Haunted 🔞
37 Capítulo 37 — Space
Notas iniciais
Ficou grande por causa da música
Obrigada aos 382 comentários, 144 acompanhamentos, 69 favoritos, 9 recomendações e 24299 visualizações!
Perdão por qualquer erro de digitação
Tradução do capítulo: Espaço
— Está tudo bem?
— Mas você disse que eles não vão.— Porque já gastaram muito com a festa! Mas não quer dizer que você deve fazer isso!— Natasha, eu só quero causar boa impressão.— Não se causa uma boa impressão pelo valor do presente que se dá a alguém! – rebato. — Na verdade, não tem obrigação de dar coisa alguma a ela. – relembro quando o sinal torna a ficar verde.— Não chegarei à festa de mãos vazias!— Okay. Mas não precisava dar um presente tão...— Você comentou que ela queria essa máquina e eu fui gentil o bastante para dar. Pronto! Realmente, amor, esse dinheiro não me fará falta.— Eu ainda acho que vai pegar mal.— Então o que eu faço? – ele resmunga ao virarmos mais uma esquina. — Devolvo o presente? É isso que você quer?— Não tem por que ficar bravo, Steve. – digo. — Não se trata do que eu quero. Ainda acho que os pais dela ficarão sem graça. Esse presente é muito caro.— Eu me explico com eles. – Steve faz beicinho emburrado.— Ótimo! – cruzo os braços e encaro a janela. — Então que explique!— Ótimo! – ele fica em silêncio por um tempo antes de me perguntar com a voz baixa e receosa. — Está arrependida?— Arrependida? – encaro seus olhos. — De quê?— De vir morar comigo. – esclarece, tenso, com as mãos descansadas no volante.— Quê? Não, Steve! – afirmo. — Por quê?— Saiu triste do apartamento.— Não, amor. – beijo sua bochecha. — Não saí triste por isso.— Então...? – fico atentada a contar a ele, mas não sei se devo fazer isso agora, com tantos problemas ao nosso redor. Principalmente pelo fato de ainda não ser uma certeza.— Apenas... ér... foi difícil me despedir de Rebby. Só isso.— Despedir? – Steve franze a testa e ri. — Vocês mulheres são estranhas!— Ei! – belisco seu braço.— Ai, porra! – Steve exclama ao pararmos em outro sinal.— Isso foi por chamar nós mulheres de estranhas.— Mas você fala como se estivesse indo para a guerra!— Não é isso, Steve! Foram anos dividindo um lugar com ela. E agora... não sei... é estranho não ter mais isso.— Uhum.— Além do mais que... – suspiro e olho para ele. — ...Sam e ela terminaram.— É, Sam me ligou mais cedo. – Steve comenta.— Sério? Por que não me contou?— Supus que Rebecca te contaria.— Ele estava triste?— Não me pareceu. – Steve responde indiferente.— O que Sam te contou?— Só que acharam melhor terminar. – ele descansa uma mão no volante e a outra na coxa. — Mas terminaram amigos.— A mesma coisa que Rebby me disse. – comento. — Pelo menos foi um término amigável.— Sim, isso é bom!— Acha que ele ficou triste?— Não. – Steve olha de soslaio para mim. — Terminar é chato, mas não acho que se amavam.— É. – concordo. — Rebby também me pareceu neutra. Não diga nada a ele, mas ela já tinha conversado comigo a respeito.— Sério? Quando?— Na noite em que fomos jantar com Gwen. – digo. — Parece que Sam é contra sua viagem à Europa.— Mas eles não terminaram por isso. – Steve afirma, mas logo franze a testa e me encara. — Terminaram?— Rebby disse que foi uma das principais causas.— “Uma das”? – Steve repete incrédulo. — Jesus! E quais foram as outras?— Não sei. Acho que não se amavam mesmo. Quer dizer, eles se gostaram no início, mas só.— Bom, parece que a tristeza que eles não sentiram é você quem está sentindo. – Steve brinca.— É... – solto um riso frouxo pelo nariz. — Eu gosto do Sam. E acho que formavam um bonito casal.— Não se sabe o dia de amanhã, linda. Pode ser apenas passageiro.— É, talvez. – comento. — Mas Rebby me pareceu decidida.— Sabe, talvez eles precisem exatamente disso: tempo. Essa viagem de Rebecca pode ter vindo em boa hora.— Nossa! – rio espantada. — Como no filme “O Diabo Veste Prada”!— É, né? – Steve ri junto comigo. — Só que Miranda Priestly é infinitamente pior do que Priscilla! E a Rebecca não mudou de personalidade assim como a Andrea.— Hmmmm! Tem assistido a muitos filmes de moda, Sr. Rogers!— Ninguém resiste a Meryl Streep. – Steve brinca. — Já parou para pensar que ela é a cara da Jessie?— É verdade! – exclamo divertida. — Jessie ganharia um bom dinheiro em Los Angeles.— Ou Las Vegas! – Steve devolve e eu solto uma alta gargalhada. — Que som gostoso!
