Haunted 🔞

14 Capítulo 14 — It's only you


Notas iniciais
Hey! Tudo bem? O capítulo de hoje é dedicado à sexromanogersceci, que recomendou a fanfic! Obrigada pelo carinho e dedicação ^^ Tradução do Capítulo: É só você Ps: leiam as notas finais, por favor, tenho um comunicado e uma pergunta a vocês. E ambos são importantes.

Quando estou esvaziando minha terceira taça de champagne, meu celular vibra dentro da bolsa. Após pegar o Iphone vejo que é uma mensagem de mamãe.

Oi, querida! Como vc está? E o seu estágio? Tentei ligar para vc hoje, mas deu direto na caixa-postal. Está tudo bem? Ligue para mim.

Bjs, amo vc!

Termino de ler a mensagem de mamãe e, automaticamente, um nó se forma em minha garganta. Sinto saudades e mal tenho falado com ela nas duas últimas semanas.

Minha volta de Los Angeles foi muito tumultuosa, pois assim que pus os pés em Nova York acabei perdendo o amor de minha vida. Foi tudo muito rápido e frustrante. E doloroso! Eu nem cheguei a ir para casa. Fury me pegou no aeroporto e me levou direto para o local o qual eu sairia com o coração em pedaços na manhã seguinte.

Só de lembrar já me causa uma angústia surreal dentro do peito. Acalme-se, menina. Você apenas recebeu uma mensagem de sua mãe. Isso não é motivo para remoer o passado e acabar abrindo suas comportas da tristeza aqui, em plena festa. E em pleno público! Supere. Supere.

Ouço a voz de minha própria consciência e absorvo meus auto conselhos. É tudo graças a ela. A essa voz silenciosa, mas que tem uma força e um som avassaladores que sempre me fazem refletir e enxergar o mundo ao meu redor.

Essa voz tem mais poder do que qualquer dominação poderia exercer em alguém! Pois é a sua voz dentro de caixinhas e mais caixinhas que montam nosso coração e alma. São as caixinhas mais preciosas e reveladoras que temos. E devemos sempre abri-las e estudá-las em momentos difíceis, momentos os quais precisamos ouvir a nós mesmos.

— Natasha?

Fecho a caixinha de meus pensamentos e olho para a figura morena, alta e de olhos azuis que está em pé ao meu lado.

— Bucky! Oi! – começo a me levantar, mas Bucky ergue a mão e me faz permanecer sentada.

— E aí? – ele sorri e descansa o braço esquerdo no encosto do sofá atrás de mim. — Como você está? Curtindo? Amando?

— É. – meu rosto cora e eu sorrio. — Os dois. E estou muito bem por fazê-los! – exclamo. — E você? Novidades? Como vai o trabalho?

— Muito bem! Não tenho novidades, apenas... dúvidas.

— Dúvidas? – indago sem entender. — Como... como assim?

— Tem a ver com você.

— Comigo? – solto um riso nervoso. — Mas por quê?

— Bom, se bem me lembro, combinamos que iríamos sair. – Bucky limpa a garganta segurando um sorriso.

— Ah! – coro com mais força ainda. — É... é! – descanso a palma da mão contra o peito e rio. — Sim, é verdade. Desculpe. Não tive muito tempo nessas últimas semanas. – explico com rouquidão na voz. — O início do estágio tem sido puxado. Tenho que batalhar para conquistar sucesso lá e mostrar meu potencial para conseguir ficar. É uma disputa pelo seu espaço.

— E você irá! – afirma Bucky batendo o ombro contra o meu. — Acredite em si mesma! Se estiver fazendo o que ama, não tem como falhar.

— Obrigada! – lanço um sorriso grato e gentil a ele. — Ahn... você... você veio acompanhado?

— Com meus pais. – responde e eu rio junto com ele. — E você? – encaro Bucky com uma sobrancelha erguida e ele entende minha resposta silenciosa. — Ah! Claro! – Bucky dá um leve peteleco na própria testa. — E onde ele está?

— Bom...

