Haunted 🔞
15 Capítulo 15 — What do you have that I don't?
Notas iniciais
Olá! Sei que disse em respostas de alguns comentários do capítulo anterior que atualizaria a fic ontem mesmo, mas ocorreram uns imprevistos e não tive como. Portanto, cá estou eu aqui hoje :D
Bom, conversei com vocês a respeito da reciprocidade, ou seja, comentarem nos capítulos e tal... tive a atenção de alguns, mas outros infelizmente continuaram sem ligar. Enfim... leiam as notas finais, por favor. É um aviso de ideia de fanfic pra vocês.
Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem!
Tradução do Capítulo: O que você tem que eu não tenho?
Ps: PARTICULARMENTE E, MODÉSTIA A PARTE, EU AMEI ESCREVER ESSE CAPÍTULO! SÉRIO, FOI UM DOS MAIS EMPOLGANTES QUE JÁ ESCREVI EM TODO O MEU PERÍODO COMO ESCRITORA DE FANFICS! ENTÃO, ESPERO QUE ELE TENHA O RECONHECIMENTO QUE TANTO IMAGINEI ENQUANTO ESTAVA MONTANDO *u*
Ps²: VISITEM O LINK DAS NOTAS FINAIS

— Ah... obrigada! – ela pousa as mãos na cintura ao alternar seu olhar curioso e atento entre Steve e eu. — Ahn... Steve, por favor, pode me emprestar a Nat por um minutinho? – Rebby pega minha mão.— Ahn... é... claro! – Steve se atrapalha com o pedido de Rebby antes de nos dar licença e caminhar até Sam.— Então... – Rebby estala os dedos frente ao meu rosto. — Como você está? — Como eu estou? – rio sem entender sua pergunta. — Como assim? Eu estou bem!— Você me parece muito contente e segura. – Rebby sorri para mim meticulosamente.— É... é, eu estou. Nós estamos. – respondo. — Sabe, estamos progredindo bastante!— Isso é bom! – exclama. — E como você se sente? Como você está? Feliz?— Sim! – sorrio bobamente. — Eu... eu nunca estive tão feliz em toda minha vida, Rebby!— Isso que importa. – ela sorri e pega duas taças de champagne para nós quando um garçom nos oferece. — Obrigada! – Rebby pisca para ele e me estende uma. — Um brinde a nós!— A nós? – indago após fazermos tim tim com o vidro das taças.— Sim! A nós por sermos mulheres fortes, independentes, lindas e confiantes! – os olhos de Rebby brilham e nós duas damos o primeiro gole na champagne.— A nós! – concordo orgulhosamente. — E então? Como foi o resto dos dias em Nova Jersey? Deu para matar as saudades dos tempos em que morávamos lá?— Ah, com certeza! – Rebby se esbalda em empolgação. — Eu estou tão feliz, Nat! Sabe, eu... eu sinto tanto... tanto prazer em trabalhar com isso. Eu me sinto uma... uma princesa!— Awnn, Rebby! – pego sua mão e a aperto. — Fico muito contente por você.— Eu sei. Vem cá!Rebby me puxa até os bancos do bar antes de se sentar no da esquerda enquanto eu me sento no da direita.— O que aconteceu com você durante esse tempo que fiquei fora? – ela solta uma de minhas mãos e segura sua taça de champagne com a outra.— Co-comigo? – repito sem entender. — Como assim?— Ah, não sei. – Rebby estala a língua. — Você está diferente. Sei lá... parece mais forte. Mais mulher. Não sei.— Bom... acho que... amadureci com o tempo que passei sozinha.— Sozinha? – Rebby questiona confusa. — E o poderoso chefão ali? – ela aponta para Steve, que conversa com... ahn? Como ele se atreve? — Nat?Rebby sacode meu ombro, mas tudo o que eu sinto é meu sangue ferver e borbulhar dentro de mim. Como ele ousa em fazer isso assim tão descaradamente e tão próximo a mim? Eu fui clara quanto a isso! Que merda!— Nat?— Oi. – respondo ainda em órbita quando me volto para Rebby. — Ér... eu quis dizer... quis dizer que... que fiquei sozinha porque es-estava sem você. – fecho os olhos e viro a champagne para dentro da boca num só gole.