Haunted 🔞
28 Capítulo 28 — Tired
Notas iniciais
Hey!
Vou ser rápida porque acabei de chegar do estágio e tô morrendo de fome kakakaka
Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem :D
Tradução do Capítulo: Cansada

Com as mãos trêmulas, vou até o banheiro e pego os calmantes de Rebby. Encho um copo com a água da pia e engulo junto do remédio.Em seguida, ainda com a roupa do trabalho e de sapatos, deito na cama e choro até o efeito do medicamento surgir e me levar embora desse mundo injusto e hipócrita, mesmo que por poucas horas.⚫⚫⚫A luz do amanhecer bate no meu rosto, fazendo com que eu gema e afunde a cabeça no travesseiro.Ainda estou com as mesmas roupas de ontem à noite. E ainda de sapatos. Minha cama está toda bagunçada e eu percebo que, durante a madrugada, devo ter lutado para puxar as colchas e me proteger do frio.Olho para o relógio e vejo que são seis horas da manhã. A ideia de dormir mais um pouco me parece convidativa, mas conhecendo Steve, eu sei que ele virá me pegar para o trabalho. Então, se eu sair antes, não precisarei vê-lo.Rapidamente, levanto para tomar banho e me aprontar para o trabalho. Meus olhos estão vermelhos e inchados e eu uso pouca maquiagem. Quando saio, Rebby e Darcy estão na sala. Rebby, vestida para o trabalho, enquanto Darcy está enrolada num roupão roxo.— Bom dia, Nat! – Rebby se manifesta calmamente. — Dormiu bem?— Apaguei. – eu me sento em frente ao café que Rebby e Darcy arrumaram para mim no balcão.— Você está bem? – Darcy pergunta e eu assinto enquanto mordo uma maçã.— Só tive uma noite difícil. Por quê? – ambas se entreolham. — Tá... o que foi?— Nada, é que... ér... Steve ligou. – responde Rebby.— Ah é? – finjo desinteresse.— Ele perguntou se você estava aqui, Natasha. – Darcy diz. — Vocês brigaram? É estranho um namorado perguntar isso sobre a namorada. Principalmente mais de uma vez e pouco depois de estarem juntos.— O quê? — Ele ligou a madrugada inteira, mas preferimos não atender antes. Não sabíamos o que dizer, mas depois de um tempo resolvemos falar logo com ele. Sabe, Steve parecia preocupado, Nat.— Quem atendeu da última vez? – ignoro o último comentário de Rebecca.— Eu. – ela responde.— E o que disse?— A verdade. – Rebby me olha de um jeito confuso. — Fiz mal?— Hm... não. – dou de ombros. — Mas por que ele não ligou para o meu celular?— Parece que você esqueceu na casa dele. – Darcy explica. — Bom, preciso me arrumar. Jane é muito chata com esse lance de horário. Tchau!Ela se despede enquanto se dirige para o banheiro. Quando fecha a porta, ficamos apenas Rebby e eu.— Quer conversar? – minha amiga pergunta cautelosamente.— Não. – termino o café e me preparo para sair, mas Rebby segura meu braço.— Nat. O que foi? – indaga. — Vi que tomou os meus calmantes. Eles foram receitados a mim, Natasha, não a você. Sabe o que...— Eu só tomei dois. – esclareço. — E não houve nada. Steve e eu tivemos uma briga e eu vim dormir em casa. Afinal ainda é minha casa, né? – faço um gesto ao redor do apartamento.— Será sempre sua casa. – Rebby afirma soltando meu braço. — Enfim, seja lá o que tenha acontecido, saiba que estou com você.— Eu sei. – assinto com lágrimas nos olhos. — Você vai sair agora?— Preciso passar num lugar a caminho do trabalho. – responde. — Mas e você? Por que levantou cedo? Não é seu horário...— Quero sair logo. – Rebby me entende só pelo olhar.— Vamos lá! Eu te levo.▪️▪️▪️Quando chego ao trabalho, o prédio está praticamente vazio. Sem celular, não posso ligar para alguém para passar o tempo.Tentando me distrair, pego um livro da estante na sala dos funcionários, mas as palavras de Peggy rondam minha cabeça como assombrações.— Natasha?Pisco, silenciando a voz de minha consciência e olhando para a pessoa à minha frente.— Senhora...— Chegou cedo! – Sra. Jenksey exclama com a testa enrugada.— É... caí da cama hoje. – solto um riso tímido, vendo que a Sra. Jenksey pendura seu casaco no cabideiro.— Ótimo! – franzo o cenho.— É? Por quê?— Tem uma paciente. – revela. — Uma garota de treze anos. Como não tem mais ninguém aqui... – a Sra. Jenksey faz uma pausa para erguer os ombros e olhar ao redor — ...se importa de atendê-la? Parece ser uma emergência particular. Se não puder...