— Seu bobo! – estico a mão e ligo o rádio, mas Steve o desliga em seguida. — Por que fez isso?— Já chegamos, linda. – ele aponta para a janela indicando o seu prédio.Solto o cinto de segurança e saio do carro. Steve abre o porta-malas, retira a minha bagagem e torna a fechá-lo antes de trancar seu Audi.— O que você colocou aqui dentro, pedras ou roupa?— O suficiente! – respondo após bufar.— Revirou os olhos para mim, mocinha? – Steve estica a mão e me puxa pela cintura.— Hmmm... talvez. – mordo a língua travessa. — O que fará a respeito?— Bom, não sei... – ele olha para cima e parece pensar. — Acho que algo que envolva nudez, palmadas, gemidos e algemas. Talvez chicotes. Óleo. Ahn... um quarto todo vermelho, sabe? – sua mão desce e aperta minha bunda. — Que mais? Ah! Posso usar também cordas e vendas. E o que você me diz de palmatórias?— Steve! – já estou trêmula e sem fôlego.— Espera, espera, espera! Eu me esqueci da cereja do bolo. – ele se aproxima e sussurra em meu ouvido. — Orgasmos.▪️▪️▪️I am not afraid anymoreEu não tenho mais medoStanding in the eye of the stormEstou parada no olho da tempestadeReady to face this, dying to taste this, sick sweet warmthPronta para encarar, morrendo para provar esse doce calor doentioI am not afraid anymoreEu não tenho mais medoI want what you got in storeEu quero o que você tem planejadoI'm ready to feed now, get in your seat nowEstou pronta para provar agora, vá para o seu lugarSteve me encara tão nu quanto eu de onde está. Da gaveta da cômoda, ele retira um par de algemas e uma venda preta.Seus passos se aproximam de forma lenta e firme. Ao chegar perto o suficiente, vejo que carrega um pequeno pote de óleo corporal. Steve deposita os utensílios na cama e sobe as mãos para os meus seios. Seu toque é robusto e me faz arquejar.— Ah...!Ele abaixa a cabeça e envolve meu seio na boca. Sua língua aquece minha pele e seus dentes puxam o bico enrugado.— Steve... – seguro seus cabelos fracamente.— Hmmmm...!Steve cantarola ao trocar de seio. Sua mão direita desce por minha barriga antes de seus dedos começarem a me esfregar.— Molhadinha!— Por favor... – imploro.Seus beijos vão descendo até chegarem ao centro V de minhas coxas. Sua língua, deliberadamente, separa os meus lábios vaginais. Minhas pernas começam a tremer e Steve se afasta rindo.— Não, linda. – volta a subir a boca por meu corpo. — Você não vai gozar ainda.— Steve...— Nada disso. – sussurra contra o meu ouvido antes de me beijar no pescoço. — Só quando eu deixar.Steve sorri e se debruça para pegar a venda. Logo depois a passa por minha cabeça e tampa meus olhos.Meus pulsos são enjaulados pelas algemas e meus braços ficam cruzados nas costas. Com a posição, minhas mãos buscam repouso acima de minha bunda.— Você está linda assim, amor! – ouço a luxúria pingar de sua voz.And touch me like you neverE me toque como nuncaAnd push me like you neverE me empurre como nuncaAnd touch me like you neverE me toque como nunca'Cause I am not afraid, I am not afraid anymorePorque não estou com medo, não estou mais com medoNo no noNão, não, nãoOuço barulho de algo sendo espremido como um tubo de pasta de dente. O calor das mãos de Steve se aproxima de mim e ele esfrega o óleo por todo o meu busto. Steve massageia nos lugares certos, nos lugares os quais sabe que irei delirar de desejo.Suas mãos descem e esfregam minha barriga espalhando mais óleo. Quando chegam entre minhas pernas, não sei se os dedos de Steve estão melados por causa do óleo ou por causa de minha excitação.Steve esfrega meu clitóris com precisão e avidez. Eu me contorço, inquieta, antes de ser empurrada contra a cama. De costas, minhas pernas se escancaram facilitando o acesso de Steve à minha intimidade. Solto um coro de gemidos que jamais pensei ser capaz de produzir e Steve se diverte com isso.