Quando olho para o lado vejo que Steve se aproxima de nós com passos firmes e ágeis. Seus punhos estão fechados ao lado do corpo e eu sei que ele está nervoso. Mas por quê? Bucky é seu irmão! Eles se amam, são uma família! Teriam mesmo de competir por uma garota? E ainda por cima sendo essa garota eu? Isso é loucura!

— Bucky. – a voz máscula de Steve me faz piscar e olhar para cima. Ele está em pé de frente para Bucky e eu.

— Oi, Steve! – Bucky se levanta e o abraça, dando tapas amigáveis no meio de suas costas.

Steve treme e fica acuado nos braços do irmão. Eu tento levantar para inventar algo e afastá-lo, mas Steve me lança um olhar como se dissesse Fique onde está! Eu apenas assinto sem dizer nada.

— Cheguei há um tempinho com a mamãe e o papai. – Bucky volta a se sentar ao meu lado.

— É, já falei com eles também.. – Steve repousa os quadris no braço do sofá à minha esquerda.

— Peggy está aqui? – Bucky pergunta e eu sinto o sangue gelar.

— Sim. – Steve responde sem interesse na voz. — Já conversei com ela também.

— Bom, então acho que é minha vez agora!

— Bucky. – adverte Steve em um tom repreensivo. — Ela está com o marido.

— Só com o marido? – Bucky fica de pé e lança um sorriso irônico a Steve, que bufa ao meu lado.

— Sim. Pelo o que eu tenha visto. – Steve responde com ênfase na voz.

— Hmmm... acho difícil. Vou ver o que descubro por você. – Bucky se afasta de nós e se mistura na multidão dos convidados que enchem o salão principal.

— O que... o que foi isso? – dou espaço para Steve sair do braço do sofá e se sentar ao meu lado.

— Também gostaria de saber. Não se preocupe. – ele pousa a mão em minha perna. — Você está bem?

— Bem? – indago com o cenho franzido.

— Sim. – Steve olha em meus olhos atentamente.

— Bom... sim. Por que não estaria? – ergo os ombros e Steve desvia o olhar. — Steve? Steve, olhe para mim. – toco em seu rosto e vejo que ele me atende. — O que foi? Você realmente vai esconder alguma coisa de mim?

— Também está escondendo uma coisa de mim. – rebate com um sorriso debochado nos lábios.

— E o que é? – questiono confusa.

— Sabe o que é! – acusa. — Eu ainda não entendi o que você e a minha...

— Ah, Steve! – exclamo. — Isso não é da sua conta! E não envolve você! São assuntos de mulher, você não pode querer estar a par de tudo. Nem todas as coisas são para você saber. – digo com a voz tensa. — Mas é claro que, se fosse algo que envolvesse sua vida e sua segurança, eu lhe diria. – cruzo os braços e Steve suspira pesadamente.

— Pare com essas indiretas, Natasha! Não há motivo para você ficar assim, nervosa e desconfiada de tudo!

— Mesmo? – ergo uma sobrancelha. — Então eu vou te perguntar uma coisa agora e você vai me responder com a verdade. Sem hesitar. Tudo bem? – Steve ergue os ombros. — Diga! – exijo e ele ri.

— Okay, Natasha, eu vou te responder com a verdade.

— Okay... – descruzo os braços e suspiro. — O que Bucky quis dizer sobre a Peggy estar só com o marido?

No momento que faço tal pergunta, Steve para de sorrir e me encara com o cenho franzido. O pouco encanto que ele havia adquirido nos últimos segundos acabou se esvaindo agora. Rápida e drasticamente. Mas o que houve agora, meu Deus? Quem mais poderia estar aqui com Peggy?

— Steve? – chamo. — A verdade. – relembro entredentes. — Por acaso preciso me preocupar que seja alguém... ahn... não sei... com um passado com você?

Steve pisca surpreso.

— O quê? Não!

— Mesmo? – Steve nota a vulnerabilidade em minha voz, pois esta está mais forte e potente do que a raiva.

— Sim, não precisa mesmo. – ele acaricia meu rosto. — Natasha, acredite em mim. É só você. É só você que existe para mim, linda. – o brilho misterioso e intenso de suas íris azuis perfura as minhas verdes.