— Não, claro que não! – rapidamente fico de pé.— Sala mil e seis. – ela estende as chaves para mim.— Certo. – antes que me vire, a Sra. Jenksey repreende.— E sei que sempre te digo isso, mas vou reforçar mais uma vez: que não se repita o que aconteceu em sua primeira sessão, Natasha.— Sim, senhora. – afirmo com os olhos arregalados.— Bom! Agora vá.▪️▪️▪️Na hora do almoço, ainda estou com a sessão rondando minha cabeça. A menina que atendi se chama Sabrina. Tem apenas treze anos e já sofreu tanto! Foi abandonada pelos pais logo que nasceu e adotada quando tinha oito anos. Antes, vivia nas ruas depois que escapou, com vida, do incêndio que aconteceu no orfanato onde residia.Segundo ela, seus pais adotivos a amam, mas Sabrina quer saber sua origem, desejo que machuca seus responsáveis legais, pois acham que Sabrina quer ir embora.Enquanto me encaminho para a sala dos funcionários, Phoebe, a moça da recepção, estende o telefone para mim.— Natasha?— Sim?— Uma moça te procurando.— Moça? – repito confusa. — Disse quem era?— Ahn... alguma coisa... Stacy.— Oh! Claro! Obrigada! – sorrio e atendo ao telefone. — Oi, Gwen!— Ei! O que deu em você para ficar sem celular? – ela me faz rir. — Estou tentando falar com você desde cedo! Quando finalmente alguém atendeu não foi você, mas sim Steve!— É... eu... esqueci meu celular na casa dele ontem.— Ah! E não foi pegar?!— Não tive tempo ainda. – digo rapidamente. — Mas e aí? O que foi?— Bom, sei que nos vimos há pouquíssimo tempo, mas... estou na pausa do almoço agora. Quer ir comer num restaurante que eu adoro?— Claro! Por que não? – rio. — Onde a gente se encontra?— Gostaria de te dizer que mandaria o endereço por mensagem, mas você resolveu aderir à tecnologia, então me espera na esquina da Quinta Avenida, tudo bem? Perto daquela banca de jornal.— Okay. – assinto. — A gente se encontra em dez minutos.— Quinze! – Gwen ri. — Preciso fazer xixi primeiro.— Tá bom. – concordo enquanto desligo o telefone ainda rindo. — Obrigada, Phoebe!— Ah... Natasha? – ela me chama de volta.— Sim? Outra ligação?— É.UmadeSteveRogers. – revela. — Desculpa.Nãotechameiporqueestavanaaula.— Não, tudo bem. – murmuro. — Não conheço ninguém com esse nome. Deve ter sido engano. – eu me afasto antes de me arrepender do que disse.▪️▪️▪️Já comprei dois chicletes e um chocolate na banca enquanto espero por Gwen. Meu estômago está roncando de fome.Quando penso em desistir, ela surge do outro lado da rua correndo contra o vento frio que bagunça seus cabelos.— Oi! – Gwen exclama ofegante.— Oi! – devolvo. — O que houve? Seus dez minutos se transformaram em meia hora!— Desculpa! – Gwen murmura. — Eu estava saindo quando fui chamada para uma reunião breve. Não tive como te avisar. Foi mal!— Tudo bem. Só vamos logo para esse almoço. O tempo está correndo e eu estou morrendo de fome!Em menos de dez minutos, Gwen e eu chegamos ao tão famoso restaurante. Segundo Gwen, ele é maravilhoso em todos os sentidos, tanto em decoração quanto em comida.— Essa mesa está boa. – ela sorri enquanto nos sentamos perto da janela.— Boa tarde!Uma moça se aproxima de nós sorrindo e com um bloco nas mãos. Gwen e eu respondemos ao seu cumprimento.— Querem olhar o cardápio ou já sabem o pedido?— Ahn... – fico indecisa e arrisco um olhar para Gwen.— Eu já tenho meu! Natasha, você quer olhar o cardápio?— Qual é o seu pedido? – pergunto.— Almôndegas! – ela exclama batendo na mesa. — Natasha, é sério: você precisa provar as almôndegas daqui! Não são almôndegas comuns; são almôndegas coreanas! – Gwen fala cada palavra separadamente.— Almôndegas coreanas? – seguro o riso enquanto a garçonete escreve algo no bloquinho.— Agora estou lembrada de você. – ela sorri para Gwen. — Vem aqui todas às sextas. E quase sempre pede o mesmo prato.— Para vocês verem o quanto é gostoso! – Gwen enfatiza com os olhos brilhando. — E então, Nat? Arrisca?