Has Light in the Darkness
25 You Drive Me Crazy
Notas iniciais
POV NARRADOR
– Tem certeza que nenhuma das minhas outras opções daria certo? – Perguntou nervosa, pretendia convidar Regina no fim da tarde, assim que a reunião com o gabinete acabasse.
– Não sei Emma... Continuo achando que leva-la para o lago para alimentar os gansos no parque não é tipo de coisa mais romântica desse planeta.
– Mas você ama os animais!
– Mas estamos falando da Regina.
– Porque eu não posso leva-la apenas ao restaurante? – Resmungou Emma levantando os braços.
– Porque é previsível! – Mary Margaret repetiu pela milésima vez.
– Quem sabe então leva-la ao Rabitt Hole depois?
– Quem embebedar a moça e aproveitar-se dela, é isso? – Emma revirou os olhos. – É o que fica parecendo. Não, nada de bebidas, pelo menos não como segundo plano. Leve-a para jantar, passear e depois, conforme for a noite de vocês, vocês podem ir beber.
– Ou irmos pra casa dela.
– Você parece um adolescente na puberdade.
– Cinema, quem sabe? – Sugeriu Emma ignorando o comentário.
– Vocês foram ao cinema outro dia, Emma. – Mary Margaret respondeu. Já passava da quinta ideia que a amiga tinha e até agora nenhum parecia bom o bastante para convencer a prefeita a ir a um encontro.
– O que raios eu vou fazer então? – Emma perguntou pousando a cabeça no balcão, estava a ponto de desistir da ideia toda. Deuses, porque não pode ser apenas o jantar?!
– Você não tem ideia de alguma coisa que ela possa gostar de fazer para se divertir?
– Eu sequer sei se ela se diverte!
– É obvio que ela faz alguma coisa, ela não pode passar todos os dias em função de trabalho! – Certo?
– É da Regina de quem estamos falando. – Emma retrucou. – Além disso, eu só a vejo se divertir com Henry.
– Henry, é isso! – A professora repetiu animada.
– Você não quer que eu leve o Henry pro meu jantar romântico com a mãe dele, certo? – Perguntou a loira confusa.
– Claro que não, besta. – A amiga revirou os olhos. – Henry deve saber o que Regina faz para se divertir, pergunte a ele.
– “Oi Henry, estou querendo levar sua mãe a um passeio romântico, sugestões?”.
– Seja sutil, pergunte como quem não quer nada. Não demonstre porque quer saber nem que realmente quer saber, apenas pergunte.
– Eu não sei ser sutil assim!
– A cada dia que se passa eu tenho mais certeza disso. – A morena falou rindo. – Liga pra ele e pergunta, aposto que se você perguntar ao vivo você vai fazer alguma coisa que ele vai acabar desconfiando.
– Certo.
– Tá esperando o que? – Mary Margaret perguntou depois de cinco minutos que Emma ficou parada olhando pro nada. – Não vai ligar?
– Agora? – Perguntou assustada. – Isso é o contrario de sutil.
– Obvio, não tenho todo tempo do mundo, além do mais, você não ia ser sutil de qualquer jeito. – Falou a morena revirando os olhos.
– Tá, grossa. – Falou Emma dando a língua. Pegou o celular no bolso e discou o numero de Henry. – Oi garoto, tudo bom? Eu queria saber se poderia me ajudar numa coisa... – Perguntou insegura. – Sabe o que sua mãe gosta de fazer para passar o tempo, se divertir? Por quê? – Olhou pra Mary Margaret que acenou com a cabeça incentivando-a. – Nós andamos discutindo e eu acho que seria bom se tentássemos nos acertarmos, até porque naquele dia que nós três fomos ao cinema foi bem divertido, certo?
– Eita desculpa idiota. – Mary Margaret falou dando risada.
– Sim... Sério? – Emma levantou a cabeça arregalando os olhos surpresa. – Já tinha ouvido falar, mas achei que era apenas uma brincadeira. Ah, certo. Valeu então, garoto. Nos vemos em breve. Abraço.
– E ai?
– Ela gosta de cultivar macieiras, pintar, e o mais incrível de tudo. – Fez uma pausa dramática. – Andar a cavalo.
– Plantar arvore não combina muito contigo, acho que não tens paciência pra ficar pintando uma tela, então, já sabes o que fazer. – Mary Margaret disse aliviada.
– Cavalgar? – Mary Margaret confirmou com um aceno de cabeça e Emma arregalou os olhos. – Onde vou conseguir um cavalo em Storybrooke? – Perguntou desesperada.
– Me surpreende saber que já moras aqui há um tempo. – A morena falou baixinho revirando os olhos. – Existe um estabulo aqui, e é bem provável que Regina seja sócia.
– Onde raios fica esse estabulo?!
– Vou anotar o endereço, mas se eu fosse você, iria me arrumar. Daqui a pouco começa a reunião com sua amada.
– Cristo, vou me atrasar. – Disse Emma olhando para o relógio na parede. – E ela não é minha amada. – Disse subindo as escadas.
–-**--
A reunião inteira durou no máximo duas horas, não existiam muitos assuntos a serem discutidos sobre Storybrooke, mas uma reunião do gabinete com todos os agentes de importância da cidadela parecia uma das coisas que se deveriam fazer pelo menos duas vezes ao mês, mais por um costume do que por necessidade.
