Peter. – fico sem saber o que dizer ao parar ao seu lado. Juntos, nós encaramos a homenagem à Gwen cercada de flores. Sua foto no centro se destaca ao redor das rosas e frases de carinho. — Peter, eu... eu... – engulo em seco e sinto lágrimas se acumularem. — Eu...— Não precisa dizer nada. — Preciso. Eu... eu vim aqui com um... com um discurso todo... todo preparado. Mas não consigo pronunciar uma palavra.— E não precisa, Nat. – ele torna a dizer. — Nada disso fará diferença.— Eu sei. – sinto o bolo de dor sufocar a garganta. — Eu não quero me fazer de vítima e tampouco culpar você, mas as palavras que me disse não saem da minha cabeça.— Não quis te machucar, Natasha. – afirma ao virar o rosto para mim, o que me faz imitá-lo. — Quer dizer, na hora pode ter parecido que sim. Na verdade pareceu e foi, mas eu não agi com coerência.— Peter...— Acho que eu... acho que eu só não queria aceitar a realidade.— Eu compreendo.— Pode até compreender, mas não precisa concordar. Não tem justificativa.—Talvez não, mas eu realmente entendo. – espero até que Peter me olhe. — Sabe, eu sei como é a sensação porque... p-porque eu fiz a mesma coisa.— Como assim?— Descontei toda a raiva e dor em quem não merecia. Então, se isso te faz uma pessoa ruim, somos dois. E eu tenho tanta parcela de culpa quanto você. – ergo os ombros e Peter força um sorriso.— Foi uma noite caótica para todos. – diz. — Perdão por te ferir.— Ninguém está mais ferido do que ninguém. – sussurro. — Gostaria de que as coisas fossem diferentes. Gostaria de que vocês me ligassem de Londres daqui a alguns dias.— Natasha... – Peter cai de joelhos e começa a soluçar.— Eu sinto muito! – eu me abaixo ao seu lado e o puxo para um abraço. — Eu sinto muito, Peter!— Eu perdi todos! – ele desaba em meus braços. — Perdi meus pais, tio Ben e agora o amor da minha vida!— Eu sinto muito! – eu o aperto com mais força. — Eu não tenho ideia de como está sendo para você, mas eu sinto muito! Eu gostaria de poder fazer mais, gostaria de poder ajudar no que for, mas eu não sei como agir diante de tudo isso!
— Você não tem culpa. – ele retribui ao meu abraço e me acompanha nas lágrimas. — Perdão, Natasha! Gwen teria vergonha de mim.— Não diga isso!— O único culpado sou eu. – admite, e eu apenas o escuto. — Assim como fui culpado pela morte de meu tio.— Não diga isso, Peter! – torno a ordenar. — São situações diferentes. E você não teve culpa em nenhuma delas!— Eu poderia ter sido melhor para eles. – murmura. — Disse algo terrível ao meu tio antes de ele morrer. Eu disse... disse que... disse que ele... que ele não era o meu p-pai.— Peter! – eu o seguro mais fortemente contra o peito, como se pudesse silenciar seus soluços desesperados. — Tio Ben sabia que você o amava incondicionalmente. Não podemos levar fé no que as pessoas dizem na hora da raiva.— Não importa, Natasha. – Peter retruca. — Ele não merecia ouvir aquilo.— Peter...— Com Gwen foi a mesma coisa. Poderia tê-la apoiado mais na viagem a Londres. Poderia...— Nada disso faria diferença, Peter. – acaricio seus braços. — Precisamos nos concentrar no presente. E nosso presente é este. Infelizmente.— O que eu vou fazer sem ela, Natasha? – indaga ao me encarar com os olhos vermelhos e inchados. — Como eu vou viver sem a minha Gwen? O que será de mim?— Eu não sei. – afago seu rosto. — Eu gostaria de ter resposta para todas as suas perguntas. Sinto muito. É tudo o que eu posso dizer.— Ela era a minha vida.— Eu sei. – murmuro. — Mas você não está sozinho, Peter. Tem sua família e amigos que te amam muito! Nós perdemos a Gwen, mas não nos faça perder você também. – peço. — Por favor! Não nos exclua de novo. Lembre-se das palavras de Gwen: precisamos ser a esperança.— Ela sempre foi a minha esperança.— E continuará sendo, Peter. – afirmo ao tornar a abraçá-lo. — Ela será sempre nossa esperança. A de nós todos.▪️▪️▪️Rockaway Beach. Queens. Lar de Peter e Gwen.Ainda não sei como Rebby conseguiu nos convencer a vir para cá. E ainda não sei como todos nós concordamos. Acho que foi quando ela disse que prestaríamos uma última homenagem póstuma à Gwen. Isso, definitivamente, foi o empurrão final para aceitarmos.