— É, acho que sim. Pela sua empolgação, a coisa é boa mesmo!— Pode crer que é! – Gwen reafirma. — Ahn... para beber vou querer um suco de laranja.— Eu vou querer água sem gás. – informo e a garçonete anota tudo antes de se retirar. — E então? Por que me chamou aqui?— Ahn... bom... – Gwen suspira e cruza os dedos frente ao queixo após apoiar os cotovelos sobre a mesa. — ...é estranho demais eu dizer que as vezes fico repensando sobre Oxford?— Ahn? – franzo o cenho. — Como assim? Você não vai mais para lá?— Vou, vou!— Mas...?— Harry me fez uma proposta. – revela após bufar. — Disse que se interessou bastante na minha tese final da faculdade e gostaria que eu fizesse meu mestrado aqui. Ah! E aceitasse um emprego permanente. Sabe, como um pacote só.— E o que você disse?— Disse que pensaria.— Mas por que isso, Gwen? Já não está tudo certo sobre Londres? Inclusive, ele mesmo sabe disso!— É, mas... – Gwen suspira. — Não sei... eu quero muito ir para Londres, Natasha.— Mas...? – seus olhos marejam. — O que foi Gwen?— O Peter. — O Peter? O que tem o Peter?— Ele é mais importante, Nat. Mais importante do que qualquer proposta de emprego do mundo!— Mas do que você está falando, Gwen? Vocês já estavam resolvidos quanto a isso. – murmuro sem entender.— É. E eu resolvi ir. – ela suspira. — Resolvi ir e Peter já procurou emprego por lá, sabe, como fotógrafo de um jornal. Caramba, nós até já temos uma casa!— Então o que tem de errado aqui?— Não posso ficar nesse jogo de aqui e lá com ele, Natasha. Simplesmente não posso! – explode confusa.— Gwen, eu estou tentando entender, mas... você precisa ser mais específica. Qual o problema?— Sei que Peter só está se mudando para lá por mim. E... e-eu tenho medo de estar sendo egoísta. Sabe, de estar olhando demais para o gramado do vizinho quando, na verdade, não preciso.— Então, você...— E se a vida estiver me dando uma chance, se estiver nos dando uma chance? Tipo, e se essa proposta do Harry for a minha última chance de realmente fazer o que é certo, entende?— Gwen, calma. Respira. – solto um riso nervoso. — Você sempre quis ir para Oxford. E Peter sempre soube disso. Não é egoísta por correr atrás dos seus sonhos. — Eu sei, mas... esse sonho não envolve somente a mim. Não posso sacrificar outra pessoa por isso.— Gwen, o que você não pode fazer é se deixar levar por outra pessoa. É a sua vida!— Pior que eu nem tenho como tocar nesse assunto com Peter agora, faltando dias para irmos. Já gastamos tanto dinheiro nos programando! – Gwen desabafa contra as mãos.— Gwen, eu sinto muito. Eu gostaria de poder saber o que te dizer..— Tudo bem. Acho que eu estava mais precisando falar do que ouvir mesmo.— É, tem vezes que é só isso que importa.— Pois é... a vida a dois está me dando boas-vindas! E olha que nós nem nos casamos ainda. – ela brinca.— É, minha amiga, é realmente complicado. – solto um riso triste e isso chama a atenção de Gwen.— O que é complicado? Como assim?— Relacionamentos. – ergo o olhar para ela. — São sempre complicados, não são?— É, são, mas é isso que os fortifica. – assegura com um sorriso meigo. — Por que isso de repente? Problemas no paraíso?— Não tão sérios quanto os seus.— Natasha, por favor. – Gwen rebate. — Isso aqui não é um monólogo. – ela ri. — E nem te chamei aqui como psicóloga, e sim como amiga. Você pode e deve falar também.— Eu sei. – assinto. — Mas... acho que preciso conversar com Steve primeiro. Sabe, nós ainda não nos falamos desde... ér...— Então essa foi a causa de você ter esquecido seu celular na casa dele! – Gwen constata.— Em parte. – dou de ombros. — Bom... mas eu me sentirei melhor se realmente só ouvir você falar.— Espertinha! – brinca e eu rio. — Acho que já disse tudo.— Não, tem outra coisa.— Outra coisa?— É. Você disse que...— Ah, ah, é! – Gwen estala os dedos rindo. — Bom, é sobre o casamento.