— Ah, sim. – Rebby suspira e sorri em questão de poucos segundos. — Desculpe. Sam está me chamando. E te mandando um beijo. – eu me viro e aceno para seu namorado rapidamente.— Aonde você vai? – ela desce do banco.— Falar com Sam e depois com a sua prima.Rebby aponta para Darcy, que está rindo com Tony e Bucky. Sério? Bucky? Hmmm! Até que eles formam um par bonitinho.— Serei legal com ela. – minha amiga ri e bate contingência para mim. — Prometo!— Okay. – sorrio e a vejo se afastar.Em seguida, viro de frente para o bar e peço um drinque para a mulher alta e de cabelos pretos que está atrás do balcão. Ela é rápida em me servir um copo com bastante gelo e um líquido amarelo mesclado com laranja no fundo. Dou um gole e franzo o nariz com a queimação que atinge minha garganta, mas volto a beber assim que me recupero. O gosto não é tão forte assim. Basta que eu tome devagar.Quando deposito o copo no porta-copos, uma mão quente e firme pressiona meu ombro. Nem preciso me virar para descobrir quem é.— Devagar, Natasha. – Steve se senta onde Rebby estava.— Eu já tenho comida suficiente no estômago, então não precisa recitar seu costumeiro discurso! – retruco, mas ele pega o copo de minha mão antes que eu dê outro gole.— Sei disso. Mas você é fraca para bebidas. E já bebeu champagne e vinho. Vai misturar destilado agora para quê? Quer passar mal?
— Steve, eu não sou criança! – rebato. — Acredite ou não, tenho vinte e dois anos, o que significa que já sou maior de idade. Se eu quiser beber...— Não vai. – Steve vira meu copo de bebida na boca e engole todo o líquido escaldante até os cubos de gelo estalarem contra seus dentes. — Pronto!— Não acredito que fez isso! – exclamo com os braços cruzados.— Sim, eu fiz. – ele descansa o copo de volta no balcão.— Bom, se pensa que isso irá me impedir de pedir outra bebida, está muito...— Natasha, o que foi? – pergunta após bufar. — Você estava bem agora pouco. Nós estávamos bem. Fui eu te deixar com Rebecca para que você ficasse assim.— Não jogue a culpa nela! Não se atreva! – exijo com os olhos saltando. — Rebby é minha melhor amiga, não pense que pode acusá-la dos seus erros! Certamente, se estou brava com você, a culpa não dela nem de ninguém mais!— Okay, okay...! – Steve ergue as mãos em rendição. — Então pode me dizer o que foi que eu fiz?— Você sabe! – aponto um dedo em sua direção. — Já estou cansada de te ver tagarelando com Peggy a cada momento que fico sem você por aqui! Isso está acabando comigo, se você quer saber!— Natasha... – Steve segura um sorriso.— Está debochando de mim? Eu estou falando sério, porra!— Eu sei...— Não, você não sabe! Eu não gosto dela, Steve! Aquela mulher mentiu e nos fez brigar! Não pode me pedir para ser complacente diante do que ela fez. Simplesmente não pode!— Eu não estou pedindo isso. – murmura com a voz calma. — E jamais pediria, Natasha. Mas eu estava conversando com ela sobre assuntos de trabalho.— De trabalho? – volto a cruzar os braços. — E isso envolve o quê? A mim?— A você?Steve franze o cenho, mas eu já aprendi a desvendar suas mentiras. Aos poucos, ele está se tornando um livro aberto para mim, mesmo que sem perceber e mesmo que seja bem aos poucos. — Você acabou de me responder. – desvio o olhar para as bebidas empilhadas nas prateleiras do bar. — Steve, é meu direito saber. Não tenho que repetir isso a você toda hora.— Natasha, eu não...— Pare de tentar me fazer de idiota! – exijo entredentes. — Eu realmente não sei o que está havendo, mas você fica tenso toda vez que olha ao redor de mim ou então que retorna de uma conversa com Peggy. – faço uma pausa para me acalmar antes de continuar.