Hate Everything About You

18 Amor e Morte - Parte I - Traumas


Notas iniciais
Eeee para aqueles que não sacaram, eis a explicação de quem é Erdan! Para quem não lembra, ele apareceu no comecinho na fic, nos pensamentos do Amaess.
Bem, para alguns, amor e morte são bem próximos, quem dirá para drows... mas calma, ninguém vai morrer...
Ainda.

Os primeiros raios de Sol entraram discretamente no quarto, frágeis e pálidos. Amaess deu um sorriso discreto, observando a neve se acumular no beiral da janela. Tinha boas memórias em relação ao último inverno — lembrava-se de seus pais fazendo uma fogueira, de suas brincadeiras com a irmã... dos momentos alegres que tinha, ainda que em uma estação fria e monocromática, após a qual vinha a primavera alegre e colorida. Mesmo que a situação ficasse ruim, que os alimentos ficassem mais escassos... tudo ficava bem quando tinha sua família e seus amigos por perto. Tudo ficava bem quando estava com aqueles que amava.

– Erdan... – Murmurou, lembrando-se de quando, sentados em um tronco coberto de neve no inverno, suas mãos se entrelaçaram... seus olhares se cruzaram, seus lábios se tocaram. Aquele fora seu primeiro beijo.

– Quem é Erdan? – Perguntou Quarfein, se voltando para o elfo. O garoto se sobressaltou, se afastando, com Daxunyrr nos braços. Havia pensado alto, e tinha medo do que o drow poderia fazer caso descobrisse a resposta.

"Eu... Erdan... se eu contar que eu amava Erdan... que eu estava pensando nele... Erdan... " Amaess se afastou do drow, com medo. Notando a reação, o rapaz voltou seu olhar para a janela.

– Era seu pai? – Disse o drow, fingindo não saber o motivo do medo que Amaess sentira — o elfo era de fato, péssimo em esconder verdades.

– Não... – Falou o garoto.

– Primo? Tio? Irmão? – Indagou Quarfein, procurando usar aquilo como uma brecha para se aproximar. Não funcionou — Amaess apenas negou as três alternativas e se manteve encolhido, como se o drow fosse saltar sobre ele e matá-lo a qualquer momento. – Namorado?

Amaess perdeu o ar. Sentia-se como se Quarfein fosse estrangulá-lo — ou pior — caso desse a confirmação.

– N-não exatamente... – Disse, gaguejando.

– Está tudo bem Amaess. – Falou o drow. – Eu posso ter ciúmes até mesmo de uma gata, mas...

– Mas não de um morto, não é? – Interrompeu o garoto, com um par de lágrimas nos olhos.

– Não foi o que eu quis dizer... – Disse Quarfein. – Eu... sei que você provavelmente amava ele...

– Eu o vi morrer... – Confessou Amaess, deixando as lágrimas escorrerem. – Eu o vi morrer e não pude fazer nada... nem mesmo gritar o nome dele... ele ainda estava vivo... quando a espada atravessou seu pescoço... ele tentou alcançar a lâmina antes de morrer...

Para Quarfein ver pessoas morrendo era algo normal, até mesmo corriqueiro, mas apenas pela forma como as lágrimas escorriam pelo rosto de Amaess ao relatar aquilo, o drow percebeu que para o garoto a morte não era algo tão banal. E mais ainda — percebeu que no mesmo dia em que o elfo teve tirados de si quase todos que amava, ele [Quarfein] se aproveitara do desespero de Amaess em proteger a única pessoa que havia lhe restado e lhe... feito todas aquelas coisas.

"Eu sou um monstro... eu não tenho o menor direito... de querer que ele confie em mim... que ele me perdoe..."
– Sinto muito... pelas pessoas que você perdeu... – Falou. Não se sentia no direito de se aproximar de Amaess depois da conclusão a qual chegara. – Acho que... não tenho o direito nem de tentar de ganhar sua confiança... mesmo depois de ter feito o que fiz... eu tenho o desejo egoísta de que você me perdoe...

