Haunted 🔞
40 Capítulo 4O — Unfair
Notas iniciais
Olá!!!
Primeiramente, quero dizer que fiquei muito feliz com os comentários do capítulo anterior! Obrigada! Isso significa muito pra mim, ainda mais aqui no Nyah!, que o número de leitores está praticamente escasso kakakaka
Enfim, perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem :D
Tradução do capítulo: Injusto

— Pedimos desculpas um ao outro. – relembro, receosa.— E isso apaga? – indaga. — Se sim, desde quando?— Deveria ser assim.— É, deveria. – diz. — Eu te pedi desculpas, mas isso te fez esquecer as coisas que te disse?— Sim. – respondo, sincera. — Você me machucou, mas eu te machuquei muito mais. — Então você não me desculpou nem se esqueceu, Natasha, está apenas com remorso.— Steve, não. – pego em sua mão. — Eu te amo. Não quero ter que ficar sem saber o que fazer ou dizer pelos próximos dias. – murmuro. — Bem... quer dizer...— Que foi?— Hmm... eu... aqui.— Como assim? – Steve ergue os olhos ao meu rosto.— Eu... não sei.— O que você não sabe, Natasha?— Depois dessa briga que tivemos, das coisas horríveis que dissemos um ao outro, ainda me quer aqui? – pergunto, e Steve arregala os olhos ao suspirar e desviar o olhar. — Eu... ér... tudo bem. – digo, engolindo o nó na garganta. — Entendo que talvez precisemos de um tempo. Afinal, a casa é sua, e eu...— Cala a boca! – Steve agarra o meu rosto e choca os lábios contra os meus.Não dá para segurar: assim que nossas bocas se encostam, uma enxurrada de lágrimas escapa de meus olhos. São rios de sofrimento, arrependimento e medo vazando de dentro de mim. E mínimas gotas de esperança.Steve me beija como se eu fosse o ar que ele precisa para viver. E eu sei que se sente assim em relação a mim porque é como eu me sinto em relação a ele. Um amor que te inspira através da pessoa que ama. Simples assim.— Steve... Nós nos separamos sem ar. Suas bochechas estão vermelhas, assim como as minhas devem estar.Delicadamente, Steve limpa minhas lágrimas com as mãos.— Nunca mais repita isso. Aliás, nem termine essa frase, Natasha. – ordena. — Mas eu pensei...— Pensou nada! Não é um lar sem você. Nunca foi. — Então ainda me quer aqui?— Eu sempre quis, meu amor! – exala ao me beijar novamente. — Tivemos uma briga. Mas qual casal não tem?— Eu te machuquei muito, Steve.— Eu também te machuquei. – ele encosta a testa na minha. — Na verdade, eu venho te machucando desde que nos conhecemos.— Isso não é...— Shhhh... – ele me interrompe ao me dar um selinho. — Não adianta adoçar a pílula para mim. Eu tenho ferido você desde o dia em que te conheci. Eu te proporcionei momentos felizes, mas não um relacionamento feliz. Isso é muito diferente. E cruel. E egoísta. Eu estou sendo quem eu sempre prometi nunca ser: meu pai.— Steve... não. Não vá por aí.— Ele machucou minha mãe das piores formas, tanto físicas quanto emocionais. Então me diga: como eu fiz diferente com você?— Você não tem nada a ver com ele! – afirmo ao segurá-lo pelos ombros. — Já conversamos sobre isso. Toda criança precisa de um exemplo a se seguir, e você não teve isso quando pequeno. Você nunca fez nenhuma atrocidade como as que ele fez. Pare com isso.— Eu amo você. – revela.— Eu sei. – murmuro após piscar. — Eu sei que ama. — Será? Quem ama não machuca, Nat.— Mágoa é apenas uma consequência.— Não deve...— Nós somos um casal. E nós vamos enfrentar seja lá o que for como um casal. Não estamos sozinhos. Acima de tudo temos um ao outro. – afirmo. — Não se esqueça: Eu.Amo.Você.⚫⚫⚫Pedidos de desculpas deveriam ser como borrachas, pois servem exatamente para apagar os erros e recomeçar. Mas não é assim. É bem diferente. E hipócrita.Steve e eu nos desculpamos trocentas vezes. Entretanto, nenhum de nós deu o primeiro passo disposto a demonstrar que essas desculpas realmente fizessem efeito. Nós mal nos falamos ou nos beijamos. Nossas trocas de carinho são automáticas, como obrigações a se cumprir, uma vez que somos um casal.À noite, quando dividimos a mesma cama, mal nos tocamos. Nesta madrugada, as únicas vezes em que senti o toque de Steve foi quando acordei com uma perna em cima dele sem querer. Na outra rara vez ele esticou o braço e tocou minhas costas agilmente, como se quisesse comprovar para si mesmo que eu ainda estava ali.Quando acordo de manhã, seu lado está vazio assim como no dia anterior, com a diferença de agora conter um papel amassado. Creio que eu mesma devo ter rolado na cama e esmagado com o meu corpo.