— Nat... – eu o silencio ao erguer a mão, indicando que irei permanecer falando.— É sobre mim, não é? – ele engole seco. — É sobre o problema que você está tendo que enfrentar? – Steve suspira. — Precisa me dizer! Não pode aguentar tudo nas suas costas. Quero estar aqui para te ajudar a carregar tudo isso. Eu preciso que você precise de mim, Steve. – descruzo os braços e pego suas mãos. — É importante para mim. Para nós. Por favor!— Eu sei. – ele beija minhas mãos. — Eu preciso de você, Nat. Muito! Você não faz ideia do quanto.— Então mostre que sim.— E o que você quer, Natasha? – Steve acaricia meu rosto. — Eu não preciso te sobrecarregar com meus problemas para te provar que você está comigo.— Quem está sobrecarregado aqui é você, Steve. – rebato sutilmente. — E não são os seus problemas, são os nossos. Eu estou envolvida seja lá no que for que você não quer me contar com mais detalhes. Você mesmo me disse isso.— Eu sei, mas ainda não tenho a maioria das respostas que você quer, por isso será frustrante te encher de preocupações para não poder te explicar nada.— Explique o que você já sabe! – digo. — Só quero que... só quero que divida as coisas comigo. Geralmente, um casal tende a compartilhar as coisas, sendo boas ou más. Eu quero que nós sejamos esse tipo de casal, Steve. Eu preciso disso.— Okay. – ele suspira em derrota. — Desculpe. Sei que é importante. Só peço que me dê... que me dê um tempo. Tudo bem?— Quanto mais? – ergo os ombros. — Quanto mais tempo você precisa?— Eu não...— Steve! – a asquerosa que me faz tremer de raiva volta até nós. — May acabou de me ligar. Venha aqui comigo. – Peggy suspira e olha rapidamente para mim. — Por favor. É importante. – ela insiste antes de se afastar.Quando volto a olhar para Steve, ele já está de pé enquanto ajeita seu paletó.— Aonde vai? – pergunto.— Você ouviu, Natasha. – rebate com um suspiro cansado. — É importante.— Mas o que é?— Preciso ir até ela para saber.— Steve! – exclamo. — Você já sabe o que é. Diga!— Eu preciso ir, linda. – ele se aproxima e me rouba um selinho. — Prometo que conversaremos com mais calma depois, certo?— Mas eu...— Eu volto logo.Steve não me dá tempo de responder. Solta meu rosto e segue os passos que Peggy fez antes de encontrá-la num canto onde a música alta não deve atrapalhar tanto.Bufando, eu rodo o banco e pergunto à bartender: — Com licença. – espero até que olhe para mim. — Onde é o banheiro?A morena de cabelos pretos estica o braço e aponta para o lado.— Vire à direita e achará uma porta cinza. É bem ali, senhorita.— Certo. Obrigada!Quando chego ao toalete, uma mulher morena e de olhos tão castanhos quanto os cabelos está passando pela porta. Ela sorri para mim e pede licença para sair.Retribuo ao seu sorriso e seguro a porta para ajudá-la num ato de gentileza. Em seguida, giro a trinca e ponho a bolsa sobre a enorme bancada de mármore negro mesclado com cinza.Respire, Natasha! Respire! É natural que você esteja brava com Steve. E compreensível que também esteja se sentindo insegura e desconfiada, mas precisa agir com coerência. Steve não teria por que mentir para você. Ele pode omitir coisas, mas não mentir. Devem ser de fato questões de trabalho. E você está se comportando como uma garotinha mimada e infantil.Certo, Little Red! Está certo! Essa não sou eu! Não consigo as coisas batendo pé e fazendo beicinho. Já sou adulta!Para espairecer minha cabeça, resolvo pegar o Iphone na bolsa e responder às mensagens de mamãe.Oi, mãe. Desculpe não ter