— Vai, amor! – ele mordisca minhas coxas. — Quero ouvir você gritar! – seus dedos me esfregam com mais força.O nó se aperta na minha barriga. É pressão demais, deleite demais, prazer demais! É tudo demais quando se trata de Steve!No no noNão não nãoNo no noNão não nãoNo no noNão não nãoNo no noNão não não— Vamos! – Steve introduz dois dedos em mim. — Agora! Goze, amor!Eu convulsiono e explodo em mil pedaços. Minhas pernas tremem em conjunto com meus braços atados e tronco ofegante.Minha cabeça pesa e dói, mas é uma dor alucinante e libertadora que eu estaria sempre disposta a sentir.I am not ashamed anymoreNão estou mais envergonhadaI want something so impureEu quero algo tão impuroYou better impress now, watching my dress now fall to the floorÉ melhor você me impressionar agora, olhando meu vestido deslizar até o chãoCrawling underneath my skin, sweet talk, with a hint of sinRastejando por baixo da minha pele com uma conversa doce, é melhor ir direto ao pecadoBegging you to take meImplorando para você me levarDevil underneath your grin, sweet thing, bet you play to win, heaven gonna hate meUm demônio sob o seu sorriso, é uma coisa doce, mas ela joga pra ganhar, o céu vai me odiar— Você sempre faz sujeira quando goza, linda!Steve beija minha barriga enquanto me segura pela cintura e me acomoda melhor na cama. Meus braços começam a doer e a formigar e eu me remexo para espantar o desconforto.— Shhhh. Fique quietinha. – Steve me vira de costas. — Eu vou te soltar. Preciso te sentir me tocando!Quando meus pulsos são liberados das algemas, eu me contorço até poder voltar a ficar de frente. Em seguida, retiro a venda e encaro os olhos de Steve. Suas íris estão nubladas de amor e paixão.— Vem aqui. – estico as mãos e o puxo pelos ombros. — Eu te amo!— Eu te amo!And touch me like you neverE me toque como nuncaAnd push me like you neverE me empurre como nuncaAnd touch me like you neverE me toque como nunca'Cause I am not afraid, I am not afraid anymorePorque não estou com medo, não estou mais com medoNo no noNão, não, nãoSeu membro me penetra com gentileza e firmeza. Finco as unhas contra sua pele suada e escorregadia, arranhando e puxando sempre que o prazer me aperta.Minhas pernas pressionam sua cintura. Meus tornozelos sobem e repousam contra a sua bunda. Eu seguro Steve contra mim ao cruzar os pés em sua coluna, recebendo mais de seu calor e seu toque.— Linda! – seus lábios se espalham por meu pescoço e colo. — Linda! Você é linda demais!— Steve... – jogo a cabeça para trás e gemo mais alto.Sempre que Steve impulsiona os quadris, a cabeça de seu pênis atinge uma área minha que eu não sabia que pudesse ser atingida. É sensível e me faz ver estrelas!Senti-lo assim, tão fundo dentro de mim, faz com que eu repense na consulta de hoje e nas palavras da Dra. Cho. Isso deveria arruinar o momento, mas eu não consigo sentir dor ou incômodo sentimental que atrapalhe meu prazer. Isso não me atinge como deveria. Eu só consigo pensar no prazer que Steve me transmite. Abstraia, Natasha! Abstraia!— Oh! – abraço suas costas e beijo seu ombro. — Eu... eu... – minhas pernas começam a tremer.— Você é minha. – Steve enlaça meu quadril com uma mão e desce a outra até meu clitóris. — Goze, amor! Goze mais uma vez para mim, Nat. Só para mim, linda!Crawling underneath my skin, sweet talk, with a hint of sinRastejando por baixo da minha pele, com uma conversa doce, é melhor ir direto ao pecadoBegging you to take meImplorando para você me levarDevil underneath your grin, sweet thing, bet you play to win, heaven gonna hate meUm demônio sob o seu sorriso, é uma coisa doce, é melhor você jogar pra ganhar, o céu vai me odiar