Tive que ir trabalhar cedo. Gamora vai ficar com você durante o dia, para cuidar da sua segurança. Faça e vá aonde quiser, Natasha, mas por favor, ao menos desta vez, eu peço que não discuta comigo. É importante, para a sua segurança, que me obedeça. Ao menos agora, como eu disse.Bjs, eu te amo. Qualquer coisa é só me ligar. Steve.Eu leio suas instruções com atenção, mas o seu “eu te amo” não faz o meu coração galopar de emoção como antes. Pelo contrário: faz murchar de medo. Agora essas palavras simplesmente me faz encará-las duvidosamente, como se eu estivesse num dilema no qual precisasse descobrir se eu realmente mereço ser amada por Steve depois do que aconteceu. E se esse amor é sincero ou apenas consequência de regra de um relacionamento.Foi um eu te amo caloroso ou um eu te amo automático?▪️▪️▪️Após tomar banho e seguir para a cozinha, acabo me deparando com Gamora sentada na mesa da sala.Antes que eu possa cumprimentá-la, meu telefone toca: Rebby. Até penso em ignorar, mas ela me ligou a noite toda de ontem e agora está ligando na manhã de segunda. Não quis atender antes, assim como também não quero atender agora, mas deve ser algo importante para que esteja insistindo tanto.— Alô?— Nat! Oi! Nossa! Estou tentando falar com você desde ontem!— É? Que estranho! – comento, sentindo a mentira me sufocar. — Eu não recebi ligação nenhuma sua.— Eu liguei a noite toda!— Sinto muito, Rebby. Mas o que foi? Está precisando de alguma coisa?— Sim. — Oh. De quê?— De uma amiga.— Quê?— Mal temos nos falado ultimamente. – ela desabafa. — Só nos encontramos em eventos. – Rebby aparenta estar magoada e insegura. — Eu sei que hoje é segunda, mas também sei que seu estágio acabou e você está com tempo livre. Será que podemos nos ver? Ao menos um pouco.— Ér... – quero recusar e também quero aceitar, para que possa desabafar com ela a respeito de tudo que está me corroendo. Ninguém sabe dos meus problemas. Ninguém sabe das minhas mágoas, das minhas angústias e das minhas preocupações. Apenas Steve, mas somente porque ele vive tudo isso comigo. E te ocasiona também. Little Red!Rebby é a pessoa a quem eu deveria recorrer depois de meus pais e, no entanto, nem ela nem eles podem me servir de consolo. Estou cansada de só engolir e não expelir. Isso está me fazendo mal. Rebecca é minha amiga, confidente e irmã de outra mãe. Eu preciso desabafar com alguém ou irei enlouquecer. E não há pessoa melhor do que ela para me ouvir.— Okay. – concordo. — Podemos nos encontrar mais tarde. Que horas você costuma almoçar?— Meu horário de almoço é rápido e muitas vezes preciso pular por causa do trabalho. – ela responde. — O que acha depois do expediente?— Que horas?— Às sete? Podemos ir a um bar ou restaurante. Não sei. Você escolhe.— Okay. – repito. — Você me manda uma mensagem quando estiver saindo. Podemos nos encontrar em casa mesmo, não estou a fim de sair.— Certo. Ótimo! Então eu te espero lá no apartamento, tudo bem? Estou ansiosa para te ver!— Eu sei. Eu também estou. – murmuro, com a voz embargada. — Sabe, também estou precisando de você, Rebby.— Precisando de mim? Mas por quê? — Não sei... eu só... eu quero o colo da minha amiga.— É urgente? Podemos nos ver antes, Nat. Você... Nat... está chorando?!— Rebby... – lágrimas escapam de meus olhos, e eu reparo que Gamora desvia o olhar no momento em que a encaro rapidamente. — Não é nada de urgente. Não precisa ficar preocupada. Posso esperar até mais tarde.— Nat, você está me assustando. O que aconteceu?— Não precisa ficar assustada.— Nat...— Rebby. Por favor, não faça isso. Não... não faça isso agora. – peço. — Temos a noite toda para conversar. Por favor.