— Eu acredito. – murmuro com a voz rouca. — Quer dizer... eu quero acreditar, eu realmente quero, mas eu estou assustada. Você não me dá todas as respostas que eu peço, não divide suas preocupações comigo e isso me deixa insegura em relação ao que estamos tentando construir.

— Natasha, não estamos tentando construir nada. – rebate com o cenho franzindo e ainda sem soltar meu rosto. — Nós estamos construindo. Já começamos. Do momento que você aceitou em me dar uma segunda chance, já iniciamos a nossa história.

— Eu sei. Eu sei. Mas ainda é um pouco estranho para mim.

— E para mim também, linda. É muito mais estranho para mim.

— É isso que me deixa nervosa! – luto para não me entregar às lágrimas. — Você tem essa necessidade de dominar e eu não quero mais isso. Ao menos não do jeito que você está acostumado a fazer. Isso não te frustra, nem que seja um pouco?

— Não. – Steve é convincente para mim, mas não para o meu coração. — Natasha, ter você é o essencial para mim. Se me ama realmente, precisa acreditar nisso, no que eu te digo.

— Eu te amo! – arregalo os olhos. — Não duvide. Eu acredito em você, mas o seu querer de dominar não é você falando, Steve, é o seu interior. Está em você, mas não é você. Então...

— "Então...", nada. – um V destaca o meio de suas sobrancelhas. — Eu só quero uma coisa, Nat. – Steve me encara com um meio sorriso. — E eu já tenho. O resto não importa mais. Nunca fui tão sincero quanto estou sendo agora. – ele solta um suspiro frustrado e retira as mãos de meu rosto. — Eu realmente não sei mais o que dizer ou fazer para que você se sinta segura. Eu estou tentando, mas... você parece ser mais complicada do que eu.

— Não jogue as rédeas da situação para mim! – pego sua mão largada sobre o sofá. — Eu amo você e confio em você, mas eu preciso que me diga a verdade. Só assim uma pessoa pode acreditar na outra, Steve. E não é só comigo que funciona desse jeito, mas com qualquer um. Relação é amizade acima de tudo. E amizade é sem segredos.

— Vai me dizer que não guarda segredos da Rebecca? – ele aperta minha mão em provocação, o que me faz fuzilá-lo com os olhos.

— Eu só guardo por sua causa! – exclamo. — Dói muito ter que esconder coisas a meu respeito para Rebby, mas eu penso e chego à conclusão de que não são sobre mim, mas sobre você. E é por isso que não digo nada, mesmo que me envolvam. E ainda assim machuca.

— Desculpe. – Steve beija minha mão. — Jamais teria nem nunca tive intenção de prejudicar sua amizade com ela.

— Eu sei. – aperto os dedos contra os dele. — Só... vamos adiar essa conversa, okay? Não estou com cabeça para isso agora.

Nesse momento, Pepper sorri e faz um sinal com as mãos para nós. Em seguida, reparo que todos os convidados estão se dirigindo à sala de cima.

— Acho que devemos ir. – fico de pé junto de Steve.

— Okay. Depois conversaremos melhor sobre isso. – ele segura meu queixo e puxa meu rosto para cima. — Você é tudo para mim, Nat. – sua boca roça a minha.

— Eu sei.

▪️▪️▪️

Sentada à mesa de jantar, alterno o olhar entre o prato de sopa à minha frente e Peggy. Infelizmente, ela resolveu se sentar bem à minha frente, o que me faz, ainda que inconscientemente, encará-la.

Ao seu lado, um rapaz moreno e de olhos tão castanhos quanto os dela se apresentou como seu marido. Ele ao menos parece simpático e educado. Ao menos.

— Natasha? – o chamado de Steve me faz desviar os olhos de Peggy.

— Quê? – meu diversos tons sorri e acaricia meu rosto.

— Por que essa carinha? – Steve beija minha bochecha. — O que foi?

— Nada. – ergo os ombros e aprecio seu carinho. — Estava apenas tentando controlar meu enjoo. – olho de relance para Peggy, que ri e conversa distraidamente com seu marido.