— Casamento? Oi? Vocês disseram que ainda não tinham data!— Eu sei, mas... no meio de tantas preocupações, casar com Peter será o meu momento de paz. – explica. — E, mesmo que eu esteja com mil coisas na cabeça agora, eu quero fazer isso. Entende? Seja aqui, seja em Oxford ou qualquer outro lugar do mundo!— Que bom! Então já começaram a estudar um dia?— Estamos pensando em abril.— Em abril? Já? Uau! – exclamo emocionada por ela.— Eu não faço questão de algo grande, mas é importante para minha mãe e para tia May, então... será algo meio a meio.— Como assim? – pergunto, mas a garçonete chega com os nossos pedidos.— Aqui estão suas almôndegas coreanas! – ela deposita os pratos sobre a mesa antes de nos servir com as bebidas que pedimos. Gwen dá um gole em seu suco enquanto eu bebo a água. — Aproveitem!— Obrigada. – agradeço junto com Gwen. — E então? Farão algo meio a meio...?— É. – ela faz uma pausa para morder sua almôndega. — Hmmmmm! Que coisa maravilhosa! — Verdade! – balanço a cabeça após provar a bolinha de carne.— Bom, não vai ser uma reunião só de família e amigos num cartório. – ela começa, pegando-me desprevenida. — Casaremos no cartório e depois terá a festa da Igreja. Meu pai gostaria de me levar ao altar. – Gwen mexe no colar em volta do pescoço. — E sei que o tio de Peter também gostaria de estar lá.— Eu sinto muito. – murmuro. — Pelos dois.— Eu sei. – ela sorri. — Obrigada!— Sabe que pode contar comigo, Gwen. – digo. — Eu sei que não temos nos visto muito desde a formatura. Nenhum de nós. Mas estaremos sempre juntos.— Eu sei. E ainda me sinto muito culpada por não ter podido ir ao evento da Rebby. Ela me convidou, a mim e ao Peter, e contava conosco.— Ela entende os seus motivos. Oxford e OsCorp ainda eram dois dilemas para você. – argumento. — Aparentemente ainda são.— É. Mas não eram para ser. – ela bufa. — Não mais!— Você tem sorte, Gwen! – exclamo sorridente. — Deveria se sentir lisonjeada por dois grandes e importantes campos de pesquisa estarem disputando por você! Parabéns!— E eu me sinto muito lisonjeada! Mesmo! E grata! – afirma com os olhos arregalados. — Sério, sério mesmo, eu me sinto muito honrada por estar sendo competida por duas putas empresas! – Gwen ri e eu a acompanho. — Mas, ao mesmo tempo, sinto medo, entende? – ela parece procurar pelas palavras certas. — Tenho medo de... de escolher um sendo que deveria escolher outro. É tão confuso! E ainda tem o nosso casamento. Como vamos planejar uma festa que, a princípio, nem sabemos onde vai acontecer: aqui ou em Londres?— Eu compreendo. – como mais uma almôndega. — Mas, faça o que fizer, sei que fará muito bem! – aperto sua mão. — Acredito em você, Gwen! E, se tiver que voar para Londres para te ver casar, você pode apostar que eu vou!— Obrigada. – ela sorri comovida.▪️▪️▪️No meio do almoço, ou melhor dizendo, assim que terminamos de comer e estamos apenas rindo e conversando, o celular de Gwen começa a tocar.Ela encara a tela com a testa franzida e seu sorriso largo e contagiante morre aos poucos.— O que foi? Trabalho?— Não. Não, não. É que... – Gwen faz uma pausa e suspira. — Não conheço esse número. – ela dá de ombros e bloqueia o celular. — Não atendo a números desconhecidos.— Ah! – assinto antes de beber minha água. — Mas e se for do trabalho?