ligado nesses últimos dias. Tá tudo uma correria por aqui! Mas eu estou bem, vcs não precisam se preocupar. E por aí? Tudo ok com a vovó?Bjs, eu também te amo!Pendendo a cabeça para trás e fechando os olhos, apoio as palmas contra a pedra gelada da pia. Respiro fundo antes de guardar o celular de volta na bolsa e encarar meu reflexo no enorme e brilhante espelho do banheiro.A luz destacada no teto ilumina todo o espaçoso e sofisticado cômodo, mas tudo o que eu consigo pensar é sobre Steve e Peggy. Não estou com ciúme, estou com raiva! E agoniada!Essa mulherzinha mentiu a meu respeito e fez com que Steve acreditasse nela. Por causa dela tivemos uma briga tenebrosa. Por causa dela sofri por duas longas semanas sem o amor da minha vida. Ela fez tudo isso acontecer! E agora Steve ainda me diz que vai falar com ela e não me conta sobre o que é? Como ele se atreve? E o que será tão importante a ponto de me deixar sozinha para ir até ela?Na tentativa de me acalmar, deixo a água fria percorrer por minhas mãos e braços. Respire, Natasha. Respire. Já um pouco mais controlada e espairecida, pego a bolsa sobre a pia e abro a porta. Quando ponho os pés para fora, uma mulher alta, de cabelos loiros e ondulados nas pontas e olhos castanhos esbarra em mim e derruba sua bebida escura na barra de meu vestido.O líquido deixa o tecido com uma enorme mancha e um forte odor de álcool. Ergo o olhar e vejo que ela disfarça um sorriso sem graça.— Desculpe.Rapidamente, ela entra no banheiro e põe o copo vazio sobre a pia antes de puxar um grande pedaço de papel higiênico. Em seguida, molha-o sob a água e caminha até mim.— Deixe-me ajudá-la. Por favor.Ainda estou sem falas quando ela fica de joelhos diante de mim e esfrega o papel molhado no local que a bebida caiu. Não resolve muito, pois a mancha começa a ganhar pedaços brancos que se soltam do papel higiênico.A moça percebe que ficou pior e usa as mãos para espantar os pedacinhos.
— Desculpe. – repete antes de se reerguer e jogar fora o que sobrou do papel. — Sou uma desastrada! Por favor, não conte a ninguém. – ela ergue o braço e mexe nos cabelos loiros nervosamente.— Tudo bem. – murmuro pela primeira vez desde que a vi. — Acidentes acontecem. – sorrio para lhe dar um pouco de alívio, mas ela continua tensa e com os olhos vidrados no chão.— É, acontecem.Suas íris castanhas sobem até se encontrarem com as minhas verdes cristalinas. Ela franze os lábios e me encara com um V marcando o meio de suas sobrancelhas loiro escuras. Quando penso em dizer algo, ela toma a frente.— Pode me dizer o seu nome? Preciso ter certeza de algo. – pede com a voz embargada.— Ahn... perdão?— Ér... acho que nos conhecemos. – ela tenta me convencer com mais um sorriso nervoso.— Eu... ahn... não me lembro. Acho que não.— Mas como se chama? – a moça parece ansiosa quando arrisca um passo para mais perto.— Eu... – estranho sua fala, mas o que ela pode fazer comigo? Basta eu dar ao menos o primeiro nome. — Natasha. – sorrio sem entender. — Ah! – sua língua estala no céu da boca. — Então eu estava certa quando a vi chegando com ele. Você é a Natasha. – a loira aponta um dedo para mim enquanto põe a mão livre na cintura.— Com ele? – repito confusa. — Ér... perdão, mas não estou entendendo. Nós nos conhecemos de algum lugar?— Eu estava certa. – ela ignora minha pergunta. — Achar você foi difícil, mas eu consegui. Mesmo sozinha e sem ajuda de minha irmã.— Sua... sua irmã? – pergunto ainda sem entender. — E quem é sua irmã? O que está... o que está havendo?