— Sinto muito por isso. – Steve me solta e toma uma colherada de sua sopa. — Eu já suspeitava que ela fosse estar aqui, pois também é amiga de Tony e Pepper.

— É, eu também suspeitava. Não por ela ser amiga deles, mas sim por estar em todos os lugares que você está, como se fosse uma sombra. – passo a colher pela sopa e faço questão de falar alto o suficiente para que a cobra à minha frente escute. — E também sinto muito por ter que dividir a mesa com ela.

— Nat, eu entendo que esteja desconfortável com a situação, mas tente se controlar. Faça isso por Pepper e Tony. – pede e eu assinto. — E você também precisa comer. – Steve adverte suavemente. — Por favor, linda. Você já bebeu muito. – ele acaricia minha coxa por baixo da mesa.

— Okay. – começo a tomar a sopa.

Em minha frente, a alta e alegre gargalhada de Peggy me faz querer vomitar na mesa. Que mulher nojenta! Eu a detesto! É possível uma pessoa soar tão repugnante e inconveniente para outra?

Eu jamais pensei que pudesse ser capaz de odiar alguém, mas, mais uma vez, a vida me passa a perna e eu me escancaro diante de meu próprio dilema. Ódio é um sentimento muito forte, menina. Concordo! Mas foi essa vagabunda que ocasionou a imensa dor que Steve e eu sentimos durante nosso tempo de separação. A culpa é toda dela! Não é toda dela, Natasha.

Okay, pode até ser que não, mas foi por causa da mentira dela que nós começamos a discutir. E uma coisa levou a outra, mas ela foi a semeadora de toda a discórdia e todo o sofrimento. Por isso mesmo eu a odeio!

— O que foi?

Peggy se dirige a mim.

— O que foi o quê? – retruco e ela disfarça um sorriso travesso.

— Nada. É que... você ficou me encarando. – a morena detestável à minha frente morde o lábio vermelho pintado de batom e bate com as unhas bem feitas sobre a mesa. — É meu direito saber o motivo, não acha, querida?

— Peggy. – Steve repreende, o que chama sua atenção.

— Ér... desculpe. – Peggy balbucia. — Você devia estar com o olhar perdido e acabou pousando em mim. Não há motivos para discussões.

— É. Também acho. – tomo um gole de vinho e Steve aperta minha coxa mais uma vez num claro sinal para que eu me recomponha.

— Bom... você deve ser a Natasha. – comenta o marido de Peggy, fazendo com que eu olhe para ele enquanto o caldo da sopa desce pela minha garganta.

— Sim. – sorrio educadamente. — Natasha Romanoff. E o senhor?

— Muito prazer, Srta. Romanoff! – o moreno estica o braço e aperta a minha mão. — Eu me chamo Daniel Sousa.

— Prazer, Sr. Sousa. – respondo. — Pode me chamar só de Natasha.

— E a senhori... ér... e você pode me chamar de Daniel. – ele sorri simpaticamente.

— Okay. – Steve aperta minha coxa novamente, mas dessa vez é de modo tranquilo. — Ér... então, sua esposa é Margaret Sousa. – quando ele torna a apertar, eu já percebo que voltou para a repreensão.

— Peggy. – a morena ergue os olhos castanhos para mim e sorri falsamente. — É Peggy Sousa. – corrige. — Mas eu prefiro usar meu nome de solteira em questões de trabalho.

— Isso não incomoda o seu marido? – ela pigarreia antes de limpar os cantos de seus lábios com o guardanapo.

— No começo, sim. – Daniel toma a frente da esposa surpreendendo tanto a mim quanto a ela. — Mas eu entendi que Peggy prefere receber mérito por si mesma, não por estar casada comigo.

— Hmm... – pendo a cabeça para o lado sem entender. — Desculpe perguntar, mas qual é o seu ofício?

— Sou promotor. E dono do escritório no qual Peggy iniciou a carreira. – Daniel pega a mão de Peggy. — Nós nos conhecemos na faculdade da base do exército. Ela estava assistindo a um julgamento como estagiária no qual eu estava acusando o réu.

— Ah, sim!