Fico assustada por meu organismo corresponder às falas e aos toques de Steve tão rapidamente e sem nenhuma resistência. Mas então sei que não preciso mais temer, não preciso mais sentir medo. É isso: eu não tenho mais medo. Já passamos da fase apenas carnal. Na verdade é capaz de nós nunca termos passado por isso.Agora, hoje, sei que esse quarto é apenas uma brincadeira para nós, como Steve diz, uma “foda sacana”. Mas, fora ou dentro daqui, ele continuará me amando e protegendo. Eu já sei que é real, eu já sei que posso confiar.Levo um tempo, mas logo consigo perceber que na verdade não se trata de ordem, mas sim de sincronia. É isso que Steve e eu temos: concomitância.And touch me like you neverE me toque como nuncaAnd push me like you neverE me empurre como nuncaAnd touch me like you neverE me toque como nunca'Cause I am not afraid, I am not afraid anymorePorque não estou com medo, não estou mais com medoNo no noNão, não, não⚫⚫⚫Após uma noite quente e cheia de carícias, sou despertada devido ao forte aperto em minha bexiga. Preciso desesperadamente urinar.Cuidadosamente, retiro o braço de Steve de cima de mim e me levanto da cama. Estou nua e transpirando. Passo a mão pelo rosto e retiro o excesso de suor enquanto caminho até o banheiro. Logo após me aliviar, lavo as mãos e me encaro no espelho.A consulta de ontem ainda roda em minha cabeça. Quero falar com Steve, mas não em forma de relatar um problema, mas como conversa. Não quero ir até ele triste, porque a verdade é que não estou. Não consigo me sentir triste. E não sei se isso é bom ou ruim.Não sei se sou forte por encarar essa possibilidade de forma neutra ou se sou uma péssima pessoa. Não sei até onde meus valores podem ser medidos quanto a isso. A verdade é que eu me sinto triste por não estar triste. Talvez tristeza não seja a palavra certa. Culpa? Acho que se encaixa melhor. Esqueça isso, Natasha. Espere a data do exame e só fale com Steve se as suspeitas de Cho forem confirmadas. Certo, Little Red! Certo!De volta ao quarto, observo Steve dormir: tão sereno. Ainda é difícil de acreditar nas atrocidades que a vida o fez passar. Nas atrocidades que seu pai lhe fez e que sua mãe acobertou.Sempre defendo Sarah quando Steve a ataca, mas é claro que compreendo seu lado. Sua mágoa é mais forte do que a raiva. É tão injusto! O amor de uma mãe por um filho deveria ser maior do que qualquer outra coisa. Em silêncio, preciso concordar com Steve e me questionar a mesma coisa: por que Sarah não optou pelo filho?— Vem cá!Ouço a voz rouca e sonolenta de Steve e só então percebo que estou parada no meio do quarto, nua, enquanto ele me encara com os olhos cerrados.— Por que você está aí tão longe? – pergunta mal conseguindo me enxergar.— Fui fazer xixi. – dou passos lentos até a cama. — E estava te vendo dormir. – subo no colchão e repouso as costas na cabeceira. — Sabia que você é uma gracinha dormindo?— Uma gracinha? – Steve se aproxima e deita a cabeça em minha barriga. — Não sei se te beijo ou se te espanco por isso.— Não seja ranzinza, Sr. Rogers! – rindo ao sentir Steve beijar meu peito.— Jamais, Srta. Romanoff! – ele brinca de volta, mas sinto que ainda está cheio de sono.— Por que não volta a dormir? – acaricio seus cabelos antes de checar as horas no celular. — Ainda é cedo.— Sério? Que horas são?— Nove da manhã.— E isso é cedo? – murmura de olhos fechados.— Bom, para quem foi dormir de madrugada, sim. – sorrio. — Nossas atividades se estenderam, Sr. Rogers!— Verdade, Srta. Romanoff! – Steve boceja. — Devo dizer que a senhorita me cansa mais do que meu trabalho. Mas vale a pena cada hora de sono perdida com você. – ele beija minha barriga. — Aliás, tínhamos que comemorar sua vinda ao novo lar.— É, eu também gostei! – debruço o corpo e beijo sua cabeça. — Eu te amo.— Também te amo, delícia. – Steve abraça minha cintura. — Que horas será a festa de sua prima?— À noite. – digo. — Acho que começa às oito, mas vou confirmar com papai.— Você tem os convites?— Sim.— Eu poderei entrar sem convite?— Claro, Steve! – afirmo. — Darcy também não tem convite e...— Quê? – Steve ergue a cabeça e me encara. — Ela não convidou a prima?— Amy não sabia que Darcy estaria aqui. Deve ter enviado a Seattle. – digo. — Mas não tem problema. Todos vocês vão. – rio de sua expressão sonolenta. — Volte a dormir, amor. Vou fazer café para nós.