Hate At First Sight

15 Como isso funciona?


Notas iniciais
Eu estava esperando chegar até os 100 reviews, mas nem tudo é perfeito. Nem meu World que só foi concertado hoje!Boa leitura e desculpem a demora.

Entrei lentamente no Starbucks esperando que algo surpreendente acontecesse, mas nada de especial ocorreu. Há não ser que você chame de grande coisa uma prostituta tentando ser uma garçonete. Eu pensava que só nos filmes que Logan assistia tinha isso, não sabia que era vida real.

O cheiro de café fresquinho me lembrava que eu praticamente vivia em cafeterias quando era criança, claro que as cafeterias que eu frequentava eram bem diferentes que o Starbucks, mas o odor era o mesmo. Infelizmente ao nos aproximar do balcão o cheiro de café foi substituído por um perfume bem barato.

Pensei em desistir de tudo aquilo depois que meu nariz ameaçou pular para fora da minha cara sentindo aquele perfume vulgo veneno . Eu devia pedir um capucino grande, ao em vez de um emprego e sair o mais rápido possível dali.

Eu abri a boca para falar que eu era apenas mais uma cliente e que queria meu café com bastante chantili, mas parece que a garota do caixa nem tinha reparado na minha presença.

– Em que posso ajuda-lo, gatinho? — A atendente perguntou com o dedo na boca, fazendo uma tentativa falha de seduzir. Ela media Austin dos pés á cabeça como se ele fosse um manequim da Calvin Klein e ela estivesse pronta para experimentar o produto.

Revirei os olhos enquanto ele sorria escancaradamente para Alex, pelo menos era isso que seu crachá dizia. Coincidência ou não, eu achava que Alex era nome de quem já tinha talento desde bebê para rodar bolsinha. Mas vamos deixar como se a mãe dela tivesse escolhido esse nome por acaso do destino.

– Na verdade a minha... — Troy Austin deu uma pausa infinita franzindo a testa pensativo e se apoiando no balcão. — Digamos que amiga vai trabalhar aqui. — Ele disse me puxando para frente.

– Ah sim! — Alex fechou a cara me analisando com certo desprezo. Eu juro que eu estava prestes a voar no pescoço daquela loira azeda. — Vou chamar a Julia para ajudar e explicar como funciona aqui. Só vou avisando que o trabalho é bem rigoroso. — Ela falou levantando as sobrancelhas e gritando pela tal de Julia.

Era óbvio que ela estava blefando, como se trabalhar em uma cafeteria fosse como trabalhar em uma mina de carvão. Aquela garota não gostava de mim, mas o melhor era que o ódio era reciproco.

Em poucos estantes uma menina com a pele pálida e cabelos bem negros apareceu toda sorridente com dois capucinos em mãos. Ela entregou os dois copos para Alex que estava com uma cara entediada chamando os nomes dos clientes.

– Oi! Você deve ser a Amanda! — A garota morena que eu ainda não sabia o nome disse me abraçando. É óbvio que eu não correspondi ao abraço, digamos que eu não sou uma pessoa de ficar abraçando desconhecidos, mesmo que elas estejam vestidas com uma camiseta escrita Free hugs. Eu não abraço as pessoas nem de graça, imagina se fosse pagar por esse serviço inútil.

Ela me soltou do abraço e decidi que era a hora da minha pessoa falar algo.

– Hum... Pelo menos é esse o nome que está escrito na minha certidão de nascimento. — Eu disse dando de ombros.

– Você é bem engraçada! Igual ao seu irmão. — Droga! Ela tinha o mesmo dom de mamãe para dar risada de qualquer coisa.

– Do meu irmão? — Perguntei um pouco confusa, mas logo meu cérebro resolveu que hoje não era feriado e começou a trabalhar. — Ah sim! Você é a Julia!

Puta que pariu! Logan não dá uma fora. Ela realmente era uma garota muito bonita e parecia ser legal. O que será que ela viu no idiota do meu irmão?