— Vou te dar uma dica, Natasha. – a loira se aproxima e sussurra em meu ouvido. Seu hálito morno aquece meu lóbulo, mas a sensação me faz sentir como se um ferro congelado estivesse rasgando toda a minha espinha. Essa mulher me deixa nervosa. E o que ela diz a seguir piora ainda mais. — Neste exato momento, enquanto estamos aqui nos fingindo de educadas e que nos importamos uma com a outra... – ela suspira e eu engulo seco. — ...minha irmãzinha está com os braços ao redor do pescoço do seu querido Capitão Rogers.Quando ela se afasta e volta a encarar meus olhos, a ficha cai e eu começo a analisar melhor seu rosto. Tirando os cabelos loiros, sua feição se parece com a dela em alguns aspectos. Até os olhos castanhos e brilhantes. Mas é claro!— Você é irmã da...— Isso mesmo! – a loira sorri. — Margaret Carter, querida Natasha. – ela pende um pouco a cabeça para a direita com o olhar perdido.— Mas qual é o seu nome? De onde me conhece? – ainda estou desconfiada de seu atitude hostil e misteriosa para cima de mim.— Dos jornais. – ela dá de ombros, mas a raiva logo volta a dominar o brilho castanho de seus olhos. — E fiz meu dever de casa. — Oh, meu Deus! – exclamo. — Foi você, não foi? Foi você que roubou os arquivos sobre...— Sim! – grita nervosa. — Fui eu! Aquele era meu lugar, era para ser eu, não você!— Eu não... – começo, com medo, mas ela me corta.— Por que você? Foi a primeira que apareceu com o Capitão. Ainda mais em uma foto de beijo!— Co-como? Eu não... não sei quem você é!— O que você tem que eu não tenho? – a moça alta e loira me olha com desdém. — Só porque você é ruiva? – a raiva abandona seus olhos castanhos e cede lugar à mágoa e confusão. — O que o Capitão vê em você que não pôde ver em mim? – indaga com a voz embargada. — Eu também cheguei a usar perucas. Eu era perfeita como ele queria! Eu podia ser quem ele queria! Eu era quem ele queria!Sua fala me deixa confusa e atordoada. Perucas? Ela usou perucas ruivas? Por quê? Oh! O contrato! Steve exigia perucas, mas quando fomos discutir sobre as regras, ele me disse que eu não precisaria usar. As coisas parecem se encaixar agora, ainda que algumas peças do quebra-cabeça estejam espalhadas.— Que cara é essa? – a mulher sorri e pende a cabeça para a esquerda. — Está realizando uma autoanálise e constatando o quão patética e sem graça você é? – a raiva volta a se proliferar em seus olhos castanhos. — Ele e eu somos perfeitos juntos! Nós dois nos completamos porque nós dois sofremos as mesmas coisas. – afirma e eu perco o ar. — Você não serve para o Capitão. Só vai deixá-lo ainda mais no escuro. Ele é um caso perdido e que precisa de rédeas drásticas. Você vai acabar com ele, Natasha!— Eu... – fico sem falas, não por medo, mas sim por estranhamento. Será que ela também já foi submissa de Steve? E você ainda pergunta, menina? Está mais do evidente! — Quem é você? Qual é o seu nome? – ela sorri misteriosamente.— Eu? Eu não sou ninguém. – a mulher balança a cabeça atordoada. — O Capitão não me considera ninguém. Você o enfeitiçou!— Por favor, por favor, eu só quero saber quem você é. – tento novamente.— Meu nome é Sharon. – sussurra ao franzir o cenho. — O que você fez com ele? O que você fez para prendê-lo a você?— Sharon, eu não...— Sua vadia egoísta!— O que foi que disse? – indago com os olhos arregalados.— Que é? Acha que é algo a mais para o Capitão? Nem por um minuto pense que é diferente! – ela explode em raiva e ódio para cima de mim. — Você não pertence ao mundo dele! Você não pode dar o que ele quer!— E você pode? – rebato.