Minha mente divaga diretamente para o dia em que Peggy me contou sobre ela e Steve terem se conhecido no exército. Será que Steve, ela e Daniel viveram um típico e broxante triângulo amoroso?

— Posso ler sua mente, Natasha. – Peggy ergue uma sobrancelha castanha pela testa. — E a resposta é "não". Daniel e eu começamos a sair dois anos depois de eu terminar meu mestrado. Tudo o que aconteceu antes disso foi em minha época de solteira. – ela alterna o olhar entre mim e Steve, que permanece quieto, mas a encara nos olhos também.

— Eu sei que eles tiveram um namorico, Natasha. – Daniel sorri após tomar um gole de vinho. — Não precisa se sentir desconfortável com isso. Hoje eu sei que eles são amigos. E eu respeito isso.

— É, eu imagino. – abaixo os olhos e seguro a vontade que tenho de gritar e virar essa mesa. Ah, se ele realmente conhecesse o tipo de mulher com quem se casou...!

— Você e Steve estão juntos, não? – Sarah olha de soslaio para nós com a pergunta de Daniel, mesmo que esteja sentada do outro lado da mesa a três lugares após Peggy e o marido.

— Sim. – Steve responde por mim. — Apesar de nos conhecermos há pouco tempo, parece que estamos juntos há anos. – sua fala me faz rir e ele me interroga com o olhar.

— É... é! Estamos muito bem. – toco na mão de Steve, que ainda aperta minha coxa. Já posso até visualizar a barra do vestido amassada e minha pele marcada em vermelho pelos seus dedos. Ah, mas é exatamente isso que ele quer! Cretino!

— Desejo toda a felicidade do mundo a vocês. – Daniel sorri sinceramente e Steve lhe faz um aceno com a cabeça.

— Eu também.

Peggy comenta e meu sorriso desmancha rapidamente. É como se tivesse pingado ácido na minha língua e descido para o estômago.

Encaro-a com repulsa, mas desinibida e detestável como é, obviamente nem se incomoda com o olhar que eu tenho no rosto.

— Vocês formam um belo casal! Parece que finalmente Steve encontrou a garota certa. – Peggy finaliza sua falsa frase com um belo sorriso, recebendo um beijo de seu marido no rosto.

— Obrigada! – respiro fundo e tento acalmar meus batimentos cardíacos. — Digo o mesmo para você. – olho para Daniel antes de me voltar à Peggy com um sorriso irônico e maldoso nos lábios. — Você encontrou o homem certo!

Instintivamente, seus lábios se comprimem em uma carranca e ela afasta o rosto do marido. Obviamente, esperava que eu fosse me referir a ela como "garota certa", assim como fez comigo. Só que, diferente de sua audácia egoísta e mesquinha, eu sou sincera e sucinta. Não gosto dela, mas estou fazendo um social por Steve, Daniel e o restante dos convidados.

Por mais que eu queira confrontá-la e lhe dizer boas verdades na cara, irei me controlar e seguir com os planos calmos que fiz para hoje. É a festa de noivado de Pepper e Tony e, apesar de não os conhecer intimamente, sinto que são boas pessoas e não merecem um vexame em sua festa de noivado.

Peggy não merece que eu estrague isso para eles. Ela não vale isso tudo, não é nada importante desse tipo. Ela nem é importante. Ela não passa de um nada!

— Bom... – Daniel pigarreia e sorri. — Obrigado, Natasha!

— Só falei o que vi e senti. – comento e ele sorri novamente trocando olhares curiosos e tímidos com Steve, que acaricia meu ombro e diz:

— Peggy acertou. Eu encontrei minha garota certa. A garota!

Eu lhe agradeço com um meio sorriso e volto a encarar Peggy. Ela se contorce sobre a cadeira e disfarça sua irritação com um riso gentil e orgulhoso, mas sei que, por trás daqueles dentes brancos e perfeitos, há um veneno pecaminoso e hostil. Um veneno que se instala desde sua língua até as veias que se estendem em seu corpo.

Ela é uma cretina falsa e manipuladora! Gostaria de avaliar Peggy como psicóloga e estudar sua mente poderosa em saber mentir e engendrar as pessoas, assim como conseguiu fazer com Steve. Mas ela é tão maldosa e peçonhenta que com certeza acabaria me deixando com mais dúvidas ainda. Mas... não! Não mais!