O elfo se sobressaltou, observando Quarfein se levantar e ir em direção à porta.

– Eu... não irei mais te fazer sofrer... eu irei encontrar sua irmã... e então, sumir da vida de vocês... claro, eu irei... arrumar um lugar para vocês e... o bastante... para não terem dificuldades... – Falou, saindo do quarto. A principio, Amaess pensou se tratar de um jogo emocional, e tratou de se manter ocupado — ficou um tempo brincando com Daxunyrr, desenhou uma interrogação na neve acumulada no beiral da janela. Ao lado do símbolo da dúvida, desenhou um coração. Desenhou uma máscara. Retratou de forma passageira os símbolos de sua incerteza até que o pequeno espaço que tinha para fazê-lo se esgotasse. Pegara uma pena e um pedaço de papel que achara na cômoda, e começou a escrever seus pensamentos até um dos lados se esgotar. Virou a folha, e traçou mais meia dúzia de pequenos desenhos cujos significados apenas ele compreenderia. Voltou a brincar com Daxunyrr.

Mas a medida que o tempo passava, o elfo notou que não se tratava de uma mentira — Quarfein era impaciente, e Amaess sabia disso.

Amaess sabia que o drow não agüentava esperar mais de meia hora para ver o resultado de suas ações, e desde que ele saíra, já haviam se passado duas horas.

O fogo da lareira se apagou, sem nenhuma chama para alimentá-lo.

~*~

Quarfein suspirou, ao que Alvina o olhou com reprovação.

– Como tem coragem de dizer isso? Depois de tudo o que fez, você ainda pretende abandonar ele?! – Exclamou a humana, indignada.

– Não. Apenas não quero... prende-lo a mim... – Falou Quarfein.– Eu não tenho sequer o direito de querer que ele me perdoe, quem dirá querer que ele fique ao meu lado! E vocês duas-

– Tivemos uma séria conversa com Claire quando você foi atrás dele. – Disse Faeremma.

– Claire é uma criança! Uma criança com o poder de clarividência, mas uma criança! – Respondeu o drow. – Ela não sabe a gravidade das coisas que eu fiz!

– Ela sabe seus motivos. – Disse Nádia, apesar de concordar que nada justificaria o que Quarfein havia feito.

– Se é por culpa que você quer deixá-lo sozinho... culpe a mim por ter feito você acreditar em todas as mentiras da sociedade na qual crescemos. – Falou a irmã do jovem. – Se não fosse isso, você não teria se debatido tanto contra o que sentia.

– Eu aceitei acreditar. – Contra-argumentou Quarfein. Faeremma suspirou.

– Se é o que pensa... bem, trate do assunto que tem com Nádia... eu irei resolver algumas coisas... – Disse, se afastando.

– Como tem coragem?! – Exclamou Nádia, quase partindo para cima do drow. – Como tem coragem de deixá-lo depois de tudo o que fez ele passar?!

– É exatamente por isso que eu estou saindo da vida dele! Eu nem deveria ter entrado nela! – Exclamou, sem compreender os motivos da garota.

– Mas entrou! Deveria pelo menos assumir as conseqüências! – Gritou Nádia, furiosa. – Deixá-lo sozinho depois de tudo o que fez! Não vê que ele está completamente perdido e desorientado por sua causa?!

– Eu não quero deixar ele sozinho! Foi por isso que eu vim até vocês! — Respondeu.

– É inútil. Você é o único que pode reparar o dano das suas ações. Basta olhar para aquele garoto para saber disso. – Falou Alvina, segurando Nádia para que ela não começasse a estapear Quarfein ali mesmo.

– Mas... eu destruo tudo o que encosto! Eu não consigo... Nádia, você esteve tão —

– É, eu estive, mas você estava no meio do caminho. – Falou a garota, guardando certo ressentimento — não apenas pelo que Quarfein fez e pelo que estava prestes a fazer — mas por ela ter amado Amaess e por ele ter estado de forma tão definitiva entre os dois. – De qualquer forma, sua irmã me explicou tudo. Não torna o que você fez justificável, mas é perturbador porque faz parecer compreensível... eu vou ajudar você...