– Sou eu! Eu sou bem amiga do seu irmão. Ele é um garoto muito legal! — Julia disse sorrindo como se eu não soubesse que ela dá uns bons pegas nele.

– Você está certo. Logan é muito legal, um parasita muito legal. Enfim, quando você saiu?

– Saí de onde?

– Do hospício ou da clínica de reabilitação. Para ser amiga do peste do meu irmão tem que ter algum problema, pelo menos mental.

– Essa foi boa. — Julia disse em meio a gargalhadas. — Eu não tenho nenhum problema e Logan também não. Ele é um cara tão perfeito.- Produção! Vocês podem colocar aquela música apaixonada no fundo dessa cena e uma luz mais forte no rosto bobo dela?! Isso! Assim mesmo! Muito obrigada.

Antes que eu pudesse falar todos os podres do meu querido irmãozinho eu fui interrompida por outro parasita.

– Então, Mandy... Eu já estou indo para o trabalho. — Austin disse meio entediado.Eu tinha esquecido que ele ainda esta ali. — Bom serviço pra você! — Ele falou levando uma mão até a cabeça e fazendo o sinal do exército. Aposto que quando eu disse que ele levou a mão na cabeça você deve ter pensado que ele ia começar a dançar O movimento é sexy.

Fiz um sinal de positivo e ele se virou em direção a porta, mas logo foi parado por Alex que segurou seu braço e colocou um bilhete na sua mão. Eu não tinha a mínima ideia do que estava escrito naquele pedacinho de papel.

Eu queria correr e apanhar o bilhete da mão dele, porém me contentei em ficar parada com os olhos esbugalhados enquanto Troy Austin dava um sorriso constrangido e se retirava.

– Mandy, eu posso te chamar assim? — Ouvi uma voz e logo reconheci que era de Julia.

– É. Pode. — falei contra minha vontade.

– Eu vou te mostrar a cozinha. Você pode começar hoje lavando os copos. Pode ser? — Julia perguntou ingenua. Mal sabia ela que eu nunca tinha lavado um prato e nem sabia como começar. Na mesma hora fiquei muito nervosa e meus músculos enrijeceram tanto que eu não saía do lugar. — Eu vou te guiar! — Ouvi ela dizer.

Alex me encarou torto vendo Julia agarrar meus ombros e caminhar comigo, como se isso não fosse normal.

Eu estava extremamente fodida! Não queria trabalhar e ser despedida no primeiro dia e também não queria ser rebaixada e pedir mesada para minha mãe. O problema é que eu era completamente inútil em serviços que envolvem habilidades em lavar, passar, arrumar, costurar ou cozinhar alguma coisa. Nessas áreas eu sou completamente inútil!

A cozinha estava completamente limpa e organizada. Por reflexo imaginei como ela estaria nas minhas mãos. O furacão Catrina era uma visão bem mais bonita que o estado da cozinha.

– Então, como isso funciona?

– Como assim, Amanda?

– Como funciona tudo!

– A torneira da direita saí água quente e a da esquerda saí água fria. E ali é o sabão! — Julia disse apontando um vidrinho vermelho.

– E o que eu faço?

– Você lava os pratos! Qual é o problema, Mandy?! — Ela perguntou solidária e eu estava envergonhada de contar tudo pra ela.

– Eu não sei lavar pratos! Eu nunca fiz isso na minha vida. — Falei olhando para o chão.

– Puta que pariu! — Ela deu uma longa gargalhada. Provavelmente Julia deve ter achado que era outra piada minha. Só que infelizmente não era.

– É sério! — Logo ví sua expressão mudar completamente, de risonha passou para abismada ou talvez próxima á desmaiar.

Notas finais
Já viram a minha nova fanfic? Olhar não arranca mordida, viu? Ou talvez essa arranque, não me responsabilizo por nada. Essa é a fic:http://fanfiction.com.br/historia/426492/The_Pride_Of_Royalty/Não esqueçam os reviews!xoxoDudaMoura