— Eu tenho o número do pessoal da minha área de pesquisa. – ela explica. — Deixa para lá. Bem, como eu estava dizendo, ainda não...JING JING JING JING JING JINGO celular de Gwen volta a tocar. Bufando, ela o pega e revira os olhos, murmurando para si mesma:— Que pessoa chata! Não se tocou de que eu não vou atender?!— O número é daqui pelo menos?— É! – ela vira o celular para mim. — Eu sei lá o que...— Gwen, é o Steve! O Steve está te ligando!— Ahn? Steve? Mas como ele... – arranco o celular de sua mão e atendo. — Ei! Natasha, não...— Steve, o que você quer? – vou direto ao assunto. — Como se atreve a ligar para o telefone da minha amiga? Você tem merda na cabeça?!— Sinto muito, mas era a única maneira de eu me comunicar com você, uma vez que deixou seu celular na minha casa e nem se preocupou em pegar de volta.— O que você quer? – torno a repetir quando ignoro seu sermão.— Precisamos conversar.— Conversar? O que eu chamo de conversar, você chama de mentir. – rebato e só então me lembro de que Gwen está bem na minha frente. — Olha, eu não posso falar agora. Estou num almoço.— Eu sei. – murmura e eu me dou conta de que a voz está perto demais. Calorosa demais. Oh...! Essa voz está pessoal demais.— Steve! – exclamo boquiaberta ao vê-lo parado ao lado da nossa mesa ainda com o celular na orelha.— Oi. – ele encerra a ligação e olha para Gwen. — Oi, Srta. Stacy.— Ahn... apenas... "Gwen". – ela murmura antes de se virar para mim. — Ér... Natasha, nosso almoço foi ótimo, mas... eu preciso ir. – Gwen faz uma careta e fica de pé.— Não! – puxo a manga de seu casaco. — Gwen, nós ainda não terminamos. Sério, você não precisa...— Sim, eu preciso. – Gwen me interrompe sutilmente.— Não. Não, Gwen, nós...— Até mais, gente! – ela ignora meus apelos e aperta meu ombro ao passar por mim.— Você não tem o direito de interromper a minha conversa com a minha amiga! – digo após bufar.— Por isso esperei até terminarem de almoçar. – Steve se senta no lugar de Gwen. — Hm... ela esqueceu o celular. – ele aponta para o aparelho que ainda estou segurando.— Merda! – grunho, olhando para fora da janela, mas não avisto Gwen.— É... está explicado por que são amigas, pois têm muito em comum. – Steve ironiza, mas eu não caio na pilha.— O que quer aqui? Melhor dizendo: como conseguiu o número de Gwen? Aliás, como descobriu onde eu estava?— O que você quer que eu responda primeiro? – ele tenta brincar, mas eu bufo e reviro os olhos. — Natasha, sinto muito por ontem à noite. – começa, olhando nos meus olhos. — Sei que as palavras de Peggy te atingiram. Não quis que nada daquilo acontecesse.— Steve, quer saber de uma coisa? Eu já cansei disso!— De quê? De mim?— Na boa? – aumento o tom de voz. — É, Steve, eu já me cansei de você! Satisfeito? – bato na mesa. — Era isso que você queria, não é? O tempo todo queria me afastar. Parabéns, você conseguiu!— Afastar você? Natasha, você enlouqueceu? Eu te amo mais do que tudo!— Pois não parece. – rebato. — Quem ama não mente, Steve.— Eu não menti.— Mentir, omitir... dá no mesmo, uma vez que você faz isso sempre!— Mas eu não...— Oi! – Gwen aparece no meu campo de visão, ofegante e sem graça. — Ér... eu...— Foi mal. – entrego o celular a ela.— Tudo bem. – Gwen ri e respira fundo. — Ai... vim correndo. Pera aí. – ela se debruça e pega meu copo d'água. — Pronto. – Gwen bebe todo o líquido e põe o copo de volta à mesa. A seguir, abra sua bolsa. — Jesus! Também me esqueci de pagar...— Não se preocupe com isso, Gwendolyn. – Steve intervém. — Deixe comigo.