— Okay. – relutante, ela aceita. — Conversamos melhor mais tarde. Mas saiba que pode me ligar a qualquer hora, não sabe?— Eu sei. – assinto e enxugo as lágrimas. — Obrigada, Rebby.— É o meu trabalho. – ouço um grito do outro lado da linha. — Merda! Ahn... preciso ir, Nat. Até mais tarde.— Até! Beijos!— Beijos, minha gatinha!Rebby encerra a ligação. Eu guardo o Iphone no bolso do macacão e caminho até Gamora, que larga o jornal e se levanta da cadeira.— Bom dia, Srta. Romanoff!— Bom dia! – solto um riso nervoso para Gamora. — Steve me explicou o que houve. – digo. — Primeiramente, peço desculpas por ontem, por ter invadido o escritório daquele jeito e ter interrompido a conversa de vocês.— Plausível o motivo pelo qual fez o que fez. – Gamora assente. — Se serve de consolo, eu teria feito pior.— Como?— Entraria com minha arma. – responde. — Acredite, a senhorita foi bem gentil ao entrar apenas com um chute na porta.— Uau! – exclamo antes de rir. — Não seja por isso. Posso seguir seu conselho em próximas ocasiões. Quer dizer, espero que não tenham outras, mas... né.— Dou forças para isso. Conheço muitas lojas de arma.— Pois sim, então obrigada. – assinto de volta. — Ahn... bem, continuando, ao que parece, você é a minha guarda-costas.— Exato.— Certo. Okay. Então, digamos que eu seja a sua chefa.— E a senhorita é. – Gamora garante. — Eu trabalho para o Rogers, mas meu foco é a senhorita. Então, minha chefa se chama Natasha Romanoff. A não ser que me demita, aí responderei que trabalho para Rogers e só ele pode me demitir.— Okay. – sorrio com a sinceridade de Gamora. Ela não se preocupa em falar o que pensa. — Então vamos recomeçar: será apenas Natasha e Gamora. Nada de “senhorita”. Eu não suporto formalidades quando não necessárias.— Como quiser, Natasha.— Se vamos passar juntas as próximas vinte horas do dia, espero que possamos desenvolver alguma intimidade. Sei que é paga para me proteger, mas não quero um robô ao meu lado. — Eu entendo. – Gamora assente e sorri. — Imagino que deve ser estranho ter alguém no seu pé o dia todo.— Podemos fazer dar certo. – digo. — Para começar, eu preciso entender o que está havendo.— Rogers te disse alguma coisa?— Sim. E acredito que Steve esteja surtando à toa.— Com todo respeito, Natasha, levando em conta tudo o que Sharon fez e tentou fazer com você, não acho que esteja surtando à toa.— Mas Sharon já está detida.— Ela não está totalmente detida. – Gamora bufa. — Steve tem razão em ficar apreensivo. Soube que ela destruiu seu carro e tentou te ferir com um tesourão. Fora a outra vez em que encontrou com você sozinha e ainda roubou seu dossiê.— Mas ela não me machucou.— Mas chegou perto, não?— Okay. Eu reconheço o risco, mas Peggy não deixaria a irmã escapar.— Todo cuidado é pouco.— E por quê? – suspiro indignada. — Sharon sempre foi assim?— Venha comigo. – pede enquanto se dirige ao escritório de Steve. Curiosa, eu apenas a sigo. — Por que estamos vindo para cá?— Preciso te mostrar uma coisa. — O quê? – Gamora mexe em alguns papeis da mesa até achar um envelope pardo. — O que é?— O que você precisa saber. – ela me estende o pacote. — Aí estão as informações de Sharon.— Steve sabe que está me dando isso?— Acha que eu faria alguma coisa pelas suas costas? – Gamora descansa os punhos na mesa. — Ele me disse para te mostrar. Acho que imaginou que você já pediria.— Hmmm!— E, extraoficialmente, é seu direito saber ao menos um mínimo da vida de Sharon.Eu pego o documento antes de voltar a me sentar e passar folha por folha. É exatamente como o que Sharon tinha sobre mim. Isso é assustador. Nome: Sharon Elizabeth Carter Nascimento: 03 de março de 1992, Nova York (Brooklyn), EUAEndereço: Avenida Madison, prédio 95, apto. 1001Número de celular: 959 315 3619Número de identidade: 3952-40-3935Dados bancários: JP Morgan Chase, Nova YorkConta corrente: 239102Saldo: US$ 500.000,00Ocupação: Agente de Elite