— Não quero dormir sem você. – Steve faz beicinho e volta a deitar em cima de mim. — Fica aqui. Você está tão quentinha e macia.— Steve...— Melhor travesseiro! – ele torna a beijar minha barriga, o que me causa cócegas.— Ai! Para! – tento empurrá-lo para longe, mas Steve ri e me aperta com mais força. — Ai!Na tentativa de afastá-lo ainda mais, eu me contorço e escorrego contra os travesseiros. Minhas pernas acabam caindo abertas e Steve trata de encaixar o rosto no V de minhas coxas.— Hmmmmm! – ele estica a cabeça e me lambe. — Um excelente modo de começar o dia!— Mas você está cheio de sono... – murmuro fracamente.— E acha que esse pote de mel não me despertou? – brinca antes de me lamber de novo. — Com licença, terei a minha refeição. – Steve abaixara cabeça e começa a sugar meu clitóris.— Oh! Steve!▪️▪️▪️Estou terminando de encaixar o brinco na orelha esquerda quando meu celular vibra com uma mensagem de Clint.Natinha! Tenho uma big novidade! Irei à minha primeira conferência da editora!!! Estou surtando!!!Rio ao ver que sua mensagem termina com vários emoticons sorrindo e comemorando. Digito minha resposta com dedos ágeis e ansiosos.Conferência, Clint? Uau! Isso é tão maneiro! Fico feliz por vc! Parabéns! Quando vc irá?Ele logo me digita de volta.Dentro de uma semana! Nat, sério, eu estou tão empolgado... você não tem noção do quão nervoso eu estou, porque também vai ser minha primeira viagem de trabalho! Será que vou fazer besteira?Claro que não, Clint! Fique calmo. Respire. Sabe, se te serve de consolo para acalmar os nervos, eu terminei o estágio ontem.Aahh! Já???? E passou?????Os resultados chegarão na terça pelo correio.Está nervosa?Ansiosa é a palavra certa. Quero que essa tortura acabe logo!Ah eu também iria querer. Mas não se sinta pressionada a nada, Nat. Aconteça o que acontecer, sei que vc é capaz de qualquer coisa!Obg!— Nat?Ergo o olhar do celular para Steve, que caminha em minha direção.— Está pronta?— Só falta colocar o brinco. – ponho o Iphone em cima do móvel e volto ao espelho. — Olhe. – aponto para a orelha e Steve segue a indicação de meu dedo. — Está lembrado? Você me deu de Natal. – mostro o colar que circula meu pescoço.— É verdade! – Steve sorri e acaricia as joias que me enfeitam. — Está lindo em você! Tudo fica lindo em você!— Obrigada, amor! – fico na ponta dos pés e lhe dou um selinho.— A propósito, você está deslumbrante! – Steve passa as mãos pelos lados de meu corpo e aperta minha cintura. — Não vai sentir frio com esse vestido?— Não. – dou de ombros. — Já parou de nevar, estou levando casaco, nós vamos de carro e o clube da festa de Amy é fechado. – explico de frente para o espelho.— Hmmm... – Steve assente no momento em que meu Iphone vibra e brilha novamente. — Clint? – ele olha de soslaio para a tela do celular.— Para de bisbilhotar! – brinco, mas Steve parece levar a sério.— Desculpe. Não resisti. – ele comprime os lábios arrependido. — Como ele está?— Bem. – termino de colocar o brinco e checo meu visual. — Arranjou um emprego assim como Maria e tia Sue.— Que bom! – Steve parece visivelmente feliz. — Como vai a gestação dela?— Saudável. E feliz.— E o Sr. Barton? Está melhor de saúde?— Sim, parece que sim. – eu me viro para Steve. — Clint vai a uma conferência na próxima semana.— Que bom! Fico feliz por ele.— Eu também. – sorrio.— Eu sei, linda. – Steve parece pensativo, portanto eu me aproximo e enlaço sua cintura com os braços.— Que foi?— Nada. – ele balança a cabeça e acaricia meus ombros.— Steve. – repreendo.— Às vezes... às vezes eu fico... pensando... se... ér... se eu não... se eu não afasto seus... seus amigos de você.— Quê?— Ou você deles. – completa encabulado. — Acho que passo tempo demais com você.— E? – indago rindo. — Não gosta de ficar comigo?— Claro que gosto! – Steve arregala os olhos. — Mas tenho medo... tenho medo de estar... ér... porra! Eu nunca fiz isso, Natasha! – ele tenta se livrar de mim, mas eu o abraço com mais força.