– O que — O drow foi interrompido.

– Eu vou ajudar você, mas não porque eu gosto de você. Eu te odeio. Te odeio por ter ficado entre eu e Amaess. Te odeio porque você o feriu. Eu quero que ele fique bem, e só irei te ajudar por causa dele. E eu quero que isso fique bem claro. – Declarou. Quarfein ficou sem ter o que pensar, quem dirá o que dizer. – Eu irei te ajudar somente porque eu amo Amaess e porque ele está dependendo de você agora.

"Que você o amava eu já sabia..." Pensou o drow, desviando o olhar "O que eu não imaginava era que você fosse tão... como você consegue ver a pessoa com quem queria estar com outro alguém, e ainda assim... eu simplesmente não entendo..."

– Eu simplesmente não entendo mais o que está acontecendo. – Disse Alvina, confusa com toda a situação. – Ainda assim, eu confio naquilo que Nádia acredita. Então eu vou ajudar com isso também.

~*~

Faeremma olhou ao seu redor, apreensiva. Podia sentir a presença de sua irmã mais velha, e sabia que ela estava naquela cidade — o que a preocupava. Ainda assim, seguiu para o quarto onde estava hospedada, sentindo-se incomodada. Por intuição, abriu a gaveta onde havia deixado as cartas que havia escrito anteriormente, e estremeceu ao ver que elas não estavam mais lá.

"Ela sabe..." Pensou, sentindo seus batimentos cardíacos acelerarem. "Sabe onde eu estou e sabe sobre as cartas... ela sabe sobre aquele garoto também... Eu sou culpada por parte disso... por parte do que meu irmão fez..." Pensou, deixando a pena deslizar por uma folha que havia pego. "Eu preciso... deixar algo para remediar isso caso Aunbryn venha atrás de mim... e também alertá-los para que ela não os surpreenda... e dessa vez... eu irei fazer isso de forma mais elaborada". Decidiu, sentando-se na escrivaninha e escrevendo duas cartas diferentes — conhecia apenas uma pessoa que certamente poderia se prevenir contra Aunbryn, podendo agir antes que a mesma atacasse. Sabia que essa pessoa era a única a qual podia confiar o plano que a deixaria em paz com sua consciência.

A drow fechou as duas cartas, colocando-as cada uma em um envelope e indo até o restaurante da mãe de Claire, debruçando-se sobre o balcão. A atendente a olhou, um pouco assustada.

– Pois não? – Perguntou.

– Por favor, pode chamar Claire até aqui? – Pediu Faeremma. A atendente se espantou, perguntando-se o que a drow queria com a criança. Iria inventar uma desculpa, quando a garota apareceu.

– O que quer me pedir... se deve a presença de sua irmã, não é? — Falou. Faeremma assentiu com um menear de cabeça.

– Imagino que já saiba o que irei lhe pedir e o porquê de eu estar fazendo isso. – Disse. A garota suspirou.

– Não é mais fácil dizer isso pessoalmente? – Indagou, achando tudo aquilo estranho.

– Eu não quero arriscar interferir... se isso não se fizer necessário... – Respondeu a drow, com um olhar distante. – Mesmo porque eu não consigo compreender o que há entre eles, ainda que eu queira... tudo o que eu consigo... é ter inveja do meu irmão por ser capaz de sentir algo no qual, por mais que eu queira, eu não consigo acreditar.

Silêncio. A drow desapareceu no horizonte antes que Claire pudesse dizer qualquer coisa. A garota suspirou.

"Você devia conhecer melhor a você mesma, Emma..." Pensou, observando a drow se afastar em meios às ruas movimentadas.

~*~

Quarfein suspirou, enquanto Nádia separava algumas ervas medicinais.

– Você entendeu tudo? – Perguntou Túlia. O drow confirmou com um menear de cabeça.

– As vermelhas são para colocar sobre os ferimentos no punho, e as verdes são para ingerir... – Disse, lembrando do que Alvina dissera antes de partir atrás da irmã de Amaess.