— Posso! – Sharon sorri e franze o cenho. — Eu sempre pude! Sempre o atendi conforme o Capitão queria e exigia. Eu o fazia feliz! Ela ergue as mãos e mordisca o canto de suas unhas, balançando o corpo para frente e para trás. Tenho vontade de me sentar com ela e analisá-la, mas também estou ansiosa para me afastar.— Você... você não entende. – Sharon balança a cabeça para os lados. — Ninguém entende. Ninguém pode compreender o Capitão Rogers, mas eu... eu posso. Eu consigo! – ela sorri nervosamente ao bater a mão no peito.— Você pode? – pergunto curiosa. — E o que você entende?— Ele é obscuro. – responde com as lágrimas escorrendo dos olhos. — O Capitão é silencioso e revoltado. Ele precisa... ele precisa aplicar seus corretivos. Ele vive... ele vive para isso.Em questão de segundos, a vulnerabilidade abandona seus olhos castanhos e o brilho que antes era de lágrimas e tristeza torna-se raiva e revolta.— Você não serve para ele! Você não pode entendê-lo! Não pode ser o que ele quer e precisa!— E por que não? – o nó aperta minha garganta, mas eu não deixo que nenhuma lágrima caia. — Por que eu não posso?— Porque você é exatamente quem ele odeia! – Sharon volta a chorar de raiva e aperta os meus braços.— Sharon... – fico sem saber o que dizer ou como reagir quando ela me pressiona na porta.— Ele não gosta de ruivas. – sibila contra o meu rosto.— Como sabe disso? – meu coração está explodindo em meu peito.— Eu... eu o observo. – responde com a voz trêmula e respiração ofegante. — Desde que nosso tempo acabou, eu estudo o Capitão. Eu vejo que ele recebe loiras e morenas, mas nunca ruivas. Eu... eu pesquisei. Eu... eu entendi pouco de sua vida, mas o bastante para dizer que você tem que ir embora!— Então me diz por quê. – viro o rosto o suficiente para encarar seus olhos. — Preciso de sua ajuda para entender.— Não... – a loira franze o cenho e seus olhos saltam de ódio. — Não! – suas mãos me apertam com mais força.— Não o quê?— Você... você é uma bruxa! Você é a bruxa! Não, não! – Sharon me solta para puxar os próprios cabelos. — Vá embora! Suma! Ele vai morrer se você ficar!— Sharon... – tento, mas ela estufa o peito.— Você me dá nojo! Não passa de uma vagabunda que quer tomar o dinheiro dele! Você se acha única porque tem os cabelos e olhos que o Capitão exige? – fico dividida entre a raiva e a incerteza. — Olhe para você! Não tem força nem garra para viver e fazer o que o Capitão precisa que faça! Não passa de uma menina perdida. Uma escrota! Uma egoísta que vai assombrá-lo ainda mais! – ela fecha os punhos para cima de mim.— Não sabe o que está dizendo! Você não me conhece, Sharon.— Conheço o suficiente de prostitutas como você! Eu vi como o Capitão ficou. Foi culpa sua!Ela me empurra com força. Minhas costas e cabeça batem contra a porta e eu me esforço para não corresponder à sua agressão. Ela está tendo um surto psicótico, Natasha. Você trabalha com isso. Você é profissional! Lembre-se disso!— Sharon, calma. Vamos conversar. Eu posso ajudar você.— Você é uma vagabunda suja que o destruiu mais e mais! Vagabunda! Vagabunda! Sua piranha... – não deixo que ela termine, já ouvi demais.SLAP!Antes que possa me dar conta, já ergui a mão e atingi em cheio sua bochecha esquerda. Minha palma fria, em contato com seu rosto quente, cria um estalo audível e doloroso em meus ouvidos. Respiro fundo enquanto a vejo acariciar o local do tapa e bufar para mim.— Você vai pagar por isso! – afirma com fúria ardendo em seus olhos. — Deveria saber que ninguém além do Capitão pode bater em nós. E vai ser punida por isso! Ela marcha para longe e empurra meu ombro ao passar por mim. Quando penso que já foi, Sharon se vira e me atira um papel após retirá-lo da bolsa.