— Não, não. Agora diz. Bote para fora o que está sentindo, não é difícil. – incentivo.— Tenho medo de te sufocar. – admite tenso. — Não sei. Porra, Natasha! Nunca tive que dividir nada nem ninguém. E... não sei... quero você a todo tempo, mas... caralho!— Steve...! – abaixo a cabeça e rio. — Você não precisa ficar preocupado por me dividir com outras pessoas. – digo. — As outras pessoas são apenas... – aspiro o ar e ergo as sobrancelhas. — ...as outras pessoas! Mas você será sempre minha prioridade.— Natasha, não é isso. – ele rebate. — Eu sei que é saudável termos um tempo, porque nos faz ter saudade um do outro. Mas... não sei... tenho medo de não te dar tanto intervalo de tempo assim. – explica nervoso. — E se você se enjoar de mim?— Steve, isso é ridículo! – aperto seu rosto. — Por que isso de repente?— Tive uma consulta com meu psicólogo essa semana.— Você teve?— Sim. Quando você estava no estágio.— Por que não me disse? – tento transpassar que não estou irritada, apenas curiosa.— Sabe que faço terapia. – ele responde visivelmente confuso.— É. – ergo a mão. — Mas por que essa sessão em específico mexeu com você?— Falei da nossa relação. – admite. — Sabe, sobre morarmos juntos.— E?— O Dr. Laufeyson me apoiou. Disse que tenho apresentado bastante progresso.— Mas...? – ergo uma sobrancelha.— Eu acreditei nele, mas agora... fiquei com ciúme. – Steve faz beicinho para o Iphone que vibra com mais mensagens de Clint.— Mas não precisa, bebezinho! – exclamo. — Clint é meu amigo. O que mais eu preciso fazer para te provar que é só você que importa?— Não sei. – Steve sorri. — Mas posso pensar em algumas coisas.— Pense e me avise. – entro na brincadeira. — Eu te amo, Sr. Rogers.— Igualmente, Srta. Romanoff. – murmura antes de abaixar a cabeça e me beijar.Nós nos separamos quando ouvimos a campainha tocar. Eu ponho o casaco e enrolo a echarpe no pescoço antes de pegarmos os presentes de Amy e sairmos do quarto.Ao chegarmos à sala, Darcy, Rebby e papai nos aguardam após Jessie ter aberto a porta. Todos os três seguram pacotes de presentes nas mãos.— Uau! – Darcy me analisa de cima a baixo. — Está linda!— Você se vestiu sozinha? – Rebby pergunta orgulhosa.— Seus conselhos de moda fizeram efeito. – admito com uma risadinha.— Finalmente! – ela exclama feliz. — Oi, Steve!— Oi. Estão lindas! – ele cumprimenta Darcy e Rebby. — Oi, Sr. Romanoff.— Apenas Vladimir, rapaz. – papai estende a mão e aperta a de Steve. — Como vai?— Bem. E o senhor?— Bem. E me chame de “você”. – papai brinca e Steve parece encabulado ao concordar. — Oi, minha princesa!— Oi, papai. – sorrio quando ele beija minha testa.— Está linda!— Você também. – toco na lapela de seu paletó azul-escuro. — Já falou com tio Nik?— Sim. Amy está nervosa. Acho bom você conversar com ela quando chegarmos.— Sei o que fazer. – balanço a cabeça e sorrio antes de todos nós nos despedirmos de Jessie.Pegamos o elevador e descemos até a garagem. A esquadra inteira de Steve nos aguarda diante dos carros.— Com quantas pessoas iremos? – pergunto baixinho para Steve.
— É apenas precaução.— E por que tanta precaução? – Rebby indaga. — Por acaso estamos indo à Casa Branca e se esqueceram de me avisar?— Steve é muito impressionável. – papai interfere. — E é bom irmos com segurança.— É, acho que segurança nunca é demais. – Darcy comenta ao ver a equipe de Steve entrar nos carros ao redor.— É, espero que sim. – digo antes de entrar no carro. — Oi, Fury!— Olá, Srta. Romanoff. – ele me cumprimenta e então todos nós partimos para festa de Amy.
Notas finais
Repararam no sobrenome do terapeuta do Steve? u.u
E se lembraram do conjunto de joias que Steve deu pra Nat no Natal, mostrado na fanfic anterior? *u*
E essa festa? Será que promete? Hmmmmm ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Acompanhem, favoritem, recomendem e comentem ^^
Até a próxima!
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