– Sabe que não é sobre ele ter se cortado que estamos falando. – Falou Nádia.

– E que eu preciso ganhar a confiança dele e fazer ele se sentir seguro... eu sei, isso é óbvio... escuta, eu posso não entender muito de sentimentos, mas isso não significa que eu não saiba nada sobre eles. – Protestou Quarfein. Nádia suspirou.

– Que seja, não faça nada estúpido... se você se atrever a feri-lo novamente, pode saber que não vai viver o bastante para se arrepender depois. – Ameaçou, entregando a cesta para o rapaz.

Dito isso, a garota sumiu estalagem a dentro. Quarfein deu um breve sorriso de satisfação, voltando para a pousada onde estava com o elfo. Iria deixar a vida na qual, em sua visão, jamais deveria ter interferido, independente do que Nádia havia dito.

Pôde ouvir Amaess entoando uma canção de sua terra natal, e apenas se deteve, ouvindo enquanto as palavras pareciam ganhar vida e dançar pelo vento, como na primeira vez em que o ouvira cantando... depois de... não se permitiu pensar de novo naquilo, e apenas abriu a porta, em silêncio. Se deteve, observando a forma como os longos fios dourados de Amaess caiam sobre as costas do garoto, que se encontrava sentado no beiral da janela.

O jovem parou assim de cantar assim que avistou a figura do drow, e evitou olhar diretamente para ele. Ao invés disso, seus olhos se concentraram na neve branca que se acumulava na rua onde ficava a estalagem.

– Amaess... – Disse Quarfein, notando a angústia que rodeava o outro jovem. – Eu... logo irei... deixar você... eu consegui que Alvina trouxesse sua irmã – Falou, fazendo Amaess erguer o olhar em sua direção.

– Você a feriu? – Perguntou o garoto, preocupado.

– Não, não... ela está bem. – Disse o drow. – Eu estou preocupado com você...

– Eu estou bem... na medida do possível... – Falou Amaess, descendo da janela. Quarfein se deteve — queria tocá-lo, queria tê-lo, mas ao mesmo tempo... não desejava fazê-lo — não depois de tudo o que havia ocorrido. Se afastou do garoto, mantendo o olhar fixo no chão.
– Eu... bem... há algo que quer que eu faça? – Perguntou. Amaess suspirou, se sentando na beirada da cama.

– Essa pergunta soa quase absurda vindo de você. – Disse o elfo, sem saber mais o que pensar. – Você demorou mais que o usual para voltar.

– Me desculpe. Persuadir Nádia me tomou um pouco de tempo. – Falou. – Aconteceu algo com você?

– Nada demais. – Disse Amaess, sem conseguir organizar seus pensamentos devido à mudança de comportamento do drow. Quarfein se sentou no chão.

– Eu não iria me perdoar caso você se ferisse em minha ausência. – Falou, limitando-se a contemplar os olhos azuis de Amaess.

– Por que? – Indagou o garoto, surpreso. – Você mesmo já me feriu várias vezes.

– Eu sinto muito. – Disse Quarfein. – Eu estou tentando... remediar o que fiz...

– Isso eu já sei. – Falou o elfo, sem compreender — aquilo parecia completamente irreal. – Mas por que?

– Eu já lhe disse, Amaess. Eu te amo. – Respondeu o rapaz, contendo cada impulso de ir até o mais jovem. Amaess simplesmente o observava com incredulidade, mas também com certa ânsia. – Eu sei... que eu não tenho o direito de querer que me corresponda... e que as coisas que eu fiz são imperdoáveis... mas... eu só quero consertar isso... só quero que você se sinta bem...

– É só isso? Ou é apenas mais um de seus jogos? – Perguntou Amaess, pressionando o lençol da cama. – Apenas para tirar o pouco que me resta?

– Em hipótese alguma eu iria querer isso. – Disse o drow, suspirando, temendo que tivesse acidentalmente piorado o estado emocional do garoto. – Por mais estranho que isso possa parecer.