Habilitação: Agente 13 especializada da S.H.I.E.L.D.Avaliação de desempenho: ExcelenteEducação anterior: Elementary Kids School — Fundamental I Middle Smart School — Fundamental I e II High Graduate School — Ensino Médio Pontos no exame STA: 2174Local de trabalho: S.H.I.E.L.D. (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão)Filiações políticas: Não encontradasFiliações religiosas: Não encontradasOrientação sexual: Não encontradasEstado civil: SolteiraPai: Harrison Carter Nascimento: 07 de maio de 1965Falecimento: 31 de agosto de 2010Mãe: Amanda Elizabeth Carter Nascimento: 31 de setembro de 1969Falecimento: 26 de agosto de 2010Irmão: Michael CarterNascimento: 19 de abril de 1985Falecimento: 26 de agosto de 2010— Oh, meu Deus! – exclamo ao terminar de ler e olhar para Gamora. — Sharon também faz parte da S.H.I.E.L.D.? Eu não sabia disso.— Fazia.— Mas ela falou comigo e... e... ér... não me pareceu...— Quer saber por que ela é louca? – Gamora solta um riso irônico.— Ahn... hm...— Acredito que Sharon nunca superou a morte dos pais e irmão.— O que aconteceu com eles? — Acidente de avião. Caiu no mar durante uma viagem.— Jesus!— Levaram dias para achar os corpos. Como estavam no mar, não deu para saber ao certo a data exata da morte, então marcaram o dia em que foram encontrados. O do piloto foi o primeiro.— Meu Deus! – repito, assustada. — E como Peggy e Sharon reagiram?— Elas eram novas. Sharon ainda mais, então se pronunciaram pouco. Ficaram desoladas.— Pode ter sido isso que abalou Sharon.— Capaz. Como eu disse, ela era nova. Mas também pesou para Peggy, que acabou ficando responsável por tudo.— Elas não tinham ninguém?— Bom, Peggy tinha o noivo. A propósito, estavam cuidando dos preparativos para o casamento na época.— Ah. Com Daniel. Sei.— Daniel? — É. – assinto, confusa. — Ahn... seu marido. Não?— Marido? Não! – Gamora nega e ri. — Não? Mas eu pensei...— Antes de Daniel, Peggy ficou noiva de Fred Wells.— Quem é esse?— Também trabalhou na S.H.I.E.L.D. por um tempo, mas depois saiu e foi se dedicar a outras filiações de espionagem. — Ele é suspeito de algo? Representa algum perigo?— Fred??? Definitivamente não! – Gamora ri. — Como pode ter certeza?— Relaxa, Natasha. Fred pode ser um espião mestre, mas não é o espião. Por mais segredos que possa ter e por mais que saiba se camuflar no mundo de mentiras em que vive, nós o checamos. Nem nos Estados Unidos mora.— E onde ele está?— Sigiloso. – Gamora me lança um sorriso convencido.— Ah. – murmuro. — Tem notícias de Sharon? Como ela está agora?— Delirando. – Gamora responde. — Delirando? Como assim?— Peggy acredita ser a dosagem dos remédios. — Está forte demais?— Possível.— Por quê?— Porque Sharon está alegando ser inocente.— Inocente? Como assim?— Ué! – Gamora dá de ombros. — Ela diz não ter destruído seu carro.— E está mantendo essa versão?— Aí é que está. – Gamora suspira profundamente. — Ora ela admite, ora ela desmente.— Quê? Mas assim ela não ganha credibilidade alguma!— Exato. – Gamora assente. — Ainda que tentasse apresentar uma defesa, não conseguiria. Sharon não está bem.— Mas ela pode estar falando a verdade.— Em qual das versões? – Gamora ironiza.— Na que diz não ter sido ela.— Quê? – Gamora cruza os braços e me encara incrédula. — Acho que agora eu preciso perguntar se você está delirando.— É sério, Gamora. Os remédios que está tomando podem estar deixando sua cabeça confusa, mas também ajudando a ter clareza.