— Quê? Não...! Steve, não precisa... – ela tentar argumentar.— Por favor. – ele olha para mim. — Eu insisto.— Ér... – Gwen balbucia.— Quer pagar nosso almoço? Ótimo! Então pague por tudo, Steve! – pego minha bolsa e levanto. — Gwen e eu estamos de saída.— Natasha...— Se for mesmo pagar a nossa conta, sugiro que ao menos faça um pedido. Assim valerá mais a pena. – ironizo enquanto olho para Gwen. — Vamos?— Ér... ahn... sim? – ela ri nervosamente. — Ér... sim, sim. Ahn... Steve? – Gwen atrai sua atenção. — Obrigada pela gentileza, saiba que não precisa fazer isso.— Os amigos de Natasha são meus amigos também. – Steve argumenta com um meio sorriso. — Não se preocupe. Eu pago. E seguirei o conselho de Natasha: irei almoçar aqui.— Certo! – Gwen assente e nós começamos a andar até que ela se vira e exclama: — Se for pedir algo, peça as almôndegas coreanas! – faz uma pausa seguida de uma careta contente. — Elas são ótimas!— Obrigado pela dica. – Steve segura o riso.— Vamos, Gwen! – puxo seu casaco.— Okay. Até mais! E obrigada!Gwen acena enquanto saímos do restaurante e pisamos na calçada. Ao meio fio, avisto o carro de Steve com Fury dentro. Claro! Ele viu e me dedurou para Steve!— Ele foi tão gentil, Nat!— Ele é sempre gentil! – cruzo o braço com Gwen e começo a caminhar por Manhattan.— Está tudo bem entre vocês? – ela pergunta cuidadosamente.— Gwen, eu aprecio sua preocupação, afinal é o que amigas fazem, mas eu realmente não quero falar sobre isso. – olho para os dois lados da rua antes de atravessar.— Eu entendo. – ela diz ao meu lado. — Saiba que estou aqui, caso mude de ideia.— Eu sei. – paramos em frente a uma loja de biscoito. — Ahn... eu ainda tenho um tempo vago de almoço, mas na verdade prefiro voltar logo ao trabalho. Sabe, ocupar a cabeça.— Claro, claro! Eu entendo, Nat. – ela assente. — Bom, quem sabe não marcamos outro jantar esse final de semana? Podemos ir ao restaurante em que acabamos de almoçar. Afinal, precisamos conversar mais sobre os planos de casamento. – Gwen sugere sorridente. — Já vamos entrar em março e o casamento será no mês que vem. Preciso de toda a ajuda possível!— Claro! Eu falo com Rebecca. E posso ir com minha prima, assim vocês se conhecem. – sou grata por sua sutil tentativa de me distrair.— Perfeito! Eu falo com Peter, mas antes aguardo por uma resposta sua.— Okay. Eu aviso. – estico os braços e os passo ao redor de seus ombros. — Obrigada, Gwen! Foi ótimo passar esse tempo com você! – murmuro contra seu casaco.— Eu digo o mesmo. – ela aperta minha cintura antes de nos soltarmos.— Tchau!Faço sinal para um táxi e me despeço de Gwen mais uma vez antes de entrar no carro. Ela acena para mim do lado de fora antes de virar e seguir pela rua.— Boa tarde! – cumprimento o taxista, que me responde da mesma forma educada.— Boa tarde, moça! Para onde quer ir? – digo o endereço da Minds Manhattan antes de repousar as costas contra o banco e seguir o trajeto em silêncio.
Notas finais
Obrigada pelos 340 comentários, 139 acompanhamentos, 66 favoritos, 8 recomendações e 20865 visualizações :D
Link que não abriu no capítulo (taxista) --> https://geeksoncoffee.com/wp-content/uploads/2018/11/15.gif
Não mereço mais recomendações? :(
Até a próxima, amores!
Beijocas!
Ps: leiam essa fanfic MARAVILHOSA aqui --> https://fanfiction.com.br/historia/778544/A_Aranha_na_Teia/
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