Peggy me enganou uma vez e eu caí feito um patinho, mas já sei quem ela é e também que tipo de mulherzinha barata é. E não vou me deixar levar por suas palavras doces e sorriso alegre novamente. Essa mulher nunca quis ser minha amiga, ela apenas me usou para montar planos e mais planos em sua mente. E usou tudo o que conversamos em Los Angeles contra mim.

Não é possível! Ela foi até lá para me espionar e martirizar a cabeça de Steve contra mim. Ela é detestável! Eu tremo só de pensar que sorri, almocei e deixei que ela me tocasse amigavelmente. Que nojo!

— Nat, seu celular está vibrando. – Darcy murmura em meu ouvido, fazendo com que eu pisque e abra a bolsa.

É uma mensagem de Rebby e eu sorrio ao ler.

Nat! Sei que está na festa de noivado de um amigo de Steve. Sam e eu estamos indo também. Se puder avisar ao seu gatão, agradecemos. Nós demoramos pq voltamos hoje de NJ e estava trânsito. Sei que já devemos ter perdido o jantar, mas chegaremos logo, logo pro restante da noite, afinal vai ter sobremesa, né?

Bjs!

Rindo do final da fala, cutuco Steve e aponto para o celular. Após ele ler e também rir como eu, começo a digitar uma resposta.

Tudo bem. Sim, vcs perderam. Estamos jantando agora. Steve está do meu lado e já viu sua mensagem.

Bjs!

Bloqueio o celular e o ponho em meu colo antes de terminar minha sopa e tomar mais um gole de vinho. O garçom se aproxima e me serve mais bebida enquanto uma moça troca meu prato vazio de sopa por outro.

A nova refeição consiste em cordeiro assado acompanhado de purê de batatas e salteado de cogumelos e molho de vinho. Parece uma delícia e eu salivo só de imaginar dar a primeira garfada!

— Vá em frente. – Steve ri fazendo com que eu olhe para ele. — Coma, linda! Você está muito magrinha! Quero que recupere todo o peso que perdeu. – ele acaricia minha bochecha. — Volte a ocupar esses lugares ossudos com a sua carne saborosa, que me faz querer te beijar inteirinha. – Steve sussurra a última parte contra meu pescoço antes de beijá-lo.

— Agora que você fez e falou isso... – sorrio e passo a mão na região tocada por seus lábios. — ... como quer que eu me concentre na comida? – Steve lambe os lábios antes de me responder.

— Vamos fazer o seguinte. – ele sorri maliciosamente antes de descer os olhos por meu corpo e se encontrar em meus seios. — Se você comer o seu jantar todo, eu a recompensarei com uma sobremesa espetacular!

Meu sangue todo corre e esquenta. É como se fogos de artifício estivessem explodindo dentro de mim. Estou quente e agitada.

Quero desesperadamente rasgar nossas roupas e roçar nossas peles uma na outra. Preciso e quero sentir seu calor em contato com o meu. Suas mãos me tocando e seus lábios me beijando.

Anseio por seu contato físico, relembrando-me que eu sou tão dele quanto ele é meu! Deus... esse amor avassalador me destrói e reconstrói a cada segundo!

— Agora é serio. – ele faz um aceno com a cabeça em direção ao meu prato.

— Ahn...

— Coma.

— Okay. – provo um pouco do purê.

Minha boca saliva ao apreciar a doce ardência do tempero. Que delícia!

Sobre minhas pernas, o Iphone vibra com uma nova mensagem de Rebby.

Estamos quase chegando. Mas tudo bem. Nós estávamos com fome e jantamos em casa mesmo. Espero que Pepper e Tony não se importem :/

Eu sufoco uma risada e digito uma nova resposta.

Acho que não se importarão. Só cheguem logo antes que a festa de noivado termine. Vcs são inacreditáveis!

Ps: vc vai conhecer minha prima Darcy!

Menos de um minuto se passa quando Rebby me envia uma nova mensagem:.

Oba!