— Você tem noção de que disse uma frase completamente contraditória, né?— Pode não ter saído como devia, mas você me entendeu. Sharon pode estar se recordando das coisas.— Hmm... se recordando do que não fez?— Por que não? – dou de ombros.— Sharon não está mantendo uma mesma versão, Natasha. – Gamora argumenta. — Não pode estar falando sério sobre acreditar nela!— Sharon correu o risco de ser presa, Gamora! Steve colocou uma escolta inteira atrás dela! Eu nunca passei uma hora sequer da minha vida na cadeia. Você já? Porque Sharon quase passou.— É, ela quase passou. E com motivos plausíveis. – Gamora rebate. — E ela não está presa, está? — Mas...— Está em prisão domiciliar, com acompanhamentos médicos. Peggy tem contatos importantes, sem dizer que seu marido é promotor.— Então tudo isso é pelo poder de Peggy? Isso é nepotismo!— Não neste caso.— E por que não?— Porque foi representado com um advogado ajudando outra advogada a defender sua cliente.— Ah, sim. E sem interesse matrimonial nenhum, não é?— Não é exatamente a mim que você deve se queixar, Natasha. – Gamora suspira.— Você realmente não considera nem um pouco o fato de Sharon ser inocente?— Levando em conta as outras coisas que ela fez a você, não, não considero.— Esquece isso.— Como esquecer, Natasha? – Gamora arregala os olhos castanhos. — Ela poderia ter te matado!— Gamora, pensa comigo. Sharon pode estar falando a verdade. Ainda mais agora tomando a medicação adequada.— Mas não tem como sabermos!— Exato! Não tem como sabermos! E isso vale tanto para a verdade quanto para uma suposta mentira.— Uma suposta mentira? – Gamora ergue uma sobrancelha. — É sério isso?— Qual é! Sharon pode ser inocente. E estamos fazendo um escarcéu todo a troco de nada!— E o que pretende fazer com essas considerações? – Gamora ironiza.— Ué! O óbvio! – dou de ombros, mas Gamora não me acompanha. — Preciso falar com Sharon.— O quê? Você enlouqueceu, Natasha? Isso está fora de cogitação!— Eu preciso saber o que houve.— Você já sabe o que houve. – Gamora rebate. — E é por isso que Steve me colocou como sua guarda-costas. — Gamora, sinceramente, depois do que acabei de ouvir, eu não acredito que Sharon esteja por trás disso.— Com todo respeito, não importa o que você acredita, Natasha. Lidamos com fatos. E o fato é que Sharon é instável e precisa se manter afastada de você. — E ela está.— E eu me certificarei de que continue assim! Ao menos pelos próximos três meses de reclusão e tratamento.— Gamora, preciso tentar descobrir algumas peças ainda desencaixadas.— Como assim?— Talvez Sharon precise de ajuda além dos remédios.— Ela já está com um psiquiatra.— Pelo jeito não tem surtido efeito.— Ah. E surtiria com você? — Eu preciso arriscar.— Não, você não precisa nem deve arriscar, Natasha!— Não posso ficar parada de braços cruzados sabendo de todas essas coisas, Gamora. Eu não sou assim, eu não sou do tipo que se esconde.— Natasha, esqueça! Steve não permitirá que você se aventure nisso.— Steve me disse que eu poderia fazer e ir aonde eu quiser, contanto que estivesse com você.— Concordo! Mas você também deve concordar comigo que isso não envolve te levar até Sharon. Você nem pode ter contato com ela!— Vamos lá, Gamora. – fico de pé e a encaro, decidida. — Vamos até à casa de Péggy. Preciso falar com Sharon.— O quê? Negativo! Perdeu o juízo? Esqueceu de tudo o que ela fez?— Não, não me esqueci. E é por isso que irei até ela.— O quê?! Você deveria fazer exatamente o oposto disso!— Se ela tentou me atacar é mais um motivo para que eu vá até ela. Ao menos para entender seu lado.— Você tem problema na cabeça, Natasha?