— Aqui o seu, Nat. – Rebby me estende um papel e uma caneta. — Escreva algumas palavras.— Okay. – concordo, com as mãos trêmulas. Rebby passa por mim e entrega as mesmas coisas a Miguel, seguidas das mesmas instruções.— Linda? Steve caminha pela areia fria e se senta ao meu lado. A temperatura ainda está severamente baixa para se frequentar a praia.— Oi. – murmuro, encarando o pedaço de papel entre os dedos.— Quer ficar sozinha? – pergunta, atraindo minha atenção. — Quer dizer, quer que eu vá embora?— Quê? – indago, confusa. — Por quê? Precisa trabalhar?— Não, meu amor. Quer dizer, não agora. Eu tirei a manhã para você.— Então por que quer ir?— Não quero ir, linda. Só perguntei se você quer que eu vá.— Não! Mas por quê?— Não sei. – Steve brinca com alguns grãos frios da areia. — Achei que preferiria ficar com seus amigos, sabe, para esse momento. Posso ir e te deixar com Quill...— Não! – agarro seu braço. — Não, não, não! Não vai! Não me deixa...— Amor! – Steve segura meu rosto. — Calma! Eu só achei que você gostaria de ter um momento a sós com seus amigos.— Não. – balanço a cabeça rapidamente. — Não, por favor! Nós vamos... nós vamos prestar... uma homenagem...— Eu sei. – Steve assente e beija minha testa. — Rebecca me explicou.— Não sei se vou conseguir. – volto a encarar o papel em branco. — Não sei o que escrever, o que eu devo... o que eu devo dizer a ela.— Diga o que está aqui. – Steve desce a mão até meu peito. — Escreva o que está sufocando o seu coração.— Mas como? – indago, com a voz embargada.— Apenas escreva, meu amor. – ele beija meu rosto. — Você sabe o que dizer.— Fica comigo? – peço. — Segura minha mão enquanto eu escrevo?— Claro! – Steve sorri antes de entrelaçar nossos dedos, beijá-los e me assistir a escrever.▪️▪️▪️Depois de muitas tentativas, finalmente consegui terminar minha homenagem. Steve não deu nenhum palpite. Ele nem chegou a ler o que escrevi, apenas segurou minha mão, beijou meu rosto e acariciou meus cabelos enquanto eu escrevia e chorava. Tudo isso quando sentia que eu estava prestes a desmoronar e desistir. Também sussurrou palavras doces, gentis e acolhedoras. Sinceramente, se não fosse ele aqui ao meu lado, neste momento tão difícil e impactante, eu não sei se estaria de pé.Suspirando, eu começo a reler o que escrevi à Gwen.“Oi, Gwen!Como você está? Será que é bobagem demais perguntar isso? Será que é bobagem demais esperar por uma resposta sua? Eu não sei. Fui criada e ensinada que não, não é bobagem, mas não sei se posso crer no que me instruíram a crer. A verdade é que você faz falta. E muita! Completou uma semana hoje, mas parece que o tempo não passa. Parece que ainda é a mesma dor de quando tudo aconteceu. Apesar de termos nos encontrado em poucas situações desde a formatura, a saudade e carinho carregados de anos forma um buraco imenso no meu peito!Só quero que saiba que eu sempre me lembrarei de você, de como sempre se apresentou a nós: doce, gentil, alegre, amiga, prestativa, humilde, sonhadora, determinada! Você foi incrível, Gwen, em todos esses anos de amizade! Em todos os momentos em que precisamos, você estendeu as mãos e abriu a porta de sua casa. Sempre! Nós nem pedíamos e você já estava ali, com suas atitudes sutis e palavras afáveis, pronta para nos ajudar.Você fez muita diferença em nossas vidas, e eu só tenho a te agradecer por todos os momentos em que me fez rir, refletir e seguir em frente.Obrigada, Gwen, por tudo!Ainda iremos nos reencontrar.Até logo,Natasha.”— Nat? – Rebby chama, e eu ergo o rosto.— Oi.— Coloque aqui. – ela abre uma caixinha.— Oh! – vejo que já está quase cheia, então dobro o papel o máximo que posso.— Todos já escreveram? – Steve pergunta.— Sim. – Rebby tampa a caixinha e prende com um laço. — Peter pediu que eu entregasse a caixa a ele, para que pudesse jogar no mar.— É importante que ele faça isso. – incentivo. — Pode ser o que precise para entender que é o fim de um ciclo e início de outro.