Durante toda a reunião, a xerife não tirou os olhos da prefeita, que fez questão de fingir não estar percebendo isso. Assim que a reunião acabou, Regina teve a impressão de que Emma tinha acabado de acordar de um sono profundo, pois deu um pulo na cadeira.
Assim que a sala começou a esvaziar, Regina empilhou seus papeis, desligou o slide show com o brasão da cidade e virou-se em direção a porta de sua sala.
– Regina, posso falar com você? – Ouviu uma voz chama-la, não precisou se virar para saber que era Emma.
– Já está falando, Swan. – Respondeu com tom indiferente, embora seu cérebro formou varias hipóteses sobre o que a loira poderia querer falar. – Pode falar, Emma. Mas não demore, tenho um compromisso do qual não posso chegar atrasada. – Falou virando-se e encarando a mulher que parecia estar entrando em um conflito interno.
– Certo, não vou demorar. – Disse Emma depois de alguns longos segundos de silêncio. – Só quero te perguntar uma coisa.
– Se for a respeito de Henry, eu pretendo viajar com ele nesse final de sem...
– Querismigo? – Interrompeu Emma, as palavras praticamente tropeçaram em sua língua.
– O que?!
– Ah... Tudo bem, então. – Falou Emma encarando os próprios pés e virando-se em direção a porta.
– Espera ai, eu não entendi a tua pergunta. – Regina revirou os olhos. – Poderia falar que nem um ser humano?
– Desculpe.
– Repita... por favor. – Regina pediu impaciente.
– Deus... – Falou baixinho para si mesma, estava nervosa e sentia seu estomago revirar. – Ok. Eu perguntei se você quer sair comigo.
– Sair?
– Sair.
– Sair tipo um encontro? – Regina perguntou confusa.
– Ah... – Emma fez uma careta ao ouvir a palavra. – Sim, exatamente.
Regina ficou olhando para a loira alguns minutos em silencio com a boca meia aberta tentando entender o que estava acontecendo. Era isso mesmo? Emma esta me chamando pra sair?
– Então...? – Emma perguntou nervosa, aquele silencio a estava matando. Esperava qualquer resposta, de um sim ou uma risada irônica acompanha de um não, mas o silencio era a única coisa que ela não esperava. – Olha, já foi difícil tomar coragem pra vir aqui te convidar, só me responda, por favor.
– Ah, sim, desculpe. – Regina fechou a boca como se estivesse se recuperando de um susto. – Bom, estou apenas um pouco surpresa.
– Tudo bem... Na verdade, não é nem uma boa ideia, esqueça o que eu disse, esqueça que eu vim aqui. Não sei o que eu estava pensando, acho que tinha algum tipo de droga alucinógena no meu café hoje de manhã e...
– Aceito. – Interrompeu Regina que não prestou atenção em nada do que Emma estava dizendo. Aceitou antes mesmo que pudesse pensar com clareza sobre o assunto. Não sabia por que estava aceitando o convite, mas sabia que se pensasse muito sobre ia recusar, e algo, que ela não compreendia o que era, não queria que ela recusasse.
– Aceita? – Emma repetiu confusa, Regina arqueou a sobrancelha. – Ah, ótimo! – Falou animada. – Quero dizer, certo.
– Posso saber o que pretende fazer? – Regina perguntou curiosa.
– É uma surpresa. – Disse a loira por fim, sorrindo no canto da boca e levantando os ombros.
– Posso saber ao menos quando?
– Eu te mando uma mensagem no dia.
– Ah claro, porque eu sou totalmente desocupada, não é mesmo Ms. Swan? – Regina perguntou irônica.
– Ok... Não sei o dia ainda, confesso. – Emma disse revirando os olhos. – Mas eu te mando uma mensagem com antecedência, Miss Ocupadissima.
E falando isso se retirou. Regina deu meia volta e foi em direção a sua sala, sentou-se e encarou a Ata da Reunião que Ashley havia feito e colocado em cima de sua mesa para a Prefeita poder ler e arquivar, mas sua mente vagava num turbilhões de possibilidades e ela não conseguiria juntar concentração o suficiente para ler aquele documento que agora lhe parecia tão sem importância.
Por mais que tentasse imaginar onde Emma poderia leva-la, não conseguia êxito. Se tratando de Emma Swan e seus hormônios, não duvidava nada que a loira pretendia leva-la a um motel, mas caso fosse esses seus planos, ela deveria rever seus conceitos de encontro.
Ainda assim, Emma nunca a convidara para transar, simplesmente acontecia. Talvez, então, uma foda não fossem seus planos. Mas... quais seriam então? Um passeio? Um jantar? Um cinema? Esgrima? Praticariam tiro ao alvo? Beberiam num bar? Comeriam na Granny’s? Fariam uma caminhada na areia? Iriam nas docas? Yoga?
Estava ansiosa e sequer sabia quando seria o tal encontro. Fosse o que fosse, havia aceitado e sequer havia pensado muito a respeito. Mas as coisas com Swan ultimamente estavam assim, sem pensar, no impulso, no instinto, apenas no calor do momento. Quando percebia já havia feito ou dito. Emma causava em Regina um descontrole que ela odiava, e mesmo assim, alguma coisa não a deixava se afastar da xerife, e a prefeita temia achar que sabia o que era essa tal coisa, não poderia e não deveria nutrir qualquer tipo de sentimento por Emma.
Mas quando é que se tem controle disso?
Fale com o autor