– Só quero ter certeza de que você não vai... de que... eu posso dormir tranqüilo... – Falou o elfo, com receio devido ao último pesadelo que tivera.

– De onde você tirou que eu iria lhe ferir enquanto você dorme? – Perguntou Quarfein. Amaess apenas abaixou o olhar.

– Eu sei que está se esforçando. Mas sei que não é só para consertar tudo. – Falou o elfo, inutilmente tentando conter um calafrio que percorreu-lhe o corpo. – Eu sei que também é... para...

– Sim, para me conter. Exatamente porque eu prometi nunca mais te machucar, e eu vou cumprir essa promessa. – Respondeu Quarfein. – Ainda assim, por que está pensando em dormir tão cedo?

O drow se refreou um pouco, analisando o que acontecera nos últimos dias, tentando imaginar as razões do garoto.

– Não Amaess, não me diga que é por causa do pesadelo que você teve. – Disse, achando aquele motivo completamente infantil.

– Em parte... – Respondeu Amaess, com receio. – Mas... foi... simplesmente terrível...

– Amaess, foi só um pesadelo. – Disse Quarfein, tentando acalmar o garoto.

– Não! Você não entende... tudo o que... – O drow o interrompeu.

– Eu sei, tudo o que você teme. Eu também tive um, eu sei do que se trata. – Falou, contra-argumentando.

– Não é apenas o que eu temo! — Respondeu Amaess, pressionando ainda mais o lençol. – É também... o que eu quero esquecer... o que me impede de seguir em frente... você não entende... não entende a dor de passar pelo que você fez... o quão... terrível é...

Quarfein suspirou, notando que um tremor chegara a percorrer o corpo do outro jovem.

– Eu entendo a dor de carregar a culpa por isso. – Falou. – De saber que eu... sou responsável por grande parte de sua agonia.

– Eu não agüento mais essa cidade. – Disse Amaess, se esforçando para não desmoronar.

– São só mais alguns dias. Você sobrevive. – Respondeu o drow, dando um sorriso de canto. – Eu também odiei esse lugar quando estive aqui pela primeira vez.

– Já esteve aqui antes? – Indagou o garoto.

– Como acha que sei quais lugares são como terras sem leis? Muitas... muitas pessoas já foram nego-

– Por favor, não termine essa frase. – Disse o elfo, temendo o que Quarfein iria dizer. – Vai ser demais para minha cabeça.

– Me desculpe. – Falou o drow, notando que realmente o fato de servir como ponto de negociação para o tráfico de escravos não fazia Spes ser nenhum ponto turístico. – Mas, já que quer dormir mais cedo, que tal jantarmos mais cedo também? Assim, pelo menos, você não dorme apenas com o almoço no estômago.

– Eu não sei... – Respondeu Amaess, hesitante — ainda se lembrava de quando o drow o embebedara, prometendo que daquela forma ele não se lembraria de nada no dia seguinte — na visão do garoto, a mentira mais cruel já contada pelo outro.

– Está tudo bem, eu posso trazer aqui, da mesma forma que eu fiz outro dia... – Disse o rapaz. O elfo ponderou por alguns instantes, suplicando mentalmente para que Quarfein jamais abrisse a gaveta do criado mudo, que continha as anotações e desenhos que o garoto havia feito na ausência do drow. Por fim, sabia que não poderia esconder suas dúvidas e pensamentos para sempre, e acabou aceitando a proposta de sair — talvez aquilo até lhe ajudasse a por as idéias em ordem.

Notas finais
Pessoas por favor deixem reviews, se não eu vou morrer de curiosidade para saber o que vocês pensam! Elas são úteis não apenas para ajudar a melhorar nas próximas histórias, como também para possíveis revisões posteriores nesta...
Sem contar que dá para saber em qual parte da história vocês estão e, como eu estou em época de provas, esse é um dado importante para mim, para eu saber quanto tempo eu posso ficar sem postar, mas ao mesmo tempo sem deixar pessoas esperando uma continuação...
Mas então é isso, não percam o próximo capítulo ♥