— Gamora, eu vou sair deste apartamento e procurar por Sharon. – afirmo. — Se quiser me impedir terá que atirar em mim. — Eu atiro em você. Não duvide. – Gamora afirma, com os olhos tensos e brilhantes de raiva ao retirar a arma do coldre. — Se vai atirar, Gamora, atire logo. – rebato. — Caso contrário sairei por aquela porta com ou sem você.— Não me provoque. – Gamora se aproxima lentamente.Eu observo seus passos, estudando seus movimentos e prestando atenção no desvio de seus olhos habilmente. Não posso falhar. Caso isso aconteça, acredito que ela irá mesmo atirar em mim.— Cuidado, Gamora. Eu não duvido que atire em mim. Mas também não duvide do que Steve fará com você.— Então colabore comigo.— Calma.Ergo as mãos e espero que Gamora se aproxime mais um pouco. Quando estamos frente a frente e a arma direcionada ao meu peito, chuto o joelho de Gamora e jogo a arma para longe.Consigo ficar por cima por rápidos dez segundos até ela nos virar e me prender com os joelhos. Eu impulsiono a cabeça para trás e bato minha nuca contra sua testa.Gamora grita e cai atrás de mim. Eu corro e pego a arma, apontando para sua cabeça.— Já chega! Gamora suspira e puxa outra arma da cintura. Nós nos encaramos frente a frente, ambas com armas apontadas uma para outra. Não sei se se trata apenas de um blefe, mas não serei eu a primeira a recuar.— Natasha...— Eu não sou sua refém, Gamora. E certamente Steve não a contratou para isso.— E muito menos para que eu permita que você se arrisque.— Irei até Sharon com ou sem você, só que sem você correrei mais riscos. – explico. — Depois do que fez aqui acho difícil de acreditar que precise mesmo de segurança.— É o seu trabalho. Então vá comigo e faça o que deve.— Exatamente! Meu trabalho é te proteger. — Um pouco contraditório ao me apontar uma arma, não?— Você também está me apontando uma.— Você começou! – resmungo, e Gamora comprime os lábios. — Qual é! Sabe que não vou atirar em você.— Nem eu em você.— Então colabore comigo. Vamos até Sharon.— Não vê que não tem cabimento o que está me pedindo, Natasha?— Eu não estou te pedindo nada. – rebato. — Estou avisando. Não confunda as coisas, não preciso de sua permissão.— Mas supostamente precisa da minha ajuda. Em todo caso, depende de mim.— E o que acha que Sharon fará uma vez que Peggy estará presente? Ela não me atirará pela janela, Gamora.— Ah, e você tem certeza disso?! Sharon é instável! – exclama, fazendo com que eu suspire profunda e lentamente antes de prosseguir.— Sharon não fará nada contra mim.— Natasha, essa sua ideia suicida não vai acabar bem.— Não pode piorar. – murmuro.— Pode. Você sabe que pode.— E é por isso que eu preciso agir. – rebato. — Natasha...— Vamos, Gamora. – ordeno ao suspirar e devolver sua arma.Ela pisca algumas vezes antes de abaixar a sua lentamente e guardar ambas de volta em seu coldre.— Isso não vai acabar bem.— Só saberemos se fizermos.— Natasha...— Vamos até Sharon. Vou acabar com isso de uma vez por todas.
Notas finais
Obrigada pelos 396 comentários, 145 acompanhamentos, 70 favoritos, 9 recomendações e 25466 visualizações!
O que acharam do capítulo? Nat e Gamora já começando a interagir kakaka bem ao estilo das nossas personalidades MCU kakaka será que Gamora vai mesmo levar a Nat até Sharon??? O.o
E a Nat? Acham que essa mania que ela tem de dar o benefício da dúvida às pessoas ainda fará mal a ela? Será que Steve tem razão quando diz que ela vive num mundo de fantasia? :(
Por favor, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem :3
Até a próxima, fiquem em casa e se cuidem. Vai passar logo ^^
Beijocas!
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