— Também acho. – Rebby assente. — Volto já.Ainda sentada na areia de mãos dadas com Steve, observo Rebby caminhar até Peter e tocar seu ombro.Em seguida, estende o braço e entrega a caixinha a ele, que abaixa a cabeça e abraça Rebby antes de se aproximar do mar. A água cobre suas canelas nuas, uma vez que Peter dobrou a calça para cima o máximo que pôde. Eu o observo estudar a imensidão azul à sua frente, cercada de um céu nublado.When life has cut too deep and left your hurting Quando a vida tiver te cortado profundamente e tiver te deixado ferido The future you had hoped for is now burningO futuro que você esperava agora está queimando And the dreams you held so tight have lost their meaningE os sonhos que você segurou tão forte perderam o significado And you don't know if you'll ever find the healingE você não sabe se irá encontrar cura Rebby se afasta de Peter e conversa com Miguel.Aperto a mão de Steve e fico de pé. Ele entende minha mensagem, portanto permanece sentado enquanto eu me aproximo de Peter aos poucos.You're gonna make itVocê vai conseguir You're gonna make itVocê vai conseguir The night can only last for so longA noite só pode durar por um tempo Whatever you're facingSeja o que for que você está enfrentando If you heart is breakingSe seu coração está quebrando There's a promise for the ones who just hold onHá uma promessa para aqueles que esperam Lift up your eyes and seeLevante os olhos e veja The sun is risingO sol está nascendo A maré gelada atinge meus pés descalços. Peter, a poucos metros de mim, observa o oceano antes de erguer o braço, pegar impulso e atirar a caixinha no mar. Em seguida, meu amigo bagunça os cabelos antes de recuar alguns passos e se sentar na areia seca e fria.Every high and every low you're gonna go throughCada alto e baixo pelo qual você vai passar You won't have to be afraid, I am with youVocê não precisa ter medo, eu estou contigo In the moments you're so weak you feel like stoppingNos momentos em que você está tão fraco que tem vontade de parar Let the hope you have light the road you're walkingDeixe a esperança que você tem iluminar o caminho pelo qual você está andando Após me aproximar lenta porém firmemente, eu me jogo a seu lado e abraço os joelhos.Meu amigo ergue o olhar para mim e eu lhe lanço um mínimo sorriso que já transparece todas as palavras desnecessárias de serem ditas.Peter apenas assente com a cabeça e descansa a mão aberta na areia, deixando claro o convite. Eu sorrio ao entrelaçar meus dedos com os seus. Em poucos minutos, Rebby e Miguel se juntam a nós. Miguel ao lado de Peter e Rebby ao meu. Nós quatro nos abraçamos, vendo, de longe, a caixinha flutuar na água e seguir junto à correnteza.Even when you can't imagine howMesmo quando você não consegue imaginar How you ever gonna find your way outComo você vai encontrar uma saída Even when you're drowning in your doubtMesmo quando você está se afogando em sua dúvida Just look beyond the cloudsBasta olhar para além das nuvens The sun is rising...O sol está nascendo... Por trás das nuvens brancas, os raios do sol conseguem escapulir e iluminar o mar e, consequentemente, toda a praia.É como se Gwen estivesse sorrindo para nós. E nos deixando saber que está bem. E assim eu acredito. Acredito que perdi minha amiga, mas ganhei um anjo da guarda. E que este anjo irá sempre olhar por nós, como sempre fez em vida.
Notas finais
Esse capítulo não teve uma concentração nos problemas de Steve e Nat, como a consulta à terapia de casal, mas foi de propósito. Como eu expliquei antes, eu faço tudo a seu tempo. Eu sei que vocês tão muito ansiosos pra isso kkkkkkkkkkk mas eu peço paciência!
Eu não gosto de sair atropelando os acontecimentos de uma história pra alcançar logo o mais esperado. Por mais que seja o mais esperado, que a gente tenha a ansiedade de descobrir logo, de ler tal cena, as coisas precisam ser apresentadas dentro da cronologia da história. Okay?
A cena da praia foi baseada na cena do filme "Mulheres ao Ataque", com a mesma temática. No longa, a personagem joga uma aliança ao mar e toca essa música de fundo :3
Espero que compreendam :3
Beijocas e até a próxima!
Ps: me deem biscoito no instagram romanogers -->https://www.instagram.com/infinity_romanogers/?hl=pt-br
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