— Aqui está tudo sobre a sua vida ordinária!Ela amassa o conteúdo contra meu peito, o que me faz cambalear rudemente para trás. Só não caio no chão porque consigo me equilibrar a tempo na pia. Sharon me lança um último sorriso irônico acompanhado de um olhar mortal antes de sair do banheiro. Não acredito no que fiz!Presenciei alguém tendo um colapso nervoso e a agredi! Eu sou psicóloga e agi como uma pessoa ignorante e inescrupulosa! Sinto vergonha do que fiz, mas também ainda estou mexida com as palavras que Sharon usou contra mim.Nunca pensei que chegaria a esse extremo com alguém em minha vida. Ainda mais esse alguém se tratando de uma pessoa instável e emocionalmente abalada. E eu, como profissional da saúde, passei por cima de todos os meus princípios e ética e deixei a emoção me conduzir. Estúpida! Irresponsável!Não adianta chorar sobre o leite derramado, Natasha. Agora já aconteceu e você não tem como reparar. Absorvo o retorno de minha própria consciência e resolvo ver do que se trata o papel que Sharon fez questão de esfregar em meu rosto.Nome: Natasha Mitchell RomanoffNascimento: 22 de novembro de 1995, Moscou, RússiaEndereço: Rua Jay, prédio 860, apto. 602Número de celular: 973 528 9140Número de identidade: 597-32-6741Dados bancários: Banco Wells Fargo, Newark, NJConta corrente: 207419Saldo: US$ 859,10Ocupação: Estudante de graduação, NSU, NewarkHabilitação: Psicologia — BacharelAvaliação de desempenho: ExcelenteEducação anterior: Instituto Primário de Sokolov — Fundamental I — MoscouEinstein School — Fundamental I — Nova YorkHigh School LA — Fundamental I e II — Los AngelesHigh School LA — Ensino Médio Pontos no exame STA: 2190Local de trabalho: Livraria Barton's, Avenida Elizabeth, Newark (meio período)Filiações políticas: Não encontradasFiliações religiosas: Católica não praticanteOrientação sexual: HéteroRelacionamentos: SolteiraPai: Vladimir Volkov RomanoffNascimento: 21 de agosto de 1970Mãe: Kathleen Mitchell WhisperNascimento: 05 de março de 1973Primeiro marido: Vladimir Volkov RomanoffDivórcio: 02 de janeiro de 2004Segundo marido: Robert Hall Whisper (presente)Ao terminar de ler, não sei se estou sem falas por tudo o que Sharon disse sobre mim, por tudo o que contou sobre Steve, por tudo o que acabei de ler a respeito de minha vida ou se pelas três coisas juntas! Não tenho ideia de nada nem consigo raciocinar nada. Minhas pernas estão bambas. As mãos, trêmulas e a respiração, falha.Meu Deus! Estou tão perturbada que nem sei com o que devo me preocupar. Como Steve sabe tudo isso sobre mim? Como ele conseguiu se informar? Deus!
Notas finais
Obrigada pelos 221 comentários, 121 acompanhamentos, 54 favoritos, 6 recomendações e 11.908 visualizações!
Link que não abriu no capítulo (toalete) --> https://suadecoracao.com/wp-content/uploads/2018/10/banheiro-feminino-luxo-empresa.jpg
A todos os (as) leitores (as) novos (as) que chegaram à fic, eu lhes desejo um ENORME beijo e ETERNA gratidão pelo carinho :3
Gente, lancei uma enquete a respeito da fic nova que quero escrever, no twitter, porque no capítulo passado pedi pra vocês me dizerem se queriam uma fic de UA ou de MCU, e pouquíssimos me responderam. Então, votem lá na enquete, por favor --> https://twitter.com/Bbevblr/status/1053385972908519424
Anyway... esse capítulo foi bom??? Vocês realmente sentiram a tensão em cada palavra lida? Porque eu senti a cada LETRA que eu escrevia O.o
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