Sei que disse pra ela ficar longe do meu quarto, mas estou curiosa em conhecê-la. Mas sou sua bf, então nem ela nem ninguém mais vai me substituir. Mas não conte isso a ela. Estamos virando uma esquina e acho que estaremos aí em 5 min. Ou 10. Precisamos achar uma vaga.

Após ler, eu lhe respondo.

Okay. O cordeiro assado está uma delícia! Se tiverem espaço na barriga, deveriam provar.

Ps²: pq vcs não estacionam na garagem da Torre Stark?

Rebby é rápida em dizer.

Não sabia que podia. Mas falei com Sam e ele disse que já ia estacionar lá de qualquer jeito ¬¬'

Não consigo segurar a gargalhada que escapa de minha boca. Sinto pares de olhos de tudo quanto são cores virados para mim, portanto, bloqueio o celular e o guardo na bolsa.

Steve ri e beija minha mão e eu tento continuar o jantar sem dar mais gargalhadas altas desse jeito, mesmo com Rebby ainda me divertindo com suas mensagens.

Notas finais
Olá! Pedi pra virem até aqui porque, sinceramente, tenho andado muito chateada com o andamento da fic. Sei que tem um bom nível de visualização e acompanhamentos, até mesmo de comentários, mas comparando com IPASOY, eu noto que perdi MUITOS leitores, e isso me assusta tanto quanto magoa. Por que isso aconteceu? A segunda temporada tá chata? Não é o que vocês esperavam? Eu decepcionei em algum sentido? Por favor, peço que me digam. Uma fanfic é da autoria de quem escreve, mas quem lê, o público, tem que se sentir bem ao estar lendo, tem que ser do agrado de vocês. Então, se o que eu tô escrevendo, se as ideias que eu tô tendo, não estão agradando, vocês precisam me dizer. E a única forma de fazer isso é comentando. Eu sei que tenho o reconhecimento de muitas pessoas, e obrigada por isso, mas saber que perdi, que fui abandonada por outras, dói demais, gente. Não sei se todos que leem a fanfic escrevem também, e se escrevem sabem do que tô falando e entendem como é doloroso ver os seus leitores simplesmente te dando um gelo, sabe, ignorando totalmente o seu trabalho. Escrever não é fácil. Eu quebro minha cabeça tentando dar o melhor de mim nos capítulos pra VOCÊS, porque é maravilhoso quando eu recebo uma mensagem dizendo que minha fanfic tá incrível, que eu inspirei alguém, que eu escrevo tão bem que deveria me tornar escritora profissional... nossa! Isso não tem preço! E não é uma questão de ego, é uma questão de gratidão. Eu sou grata aos leitores que tenho, mas preciso saber a opinião de vocês, porque é esta que vale aqui. É a opinião de VOCÊS, sobre a fanfic, os capítulos, a escrita em si, a opinião de vocês sobre TUDO é o que importa pra mim. Vocês são a voz da minha escrita. Então eu peço isso a vocês: reciprocidade. Por favor, comentem, porque não custa nada e você não perde nem cinco minutos. Nem mesmo um minuto, basta dizer um "gostei" ou "não gostei" :/ De qualquer forma, eu agradeço pelos 208 comentários, 117 acompanhamentos, 53 favoritos, 6 recomendações e 11124 visualizações. Também pedi pra virem aqui porque tô com uma ideia de fanfic. Há um tempo atrás eu escrevia uma fanfic aqui no Nyah! chamada "O diário de uma espiã", que era uma fanfic ROMANOGERS baseada no filme "O diário de uma babá", a qual era de MCU e a Nat era a nossa Nat vulgo Viúva Negra. Anyway... eu excluí essa fanfic, mas queria reescrevê-la, e pra isso gostaria de saber a opinião de vocês: querem que eu reescreva com o mesmo enredo, ou seja, a Nat sendo a Viúva Negra e o Steve sendo o Capitão América, ou preferem que eu reescreva a fanfic com um enredo novo, como universo alternativo? A escolha é de vocês. Até a próxima e, por favor, acompanhem, recomendem, favoritem e comentem, que é o principal pra mim :)